“ — Uh! Olha o nocaute que o cara levou. Eu falei que o outro ia ganhar, ele é muito bom, não ia perder pra um qualquer como esse daí atirado no chão.” comentou o final da luta que assistia com empolgação, mesmo se não soubesse se o @ncwtz fosse de assistir essas coisas. “ — Na minha época de ouro, eu tive que aprender boxe por um tempo para gravar um episódio, foi bem interessante, ainda lembro de alguma coisa, mas pouca infelizmente.” sua época de ouro, como chamava, era ainda quando era um ator fazendo a sua série de sucesso, comentava muito pouco sobre aquela época, acabando por parecer um passado distante, em uma vida passada, o que ele realmente considerava ter sido, em uma outra vida, com um outro Thomas.
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Falar nunca foi um problema para Allison. Reclamar também não. E quando as duas coisas se juntavam todos sabiam que deveriam se sentar, porque as palavras jorrariam da boca da ruiva em uma cachoeira infinita. Porém, desde a descoberta de que, sim, ela sofria da doença de Huntington, Allison começou a mudar. No convívio social, ainda parecia a mesma. Porém, quando estava sozinha, tudo o que fazia era planejar sua viagem. Um ano, cada mês em um lugar diferente. Deixou Londres sozinha, sem maiores despedidas, tirando seu primo, é claro. Não conseguira escapar dele.
Para resumir a história: a Yatt não aguentou nem um mês inteiro. O pensamento que a perturbava desde o primeiro dia venceu. E se ela morresse? Sabia que a doença não causava morte súbita, mas e se estivesse se desenvolvendo há muito tempo e a mulher nem ao menos percebera? E se morresse longe de casa, em um lugar onde não conhecia ninguém? E se morresse sem dizer adeus a seus amigos, dar um último abraço em seu pai? “E se eu morrer amanhã?”, era o que pensava todos os dias antes de adormecer. Claramente não era um pensamento muito agradável, especialmente para Allison, a pessoa sempre alegre e otimista, na maioria das vezes. O fato é que saber da doença estava mudando quem ela era. Sempre dissera a si mesma que nunca iria deixar isso acontecer, mas simplesmente era mais forte que ela. Precisava de ajuda, precisava de amigos. Dos seus amigos. Não conseguiria passar por aquilo sozinha.
Em uma comum noite fria londrina, lá estava Allison, na porta da casa de seu pai, na porta de sua antiga casa. Já havia passado em seu novo endereço — um apartamento minúsculo em cima de um restaurante — e deixado suas coisas. Também foi até a empresa onde trabalhava e explicou sua noa condição. Ainda não havia avisado ninguém sobre sua volta, precisava resolver aquela pendência primeiro. Respirou fundo e tocou a campainha. Sentiu as pernas tremerem ao ver a porta se abrindo e a expressão confusa no rosto do homem que mais amava.
“Estou aqui para falar com você, pai.” Disse, e, de repente, era uma criança novamente. Uma garotinha assustada e indefesa. Tentou esconder o quanto odiava isso. Esperou ansiosamente por uma resposta e o que recebeu a chocou completamente. “Desculpe, mas eu não tenho mais uma filha. Não sei onde ela está.” A frieza espalhada pelas palavras não era comum para Allison. A mulher sempre fora feliz, conseguia contar nos dedos os momentos tristes ou duros que passara com a família. E com os amigos, estes eram quase nulos. A ruiva sentiu os olhos queimarem e mordeu o lábio inferior, amaldiçoando a si mesma. Olhou-o por um tempo, sentindo o vento frio bater em suas costas.
“Pai... Isso não é justo. Você me fez escolher entre você e o meu futuro. Você e o meu sonho. Eu te amava, eu te amo, mas... Sabe que aquilo era o que eu sempre sonhei. Finge que não, mas sabe o quanto eu me sentia presa naquela faculdade. Odeio me sentir presa e não sei viver desse jeito. Você sabe, sempre soube, que eu sempre quis sair daqui e conhecer o mundo todo. Eu tenho vinte e dois anos, pai, não sou mais sua garotinha.” Respondeu, a voz embargada. Queria bater em si mesma por ser tão fraca e estar prestes a chorar. Odiava chorar, ainda mais na frente dos outros. Ainda mais na frente dele.
“Eu não sei do que está falando.”
Allison fechou as mãos em punho e fechou os olhos por um momento, tentando se acalmar. Não adiantaria nada se começasse a chorar feito uma criança naquele momento. Porém, não conseguiu segurar o grito. “Eu estou escolhendo você agora! Você!” E com a voz elevada, vieram as lágrimas. Silenciosas, mas dolorosas. Secou-as, mas não conseguia acompanhar o ritmo delas, então, em poucos segundos, seu rosto já estava marcado e molhado. Respirou fundo, tentando controlar sua voz e deixá-la no tom normal. “Eu tenho Huntington, está provado. Eu paguei uma viagem de um ano pelo mundo, mas eu voltei. Voltei porque escolhi isso, escolhi minha família e meus amigos ao invés do meu futuro, da minha vida. Então, todas as minhas escolhas estão erradas? Eu escolhi você, pai. Porque você é a pessoa que eu mais amo no mundo e eu não consigo fazer isso sem você.” Finalizou, sua visão já completamente embaçada por conta das lágrimas.
Por conta disso, não conseguiu ver se houve alguma alteração na expressão do pai. Mas conseguiu perceber a frieza que havia no silêncio que se fez a seguir, quebrado apenas pelos ruídos chorosos de Allison. A mesma frieza do silêncio foi usada nas palavras que foram proferidas pelo homem. “Eu não te conheço e não sei do que está falando. Não tenho filhos.” E a frieza também pôde ser sentida quando a porta foi fechada. Allison sentiu o corpo todo tremer, e uma sensação horrível tomando conta de si. Mal conseguia respirar. Sentou-se no chão, apoiando as costas na porta e enterrando o rosto nas mãos. Então chorou de verdade. Não havia problema, não havia ninguém ali para ficar olhando. Não soube dizer quanto tempo se passara quando se levantou e passou a caminhar. Não sabia para onde iria. Ou sabia...?
Esse é uma brincadeira do facebook, mas como eu não gosto de postar no fb vou responder aqui.
A pessoa fala alguma coisas que aparentemente ninguem sabe sobre ela e quem dar like ganha um numero x de fatos pra falar sobre si.
A Anon (http://thestareater.tumblr.com/) me deu 6, então vamo lá.
1. Adoro musicais, operas, ballets e afins, mas não tenho a minima paciência pra assistir um inteiro, principalmente em teatros, o máximo que consigo é ouvir em casa enquanto faço outras coisas.
2. Uma das minha maires frustrações é não conseguir conversar sobre a minha área, eu amo falar sobre biblio. mas quase nunca consigo achar alguém que se interesse em ouvir as coisas boas e ruins das bibliotecas/bibliotecários.
3. Tenho vários crushs e paixões de 5 minutos, e não me envergonho nem um pouco disso.
4. Tenho medo de me considerar amiga das pessoas, sempre acho que elas não pensam o mesmo, as vezes ate acho que elas me odeiam e/ou so falam comigo pra serem educadas.
5. Tenho muita vontade de começar um blog de resenhas, dicas ou so falando de quadrinhos mesmo, mas por enquanto não gosto muito do que escreve, é um plano futuro.
6. Tenho um medo muito grande de falar que me sinto mal, triste, sozinha, ou afins, na internet e passar por dramática, falsa ou coisas do tipo, que nem a galera que fala de depressão e bipolaridade, então prefiro ficar quieta.
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