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Captain America: The Winter Soldier (2014) // Avengers: Endgame (2019)
fxghters:
ㅤㅤㅤㅤnatasha nunca convidava alguém para uma das festas no complexo dos vingadores. alguns dos rapazes aos poucos foram trazendo um alguém especial, uma namorada, uma noiva, a esposa. e natasha adorava conhecê-las, pois afinal, eram também parte de sua família agora. mas aquele fora o primeiro ano que a mulher decidiu convidar alguém, embora não fosse um total desconhecido para alguns dos companheiros. a noite havia sido um pouco mais animada do que ela havia previsto, contudo, agora trajando a camisa do homem em sua cama, com uma xícara de café em mãos, observava o mesmo despertar. ❝ bom dia, ryan. ❞ ela tomou um longo gole do café, escondendo o sorriso. ❝ quem sabe outro dia, hmm. ❞
Ryan só se lembrava de algumas coisas na noite passada, porque pela primeira vez durante anos, o espião havia aproveitado e se divertido no fim de ano do que passar sozinho em casa com seus cachorros vendo os fogos pelo quintal de casa enquanto tomava uma de suas cervejas. Se ajeitou na cama quando viu a ruiva se aproximar, fazendo com que o mesmo sorrisse novamente sem fazer esforço algum. “Bom dia, Nat.” respondeu, ainda querendo saber como ela conseguia acordar tão cedo após de todas aquelas festas que os amigos dela davam. “É, quem sabe... mas me responda uma coisa, está ocupada hoje ou tem um dia de folga pra fazermos algo juntos?”
@fxghters
Ter recebido o convite pra passar o ano novo com Natasha foi o melhor convite que havia recebido durante todos os anos. Ryan nunca foi de demonstrar emoções, mas isso era diferente quando estava perto da ruiva, ela conseguia tirar o melhor dele com poucas ações e ele apreciava isso. Após toda noite de festa, ambos acabaram dormindo juntos, mas quando acordou no início da manhã, deparou com a mulher o observando a ponto de tirar um sorriso de seu rosto. “Bom dia... eu pensei que eu iria acordar primeiro hoje.”
frostbxtch·:
ㅤㅤㅤㅤnatasha tomou mais um pouco do que restava de seu café, e embora soubesse que o homem tinha razão, sabia muito bem o quão contraditório o ser humano poderia ser. ❝ muito sábio seu mentor. ❞ comentou, dando-lhe um meio sorriso. ❝ mas vai contra a natureza do ser humano, do contrário, não existiriam os mecanismos de defesa. não é à toa que tantos acabam presos em sua mente, em busca de fugir da realidade, ou de sua dureza. ❞ contendo um suspiro, romanoff tomou o restante de seu café. ❝ em algum momento da vida, todos nós buscamos um escape. ❞
ㅤㅤㅤㅤ ❝ a partir do momento que você aceita essa missão, isso já não é um posicionamento de sua parte? é como decidir não fazer uma escolha, ainda assim você está fazendo uma escolha. ❞ natasha colocou a xícara sobre a mesa, logo buscando pelo dinheiro no bolso interno de seu casaco. ❝ não estou dizendo que está errado. mas, cada um é movido por uma razão. e, mesmo que a priori pareça errôneo, não somos nós quem temos de olhar o quadro geral? ❞
ㅤㅤㅤㅤ dispondo o dinheiro junto à xícara outrora utilizada, romanoff levantou-se da cadeira preguiçosamente, um sorriso presente em seus lábios. ❝ não é todo dia que temos a oportunidade de ter um antigo… rival sendo seu guia turístico. ❞ comentou, cuidando de sua escolha de palavras, e fez então sinal para que ele liderasse o caminho. ❝ embora tenho a sensação de que isso será interessante. ❞
“Ele não era tão sábio assim, mas certas horas quando ele bebia era mais do que sóbrio.” tinha pego o seu mentor muitas vezes bebendo, principalmente quando eram em eventos de jogos, algo que Spectral nunca teve tanto interesse assim como o outro. “Um escape... é, até que você tem razão.”
