໒ྀིㅤ⠀˛ㅤ⠀⋆ㅤ⠀୨⠀ 𝐒𝐓𝐀𝐑𝑮𝑰𝑹𝑳 ˒ ( valentina zenere , 27 , ela / dela ) era uma vez . . . uma pessoa comum , de um lugar sem graça nenhuma ! há , sim , estou falando de você sofia bourbon . você veio de las vegas , estados unidos e costumava ser dançarina de boate / acompanhante por lá antes de ser enviada para o mundo das histórias . se eu fosse você , teria vergonha de contar isso por aí, porque enquanto você estava dando golpe em clientes , tem gente aqui que estava salvando princesas das garras malignas de uma bruxa má ! tem gente aqui que estava montando em dragões . tá vendo só ? você pode até ser comunicativa , mas você não deixa de ser uma baita de uma indiscreta . . . se , infelizmente , você tiver que ficar por aqui para estragar tudo , e acabar assumindo mesmo o papel de bruxa aprendiz na história da pequena sereia . . . bom, eu desejo boa sorte . porque você vai precisar !
* 𝐭𝐚𝐠𝐬. * 𝐩𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐞𝐬𝐭. * 𝐜𝐨𝐧𝐧𝐞𝐜𝐭𝐢𝐨𝐧𝐬. * 𝐞𝐱𝐭𝐫𝐚𝐬.
𓏲ㅤㅤ𝒐𝒏𝒄𝒆 𝒖𝒑𝒐𝒏 𝒂 𝒕𝒊𝒎𝒆 ⠀ 𖥦 sofia nasceu do trágico romance de uma noite entre um apostador de cassino e uma acompanhante de luxo . a mãe , que tinha mais senso de negócio do que instinto materno , entregou sofia para martin assim que saiu da maternidade . aparentemente , carregar uma criança por aí não era exatamente lucrativo para alguém em sua profissão . martin , um viúvo solitário e sem filhos , viu na criança a chance de finalmente realizar seu sonho de ser pai . foi ingênuo de pensar que seria uma tarefa fácil . sofia , desde cedo , mostrou ser um espírito indomável . sua energia parecia inesgotável e sua curiosidade era insaciável . se havia uma confusão para se meter , sofia a encontrava . martin talvez não tivesse previsto os desafios que enfrentaria , mas sua devoção era inquestionável , mesmo quando sofia parecia testar cada limite da sua paciência .
na adolescência , sofia se tornou a alma de todas as festas . seu carisma era inegável , sua presença , magnética . mas por trás dessa estrela radiante , havia alguém que temia ser esquecida e ignorada . sua rebeldia e gestos ousados não eram meros caprichos , mas sim uma estratégia calculada para manter o foco em si . festas terminavam em escândalos , romances eram intensos e efêmeros , tudo para evitar a terrível possibilidade de ser apenas mais uma na multidão . demonstrou interesse em acompanhar o pai nas noites de cassino , embora martin tentasse mantê-la longe das mesas de jogo . não que adiantasse muito . o bourbon tentava equilibrar entre introduzir sofia ao mundo adulto e protegê-la das realidades cruas , mas sofia já estava fascinada pela emoção que a vida noturna a proporcionava .
após anos desfrutando ao lado de seu pai no ambiente luxuoso dos cassinos , a vida de sofia tomou um rumo abrupto e amargo . martin escondeu dela uma dívida crescente que acabou custando sua vida . os bens da família foram confiscados para cobrir as perdas astronômicas que ele acumulou , deixando sofia à deriva aos vinte e quatro anos . desprovida de herança , sem uma formação que pudesse garantir estabilidade , viu-se sem qualquer perspectiva de futuro . o luto pela perda de seu único apoio misturou-se ao peso esmagador do fracasso repentino . em meio ao desespero , sofia foi empurrada para uma espiral de más escolhas . foi assim que encontrou uma boate noturna decadente onde suas habilidades de dança foram transformadas em uma fonte de renda para bancar suas necessidades mais básicas .
no palco da boate , sofia destacava-se pela sua beleza exuberante e pela habilidade de atrair homens ricos que estavam dispostos a pagar caro por sua companhia . ela nunca se orgulhou desses encontros transnacionais , onde a dignidade era trocada por dinheiro fácil . inicialmente , a bourbon viu nesses clientes uma oportunidade de aliviar suas necessidades imediatas , imaginando que pequenos furtos de dinheiro ou itens de luxo passariam despercebidos por quem esbanjava fortuna . e , de fato , no início , suas artimanhas eram eficazes e inofensivas . porém , a ganância gradualmente começou a turvar seu julgamento . em sua última tentativa de roubo , sofia cometeu um deslize fatal que alertou seu cliente sobre suas verdadeiras intenções . o homem , sentindo-se traído e insultado , não hesitou em ameaçá-la . recebendo a mensagem clara de que seu disfarce estava desmoronando , sofia entrou em pânico , começando a arrumar suas malas às pressas para fugir das consequências iminentes . enquanto ela jogava roupas e pertences de qualquer maneira na mala , um livro misterioso caiu de uma prateleira , batendo no chão com um baque surdo . ao se aproximar dele , ela se viu envolta por uma luz cintilante e subitamente , o mundo ao seu redor desapareceu .
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"Isso não parece muito com o túnel do terror que me contaram." Isso, ou ele havia escutado muito errado. Não que importasse agora, já que havia convidado Sofia para dar uma volta, e agora estavam ali... diante de um túnel do amor. "Bem, eu acho que o destino realmente quer que eu corra mais um grande risco com a bruxa do mar, então..." Robert sorriu sem jeito, mesmo com o tom de brincadeira, mas logo entrou no brinquedo, estendendo a mão para Sofia para ajudá-la a se ajeitar ao seu lado. Depois de todos os momentos que tiveram juntos naquele mundo... chegava um dia que Robert tinha que deixar de fugir dela e deixar de ficar tão paranoico. Se Sofia não estava se estressando por causa do terrível futuro deles, então Robert tinha que colocar na cabeça que talvez ele não fosse realmente acontecer, certo? Por mais que as noites fossem difíceis... ele ainda era ele. "Você está deslumbrante, à propósito."
