☆. Notas do desafio: Sorteie uma cartela de pngs, eu me perdi confesso (!!) pq só usei alguns pngs e ainda adicionei essa porta (não resisto a portas bonitas, sorry) mas quero justificar aqui que essas bolinhas como um tipo de caminho... é como se fosse feita pelo pincel e paleta do png... eu só simplesmente deixei fluir e deu nisso, enfim eu só amo o whim e fazer uma capinha quando estou deprê e meio com febre, abraços e cheirinhos nas bochechas :)
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✍ SHORT SKIRT, LONG JACKET
📝pedido pessoal
🕹 fandom: obey me
💌 inspirado em @riveager ♡ e nessa música.
tagarelice/desabafo que você pode pular se quiser: faz um tempinho que não publico nenhuma capa no tumblr, de modo que quem me acompanhava como capista deve pensar que nem edito mais. Mas quis publicar essa, porque queria dizer umas coisinhas que tenho pensado, só para deixar as palavras saírem! Quem quiser ignorar à partir daqui, fica à vontade!
Já tive outro portfólio aqui lá em 2022, que deletei, mesmo que tivesse quase 2K de seguidores, porque eu estava desenvolvendo uma relação muito complicada com a edição graças ao tempo que passava acompanhando as edições alheias. Sentia que eu sempre deveria estar fazendo edições cada vez mais elaboradas, para ficar "à altura" das pessoas que eu acompanhava e admirava, e passei a desgostar de tudo que editava, porque nada parecia tão complexo quanto as coisas que eu via. Mesmo que, esteticamente, as capas fossem bonitas, elas começaram a parecer medíocres pra mim, porque, para onde eu olhava, tinham pessoas fazendo manipulações incríveis e outras edições absurdamente criativas.
Deletei, recomecei, e de 2022 à 2024 senti que tinha realmente desenvolvido um estilo próprio. Não sei se era único, mas quem gostava das minhas capas sempre comentava que reconhecia que eram minhas de longe, e durante esse período eu senti que atinge o ápice da minha criatividade. Era tão fácil pensar fora da caixa, fazer coisas diferentes, não só do que eu tinha visto, mas do que eu mesma tinha feito antes. Eu não me sentia a pessoa mais inovadora do mundo, porque sempre houveram (e sempre haverão) capistas que parecem ter dez vezes mais criatividade, mas eu sentia que conseguia, pelo menos, superar a mim mesma.
No final do ano passado, decidi me afastar um pouco do spirit e, consequentemente da edição. Quando voltei, há meses, acreditei que não sentiria vontade nenhuma de voltar a editar, mas ser capista é estar eternamente suscetível à uma recaída pelo photoshop. Acabei voltando, editando para minhas amigas, e percebi que não tinha enferrujado tanto quanto pensava, mas, agora, a mesma sensação de antes parece estar sempre aguardando o momento de me visitar.
Confesso que não sinto que tenho mais um estilo completamente próprio, porque TUDO parece já ter sido feito (e, em partes, é verdade), e porque acompanho e admiro pessoas incríveis cuja melhor capa sempre será a próxima, e sinto que não tenho mais o mesmo nível de criatividade que elas. Parece que estou sempre tendo as mesmas ideias, que são até boas, mas não são incríveis; sempre que acho que pensei algo muito legal, vejo a capa de alguém que admiro, e concluo que a ideia da pessoa é 10 vezes melhor. E eu tenho um medo ABSURDO de, sem querer, acabar copiando o estilo de alguém por ter passado muito tempo absorvendo o que as outras pessoas fazem. Sabe quando você gosta tanto de algo que guarda lá no fundinho da cabeça, e sequer se dá conta de que está reproduzindo algo muito semelhante? Sempre que termino uma capa, fico minutos analisando e me lembrando de todas as edições recentes que vi, para me assegurar que não parece com a de ninguém.
Acho que, uma parte disso, é motivada por sentir que a capista "aestuantic" foi meio esquecida. Não que eu fosse muuuuuuito famosa, longe disso, mas sabe aquela sensação de que, quando pensavam em capistas, você estava incluso na lista? Hoje, acho que não é mais assim, e isso, naturalmente, faz parte! Além de eu ter ficado inativa, outros capistas incríveis estão sempre surgindo, então é natural que as pessoas migrem a atenção, e o intuito desse post não é falar sobre dor de cotovelo SHSDHUSDHH mas sobre a sensação de impotência, de sentir que você não é mais relevante em algo que você gosta. O que, falando de um hobbie e de um site de fanfic, parece e É pura besteira, mas quando nós praticamos um hobbie que atrai atenção, elogios ou comentários das pessoas no geral, acho que é natural nós sentirmos que ocupamos um lugar. Antes, quando eu elogiava um capista que admirava, sentia que estava falando do mesmo lugar que ele. Hoje, na maioria das vezes, sinto que estou SÓ na posição de admirador. Talvez falando assim soe prepotente da minha parte, mas não é a intenção! É mais para ilustrar aquela sensação de "gosto do que essa pessoa faz, mas também gosto do que eu faço", sem se sentir melhor ou pior que a outra pessoa.
E sinto que isso, não só na edição de capas, mas de icons, na escrita e em todo o resto, às vezes gera aquela sensação de "por que eu vou fazer isso, se tem alguém que já faz melhor?". Acho que isso, inevitavelmente, acaba acontecendo em qualquer esfera da vida. Porque o fato é que SEMPRE existirá alguém melhor que nós em algo, até em coisas que, em tese, ninguém precisa ser bom de verdade. Nós sempre vamos ter um momento pra parar, nos compararmos e pensarmos que o que estamos fazendo é sem propósito nenhum, porque já tem alguém que faz muito bem.
A razão pela qual eu trouxe esse textão não é militar, reclamar ou contestar absolutamente nada, mas sim expor um pensamento/sentimento que talvez mais pessoas tenham, mas não consigam exprimir por receio de soar como uma besteira, ou parecer que estão falando de um lugar de ego ferido. Esse texto é mais para dizer que, às vezes, nós temos que respirar fundo, olhar para o nosso hobbie e encará-lo como o que ele é: algo divertido, que tem que satisfazer somente à você. Às vezes, pra você, não será tão inovador quanto o que outra pessoa; não atrairá tantos elogios, tanta atenção, e você, provavelmente, vai se questionar o que está fazendo de errado, e isso é parte natural do processo, mas nós só precisamos aprender a não atrelar a admiração à autodepreciação. O que eu faço hoje pode não ser tão fascinante quanto o que outra pessoa faz, talvez não seja tão legal quanto eu mesma fazia anos atrás, mas está tudo bem; não precisa ser.
Enfim! Estou feliz por estar editando novamente, talvez volte a atualizar aqui se minha cacholinha se manter boa, mas queria colocar esse texto aqui só pra tirar do coração mesmo, sem intenção nenhuma de ser 📌Tadinha do Sul. Estou reaprendendo a gostar das minhas próprias coisas sem sentir que elas desesperadamente precisam ser melhores do que eu costumava a fazer, e é um processo que nem sempre é fluído, mas é importante se manter constante para mantermos o amor pelo nosso hobbie vivo. Isso fica mais fácil quando você tem amigas que fazem questão de reforçar o quanto gostam do que você faz sempre que podem, então um abração em todas as minhas queridas, que provavelmente lerão até o final porque elas sempre toleram minha tagarelice!
Se você leu esse textão até aqui, um beijão virtual na sua testa!
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