Laura, LĂvia, LeĂŽncio, EulĂĄlia, Frederico, Rosa e CecĂlia Porto dos Milagres - Cap 04
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Laura, LĂvia, LeĂŽncio, EulĂĄlia, Frederico, Rosa e CecĂlia Porto dos Milagres - Cap 04

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Spoiler - CapĂtulo 04.
- Esqueça o que eu disse, tĂĄ na hora de vocĂȘ aprender o meu lema sobre aulas Sely. âAntes nunca do que tardeâ.
Dizendo isso, ele estica a mĂŁo e me espera. NĂŁo posso aceitar, mas sei que nĂŁo vou resistir. Afinal, eu detesto as aulas e qualquer coisa Ă© melhor do que aquilo, principalmente se for a figura a minha frente, que transforma tudo e qualquer coisa em piada. NĂŁo resistindo aquele sorriso torto, que exibe uma longa fileira de dentes retos e perfeitamente brancos. Acabo sempre fazendo o que eu faço: âA pior escolhaâ.
Cap. 04
POV - LOUIS
Emma parecia brava. Claro, Louis. VocĂȘ tinha feito uma das maiores burradas que vocĂȘ poderia ter feito... Agora era tarde.Â
Emma estava com raiva. Ela voltou comigo até a minha casa, e Harry abriu a porta. Ela jogou o blazer azul na cara dele.
-Ei!
-ASHLEY? ASH-LEY? - ela repetia, com o rosto vermelho de raiva. Harry nĂŁo entendia nada. Eu tentei nĂŁo ficar olhando muito pra ele...
Não deu certo. Ele percebeu e também ficou com raiva.
-LOUIS!
-O que foi?
-Ah, entĂŁo vocĂȘ ia esconder de mim, Harry? - ela disse.
-Esconder o quĂȘ? Eu nĂŁo ia jantar com a Ashley!
-Mas vocĂȘ disse...- eu o interrompi.
-LOUIS! CALA A BOCA! TĂĄ, olha, eu sĂł disse pro Louis que ia jantar na casa da Ashley pra ele nĂŁo ficar falando direto no meu ouvido sobre ir pra sua casa e blablabla.
Olhei pra ele com uma cara de "sério?"
-Mas vocĂȘ mentiu! E se vocĂȘ nĂŁo tivesse mentido...
-Olha - eu disse - A culpa foi minha.
-NĂŁo, Lou. - ela disse - NĂŁo foi. Harry, me desculpa, mas eu nĂŁo acredito que ainda pensei em te dar uma chance. Eu gosto muito de vocĂȘ. Mesmo. Mas nĂŁo dĂĄ... simplesmente nĂŁo... dĂĄ. EntĂŁo ou somos amigos ou nĂŁo somos nada.
Harry pareceu pensar um pouco.
-Amigos entĂŁo. Se vocĂȘs me dĂŁo licença, eu vou dormir. Tchau. Amiguinhos. Boa noite.
Ele subiu, talvez com raiva. Emma se despediu de mim e fez questĂŁo de me dizer que eu nĂŁo tinha culpa de nada.
POV - EMMA
-EMMA! EMMA! VOCĂ NĂO VAI ACREDITAR! - gritava Liam, entrando em casa e jogando a mochila no chĂŁo. Fui atĂ© a porta.
-O que foi?Â
-EU RECEBI UMA PROPOSTA DE EMPREGO!
-M-mas jĂĄ, Liam? VocĂȘ acabou de se formar! - mais ou menos um mĂȘs tinha se passado. Sim, eu e Harry estĂĄvamos bem. Normais um com o outro, nada estranho, pelo menos da minha parte nĂŁo. Liam tinha terminado o ano letivo dele (e eu ainda no segundo semestre, que tortura...) e ele era meio apressado pra essas coisas. Ele tinha se formado em Tecnologia da MĂșsica (ou algo assim, era bem bacana) eu ia me formar em Jornalismo, e isso ia acontecer no prĂłximo ano. Enfim.
-POIS Ă! Eu tĂŽ muito, mas MUITO feliz que me acharam! A faculdade Ă© Ăłtima, eles ofereceram bolsa e tudo, Emm! Eu nem acredito! Eu tenho que contar pra mam...
Liam tinha isso ĂĄs vezes. Quando nossos pais morreram, ele tinha 12 anos. Eu tinha 11, mas ele estava com eles quando tudo aconteceu, ele viu tudo... e demorou anos pra ele se recuperar do trauma. A gente morou com nossos tios um tempo, depois quando acharam que ja era hora da gente viver sozinho, nos deram uma casa e a faculdade certa. EntĂŁo... Liam ĂĄs vezes esquecia do acidente e simplesmente ficava animado demais com algo pra lembrar. Era horrĂvel quando isso acontecia.
Ele olhou pro chão e eu fui até ele.
-Ei, calma. Eles ficariam orgulhosos, e eles estĂŁo agora. Eu tĂŽ orgulhosa de vocĂȘ. NĂŁo fica assim, por favor... Eu sei que pra vocĂȘ Ă© mais difĂcil, mas...