‘ não vai se decepcionar ainda . ’ lançou um olhar divertido para robert enquanto se ajeitava ao lado dele no banco do barquinho . ‘ com sorte , ainda pode ter uns cadáveres no fim do túnel . quem sabe ? ninguém disse que o amor não é uma coisa apavorante . ’ soltou uma risada baixa , por mais que sua fala tivesse um fundo de verdade . as experiências que teve foram , de fato , apavorantes . não podia negar que estava se divertindo mais com robert do que imaginara no começo de tudo … aquilo . ‘ o que seria melhor do que um passeio romântico com sua futura arqui-inimiga ? ’ os olhos dela brilharam com a provocação , e ela relaxou um pouco mais ao lado dele , ignorando as imagens caricatas de corações e estrelas ao redor . ‘ obrigada ... você também está um gato de ken . não resisto a um homem meio burro que comete loucuras pela sua mulher . ’ nunca teve um , mas se tivesse , não resistiria . mal se lembrava do filme para confirmar se aquilo era de fato verdade . ‘ eu me inscrevi no concurso de fantasias , inclusive . você vai votar em mim , não vai ? ’ aproximou seu rosto do dele , deslizando as unhas longas e afiadas pelo seu pescoço . talvez aquilo fosse uma provocação ... ou uma ameaça .
a sensação de ter um fantasma entrando e saindo de seu corpo era horrível. ainda estava estremecendo quando assistiu a criatura buscar por outras companhias, rindo e dançando no ritmo da música. jack estava um tanto atordoado, tentando lembrar do que aconteceu antes de sentir aquele gelo passar pela sua espinha, não demorando para notar sua companhia. "ahm... desculpa, não era eu falando com você antes. literalmente." falou, ainda achando completamente bizarro dizer algo assim. "então, se eu disse algo muito ofensivo, por favor, ignore."
sofia olhou para jack com um sorriso travesso , segurando a risada que quase escapava . se aproximou um pouco , mais para aproveitar a situação do que para mostrar qualquer tipo de preocupação genuína . ‘ você não precisa se desculpar , querido . eu até gostei da conversa . ’ começou , piscando com uma falsa inocência . ‘ ele elogiou minha fantasia e até me chamou de ... como ele disse ? ah , sim , uma ' sedutora de outro mundo ' . ’ ela fingiu um suspiro e um arrepio , voltando o olhar para ele que ainda parecia um pouco perdido . ‘ agora não sei se ele é um romântico incorrigível ou apenas um tarado . ’
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where: festival de halloween – pub the mist.
Mesmo numa noite tão boa para coletar informações, resistir a um open bar no The Mist ainda era um desafio. Não que fosse um problema pagar por bebida ali ou em qualquer lugar, e o bar de Mushu estava longe de ser um dos mais sofisticados do reino, mas a energia do local sempre é mais palpável quando não se há limites sociais e financeiros para o consumo de álcool. Odile observava o grupo completamente heterogêneo de pessoas fantasiadas enquanto bebericava o próprio drink, sorrindo discretamente quando reconheceu o que Sofia parecia estar vestindo. Os vilões em potencial estavam entre seus perdidos preferidos, especialmente quando eram tão aparentemente ambiciosos quanto a Bourbon – eles representavam a possibilidade de uma aliança poderosa para o ocasional futuro. Estava prestes a se aproximar dela para cumprimentá-la, a mão a centímetros do ombro alheio para chamar sua atenção, quando algum outro embriagado esbarrou nas duas, derramando a bebida gelada por cima do corset de Odile. ❝ Filho da– ❞ a bailarina quase perdeu a compostura por meio segundo, algo pelo qual com certeza colocaria culpa na bebida, mas em seguida inspirou bem fundo e forçou o semblante solene a retornar às suas feições. ❝ Parece que alguém não sabe controlar a própria bebida ❞ comentou com um discreto desdém na voz, o olhar fuzilando o culpado que saía cambaleante dali sem sequer pedir desculpas. ❝ Ele sujou a sua roupa, querida? Vou ter que sair em busca de algo que salve o meu corset... não quero passar a noite inteira com cheiro de whiskey barato. ❞
a bourbon estava encostada no balcão do open bar , se divertindo com a energia caótica do local . parecia o tipo de aniversário que você convidava cinco grupos de amigos diferentes e eles precisavam socializar entre si . ela não se importava com as multidões , o barulho , ou as conversas desconexas ao seu redor . de drink em drink , mantinha um olho nos conhecidos e ouvidos atentos aos diálogos alheios para ver se algo era interessante o suficiente para alimentar sua curiosidade . estava de costas para a pista quando um homem , claramente sem noção de espaço pessoal , esbarrou em odile . ela virou-se com um semblante confuso , até que viu a expressão séria da bailarina . ‘ que merda . ’ franziu o nariz , tentando entender a cena . mas foi só lançar um olhar rápido para o homem cambaleante com um resquício de bebida no copo que tudo ficou claro . era algo que sofia estava acostumada trabalhando em boates , mas não parecia ser o caso de odile . ‘ bem , é o que você pode esperar de quem se embriaga demais para ser educado . ’ rolou os olhos , voltando sua atenção para a bailarina . ‘ não foi nada , só espirrou um pouco nas costas . ’ deu de ombros , virando-se rapidamente para confirmar . não que a incomodasse , considerando o fio de tecido que usava . ‘ você vai sobreviver , querida . um pouco de whiskey barato nunca matou ninguém … eu acho . ’ mordeu o lábio inferior , tombando a cabeça para o lado . ‘ vamos ao banheiro para resolver isso ... ficar grudenta é mesmo horrível . eu tenho perfume na bolsa , se quiser usar . ’
