O amor Ă© maior do que tudo isto. - CapĂtulo 24
Lå estava Mel, ao lado de Chay, no sofå da casa dele. Os dois se beijavam loucamente e o clima estava ficando quente. Tudo que Mel queria, era um momento como aquele, livre, sem ter que se preocupar com os outros, mas ela só conseguia pensar na investigação e em quem Chay era. Então, Mel interrompeu tudo.
-Bom amor, quero saber mais de vocĂȘ. O que vocĂȘ faz da vida? â Diz Mel, se levantando.
-Penso em vocĂȘ. â Diz Chay, sorrindo e agarrando Mel novamente.
-Ai bobo, te amo. â Mel deu um selinho em Chay, se esquecendo (por um segundo) de tudo- Enfim, nĂŁo era isso que queria saber. Quero saber com que vocĂȘ trabalha?
-Hum... â Chay disse (sem jeito) e pensando no que responder â VocĂȘ vai saber de tudo, quando estivermos lĂĄ no meu quarto. â Disse ele, agarrando-a novamente.
Mel nĂŁo conseguiu resistir e logo os dois estavam no quarto de Chay, quase sem roupa. Aos beijos Chay foi arrancando as roupas de Mel e ela as roupas dele. As coisas estavam quentes, mas foram parados por a campainha.
-Ai que saco, esses meninos, sempre me atrapalhando. â Resmungou Chay.
-Vai lĂĄ amor, enquanto me visto. â Disse Mel.
-Ok, mas antes... â Chay, entĂŁo, deu mais beijos em Mel.
Entre os beijos, Mel tentava falar, mas Chay nĂŁo a deixava.
-Para Chay, vai lĂĄ.
-Ok. â Ele se levantou e se vestiu.
Lå foi Chay aé a campainha e quando abriu, eram Micael, Arthur, Sophia e Lua.
-A que devo a interrupção? â Disse Chay.
-CadĂȘ a Mel? â Disse Sophia entrando no apartamento sem responde-lo.
- TĂĄ lĂĄ em cima, calma...
-MEL! â Sophia gritou.
Mel desceu as escadas correndo e assustada.
-O que foi? TĂŽ aqui. â Mel olhou e viu os convidados â UĂȘ, o que vocĂȘs estĂŁo fazendo aqui?
-Mel, eles confessaram. â Disse Lua.
Os meninos olharam para Chay que nĂŁo estava entendo nada.
-Como? Assim tĂŁo fĂĄcil?
-Foi pela base da pressĂŁo. â Disse Sophia.
-ESPERA AI, eu nĂŁo estou entendo nada. Porque eles estĂŁo calados e vocĂȘs falando que eles confessaram? â Disse Chay.
-Chay, nĂłs soubemos hoje que vocĂȘs sĂŁo mafiosos. E estĂĄvamos tentando comprovar, mas seus amiguinhos facilitaram nosso trabalho e confessaram. â Explicou Sophia.
Mel estava parada, só observando o que Chay iria falar e as reaçÔes de Chay.
-NĂŁo acredito, como assim? â Chay esperou uma resposta dos meninos â A e vocĂȘs ficam calados agora?
-Desculpa Chay, elas fizeram pressĂŁo. â Disse Arthur, pela primeira vez.
Chay olhou feio e virou para Mel.
-Mel me desculpa, por favor, eu te amo.
-Porque vocĂȘ nĂŁo me contou a verdade? VocĂȘs queriam alguma informação da gente Ă©? â Disse Mel, com lĂĄgrimas escorrendo pelo rosto.
-Mel, porque vocĂȘ estĂĄ chorando, a gente jĂĄ tinha certeza disso. â Disse Lua.
-Porque eu tinha esperanças de que o homem da minha vida nĂŁo fosse um mafioso e de que ele me contaria se fosse. â Disse Mel enxugando as lĂĄgrimas e sendo a durona outra vez. â NĂŁo acredito Chay.
-Mel me desculpa. Eu nĂŁo podia te contar, vocĂȘ iria me prender. â Chay estava prestes a chorar.
-Chay, eu te amo, mas eu tenho que fazer uma escolha. O certo era te prender, mas nĂŁo suportaria viver com a ideia de que prendi o homem da minha vida e nem com a ideia de namorar com um cara ladrĂŁo, entĂŁo, vocĂȘs tem que ir embora, embora para bem longe.
-MEL! â Disse Sophia e Lua.
-O que? VocĂȘs querem ver o amor de vocĂȘs na prisĂŁo?
-NĂŁo. â Disse Sophia concordando, de forma indireta, com sua amiga.
-Mel, muito obrigado. â Disse Chay indo beijĂĄ-la.
-Sai. â Disse Mel, desviando-se.
-Lua, obrigado. â Disse Arthur indo beijar Lua.
-NĂŁo me agradeça. â Disse Lua, virando o rosto.
-Sophia obrigado. â Disse Micael, indo abraça-la.
-NĂŁo, sai. â E saiu andando.
***
As meninas jĂĄ estavam no carro, para ir embora, quando Mel gritou:
-AmanhĂŁ, volto aqui, e nĂŁo quero ver vocĂȘs aqui, entenderam?
-Ok. â Disse Micael.
E elas partiram sem dizer adeus.
***
Dentro do carro, as trĂȘs choravam. Haviam perdido os homens de suas vidas e o que mais poderiam estar fazendo? As trĂȘs os amam, e eles as amam, mas estava tudo acabado, ou tinha que estar.
Os celulares delas vibravam e ao olhar o visor, eram mensagens de Micael, Arthur e Chay, mas elas tinham que ser fortes e nĂŁo responder. SĂł abriam e em uma delas, no celular de cada uma, estava escrito: âEstamos indo para Los Angeles, beijos, amo vocĂȘâ, isso sĂł fazia elas sofrerem mais.
***
Os trĂȘs estavam em direção ao aeroporto, partindo para Los Angeles, pois tinham bastante dinheiro.
Chay estava acabado, chorava sem parar e tentava ligar para Mel, deixou mais de 100 mensagens e nada dela responder.
A situação de Micael e Arthur não era diferente, eles só não choravam, mas ligavam e mandavam mensagens e não recebiam respostas.
***
SerĂĄ que ainda existe chances para estes seis? SerĂĄ que o amor Ă© maior do que tudo isto?