-NĂŁo, Ă© que... Nunca foi tĂŁo forte assim. Mas voltando ao assunto, eu tenho uma coisa pra te falar.
-O que foi?
Ele pressionou meus ombros, pedindo pra eu me sentar. Me sentei no sofĂĄ e ele se sentou na poltrona ĂĄ minha frente e me encarou seriamente.
TĂĄ, uma pausa. Ele era sim meu irmĂŁo. Mas eu tinha um irmĂŁo muito gato. As meninas babavam por ele e ele nem percebia.
Voltando.
-O que foi? Diz logo, Liam!
-VocĂȘ acha que eu devo aceitar?
-Claro!
-VocĂȘ aceitaria uma?
-O quĂȘ?!
-Eu disse a eles da minha situação... eles tĂȘm vagas abertas na sua ĂĄrea, Em. E eles te ofereceram uma bolsa tambĂ©m. Todo mundo sabe que vocĂȘ ja poderia estar estagiando, vai! Seus trabalhos sĂŁo Ăłtimos, vocĂȘ ja ganhou vĂĄrios concursos e esses estudos sĂŁo uma grande merda. O administrador da facul disse que se vocĂȘ quiser passar direto pra bolsa e estĂĄgio...
-Isso é sério, Liam?! Meu Deus! Claro que sim! Eu aceito!
-SĂł tem um detalhe.
-O que Ă©?
-A gente vai ter que se mudar pra Londres.
Ta certo. Londres nĂŁo era tĂŁo longe... sĂł um pouquinho. Mas... sair dali? Daquela escola, onde estavam todos os meus amigos? Onde estudavam Maddie, Niall (que com o tempo passou a ser um grande amigo meu)... Louis e...
Harry.
-VocĂȘ ta disposto a se mudar, Liam?
-Se vocĂȘ for, eu vou.
-EntĂŁo se Ă© pra ser assim... Vamos os dois.
Passei o resto do dia pensativa. Resolvi marcar de sair com todo mundo no dia seguinte, pra dar a notĂcia a eles. Era um sĂĄbado.
Cheguei no Pub. Um daqueles bares ingleses bem tradicionais, ali era Ăłtimo. Cinco minutos depois, Niall chegou com Harry.
-E aĂ!Â
-Tudo bem?
-Tudo, e com vocĂȘs?
-Tudo bem. - disse Niall - Eu vou ali pegar alguma coisa, tĂĄ? - ele deu as costas e saiu. Harry me encarou. Ah, aqueles olhos nĂŁo...
-O que aconteceu?
-Nada.
-Diz logo.Â
-Vou esperar todo mundo chegar.Â
Louis e Maddie chegaram juntos. Niall tentava nĂŁo olhar pra ela, eu percebia isso. EntĂŁo nĂłs passamos o dia nos divertindo como uma galera reunida, sĂł cinco amigos em um pub, jogando conversa fora...
AĂ eu resolvi tomar coragem.
-Pessoal.. eu quero falar uma coisa pra vocĂȘs.
Todos olharam pra mim. O que tornou tudo mais difĂcil.
-O Liam conseguiu uma bolsa! E ele vai estagiar ao mesmo tempo! NĂŁo Ă© bacana?
-Que Ăłtimo!
-DĂȘ parabĂ©ns a ele por mim! - disse Niall. Todos ficaram empolgados, menos Harry. Ele apenas segurava seu copo de bebida e me encarava, de vez em quando olhando pra alguma coisa ao nosso redor. Resolvi ir ao ponto.
-Pois é. E acontece que eu também ganhei uma bolsa e um estågio...
-Isso é ótimo! Parabéns! - disse Maddie, bastante animada. Harry ia puxar um banco pra se sentar, quando eu disse...
-Eu vou pra Londres.
... ele se atrapalhou e acabou derrubando o copo.
-LONDRES?
POV - HARRY
Merda, eu disse alto demais. Todo mundo tava parado olhando pra ela, como se dissesse "nossa, que Ăłtimo...".
Mas.. Londres? NĂŁo!
Ela nĂŁo podia ir embora.
Se Louis estivesse na minha mente, ele estaria dizendo: "vocĂȘs sĂŁo amigos, e blablabla" mas quer saber? Dane-se. Esse tempo eu sĂł fingi ser amigo dela pra poder ficar por perto.. eu acho.
Ela nĂŁo podia ir embora. Ela nĂŁo ia embora. De jeito nenhum. JĂĄ faziam meses desde a primeira vez que eu a beijei, e eu ainda nĂŁo tinha conseguido esquecer... Novamente:
Ela nĂŁo podia ir embora. Ela tinha que ficar.Â
Eu tinha que ficar com ela.