“Talvez... nós podemos mudar de hora pra outra, não precisamos seguir sempre as regras das missões. Eu já fiz isso, fazendo o que era certo e até mesmo mudando ponto de vistas.” até mesmo fazer seus aliados virarem seus inimigos por um tempo, mas tudo que ele fazia não eram por eles e sim pela população que sofria nas mãos de seus governantes ou até mesmo de alguém que queria botar algum caos. Romanoff tinha razão de suas palavras, talvez seja esse um dos motivos que ele estava se dando bem com ela.
“Bom, considere isso como uma recepção de boas vindas.” o mesmo foi até a porta e abriu pra que ela saísse primeiro. “Vai ser interessante, mas como guia é bom fechar bem seu casaco.”

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frostbxtch·:
ㅤㅤㅤㅤnatasha quase riu, lembrando-se do acontecido quando a shield havia sido corrompida pela hydra, e, ainda assim, tentaram encobrir o ocorrido, querendo culpar a ela e steve, quando nada mais fizeram que expor a verdade ao público. verdades que eram guardadas a sete chaves, e que e algum momento retornariam para explodirem em suas faces.❝ é mais fácil inventar histórias que lidar com as consequências das verdades. às vezes simplesmente por ser o caminho mais fácil de imediato é o escolhido. ❞ e no fim, de que adiantava?
ㅤㅤㅤㅤ ❝ isso acontece há muito tempo, mas de maneiras distintas. ❞ comentou, tendo rogers em mente.❝ mas, no fim, não há um certo ou errado. ❞ natasha suspirou, massageando a têmpora com sua canhota.❝ pois até mesmo aqueles que estão no topo, eles fazem aquilo que acham certo. ❞ stark era um belo de um exemplo, mesmo que ultron houvesse sido uma terrível ideia. o homem o fizera com um propósito que julgava ser certo. porém, eram também instantes como aquele que faziam com que romanoff se perguntasse: pelo que ela lutava?
ㅤㅤㅤㅤ a mulher riu baixo, porém não contestou mais a respeito. não lhe era mesmo de seu interesse a opinião alheia a seu respeito. natasha tornou a tomar de sua xícara, e não fossem seus reflexos, de certo teria se engasgado diante o convite do homem.❝ está se oferecendo para ser meu guia turístico, snake? ❞ questionou-lhe, com um divertido sorriso no rosto.❝ agora essa é a maior surpresa do dia. ❞
“É uma das coisas que eu sou contra, ficar inventando coisas que não deveriam tiram a coragem do ser humano...” ele se lembrava muito bem das coisas que seu mentor dizia desde a infância, as palavras duras e seus ensinamentos pesados que nenhuma criança recebia desde o seu nascimento. “Meu mentor sempre me disse que é bom encarar as coisas de frente independente do quão dura elas sejam.”
“Tem isso, mas de certa forma nós estamos aqui pra dar um jeito em quem se opõe e mesmo eu não tomando partido algum, é uma missão que tenho de fazer... se for para o bem de uma boa parcela, claramente eles irão me botar em algum lugar.” e como Snake sabia dessas coisas, várias missões que tinha lidado era pra tirar alguém do poder misteriosamente, destruir organizações que tinham pensamentos ruins e desativar várias armas nucleares que sempre tinham o mesmo nome e modelos totalmente diferentes. Quando tudo aquilo iria parar? ele não sabia responder nem cedo e nem tarde.