Quem: @svfiawitch
Atração: Barraca da bola de cristal
❝Há muito se acreditava que a adivinhação através dos cristais era coisa de bruxas boas, sabia? Por isso que a maioria prefere outros métodos.❞ Comentou conforme entravam na barraca, havia assumido para si o papel de guiar a perdida como sua aprendiz e que se dane a Úrsula, jamais seria uma bruxa tão competente quanto Drusilla! Ao menos era isso que a Grimmora gostava de pensar e bem, sempre lhe era útil ter alguma aprendiz para guiar de seu modo, se sentia muito sozinha. Nunca foi uma bruxa muito afeita de adivinhação, era o tipo de arte que apenas lhe mostrava possibilidades, na maioria das vezes lhe guiando exatamente para aquele futuro. ❝Se desejar ou se as respostas dessa coisa não lhe satisfazerem, eu certamente poderia buscar um dos meus velhos livros de divinação... Não sei se possuo muitas coisas obre o assunto, mas tenho o suficiente.❞
ficar à mercê de úrsula andava mais improdutivo do que nunca ; talvez drusilla realmente pudesse a dar alguns insights — ela parecia tão delirante quanto o seu futuro papel no fundo do mar , então acreditava ser útil . consultar uma bola falante não entusiasmava muito sofia , mas ela vivia pela experiência . ‘ a ideia de saber um futuro é tentadora . ’ não era tanto assim dada as circunstâncias . ela não seria estúpida de perguntar o óbvio como se iria voltar para casa , considerando que ninguém tinha essa resposta — e não seria um objeto empoeirado que a teria . ‘ mas eu já sei tudo sobre ele . um grande spoiler , inclusive . ’ deu uma risada curta que entregava que estava brincando . ‘ aprendi o suficiente com filmes de viagem no tempo que é perigoso saber detalhes do que te aguarda . ’ disse , seus dedos tocando levemente a superfície da mesa antes de se inclinar para a bola de cristal . ‘ o que você acha sobre isso ? deveria arriscar ? ’
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໒ྀིㅤ⠀˛ㅤ⠀⋆ㅤ⠀୨⠀ 𝒉𝒂𝒍𝒍𝒐𝒘𝒆𝒆𝒏 𝒇𝒆𝒔𝒕𝒊𝒗𝒂𝒍 ˒ sofia apareceu no halloween vestida exatamente como a vilã que tanto diziam que ela seria : uma bruxa do mar . se iam continuar chamando-a de futura ameaça , ela se certificaria de , ao menos , fazer valer a fama . dedicou-se a cada detalhe da fantasia : as lentes de contato que deixavam seus olhos com um esbranquiçado fantasmagórico , o cabelo vermelho escuro em ondas voluptuosas e unhas longas e afiadas , que poderiam facilmente passar por garras . poderiam a chamar de cretina , menos de feia .
sofia estava sentada diante do espelho do seu quarto , o brilho suave da luminária iluminando seu rosto enquanto terminava de se arrumar para a noite que a aguardava . geralmente ficava ocupada nos turnos noturnos , mas aquela noite era uma rara folga que ela decidira aproveitar ao lado de sol . ‘ você 'tá uma grande gostosa . ’ balançou a cabeça positivamente , admirando o reflexo da outra no espelho . ‘ tenho certeza de que vai atrair muitos olhares esta noite … como sempre . só não me deixe sozinha por muito tempo ; não sei se consigo ter autocontrole em uma boate com bebida liberada a noite toda . ’ deu uma risada suave , mas havia uma ponta de sinceridade em suas palavras . sofia bêbada era um perigo ainda maior que sóbria . finalizou a maquiagem com um pincelada de blush nas bochechas , dando um aspecto suave e natural ao seu rosto . com um sorriso de aprovação , ela se levantou da cadeira , sentindo a empolgação crescer dentro dela . ‘ o que acha ? look aprovado ? ’ ela girou levemente , exibindo seu visual com um gesto teatral , ansiosa para ouvir o veredicto da amiga .
Alyssa estava tão dividida entre identificar o sabor da bebida que sugava em seu canudinho colorido e descobrir o nome da música que tocava no ambiente que demorou a perceber que Sofia se aproximava em passos estonteantes. Rapidamente olhou em volta, se certificando se esses mesmos passos firmes dignos de uma angel na passarela do Victoria Secrets estava mesmo vindo em sua direção. E para o seu desprazer, de fato era. Não sabia qual notícia ela poderia ter para lhe dar, mas sabia não ser nada boa. Porém, uma coisa era certa, por mais antipatia que sentisse por ela, não poderia negar que estilo ela possuía. Algo que Alyssa admirava até mesmo em quem ela não gostava. "Não era pra você estar no Sinister Mirage dançando em um pole dance mágico ou qualquer coisa do tipo?" Impaciente, não se importou em supor. Por mais que não fizesse a menor ideia de qual era a função da outra loira no estabelecimento, não era muito difícil imaginar as atrocidades que aconteciam na Boate de Malévola, como Alyssa apelidou carinhosamente. "Achei que vocês não fossem de frequentar a concorrência." Sequer poderia dizer se era o caso, mas foi a melhor desculpa que pensou para camuflar sua pergunta levemente hostil de minutos atrás.
