Uma coreografia é arte de compor trilhas ou roteiro de movimentos que compõem uma dança. Em toda forma de balé existe uma ISSU coreografia, no balé clássico ela é composta por um grupo de movimentos mais padronizados, na dança moderna os movimentos são mais livres e na dança contemporânea há quase uma quebra do conceito de coreografia já que, ao contrário das outras duas os movimentos são tão livres que nem sempre há uma representação gráfica.
A coreografia serviria portanto para descrever a dança que será executada, ou melhor, a coreografia é o conjunto de movimentos e a sequência deles que compõe a dança que segue uma trilha musical. Muito embora haja espetáculos de dança contemporânea sem trilha musical.
Neste sentido as variações de uma coreografia seriam as diferentes formas de interpretação para uma determinada coreografia de acordo com a qualidade técnica e opção artística dos bailarinos.
O profissional que cria as coreografias é denominado coreógrafo e o que registra esses movimentos graficamente é ocoreólogo. A coreologia é a escrita da dança, que pode ser em pentagrama (partitura), como no Sistema Benesh ou em símbolos próprios de uma metodologia como, por exemplo, no método Laban Notation. Toda linguagem artística possui elementos estéticos específicos, assim como nas linguagens das Artes Visuais, do Teatro e da Música, a linguagem da Dança também possui seus códigos fundamentais.
QUAL É A FUNÇÃO DO COREOGRAFO?
Enquanto professores, a sua função principalconsiste emensinar aos alunos as técnicas de um ou mais estilos de dança. As suas tarefas incluem observar as capacidades e potencialidades físicas e artísticas dos alunos, bem como explicar-lhes e demonstrar-lhes técnicas e métodos de movimento do corpo, com vista a desenvolver as suas capacidades técnicas e expressivas. Além disso, podem transmitir conhecimentos teóricos como, por exemplo, história da dança e notação de movimentos, a qual consiste num sistema de registo dos diversos movimentos de uma coreografia.
Podemos inicialmente definir coreografia como a estrutura dada aos movimentos de dança para expressar determinada ideia. Observamos ainda que é o “desenho” da dança, criado para comunicar, por meio dos gestos dos bailarinos, onde são abertos a diferentes interpretações.
Baseado em Costa (2005), devemos estudar a coreografia segundo três fenômenos – Estudos coreológicos da dança, fases da criatividade e composição das partes da coreografia, levantando considerações sobre o processo criativo na dança e o envolvimento dos participantes.
A abordagem feita por Katz (2005) deu sua colaboração acerca da percepção nos processos criativos na dança, expondo três fases da percepção:
Percepto: o que vem de fora e é colhido pela percepção.
Percipuum: o percepto dentro do corpo, o exterior agora ao corpo encarnado.
Juízo da percepção: o percipuum transformado, pronto para ser desenvolvido ao mundo de fora.
Tomando livremente essas três fases, vemos que os estímulos são colhidos, trazidos e encarnados no corpo que os transformam e os impulsionam para fora, em ação criativa. A ligação entre o dentro e o fora, o antes e o depois é a percepção (corporificada) produzindo a linguagem e assim dando inicio a criação coreográfica.
O momento em que elaboramos a coreografia, manipulando os elementos da dança, combinando formas e os fatores de movimento, construindo as ações e os relacionamentos, incorporando os sons e o ritmo, enfim, é o momento da composição, o momento em que elaboramos a produção da dança, a qual o produto desse processo é a coreografia
Nomes: Diego, Matheus P, Ailton, Murilo, Vinicius.