Porque ver ela rir o fazia se sentir um pouco bem? talvez fosse o motivo de estar fora de missões e ser bem difícil ouvir uma risada? Mesmo sendo um adulto, haviam coisas que eram totalmente novas para o homem. “E porque não? essa cidade não é grande, mas tem suas atrações.”
frostbxtch·:
ㅤㅤㅤㅤromanoff surpreendeu-se um pouco com os dizeres do homem, porém assentiu. era algo a se pensar mais seriamente, em outro momento, além de que ela estaria no alasca por duas semanas, precisaria de algo a se fazer nesse meio tempo, ou nada a impediria de pegar o primeiro avião de volta para os vingadores. o olhar da russa voltou-se para a televisão, e sem perceber, deixou a xícara na mesa, as mãos encontrando-se sobre as pernas, passou a apertar os dedos da canhota com a destra.
ㅤㅤㅤㅤ❝ a mídia nunca mostra toda a história. de certo modo, faz bem em não ver noticiários. eles não fazem jus às vítimas, tampouco à verdade. ❞ comentou, observando a notícia sobre o atentado. os olhos de romanoff retornaram a snake, e perguntou-se pelo que mais ele teria passado ao longo de sua vida. tal como ela, o homem parecia também ser cheio de marcas em sua alma.❝ só os sobreviventes sabem, de verdade, como é. ❞ baixou seu olhar, havendo certo pesar em sua fala, antes de retornar a atenção ao homem, sorrindo-lhe com tristeza nos lábios.
ㅤㅤㅤㅤ arqueou a sobrancelha, tendo um divertido sorriso em seu rosto. ❝ somente pela marca, ou você falou algo mais a meu respeito? ❞ questionou, o olhar seguindo aos olhos de snake. novamente, a mulher assentiu, compreendia o que ele queria dizer com aquilo. ❝ às vezes precisamos fazer coisas das quais não nos orgulhamos. querendo ou não, faz parte do trabalho. ❞ natasha baixou o olhar para sua xícara, tomando-a em suas mãos mais uma vez. até mesmo perdera as contas de quantas vezes isso ocorrera ao longo de sua carreira, quantas vezes ela foi incapaz de dormir à noite por determinadas ações realizadas em meio a uma missão, em meio a um trabalho.
“É, a mídia pra mim sempre foi uma desgraça assim dizendo... meter o nariz onde não é chamado ou inventar histórias é com eles ou até mesmo com o governo pra poder se livrar de alguma coisa.” e ele sabia como era verdade, sabia nos relatórios que envolvia uma pessoa de sua família que nunca nem tinha conversado ou olhado no meio de seus olhos. Tantos problemas pra inventarem histórias, em que tipo de mundo eles poderiam viver sem saber da verdade? Isso era uma das questões que Snake sempre pensava.
Diferente do sorriso que a russa tinha dado, o homem parecia como uma cobra, já que mal desviava o olhar dela. Talvez a incomodasse um pouco em ser observada por bastante e ainda mais fixando seus próprios olhos. “Olha, tem certas coisas que infelizmente não podemos cruzar a linha, mas podemos fazer com que certas pessoas escolham seus próprios caminhos.” respondeu, relaxando um pouco mais na cadeira. “Hoje em dia pessoas lutam pelo que acham certo, tentam derrubar pessoas que estão no topo, reerguer o que eles tem de direito, nós lutamos por isso e não somos tão diferentes daqueles que não tem habilidades.”
“Mas eu falei mais que eu tinha lutado com uma russa habilidosa e com um belo charme, você tem alguns fãs até.” permitiu-se sorrir novamente e deixou algumas moedas em cima da mesa como forma de pagamento pelo café e as bolachas. “Eu estive aqui pensando... quando terminar de tomar seu café, gostaria de conhecer mais a cidade?”
frostbxtch·:
ㅤㅤㅤㅤ começou a ponder o que poderia ter acontecido ao homem, porém, compreendia que para pessoas como eles, locais reservados para determinadas conversas se faziam extremamente necessários. nunca poderiam ter a certeza se havia ou não alguém à espreita, afinal, pareciam estar em todo lugar a todo tempo. nada garantia que eles estavam, realmente, sozinhos, romanoff bem sabia sobre isso. ❝ vejamos como serão nossos próximos encontros, e talvez possa te arranjar algo mais reservado. ❞ a mulher falou, enfim, num tom mais humorado, quase tendo um sorriso nos lábios, piscando o olho direito a snake.
