Dormir em barracas nĂŁo era particularmente confortĂĄvel, menos ainda quando âilegalmenteâ havia trĂȘs ocupantes no mesmo espaço limitadĂssimo. Tinha caĂdo no sono hĂĄ muito pouco tempo, aproveitando o pouco sinal do acampamento para trocar mensagens com o namorado atĂ© adormecer quando, em seu sono, sentiu-se cercada por algo. Revirou-se na barraca buscando o conforto que tinha antes e nĂŁo o encontrando. Quando abriu os olhos, deu de cara com sua melhor amiga abrindo a barraca, provavelmente para acordĂĄ-la na calada da noite.
Ă claro que Aika se assustou e pareceu inventar o conceito de grito silencioso; juraria de pĂ©s juntos que tinha gritado, medrosa do jeito que era, mas nenhum som saiu. Fez um sinal de silĂȘncio e para que sua amiga esperasse. Calçou os tĂȘnis de pijama mesmo e era um milagre que o pijama consistisse de calça e camisa, ao invĂ©s do normal que era sĂł a peça de roupa superior e a roupa Ăntima. A japonesa saiu, mesmo descabelada e sonolenta de sua residĂȘncia temporĂĄria. Juntou o braço ao de sua melhor amiga da mesma forma que fazem os casais. â Ainda nĂŁo tĂĄ na hora do cafĂ© da manhĂŁ, tĂĄ, o sol nem parece que vai nascer. â Deveria ser por volta das trĂȘs, quatro horas da manhĂŁ talvez. Aika deu um beijinho no rosto de Mil e aquilo a acordou. â VocĂȘ quer dormir comigo, Miu-chu? VocĂȘ... NĂŁo parece bem. â Observou melhor a modelo sob a meia luz ofertada abundantemente pela lua e pelas estrelas, alĂ©m de um reflexo da fogueira comunal.Â