sofia percebeu alyssa assim que entrou no bar e , claramente , não resistiu à tentação de importuná-la para sua noite ser um pouco mais … divertida . o comentário da outra veio , carregado de um certo desprezo , algo que a bourbon já esperava . ela reagiu a alfinetada sobre o "pole dance" com um leve sorriso no rosto . aquilo não era o suficiente para irritá-la , longe disso . sofia gostava de dançar e adorava a atenção … por que levaria como insulto ? ‘ pole dance mágico ? ’ repetiu a frase em um tom leve , quase rindo . ‘ bom , se te incomoda tanto imaginar o que eu faço no sinister mirage , você deveria passar lá uma noite . quem sabe eu até te dou uma performance especial ... vai que muda a sua perspectiva . ’ piscou na direção de alyssa , sabendo que ela odiaria aquela ideia . ela deu uma olhada em volta , como se analisasse o ambiente , antes de voltar sua atenção para alyssa , que ainda parecia dividida entre a bebida e o desgosto por estar na sua presença . ‘ fui pega pela curiosidade . não sou feita de pedra , alyssa . ’ sua resposta era verdadeira , mesmo que mantivesse o mesmo sorriso cínico no rosto . ela suspirou , decidindo , finalmente , se sentar . o mais próximo que podia da englert , é claro . ‘ e então , o que está bebendo ? ’
A menção do cabelo avermelhado trouxe alguns flashes à mente de Robert, como se algum tipo de déjà vu passasse pelas suas memórias. Os sonhos dos últimos tempos realmente o levavam direto para aquele futuro que parecia tão inevitável, e o chamavam como as ondas que o puxavam naquelas noites em que o Navegador estava no controle. O toque de Sofia em sua mão, entrelaçando os dedos nos de Robert, parecia bem mais delicado do que ele imaginava da bruxa que deveria aterrorizar os seus sonhos naquele mundo. Fazia toda aquela história parecer uma besteira agora. Robert deixou que ela o guiasse até o seu dormitório, e ele não hesitou em segui-la. Quando chegaram lá, fez o mesmo que ela ao se livrar dos sapatos, deixando-os próximos à porta antes de realmente começar a dar alguns passos pelo cômodo. Robert olhou ao redor então, curioso pra saber como ela havia decorado o lugar. O quarto de Robert certamente começava a parecer um lar depois de todos aqueles meses ali, e não parecia ser diferente para o resto dos perdidos. Havia um sentimento lá no fundo de que talvez ficassem por bastante tempo. Não demorou para surpreender-se com o pedido de Sofia, observando-a virar-se de costas para Robert, que tentou conter um sorrisinho ladino. "Claro." Foi o que disse, levando a mão até a nuca da loira, passando a ponta dos dedos por ali como se Sofia tivesse esquecido de afastar mais alguns fios de cabelos do local. Não tinha. Mas Robert ainda assim queria uma desculpa para fazer aquele momento durar, aproximando-se um pouco mais a ponto de poder sentir o perfume alheio, segurando então o pano do vestido enquanto a outra mão abria o zíper com facilidade. Seus dedos continuaram deslizando pela pele da nuca alheia, esbarrando na alça do vestido de Sofia para deixá-la cair sobre o ombro. Robert mordeu o lábio, afastando-se da loira para sentar-se na cama dela, onde a mulher esteve segundos atrás. "Sabe, sua cama realmente parece mais confortável do que a minha. Eu deveria reclamar com Merlin." Ele brincou, deitando-se ali até se apoiar nos antebraços, observando Sofia ainda de pé, como se esperasse o próximo passo dela. "Ou você vai ter que me convidar mais vezes."
o quarto de sofia era uma surpresa para qualquer um que esperasse algo mais extravagante ou chamativo , especialmente considerando que era … bem , sofia . ao invés de um espaço luxuoso , o cômodo era intimista e acolhedor , o que contrastava com a imagem que ela projetava em público . ao lado da cama , uma pequena mesa de cabeceira abrigava alguns itens pessoais que diziam muito sobre ela : um pequeno porta-jóias , uma vela aromática e uma foto emoldurada de seu pai , martin . aquela imagem era um dos objetos mais íntimos do espaço já que ela havia feito o pedido na fonte dos desejos logo após sua chegada . não mentiu para robert quando disse que seu quarto era acolhedor . ela sabia o que estava fazendo ao pedir para que ele a ajudasse com o vestido , mas ainda assim , o toque dele a fazia estremecer por dentro . enquanto ele deslizava o zíper , ela sentiu um arrepio correr por sua espinha , seguido pela carícia sutil dos dedos dele , quase como uma corrente elétrica suave passando por sua pele exposta . por baixo do vestido , a bourbon usava uma camisola de cetim preta que contornava suas curvas e deixava pouco à imaginação . se aproximou da cama devagar e se deitou ao lado de robert , seu corpo repousando contra o dele de forma quase natural . ‘ talvez eu devesse te fazer voltar mais vezes . sabe … só para garantir que você tenha uma boa noite de sono . ’ os dedos de sofia tocaram sutilmente o braço de robert , acariciando-o de leve , enquanto ela inclinava o rosto próximo ao dele , sem quebrar o contato visual . ‘ desde que você esteja preparado para as consequências , é claro ... tipo ter que dormir de conchinha . ’ o riso suave escapou de seus lábios , quase desconfortável por admitir que gostava de algo tão bobo . seus dedos continuaram a desenhar pequenos círculos no braço dele , enquanto sua perna , sem pressa , roçava a dele sob os lençóis . ‘ e você ? quando você vai me convidar para a sua cama ? o que acha de um intercâmbio ? ’ seus olhos brilharam com malícia , e ela se inclinou um pouco mais , os lábios próximos o suficiente dos dele para que robert pudesse sentir sua respiração quente .
Quando Cruella pedia que Aurora ficasse responsável pela boutique em seus dias de folga, não havia muito que a princesa pudesse fazer senão aceitar. Ela gostava do trabalho; de ficar perto da única paixão que tinha ultimamente, mas ainda preferia o conforto do seu ateliê, onde não precisava lidar com dezenas de perdidos entrando e saindo ao longo do dia. "Está procurando pelos sapatos da nova coleção?" Aproximou-se da garota ao constatar que olhava a prateleira de sapatos, forçando a simpatia de uma vendedora. "Cruella ainda não terminou a vitrine deles, mas posso buscar o catálogo para você. Já aviso que é tudo preto." Falou a palavra como se a reprovasse, controlando o ímpeto de revirar os olhos. De todas as coleções da De Vil, aquela tinha sido a que Aurora menos gostara de trabalhar. Ela e Cruella eram naturalmente opostas em estilo, mas ainda conseguiam fazer funcionar a parceria que tinham. As criações lúgubres de Halloween, porém, eram demais para ela.
