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Villers-devant-Orval. L'abbaye Notre-Dame d'Orval monastère cistercien © Imatext
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Abbaye d’Orval
Abadia Orval: uma visita aos Monges cervejeiros
por Juliana Maian
Existe toda uma aura de mistério e curiosidade sobre a vida dos monges pois, para nós, reles pecadores, é bastante instigante imaginar como é viver na clausura. Se os monges são cervejeiros, a coisa parece ainda mais excêntrica, não é mesmo?
Hoje a coluna “La Vie en Belgique” conta sobre a visita à Abadia Orval, mosteiro onde é fabricada a famosa cerveja belga que leva o mesmo nome. O processo de fabricação e fermentação deste tipo de cerveja, a trapista, é todo especial e confere ao produto final um sabor inigualável, que eu já elegi como o meu favorito!
A cerveja é feita sob supervisão dos monges desta ordem, e somente 11 mosteiros no mundo têm autorização para nomear o produto como “trapista”. Seis deles ficam na Bélgica e um deles é o que fabrica a Orval (dá para ver que o negócio é ex-clu-si-vo, né?).
O mosteiro fica muito perto da fronteira da Bélgica com a França e com Luxemburgo. Para chegar até lá, vindo de Bruxelas, o jeito mais fácil é alugar um carro. A viagem demora cerca de duas horas e a paisagem natural é super bonita. É possível visitar parte do complexo Orval pagando 6 EUR, o que inclui a área do jardim e as ruínas do antigo mosteiro, que foi fundado no ano de 1070 e destruído durante a Revolução Francesa. É um passeio de encher os olhos!
Estão incluídos também também a exposição sobre o processo de fabricação da Orval e um museu super antigo com obras religiosas, fotografias e documentos que retratam um pouco da vida dos monges.
Infelizmente, a área de produção da cerveja e o mosteiro onde atualmente vivem os monges (reconstruído na década de 1920) são fechados à visitação, o que deixa a gente morrendo de curiosidade, óbvio! Dá para sentir de looonge o cheirinho da cerveja sendo preparada...
Uma lojinha vende queijos, perfumes e outros produtos naturais fabricados no local, além é claro da cerveja Orval. O preço das coisas ali é bem legal! Comprei um “copo oficial” por 3,25 EUR, o que é bem mais barato que comprar a mesma peça em qualquer loja na Bélgica.
Outra coisa boa é que na frente do mosteiro tem o À l’Ange Gardien, restaurante que vende a cerveja e alguns pratos que levam as iguarias fabricadas pelos monges. Quando vi aquele restaurante ali, único e isolado perto de um local frequentado por turistas, pensei: “deve ser uma facada”. E não é que me enganei? Totalmente possível almoçar bem (recomendo as almôndegas) e tomar umas brejinhas “direto da fonte” por uma média de 20 EUR por pessoa.
Na volta, aproveite para conhecer alguma cidadezinha da região, como Namur e Dinant. Eu fiquei encantada em rodar pelas estradas nessa época do ano, pois me dei conta de que eu nunca tinha visto um outuno “de verdade”. Porque vamos combinar que no Brasil não tem essa coisa de outuno bem marcado, com folhas secas em diferentes tons de amarelo, laranja, ocre e vermelho. A paisagem e o festival de cores é uma lembrança que com certeza vai ficar na minha memória!
Mosteiro trapista Notre-Dame de Saint-Remy-Rochefort
No dia da visita ao Orval, a ideia era conhecer também um outro mosteiro trapista/cervejeiro, o Notre-Dame de Raint-Remy-Rochefort. Porém, não fica claro na home page deles que não é permitido visitar, o que acabou fazendo com que eu desse com a cara na porta. Por isso, se a ideia for esticar o passeio, escolha outro destino, pois ali no Rochefort só dá para entrar se você for se hospedar para um retiro espiritual, o que não era o meu caso...
Abaixo, uma fotinho do jardim da pequena igreja que tem em Rochefort, que é a única coisa que tem para ver. Assim, evitamos de você ter que ir atééééé lá só para tirar essa foto... hehehe ;)
Imagens: Juliana Maian
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