ㅤㅤㅤㅤ de imediato, lembro da guerra em wakanda. como barnes desapareceu em sua frente, o primeiro de muitos. e então sam, nakia, groot, t’challa, wanda… o temor de natasha, ao buscar por steve, tornou-se mais forte, até que avistou o homem sentado sobre o que outrora foi a pequena maximoff. ❝ talvez ter estado fora tenha sido mais vantajoso. ❞ respondeu-lhe, um tom fúnebre presente em sua voz. mesmo agora, com todos de volta, natasha ainda tinha pesadelos com o que havia acontecido. e talvez mais marcas emocionais do que ela jamais seria capaz de admitir.
ㅤㅤㅤㅤ sorriu de soslaio, tornando a beber um pouco mais de seu café e chegou a seguir seu olhar até a televisão. conteve um suspiro, mas imaginava que os novos vingadores já deviam estar a par do assunto, para fazer algo a respeito. desligar-se do mundo, precisou se lembrar mais uma vez. natasha assentiu, afinal, fazia sentido, armas como eles tinham de estar preparados. ❝ fico feliz que tenha sobrevivido. ❞ a mulher falou, a atenção voltando-se para a xícara em mãos. ❝ somente anos depois dessa missão, me foi contado o seu propósito. as coisas certamente teriam sido diferentes hoje. ❞
“Se for pra você arrumar esse lugar, eu posso esperar e muito bem.” seu tom de voz soava até mais calmo do que da primeiras vez que tinham se encontrado. Aquela mudança de postura era algo que surpreendia até sua equipe, já que em missões ele era todo sério e não mudava de forma alguma sua rotina, já em dias que estava em paz ele parecia ser um pouco diferente mas mantendo toda sua forma misteriosa. Romanoff tinha seu charme, ele não podia negar e até tinha gostado um pouco de vê-la agir daquele jeito, pessoas poderiam mudar do jeito e das formas em que se encontravam.
“É, eu acho que sim... sabe, tudo que a TV anda mostrando não é como se fosse um filme, meio que passei por algo parecido.” e como tinha passado, seus inimigos não eram agentes e soldados qualquer, eles tinham suas individualidades e diferente de Spectral, ele só tinha suas habilidades e nada de poder de fogo ou coisa do tipo. “Eu digo o mesmo, é bom ver um rosto conhecido.” respondeu, mostrando toda sua sinceridade.
“O mesmo foi pra mim, meio que você é famosa para alguns dos meus companheiros. Mas meu objetivo nunca foi fazer mal como aquelas pessoas que enfrentamos, aquilo era mais um disfarce que eu estava mantendo.”
frostbxtch·:
ㅤㅤㅤㅤ talvez fosse devido à vida de espiã que tivera por anos, ou estar em fuga após os tratados de sokovia, contudo, não era capaz de relaxar por completo, não em locais como aquele, em que não havia familiaridade, em que não havia tampouco um reforço confiável. era algo que já fazia parte de si, um reflexo, estar em alerta e em desconfiança a todo e qualquer instante. ❝ por que não tenta? ❞ sorriu, de soslaio, a sobrancelha direita arqueando-se. ❝ o mundo enlouqueceu nos últimos anos também, e talvez você só não tenha percebido. ❞ com a aproximação do garçom, natasha aproveitou para pedir um café puro para si, e não demorou-se muito para que sua atenção estivesse novamente voltada para snake.
ㅤㅤㅤㅤ a ruiva riu, soprado. ❝ você nem faz ideia de quantas mudanças de cabelo eu passei. ❞ a cada ano, romanoff havia tido ao menos uma mudança em seu visual, isso não contando com seus disfarces também. ❝ não foi o único que saiu com uma marca. um dos poucos que conseguiu. ❞ a última parte sussurrada em russo, mais para si mesma que para o homem. ❝ como você sobreviveu? ❞ questionou, à respeito da explosão. natasha lembrava-se vividamente do local, ninguém humano conseguiria sobreviver aquilo. com a chegada do café, natasha agradeceu ao garçom, dando-lhe um pequeno sorriso e logo tomou a xícara na canhota, levando-a aos lábios.