sofia estava animada . tinha acabado de receber seu primeiro salário e , se existia uma coisa que ela não sabia fazer , era ser responsável com dinheiro . o plano era simples : gastar no primeiro par de sapatos que visse . e foi assim que ela se viu na house of devil . a última coisa que esperava , no entanto , era ser atendida por aurora . ‘ oi ! é exatamente isso que estou procurando . ’ não era , mas a bourbon não resistia à palavra novidade . ‘ sério que é tudo preto ? ’ riu , colocando uma mão no quadril e inclinando a cabeça . a cor não era bem um problema para ela , gostava de usar o que a valorizava . ‘ bem , nada mais clássico , né ? ’ ergueu os ombros , dando uma olhada rápido nos sapatos que já estavam expostos . ‘ eu vou aceitar o catálogo . ’ sorriu animada com a ideia de gastar seu primeiro salário de maneira totalmente irresponsável . . ‘ já gastei uma parte do meu salário na minha cabeça , agora só preciso tornar realidade . ’
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Hans deixou que o sorriso permanecesse em seus lábios, mas seus olhos, antes brilhando com uma arrogância inabalável, agora cintilavam com algo mais sombrio. Ele inclinou-se para trás na cadeira, com um olhar que oscilava entre diversão e crueldade, enquanto observava Sofia beber da taça com aquele brilho de provocação nos olhos. — Sofia, Sofia… — Balançou a cabeça lentamente, como se estivesse genuinamente impressionado. — Sempre tão mordaz. É quase admirável o quanto você tenta me irritar, mas sinceramente? — Ele se levantou, com movimentos fluidos, aproximando-se dela novamente, dessa vez ainda mais invasivo, parando a poucos centímetros de seu rosto. — Da última vez que dividi a cama com você, foi mais uma noite de diversão do que um deleite épico. Uma pena que sua memória não esteja tão afiada quanto suas provocações baratas. — Os olhos de Hans brilharam com uma mistura de diversão e desafio enquanto ele se posicionava ainda mais perto, a distância entre eles se tornando quase inexistente. — Para alguém que se acha tão especial, você deveria saber que conheço uma infinidade de garotas como você. Você realmente acha que eu me preocupo em competir por sua atenção? Por favor, me poupe. — A tensão entre eles era palpável, e Hans não se conteve em tocar suavemente a borda da taça que ela segurava, os dedos deslizando de forma provocativa. — Querida, devo dizer ato de caridade é continuar vindo até você mesmo recebendo esse 'mau-atendimento'. — A mão de Hans ergueu-se lentamente, os dedos correndo suavemente ao longo do decote do vestido de Sofia, como se ele estivesse inspecionando a mercadoria. — Já pensou no quanto precisa desse emprego aqui? Porque, do jeito que anda me tratando, não seria uma surpresa se eu levasse uma pequena reclamação à Malévola. — Ele arqueou uma sobrancelha, saboreando a ameaça implícita. — E você deve saber o quanto ela adora ouvir sobre funcionários problemáticos, não sabe? Imagine só… Sofia, a dançarina insubordinada que perdeu o controle de suas emoções por causa de um cliente dedicado como eu. — Ele riu, um som suave, mas com um toque de veneno. — Você realmente gostaria de ver o que acontece quando eu me sinto pouco valorizado? — Inclinou-se para mais perto, quase roçando os lábios dela com a respiração, sua voz se transformando em um sussurro veneno. — Mas não se preocupe, vou me divertir um pouco antes de decidir se vale a pena fazer uma queixa. — Hans recuou um pouco, apenas o suficiente para observar a reação dela com satisfação. — Agora, faça o que você faz de melhor e dance para mim. Mostre que ainda tem algo de especial a oferecer.
ele achava que a intimidação funcionaria , que aquela aproximação invasiva , as palavras envenenadas , teriam algum efeito sobre ela . mas o que hans não sabia é que sofia já tinha lidado com homens muito piores . ele era só um vilão de quinta categoria . quando o westergaard se aproximou , invadindo seu espaço pessoal mais uma vez , sofia não se mexeu , segurando o olhar dele . o hálito dele misturado com o cheiro de perfume e ego inflado não a intimidava . ‘ querido , se a sua memória é melhor que a minha , talvez seja porque a noite foi mais especial pra você do que pra mim . ’ até ela estava impressionada com a calma que conseguiu respondê-lo enquanto sua vontade era enfiar uma faca bem afiada naquela garganta . isso evitaria que precisasse ouvir as atrocidades que saiu da boca do westergaard segundos depois . soltou uma risada leve e desdenhosa , balançando a cabeça em um gesto de incredulidade . ‘ você realmente acha que me ofende comparando-me a outras ? poupe-me você das suas tentativas de me menosprezar ; não estão funcionando . ’ revirou os olhos tão fundo que poderia jurar ver o próprio cérebro . os dedos dele tocaram a borda do decote de seu vestido , e sofia instantaneamente segurou a mão de hans , afastando-a com força , mas mantendo a compostura . não era a primeira vez que alguém tentava colocar as mãos nela , e não seria a última . mas naquele momento , ela não estava disposta a aceitar . ‘ não estou te tratando como cliente porque , bom ... ’ gesticulou vagamente em direção aos sofás , onde outro homem a esperava , muito mais disposto a pagar por sua companhia do que hans jamais estaria . ‘ aquele ali está pagando pra me ver , você , hans , não . ’ deixou a taça vazia em cima do balcão , apenas para apontar com o indicador para o peito do vilão . quando ele mencionou malévola e ameaçou fazer uma reclamação , sofia quase soltou uma gargalhada . podia não ter tanta intimidade com a chefe , mas ela já tinha deixado bem claro que defendia seus dançarinos de homens com comportamentos inadequados como hans . ‘ acho que você não conhece malévola tão bem assim . você realmente acha que ela não é mais esperta que você para perceber o que está acontecendo aqui ? ’ riu de maneira sarcástica , um som leve e despreocupado . ‘ se quiser ir correndo chorar pra ela , fique à vontade . ’ deu de ombros , plenamente confiante que ela estava com a razão . ‘ eu não vou dançar para você ! se quer ver algo especial , comece a tratar as pessoas com um pouco mais de respeito antes . ’ dessa vez , seu tom era sério , sem qualquer sarcasmo ou brincadeira . apenas o mais puro desprezo . ‘ você é desprezível . ’
Isabel suspirou, já familiarizada com a tática de Sofia. Ela observou a amiga jogar os cabelos loiros para o lado e se apoiar na mesa, como se estivesse arquitetando um plano infalível. Por mais que tentasse manter a compostura, não pôde evitar sorrir de canto. Enquanto a loira falava, a Price disfarçou um pequeno rolar de olhos e cruzou os braços, fitando-a com a expressão de quem não cairia naquele papo, por mais que estivesse bem perto de deixar sua máscara da responsabilidade de lado e ceder. Claro, era "só uma bebida", e claro, "ninguém ia lembrar". Mas Isabel já conhecia bem a história: uma bebida sempre levava a outra, e de repente ela estaria participando de alguma loucura que envolveria memórias constrangedoras na manhã seguinte. Já tinha vivido isso uma vez e era o suficiente pra sua derrota pessoal, não precisava viver novamente. Ou precisava? De repente começou a ponderar que talvez aquilo fosse o que estava lhe faltando: diversão. Ela soltou outro suspiro, dessa vez muito mais exagerado, quase teatral. "Primeiramente, eu nem tenho segredos sombrios," respondeu num tom divertido. "E, em segundo lugar, sou realmente muito fraca para bebida," completou, percebendo que não existia argumento neste mundo que faria Sofia desistir daquela ideia. Apesar da resistência, Isabel sabia que, no fundo, se divertia com o jeito insistente da amiga. A loira tinha um talento inegável para persuadir e, de algum modo, sempre conseguia fazê-la relaxar e se soltar um pouco mais do que o habitual. “Mas algo me diz que não importa o que eu diga, você não vai desistir.”