Cap 04
-Pra mim vocĂȘ irĂĄ contar nĂ©? - LĂ©ti entrou no meu quarto e sentou na beira da cama onde estava deitada, tirando meus fones. âPra vocĂȘ Ă© muito mais fĂĄcil que pra eles. - Ela entĂŁo sorrindo soltou os cabelos e passou a mĂŁo na franja a jogando pro lado. âEntĂŁo? âEle Ă© tĂŁo diferente dos nossos. âBonito? âMuitooo... - a respondi num folego sĂł, me sentando na cama ao me levantar com os braços-...Ele Ă© alto, magro, bem...ele parece forte. - Ri com meus pensamentos. - O rosto dele... o rosto dele Ă© tĂŁo bonito. A linha do queixo parece uma sĂł, como um desenho. A pele dele parece tĂŁo macia, mesmo sendo tĂŁo cinza, parece ter vida ali. âEle deve beber bons sangues. -Bem, o cabelo dele Ă© curto como o meu. Bem preto, mas nĂŁo como o cabelo do Anis que parece uma seda, o cabelo dele parece que nunca ira ficar bagunçado. Tem uma franja comprida, que tapa seus olhos. - Novamente suspirei. -Os olhos dele sĂŁo agressivos, agressivos. Sabe... quando ele ta como vampiro, os olhos dele se tornam cinza. -Os seus tambĂ©m. -NĂŁooo. Os dele lembram dias de chuva, dias tristes. Mas contrasta com a alegria dele e agressividade. -VocĂȘ estĂĄ parecendo uma humana apaixonada. -Isso Ă© bom. Â
 Fechei os olhos orgulhosa, poucas vezes ouvi que minhas atitudes de parecer humana nĂŁo fossem deboche.  -E o cheiro dele.... foi a primeira coisa que notei. - Disse isso mais pra mim do que pra ela, como se pudesse o lembrar. -Lembra mirra, canela, madeira... Ă© singular. âEu senti.... âSentiu? - estranhei.
LĂ©ti pendeu seu corpo para cima do meu, me deixando um pouco assustada, pois a principio achei que iria me beijar, mas entaum ela passou a narina sobre o meu colo e levantou sua cabeça ficando cara a cara comigo. âVocĂȘ estĂĄ com o cheiro dele. âErrr,,, - Me ajeitei melhor ao sentar na cama, indo mais para trĂĄs. LĂ©ti percebeu meu espanto e sentou direito na cama novamente rindo da minha cara. âEle Ă© diferente... ele Ă© amigo dos humanos. -EntĂŁo ele se alimenta de animais?- Agora ela que me olhou estranho. -Parece que nĂŁo. - Novamente minha frase saiu tĂmida, quase para mim. -Amigo da caça? - agora sua voz era se ironia, sarcasmo nĂŁo soube explicar. -Na...na verdade... ele tem alguns amigos, eu acho. Os demais ele caça. âĂ, isso Ă© um tanto curioso. VocĂȘs ... - Eu sabia o que ela queria saber, mas isso era desconfortĂĄvel contar mesmo que fosse para ela. âEu preferia nĂŁo comentar sobre isso. - Baixei a cabeça envergonhada. âTuuuuudoo bemmm. - Disse ao se levantar. - Mas veja... - Nesse momento ela ficou sĂ©ria. - VocĂȘ condena os nossos, vocĂȘ acha que somos maus...
Eu permaneci a olhando estĂĄtica. E ela continuou: âO seu vampiro nĂŁo Ă© muito melhor que os nossos... âEle... -tentei rebater, mas respostas nĂŁo me vinham. âEle Ă© frio! - Seu tom de voz parecia querer me assustar. âFr... âFRIO! - ela reforçou. - Ele se alimenta dos semelhantes a sua caça. Ele nĂŁo tem misericĂłrdia dos humanos, ele os devora. E o fato dele ter amigos humanos a fez ter orgulho?
Aquelas palavras me atropelaram, nĂŁo conseguia pensar direito e LĂ©ti continuava me metralhando com palavras. âNĂŁo seja tola Chris.... VocĂȘ condena os nossos, mas nĂŁo vĂȘ que ele poderia ser um amigo seu na Ă©poca que eras humana, sem vocĂȘ saber o que ele Ă©, e ele vir a tornar seu senhor... ou atĂ© mesmo...TE MA-TAR! VocĂȘ iria o odiar.... âEle disse que nĂŁo precisa sugar os amigos. âĂ inĂștil tentar lhe fazer perceber tudo que disse? âEu entendi perfeitamente o que vocĂȘ disse! - passei a me irritar com ela. âNĂŁo, ainda nĂŁo... Mas eu sei que vocĂȘ vai pensar sobre isso. Vou sair...
 Ela saiu de meu quarto e eu escoguerrei meu corpo novamente pra cama. Coloquei meus fones e fechei meus olhos. Mas ela ter dito que ele poderia ser um de meus amigos da fase humana, e devorar normais, isso revirava meu estĂŽmago. De certo modo ela tinha uma razĂŁo, ele devia ser frio. Eu nĂŁo sabia em que conclusĂŁo chegar... eu tinha gostado tanto de estar com ele.Â
De sentir que poderia conviver como uma normal.