A primeira vez que a vi, foi em um culto religioso. Culto esse que me convidei a ir conhecer com amigos. Fazendo jus ao lado cafajeste que existe dentro de mim, e que vez ou outra toma conta do ser, a primeira coisa que fiz ao chegar e me sentar, foi olhar em volta a procura de algo que me chamasse atenção. Maldito momento em que o fiz. Estivesse vivo, Vinícius não descreveria tamanha beleza nem em mil anos. "Divina e Graciosa, estátua majestosa do amor" é apelido. Creio que adjetivos ainda não foram inventados. Cabelos negros, lisos como qualquer coisa super lisa que não sei dizer. Pele alva, com um tímido bronzeado de quem apenas saiu de casa em finais de tarde ou inícios de dia. Olhos castanhos, que a outros podem parecer comuns ou menos atraentes que os cor de esmeraldas, mas que para mim tinham a profundidade de uma vida sujeita à curiosidades e necessidade de encontrar algo que não se sabe o que é. Fiquei pasmo. Creio que o brilho que exalava de meus olhos seriam suficiente para iluminar uma pequena cidade, tão grande era a fascinação que sentia no momento. No futuro viria a me aproximar dela. Teríamos uma história digna de contos Shakespeareanos ou até mesmo mexicanos. Mas, naquele dia, quando vi aquele ser, quando me propûs a conhecer uma nova fé, posso dizer com toda a certeza: eu cri em seres divinos. Abiezer Lopes