‘ fala sério , belle ... quem você está tentando enganar ? ’ não era sofia , com certeza . talvez fosse culpa da própria bourbon esperar sempre o pior dos outros — não que pensasse que isabel fosse uma pessoa horrível que chutava criança na rua , claro — , mas custou a acreditar nas palavras da outra . ‘ por favor , todo mundo tem algum podre escondido na manga . e se você acha que não tem , então deve ser a única nesse mundo , o que é bem triste . ’ fez um beicinho como se ser moralmente correta fosse uma ofensa . mas em poucos meses naquele lugar , sofia já tinha comprovado que até os príncipes dos contos de fadas não eram tão perfeitos assim . ‘ calma , gatinha ! eu não quero te transformar em uma álcoolatra , credo ! é só uma rodada . a gente só está falando de uns goles , não de um campeonato . ’ isso dependeria do nível de curtição que isabel estaria depois de alguns shots , é claro . sofia nem esperou por uma resposta clara de isabel . ela conhecia a amiga o suficiente para saber que , se deixasse mais tempo para pensar , belle acabaria se enfiando de volta na bolha de responsabilidade — o que seria um porre ! ela logo se aproximou e entrelaçou o braço ao da outra , seguindo em direção ao bar . acenou para o barman e pediu duas doses de uma bebida forte , algo que sabia que faria isabel torcer o nariz , mas que , no final , ela acabaria bebendo . ‘ hoje é por minha conta . ’
Ariel não sabia como eram os tais aliens para afirmar se os Perdidos realmente eram mais bonitos. Sofia, claro, era muito bonita, mas Ariel ainda não tinha entendido bem o conceito de alien para comparar. "Se eles tentarem ajudar a consertar a destruição depois, acho que não fica tão ruim." Ela tentava não culpar os Perdidos pelo que aconteceria nas histórias futuras. Afinal, eles também eram vítimas da confusão que havia se instalado ali. Mesmo assim, era difícil olhar para Sofia e não vê-la como uma possível bruxa que traria problemas. Ao menos, Ariel torcia para que Sofia não quisesse ser má. Preferindo mudar o foco, Ariel prestou atenção a explicação sobre o filme e sorriu levemente. "Bom, de histórias de amor que enfrentam obstáculos eu acho que consigo entender bem..." Ela não sabia se Sofia conhecia sua história, mas Ariel e Eric haviam superado muitos desafios para ficarem juntos. Outro motivo para que a ideia de uma nova história era tão ruim — não queria se separar dele agora que finalmente estavam juntos. "Eu vou colocar na minha lista, obrigada! Uma pena que eu tenha perdido a oportunidade e agora vou ter que ficar com Pânico. O nome não me parece daqueles que tem grandes histórias de amor épicas." Acabou rindo, mesmo que não fosse sua ideia criar uma amizade com a futura bruxa do mar como imaginava que Adella estaria fazendo... Ainda assim, sua curiosidade natural não a deixava em paz para manter aquele princípio. "No seu mundo cinemas assim são comuns mesmo? Como vocês conseguem ver tantos filmes? Eu já perdi duas semanas!"
sofia percebeu a sutileza da cutucada de ariel sobre " ajudar a consertar a destruição " e , de imediato , seus olhos estreitaram levemente , um sinal de que havia captado a provocação . ela sabia muito bem que ariel não estava falando dos aliens , mas dos perdidos . e , claro , isso incluía ela mesma . sofia , com sua habilidade natural de disfarçar incômodos , tentou ignorar o comentário . mas , ao ouvir ariel mencionar sua história de amor , a bourbon teve que fazer um esforço genuíno para não explodir em uma risada alta . no mundo real , já tinha visto histórias como a de ariel e eric desmoronarem por muito menos . o príncipe bonitão se revelava apenas mais um idiota com problemas de ego ou autodestrutivo — e , pela última conversa que teve com eric , parecia que estava se inclinando perigosamente para o segundo caso . ‘ bom , sua história é um clássico . ’ comentou , com uma doçura que quase parecia genuína , mas quem a conhecia sabia que aquilo estava revestido de uma fina camada de ironia . ‘ no meu mundo , histórias de amor raramente terminam como a sua . ’ completou , com um brilho divertido no olhar , sabendo muito bem que ariel era otimista demais para perceber a indireta ali . ‘ é , pânico definitivamente não é sobre grandes histórias de amor . ’ soltou uma risada baixa , inclinando-se levemente para a frente , como se fosse confidenciar algo . ‘ a menos que você conte como " romântico " quando alguém corre atrás de você com uma faca , tentando te matar . ’ deu de ombros , afastando-se de ariel novamente . ‘ sim , sim , eles estão em toda parte ... mas eu não era de ir muito . preferia assistir algumas séries em lugares duvidosos que , com certeza , foram os responsáveis pelos vírus no meu celular . ’
"Se quiser mais calcinhas comestíveis, tenho várias sobrando. Acredita que eu estava arrumando um cesto de novos sabores quando abri o livro e elas caíram comigo aqui?" gargalhou, lembrando-se de cair sentada em um gramado com um monte de pacotes escrito "YummyLove 🫦" ao seu redor. "Será que é pecado achar duas irmãs sexy? Não tenho culpa! Vai que Iracebeth é o tipo de pessoa que te faz perder a cabeça não literalmente também? Pode acontecer!" continuou rindo, de repente tudo soando como uma grande e hilária brincadeira. "Malévola realmente... Ui! Posso dizer o mesmo da minha chefe. Não tenho kink em ser humilhada, mas acho que até toparia por uma noite no caso delas. Sério? Não vou pedir spoilers, pra não estragar a surpresa se acontecer. Mas bom saber que não seria perda de tempo. Acho que não tem problema cobiçar casado se cobiçar ambos, né? Tiana e Naveen também entram na lista..." olhou para Sofia, fazendo uma carinha de falsa inocência e rolando sobre os seus lençóis. "Logo nos meus, que sou tão tímida?" fez bico, rindo em seguida. "Com certeza vou te contar. Sempre preciso dessas conversas normais, tipo sobre quem é sexy ou não. Chega de papo sério ou esquisito o tempo todo, estou quase me tornando pura normalmente. Sabia que meu apelido era Virgie? Às vezes ironicamente, às vezes não. Ter tantos empregos me deixava sem energia pra ser boa de cama, se me entende."
