Ela não foi meu Big Bang mas me explodiu em mil milhões pedaços
Eu fui
Eu entrei em colapso
E em um lapso explodi e recriei meu próprio tempo e espaço
Bom talvez não só um, mas em vários lapsos
Recriei meu significado de amor
Compreensão
Tempo e razão
E o peso de tudo
E o desprezo de nada
Um passo em falso
Possibilidades de desafios
Ao cair não, despencar
Em mim falso poeta
Falso coração
Falso sorriso
Verdadeiro juízo
Da escuridão
Quem definiu isso?
Verdade de abdicação
Do próprio ser em jurisdição
Fiz só ponto final a vírgula do meu chão
Terra fértil pro meu coração
Coração de poeta
deixo aqui jas os vermes que já comeram minhas palavras dedico a eles o meu silêncio
Por que quem vive de mortos já não se expressa mais
E quem morre todos os dias já não existe de paixão
Patologia doentia e eu estou me curando dos vermes que um dia já comeram do meu coração
Perdão por mantê-los aqui até não sobrar nem poeira
Apenas os cosmo
E eu não sou necromante pra reviver o que retrocedeu
Não vou voltar atrás mesmo com os olhos nas costas
Afinal estou conseguindo expressar o que continua comigo
Vivo em dolorido desenflamar
Pra não esquecer de não voltar ao que deixou essa cicatriz de baixo dos olhos
Em baixo do peito
No meu expressar
Obrigado pelo falho jeito de odiar/
Amar o outro longe que é aí onde ninguém vai conseguir te machucar
Pra finalizar vou finalizar
Desfecho sim
Só de Expressar que não
Mesmo que ninguém veja
Eu vejo além do que poderia ter sido
Não convém
Recizo
Separação
Realizo
Ritual de amarração dos meus olhos
Ao meu futuro
Compreendendo meu passado com exatidão
Não vou me esconder nadar
Do meu próprio coração
Eu sei o que é melhor pra mim mesmo
E que foi n ter insistindo em uma falsa sensação
De ideação
Fim
Ps: de completude












