"Segure minha mão e eu prometo que essa será a nossa última dança. Veja, encare e enfrente aquela refulgente chuva de astros que aos poucos engole toda esta imensidão a qual chamamos de cosmos, sendo um cenário tão belo e desatino, em que nem mesmo as mais profundas palavras seriam capazes de descrever tal experiência. Sim, a ausência de sentido em um universo tão brilhante (frase a qual pode ser utilizada para simplificar o título escolhido) e em constante expansão nos faz crer em tantas coisas inexplicáveis, afinal, quem sou eu? Quem é você? O que é isso? Espere, eu disse crer e não questionar. Questione, há muitas questões ainda não respondidas e provavelmente muitas respostas que talvez não seriam boas de serem ouvidas, pois, infelizmente, a verdade pode brilhar tanto ao ponto de cegar, enquanto a mentira pode se omitir tanto ao ponto de se perder, assim naturalizando de forma que ninguém mais possa contrariar, afinal, você realmente gostaria de contrariar o todo? Talvez sim, ou não, na verdade eu não sei. Quanto mais o universo expande, mais como matéria orgânica se sentimos comprimidos, ou melhor, insignificantes, mas ainda assim consciências significantes, algo um tanto paradoxal e tenebroso. Seríamos as únicas existências nesse tão vasto cosmos? É bem provável que não, afinal, seria tão depressivo ver que a realidade só pode, e exclusivamente, tomada por nós mesmos, mas aspiro que um dia a loucura possa explicar melhor tudo isso, isto é, enquanto prosseguimos como constelação, reduzimos como humanização e, aos poucos, fragmentado tornam-se nossas respectivas indentidades. Obrigado por compartilhar sua visão, por mais triste e complexa que seja, transparente ou não, apenas não se perca ao ponto de se esquecer de suas promessas, essas sendo frias ou não, ainda assim existiram e em algum momento foram utilizadas como instrumentos de aquecimento para as minhas contínuas inseguranças, mesmo que isso apenas significasse adiar a minha tão fatídica desumanização."