‘ virginia ... ? que tipo de cesto era esse ? garota , estamos aqui há meses . ’ soava quase incrédula com a informação e deu uma pausa dramática apenas para acrescentar : ‘ mas eu aceito ! ’ ergueu os ombros com um sorriso no rosto . era sempre bom ter aquele tipo de calcinha sobrando para ... ocasiões especiais . ‘ inclusive , deveríamos abrir um sex shop por aqui . as princesas se assustariam no começo , mas depois virariam clientes fiéis , tenho certeza ! provavelmente iriam disfarçadas para ninguém reconhecê-las , mas o importante é que comprariam . ’ aquela era uma boa ideia de negócio na sua cabeça . alguns casais precisavam de um incentivo para apimentar a relação . sofia esticou-se , mexendo nos próprios cabelos e fingindo estar pensativa , mas o sorriso malicioso nunca desaparecia . ‘ a rainha má ? acho que toparia sem pensar . tem algo nela que faz você querer ser domada — só por uma noite , claro ! não me entenda mal , não sou tão submissa assim . ’ dependia do valor que a pagavam , claro . mas era um detalhe que podia deixar de fora da conversa . ‘ tiana e naveen disputam o primeiro lugar com mégara e hércules na minha lista de casais que eu seria um sanduíche sem reclamar . ’ ao ver virginia fazer a carinha de falsa inocência e o bico , sofia riu novamente , dessa vez mais suave , como se as palavras da loira fossem simplesmente absurdas e , ao mesmo tempo , a coisa mais hilária do mundo . ‘ mas , vamos ser sinceras ... trabalho , estresse ? não precisa mais esquentar a cabeça com isso . agora você tem outras prioridades e vou garantir que esse apelido fique no passado . agora você será a … aniquiladora de virgin-dades . ’
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A pergunta ecoava na mente de Phillip, pois era a mesma que ele se fazia desde que as palavras saíram de sua boca. O que o estava impedindo? Se bem pensasse, já estava no estabelecimento de Malévola, algo que não era visto com bons olhos e mesmo assim não se importava de continuar frequentando o lugar, já tinha dedicado atenção a Sofia durante toda a conversa, sendo mais do que simpático, o que poderia ser visto pela proximidade em que falavam, os olhares trocados, até mesmo a mão na coxa da mulher, um ato não muito discreto. Então o que estava faltando para que finalmente atravessasse aquela barreira imaginaria que o separava de suas vontades? Sabia a resposta, pelo peso que tinha no dedo anelar, mas ignorava deliberadamente. "Esperava apenas a confirmação.", um sorriso malicioso se moldava nos lábios do príncipe, enquanto desviava ao acompanhar o movimento da mão alheia em direção a própria perna, como se o fizesse em câmera lenta, para instigar ou torturar Phillip, independente do que fosse, o revelar de um pouco mais de pele, serviu ao seu proposito. Instintivamente, os dedos tracejaram o interno da coxa da mulher, pressionando a carne com firmeza ao ouvir a voz rouca, que lhe causava arrepios. O olhar tornou as íris azuis dela, fixo, tomado em excitação. Sofia parecia saber muito bem como provocá-lo, como se soubesse que adorava desafios e era egocêntrico o suficiente para cruzar os limites. Poderia se arrepender daquilo depois, mas sua esposa o mandou viver, não? Na última conversa que tiveram, Aurora o mandou ir embora e ele o fez, como o bom marido que era. Ela o tinha mandado viver, e ele também faria, talvez isso aliviasse a consciência quanto ao movimento seguinte. "O que não me falta é coragem.", sussurrou contra os lábios dela, antes de finalmente tomá-los entre os seus. A mão livre achava o caminho da curva do pescoço de Sofia, enfiando-se nos cabelos, os dedos enroscando-se aos fios dourados, puxando-os no instante em que aprofundou o beijo.
