“WHIPLASH” - PORQUE A MÚSICA NUNCA BATEU TÃO FORTE
Imaginem um drama entre aluno-professor, feito com uma montagem impressionante, com um desfecho totalmente imprevisível e, ainda, com uma trilha sonora afiadíssima: EIS QUE SURGE WHIPLASH!
"Whiplash" é a história de Andrew Neiman, um jovem padawan que sonha em se tornar um dos melhores bateristas da sua época. De cara, ele conhece o professor perfeccionista (Sith) Terrence Flecher, que o "espreme" até que ele atinja todo o seu potencial. Até ai OK, temos mais um filme de superação e blá blá blá.
Um amigo meu costuma dizer que se você souber contar bem uma história, por mais simples que ela seja, ela se transforma em algo muito maior do que ela realmente é. (AH VÁ!)
Whiplash vai além disso; vai além do que eu, na minha limitação de "foda", "animal", "pika pra carai", consegue descrever.
A começar pelo desenvolvimento do filme, ele conta as coisas de uma forma previsível, mas prazerosa de se ver. Sabe quando você pensa "podia acontecer isso com esse fdp só pr'ele se fuder" e fica desejando que as coisas aconteçam? Com Whiplash é mais ou menos assim, só que melhor!
“Se você não tiver habilidade, vai acabar tocando em uma banda de rock” - Buddy Rich
É claro que comigo enchendo a bola do filme, pode ser que você, meu querido leitor, perca um dos maiores efeitos que o filme te causa: exceder suas expectativas. Whiplash é um daqueles filmes que não cansa, ele vai acontecendo sem pesar a mão em nada.
Mas, tudo isso também só pôde ser possível com as atuações do Miles Teller e do J.K. Simmons que, merecidamente, ganhou o Oscar de melhor ator coadjuvante com Whiplash; os dois estão “felomenais”.
Além de “Melhor Ator Coadjuvante”, Whiplash também ganhou de “Melhor Montagem” (Tom Cross) e “Melhor Mixagem de Som” (Craig Mann, Ben Wilkins e Thomas Curley).
Outra coisa muito bacana do filme é que se fala sobre música. Eu que sou um leigo total em jazz descobri pequenos nomes para conhecer: Buddy Rich, Charlie Parker e Jo Jones. Lógico que não é porque se falou num filme que deve se levar ao pé da letra, mas por que não "se dar" uma chance de conhecer esse caras?
E aproveitando, a trilha sonora é tão boa que deixa mais leve a trama de obsceção/exaustão/perfeccionismo que o filme te proporciona; aos poucos, ela dá um fôlego entre as cenas de maior atrito e desenvolvimento. Sem dúvida é um filme prazeroso de se ver E DE SE OUVIR! (ABÇS PRO CASALBÉ).
Há, e o final?! Meu amigo, que final é aquele, ein?! Olha, de verdade, o final é "PUTAQUEPARIUMELDELSDOCÉUOCTAVIO!". É uma cacetada atrás da outra! De certa forma, uma palavra que se usou muito pra falar de "Breaking Bad", "catarse" define bem o final. Porra, esse filme é muito bom mano.
Corre lá, assiste, e me conta como foi! bjs