haviam pequenas agulhas percorrendo sua perna esquerda, alojada a mais de trinta minutos debaixo do corpo; ele a moveria eventualmente, mas não naquele instante. tinha os lábios apertados e os olhos quase fechados, rosto próximo o suficiente de seus dedos sujos para presenteá-lo com duas manchas escuras, na curva da mandíbula e logo acima da sobrancelha. não estava satisfeito com o formato das folhas da flor que construía a partir do ferro em suas mãos, mas também sabia que insistir apenas acabaria em novos curativos ao redor de seus dedos. “sim, isso é essencialmente lixo,” respondeu distraidamente a uma pergunta que não havia sido feita pelo dono da sombra que havia subitamente pairado sobre seu espaço de trabalho, mas inúmeras vezes antes por outras almas com pouco senso de tato. “e não, eu não tenho nada melhor pra fazer com o meu tempo.”












