CapĂtulo 17 - What Makes You Beautiful
Rose
- O que estĂĄ fazendo aqui? â parei de beijĂĄ-lo
- Eu nĂŁo aguentei, tive que vir te ver... â sorriu, o abracei
- Calma.
Levantei e tranquei a porta, para não ter riscos de entrar alguém.
- Harry vocĂȘ nĂŁo pode estar aqui, Ă© sĂ©rio. â sentei em sua frente
- Prometo que nĂŁo demoro, sĂł passei mesmo para te dar um oi... Nossa, aqui Ă© bem pequeno. â olhou em volta
- Eu sei, bem-vindo a minha casa. â sorri meio sem graça
- E onde estĂĄ todo mundo?
- Acho que estĂŁo jantando. Engraçado, eu estava pensando em vocĂȘ e vocĂȘ apareceu. â me aproximei
- SerĂĄ que sempre que eu estiver pensando em vocĂȘ, vai aparecer na minha frente tambĂ©m? â sorriu, tirando o casaco
- Eu acho meio improvĂĄvel.
- EntĂŁo deixa eu terminar onde vocĂȘ me interrompeu?
Me puxou para seu colo e começamos a nos beijar novamente. Colocou uma mĂŁo entre meus cabelos, se recostando na cama e ficando quase deitado comigo sobre ele. O beijo ficava intenso a cada segundo, sentia sua respiração ofegante e me dava mais vontade de beijĂĄ-lo, nĂŁo tinha vontade de parar nunca. A pegada do Harry era uma coisa de louco. Começou a me beijar no pescoço, me deixando totalmente arrepiada. Foi colocando uma mĂŁo por dentro da minha blusa, chegando atĂ© a parte onde desabotoa o sutiĂŁ, me impressionou a sua capacidade de conseguir desabotoĂĄ-lo com apenas dois dedos (isso significa que ele teria experiĂȘncia? Pesquisar). Me segurou nas costas e me virou, ficando sobre mim, voltando a me beijar com intensidade. Aquilo jĂĄ estava me deixando louca, como ele conseguia me provocar tanto? Na maioria das vezes eu Ă© que provocava, nĂŁo o cara. Peguei em sua blusa e a levantei, logo me ajudou a tirĂĄ-la entĂŁo a enrolei e coloquei em seu pescoço o puxando para mim. Soltou uma risada e começou a desabotoar meu short enquanto eu observava seu fĂsico que era pouco definido, mas ele era todo delĂcia da cabeça aos pĂ©s, devo me lembrar de procurar seus defeitos pois atĂ© agora nĂŁo achei. Abaixou meu short e deitou sobre mim novamente, voltando a me beijar bem devagar. Meus sentidos jĂĄ começaram a se aflorar sĂł em sentir seu âamigoâ, nisso eu jĂĄ estava ficando fora de mim e com um tesĂŁo incomum. Levantava minha blusa enquanto me dava mordidas no pescoço, comecei a dar fracos gemidos em seu ouvido quando de repente alguĂ©m começa a bater na porta. O empurrei rapidamente e levantei, pegando o short e colocando-o. Fiz sinal para Harry nĂŁo falar nada e ficar onde estava, fui abrir a porta.
- Fala. â disfarcei
- Ă que eu vim pegar meu celular. â disse Vivian
- Agora?
- Acho que sim... NĂ©. â sorriu, sarcĂĄstica
- SĂł um minuto e eu levo para vocĂȘ lĂĄ fora, por favor. â falava com a porta quase fechada
- Por quĂȘ? Aconteceu alguma coisa? Porque seu short estĂĄ avesso?
- Eu... Eu estava no banheiro e vocĂȘ bateu na porta, aĂ tive que colocar o short correndo.
- VocĂȘ nunca deixa a porta trancada e nunca faz xixi sem o short, isso estĂĄ muito estranho. â fez uma cara de desconfiada
- Eu nĂŁo sei porque tranquei Vivian e depois do meu xixi eu ia tomar banho, por isso tirei o short, agora posso voltar ao banheiro?