a mão de phillip começou a traçar seu caminho pelo interno de sua coxa , e um arrepio percorreu seu corpo . mordeu levemente o lábio inferior , como se estivesse orgulhosa de sua provocação ter obtido o resultado desejado . ele estava cedendo , como ela sabia que aconteceria . homens como ele sempre cediam . sabia que a excitação estava estampada nos olhos dele , e essa antecipação só tornava a situação mais interessante para ela . quando phillip tomou coragem e se inclinou para beijá-la , tudo parecia se desenrolar em câmera lenta . ela não hesitou , correspondendo ao impulso dele com um sorriso travesso , seus lábios se unindo aos dele de forma natural . a mão dele em seu cabelo a fez suspirar , como se estivesse esperando muito tempo por aquilo . não havia nada de grandioso ou apaixonado naquele beijo , mas havia desejo — e sofia sabia reconhecer quando alguém estava disposto a cruzar uma linha sem olhar para trás . ela não era o tipo de pessoa que se deixava levar pela moralidade alheia . a vida já tinha lhe mostrado que o mundo era cheio de hipocrisia . a aliança de phillip , que deveria servir como um lembrete de seus votos , não passava de um símbolo ignorado naquele momento . e para sofia , se ele não se importava , por que ela deveria ? quando o beijo começou a se intensificar , a bourbon deixou que seus dedos deslizassem pelo peito de phillip , sentindo o calor do corpo dele sob suas mãos . depois de um tempo , se afastou apenas o suficiente para que seus lábios quase ainda tocassem os dele , o sorriso atrevido no rosto enquanto os olhos azuis brilhavam com malícia . ela podia sentir a respiração de phillip ainda entrecortada , e isso só a estimulava mais . ‘ você deveria saber ... ’ murmurou , a voz baixa e insinuante . ‘ que parar agora só vai me deixar mais curiosa . ’ seus dedos deslizaram preguiçosamente pela nuca dele , a mão descendo pela gola da camisa , como se aproveitasse cada momento . por mais que sua natureza atrevida a guiasse , sofia também sabia reconhecer quando o outro precisava de um momento para reconsiderar . o convite estava claro , mas a decisão final não seria dela . se ele quisesse dar um passo para trás , a dançarina o deixaria , mas não sem antes garantir que ele soubesse exatamente o que estava perdendo .
Hans observou Sofia com um sorriso enviesado, aquele tipo de sorriso que deixava claro que ele estava muito mais satisfeito com a própria presença ali do que qualquer outra coisa no Sinister Mirage. Seus olhos analisaram-na de cima a baixo, absorvendo cada detalhe, desde como ela segurava a taça até o olhar de puro desdém que lançava em sua direção. O típico. Ele adorava a maneira como ela parecia pronta para explodir a qualquer momento, especialmente porque ele sempre estava no epicentro desse furacão. "Sempre tão rápida em lembrar do quanto me adora." Ele deu um passo para mais perto, deliberadamente invadindo seu espaço pessoal, como se cada centímetro entre eles fosse uma batalha de controle. "Se fosse realmente insuportável, você não estaria perdendo seu precioso tempo me dando tanta atenção." Ele inclinou a cabeça, provocando-a com um brilho cínico no olhar. Os dedos de Hans correram suavemente ao longo da borda da taça que Sofia segurava, sua proximidade criando uma tensão palpável entre eles. A verdade era que ele gostava dessa constante troca de farpas. O fogo entre eles era intenso demais para ser ignorado, mesmo que ambos estivessem dispostos a fingir que não existia. "Você acha que estou aqui porque não tenho nada melhor para fazer do que irritar você?" Hans riu, um som baixo e malicioso. "Talvez eu esteja, talvez não. Não precisa fingir que não gosta de me ver, querida." Seu olhar percorreu o corpo dela com descaro, o tom carregado de insinuação. Hans inclinou-se levemente, falando próximo ao ouvido de Sofia, sua voz um sussurro carregado de veneno e atração. "Sei que você adoraria cobrar pelo seu tempo, mas, sinceramente, você já me deu o suficiente de graça nas outras noites." Ele recuou, observando a reação dela com um ar de satisfação e malícia, sabendo exatamente quais botões estava apertando. "Mas não se preocupe, Sofia. Quando eu precisar de algo de você que valha realmente a pena, posso até considerar pagar."
era difícil para alguém como ela admitir que alguém conseguia , de fato , irritá-la . sofia estava acostumada a manipular as pessoas , a mantê-las na palma da mão , a estar no controle . o fato de hans conseguir tirá-la do sério era algo que a surpreendia e , ao mesmo tempo , a enraivecia . mas não permitiria que ele visse isso . a mão dela quase vacilou , quase derramando a bebida naquele traje perfeitamente engomado que ele usava . mas não podia fazer isso . estava em ambiente de trabalho e ainda tinha um cliente esperando por ela . perder o controle agora , por mais tentador que fosse , só daria a hans mais poder . e se tinha algo que ela odiava mais do que ele , era dar-lhe qualquer vantagem . ela respirou fundo , forçando-se a manter o controle . sofia ergueu a taça , aproximando-se mais do westergaard , o suficiente para que a distância entre os dois fosse quase inexistente . seus olhos , antes carregados de desdém , agora brilhavam com uma determinação perigosa . ‘ ah , hans … você fala como se eu não soubesse exatamente o que você está tentando fazer . ’ deu um sorriso frio , seus lábios se curvando enquanto o olhava diretamente nos olhos . ‘ talvez seja você quem está desesperado por atenção já que não tem mais ninguém disposto a lhe dar essa satisfação , não é ? ’ ela inclinou a cabeça levemente antes de dar dois passos para trás . sabia que hans era como a tinkerbell : sem atenção , ele morreria . mas sofia não conseguia deixá-lo com aquele sorriso covarde no rosto sem revidar . ainda mais com aquele canalha sussurrando tão perto do seu ouvido . ‘ eu vejo isso como caridade . vamos ser honestos … ’ pausou a frase , seus olhos deslizando lentamente pelo rosto dele . ‘ se eu tivesse cobrado por cada segundo do meu tempo naquela cama , você estaria devendo muito mais do que suas terras congeladas poderiam pagar . ’ ela deu uma risada curta , seca , sem quebrar o contato visual . ‘ aliás , não foi nada demais , certo ? quero dizer , da última vez que eu chequei , você mal conseguiu ... manter o ritmo . ’ seu sorriso cresceu , por mais que , talvez , tenha aumentado essa parte da história . estava bêbada demais para lembrar dos detalhes . e pensando em bebida , sofia decidiu beber o líquido da taça que estava segurando . aparentemente , aquela conversa se prolongaria . ‘ então , realmente , você deveria se preocupar menos em tentar me comprar e mais em não desapontar da próxima vez que tiver a chance de dividir a cama com alguém . ’