- Eu sĂł quero o meu celular.
- Deixe que eu pego, isso nĂŁo Ă© problema.
Fechei a porta e rapidamente peguei seu celular que estava em cima da cama. Abri a porta e a entreguei.
- Pronto. â sorri
- Continuo achando isso muito estranho. â pegou o celular
- Enfim, até.
Fechei a porta e a tranquei novamente.
- Era a Vivian. â tirei o short para desvirĂĄ-lo
- Percebi. â ficou me encarando â JĂĄ estĂĄ sem o short de novo, agora Ă© sĂł voltar pra cĂĄ. â soltou uma risada convencida
- Para â ri â Coloque a sua blusa, Ă© arriscado continuarmos o que estĂĄvamos prestes a fazer... â peguei meu casaco e o coloquei, logo me deitando ao seu lado
- Um dia fale para a Vivian que ela broxou demais hoje. â riu, colocando a camisa de volta
- Ela vai saber disso um dia, pode deixar.
- Mas eu preciso realmente ir embora agora? â ajeitou a camisa, me olhando
- Por mim, vocĂȘ nunca iria embora. â o puxei pelo braço, deitando sob seu peito
- Isso foi romĂąntico demais para vocĂȘ. â me abraçou, me pressionando mais sob seu peito
- VocĂȘ estĂĄ me desvirtuando do caminho certo, olha sĂł as coisas que jĂĄ estou dizendo. Essa nĂŁo sou eu.
- Ou vai ver essa sim Ă© vocĂȘ. â sorriu
- Vou falar outra coisa romĂąntica para vocĂȘ entĂŁo.
- O que? â ajeitou o cabelo
- Amor, vocĂȘ ilumina meu mundo como ninguĂ©m. O jeito que vocĂȘ mexe o cabelo me deixa arrepiada.
- Nossa, isso foi muito romùntico, fiquei até emocionado.
- Senti sarcasmo em suas palavras. â dei um sorriso convencido
- NĂŁo, Ă© sĂ©rio eu realmente gostei. Daria atĂ© uma mĂșsica.
- MĂșsica? AĂ vocĂȘ jĂĄ esta viajando. Ficaria como? Baby your light up my world like nobody else? â cantei em um ritmo lento
- The way that you flip your hair gets me overwhelmed. â continuou no mesmo ritmo
- Olha, atĂ© rimou! Daria realmente uma mĂșsica, vocĂȘ Ă© um gĂȘnio.
- Eu falei. â disse, dando de ombros convencido
Fiquei pensando no teste de dança, que seria minha grande alternativa de mudar de vida, dar um imenso passo a frente.
- Pensando em que? â perguntou, enquanto me acariciava
- Eu nĂŁo te contei... Mas me inscrevi no vestibular da Faculdade de Artes de Londres e um cara me ligou hoje falando que como eu quero Dança, a âprovaâ Ă© um teste na frente de quatro ou trĂȘs professores nĂŁo lembro, na prĂłxima quinta.
- Ă sĂ©rio? â sentou-se â Rose isso Ă© incrĂvel, nossa cheguei a ganhar minha noite agora. Claro que jĂĄ tinha ganhado sĂł em a gente ter se pegado feroz agora a pouco, mas isso melhorou ainda mais. â riu
- Eu sei, mas estou insegura. Posso nĂŁo conseguir entende? Ă complicado, nĂŁo Ă© fĂĄcil.
- Mas ninguĂ©m disse que seria fĂĄcil. Pra chegar onde se quer tem que batalhar e eu sei que vocĂȘ consegue, Ă© uma Ăłtima dançarina. â segurou em minhas mĂŁos
Olhei para nossas mãos entrelaçadas e dei um sorriso bobo que o fez sorrir também.
- JĂĄ se imaginou sendo famoso? â perguntei
- NĂŁo, porque essa pergunta?
- Eu nĂŁo sei... Imagino vocĂȘ com os meninos sendo famosos sabe e aĂ vocĂȘs ganham fĂŁs no mundo todo. JĂĄ pensou? âThe biggest boyband in the worldâ. â falei em um tom animador
- Embora esteja com um toque de exagero, nĂŁo seria uma ideia ruim.
- VocĂȘ me esqueceria?
- Claro que nĂŁo, nĂŁo tem como. â soltou uma risada
- Pode falar isso hoje mas quando virar famoso vai esquecer sim. Vai ter mulher saindo do bueiro pra vocĂȘ, porque ficaria comigo?
- Porque vocĂȘ ilumina meu mundo como ninguĂ©m. â piscou â Vem cĂĄ sua ciumenta. â me puxou, me dando um abraço â Nunca vou te abandonar, eu prometi isso.
- Eu sei. Ă que gosto quando diz isso. â sorri, o apertando
- EntĂŁo vou dizer sempre. Olhe, vocĂȘ tem um gato de pelĂșcia branco. Qual o nome dele?
- Ă ela. Se chama Diana... Ă o nome da minha mĂŁe.
- Que linda. Diana Ă© um Ăłtimo nome, sua mĂŁe deve ser uma Ăłtima pessoa.
- Ela Ă© sim. â sorri sĂł em lembrar dela
- Onde ganhou?
- Bom, eu nĂŁo me lembro muito bem o jeito que a ganhei... SĂł sei que faz muitos anos, acho que foi na Disney.
- Sério? Eu também jå fui na Disney, quando tinha uns dez anos.
- NĂŁo queria cortar nosso barato, mas Ă© melhor vocĂȘ ir. Logo as meninas jĂĄ vĂŁo se ajeitar no quarto e vocĂȘ nĂŁo pode estar aqui, daria uma merda.
- Eu sei, jĂĄ vou indo mesmo. â levantou â Se cuida. â me deu um beijo na testa
- VocĂȘ tambĂ©m. E me avise quando chegar em casa. â abri a janela para ele sair
- Tudo bem. Nos vemos amanhĂŁ? â disse enquanto saĂa pela janela, estava ate engraçado
- Pode ser. â dei um selinho â Eu...
- O que? â me olhou esperançoso
- Te adoro demais. â disse em um tom nĂŁo muito animado
- Ă, eu tambĂ©m. â deu um meio sorriso e saiu andando
- Tenho receio em dizer que te amo, pois Ă© uma palavra muito forte... Mas, amar Ă© quando vocĂȘ nĂŁo se vĂȘ sem a pessoa, certo? Ă, entĂŁo eu te amo mesmo. â sorri
Ficou me encarando com um brilho nos olhos, me deu vontade de apertå-lo. Eu disse tudo que ele queria ouvir e sabia disso. Só tinha duvida se não estava me precipitando ao dizer isso, porém me senti aliviada e bem em falar que eu o amava então me senti confiante. Pois é, eu o amava.
Harry
Confesso que nĂŁo chorei, mas fiquei muito mexido em ouvir logo da ROSE um eu te amo. Acabei sorrindo bobamente, que nem uma criança quando vĂȘ o doce preferido na frente dela. Me aproximei novamente da sua janela, peguei em seu queixo e dei um rĂĄpido beijo.
- Eu tambĂ©m te amo, Rose. â falei quase sussurrando
- NĂŁo sussurre, Ă© golpe baixĂssimo.
- Quer que eu grite que te amo? Isso nĂŁo Ă© problema.
- NĂO! Quero dizer, seria fofo mas nĂŁo a essa hora, os vizinhos vĂŁo ficar infelizes.
- Tudo bem, outra hora eu grito. Agora vou embora porque estå na hora, até amanhã.
- Até...
Fechou a janela e a cortina. Fui andando para casa, a rua ainda estava movimentada então não era problema. Estava fazendo 14° então o clima não era problema, quase um verão (talvez). Caminhei até chegar ao prédio, quando ia subir, duas crianças brincavam de algo que fazia som. Um som chamou minha atenção, então me lembrei do verso que Rose supostamente romanticamente falou para mim. Tive uma ideia genial, só precisava subir correndo, pegar um papel e uma caneta.
- Preciso de um lĂĄpis, caneta e um papel com urgĂȘncia. â entrei em casa nesse ritmo, abrindo e fechando a porta com velocidade
- Isso, jĂĄ viu a hora? NĂŁo sĂŁo horas de chegar em casa, a pia estĂĄ cheia de louça. â disse Louis â NĂŁo mais porque eu lavei.
- Achei. â peguei um lĂĄpis e uma folha de papel branco que estava na gaveta do telefone
- LĂĄ vem vocĂȘ e suas mĂșsicas. â voltou para a cozinha
Comecei a escrever uma letra que me veio na cabeça, falava da Rose. NĂŁo sei, simplesmente me veio o jeito dela e coisas que ela fazia que me deu vontade de colocar em uma mĂșsica entĂŁo nĂŁo estava difĂcil.
- Qual o nome dessa? â perguntou Louis, sentando-se ao meu lado
- What Makes You Beautiful.
- Gostei. Fala de que?
- Rose.
- Ah nĂŁo, sĂ©rio? Mas vocĂȘ cita ela?
- Claro que nĂŁo, eu me inspirei nela e em uma coisa que ela me disse hoje. E essa vai ser animada, podemos fazĂȘ-la de single.
- Ok, vocĂȘ termina ela aĂ e depois me mostra porque quero escutar.
- Pode deixar.
Passei praticamente a madrugada escrevendo essa mĂșsica, mas no fim eu sabia que ela ia ser A mĂșsica, eu podia sentir isso. A letra nĂŁo estava ruim, pelo contrĂĄrio e sem querer sair de convencido. Louis ficou esperando para ler, porĂ©m acabou caindo no sono e com razĂŁo, jĂĄ era trĂȘs da manhĂŁ e eu precisava dormir jĂĄ que no dia seguinte tinha que ir trabalhar e depois ir pra faculdade fazer uma prova que nem sequer cheguei a estudar direito. Tomei um banho e coloquei uma bermuda com uma camiseta, deitei em minha cama e quando fechei os olhos para dormir, toda a cena de horas atrĂĄs com Rose me veio Ă tona na cabeça. NĂŁo parava de sentir o seu beijo e seu corpo no meu era uma coisa que me deixava louco assim como seu sorriso provocante. NĂŁo tĂnhamos feito nada de mais, porĂ©m sĂł aquilo me deu uma vontade imensa de... NĂŁo, melhor nĂŁo comentar sobre isso. E com esses pensamentos, começaram a vir as dĂșvidas sobre âela ser ou nĂŁo virgemâ. Ăbvio que ela nĂŁo era mais virgem, olha sĂł com o que ela trabalhava, porĂ©m minha vontade de tĂȘ-la superava isso. A Ășnica coisa que me dava raiva era imaginĂĄ-la com outros homens e os mesmos a tratando como uma vadia, isso me matava por dentro, pois sei que ela nĂŁo merecia a vida que levava.
- Melhor dormir, vai dar quatro da manhĂŁ. â escutei uma voz muito sonolenta vindo da outra cama
- Como sabe que estou acordado?
- To ouvindo seus pensamentos. Agora vai dormir.
- Ta bem mĂŁe, to indo dormir. E sai com esse papo de ler mentes de perto de mim.
- Medrosinha. â riu e se cobriu
- Ela nĂŁo sabe que Ă© linda, Louis.
Coloquei o cobertor por cima da cabeça, na intenção também de dormir. Fechei os olhos.
- Isso que a torna linda.
Lembrei de seu sorriso. Sorri.