“Bom... acho que se eu contasse tudo que aconteceu nos últimos seis anos, teria de ser em um lugar bem mais reservado que esse.” ele temia um pouco de ter algumas pessoas do governo ou coisa assim que estivesse o observando pra poder fazer alguma coisa de ruim ou até mesmo pior. Quando chegou as bolachas, o homem comeu uma delas e deu mais um gole em seu café que estava deixando de ficar quente. “Imagino como deve ter enlouquecido quando eu estive fora, as vezes eu penso que tipo de festa eu andei perdendo.”
“Acho que dá pra pensar sim, se a minha mente puder dar uma boa imaginação talvez eu consiga.” brincou com a mulher e desviou o olhar pra televisão, mostrando alguma notícia sobre um atentado que não tinha ouvido falar. Ele escutou o que ela tinha sussurrado, por sua sorte seu russo não estava tão enferrujado, tanto que sua atenção voltou pra ruiva. “Hmm... eu sobrevivi como qualquer um, uma rota de fuga que dava direto pro mar e por sorte tinha um barco sobrando.”

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frostbxtch·:
ㅤㅤㅤㅤ a tensão não parecia diminuir em seu corpo, contudo, com o passar dos minutos, natasha conseguia, ao menos, escondê-la melhor. colocou o menu sobre a mesa, já tendo em mente três possíveis escapatórias, seu olhar fixou-se enfim por completo no homem. e, mesmo diante aquela tensão, a viúva acabou rindo baixo, de modo contido. ❝ wakanda foi alvo de notícia internacional há mais de seis anos. estou surpresa em saber que você sequer sabia a seu respeito. ❞
ㅤㅤㅤㅤ talvez, como wilson lhe dissera outrora, romanoff fosse paranoica, não podendo deixar de pensar que, tal como uma cobra, spectral estava no aguardo do momento certo para dar o bote. talvez ela precisasse mesmo relaxar, sequer estava mais junto à shield, o único inimigo que possuía fora destruído… não deveria preocupar-se tanto. porém, era seu mecanismo de defesa, e a busca pelas possibilidades, até as piores delas, eram impossíveis de serem ignoradas de sua parte.
ㅤㅤㅤㅤ assentiu, lentamente, às palavras do homem. ❝ muito mudou desde nosso último encontro também. ❞ perguntou-se se o homem saberia a respeito da shield, contudo, deixou tal pensamento de lado. ❝ mas, perdoe-me se, de imediato, eu não relaxar em sua presença, spectral, afinal, nosso último encontro… não foi exatamente amigável. ❞ além de, é claro, os pequenos problemas de confiança que possuía.
Sua visão permanecia fixa na ruiva, tanto que conseguia nas escapatórias que ela podia ter pra sair daquele lugar. Ele não tinha o que fazer, tinha deixado tudo bem claro mesmo não dizendo nada pra mulher que só tomaria seu café e sabe lá o que poderia fazer depois que sair do carro. “Aconteceu muita coisa durante esses últimos anos, se eu te contar é capaz de você pensar que eu estava louco ou coisa do tipo.”
“Acho que sim, você até mudou o cabelo também.” olhou para o garçom e pediu algumas bolachas pra dividir com Natasha. Ele riu soprado, em sua mente a batalha que eles tiveram foi de certo modo emocionante pro agente da Red Dogs e um dos motivos de ter aprimorado suas habilidades com o tempo “Eu sei o quão turbulento foi o nosso último encontro, você me deixou ainda uma marca e tanta... mas o pior foi o que aconteceu depois da nossa luta.”
frostbxtch·:
ㅤㅤㅤㅤ a realização de que não era james barnes, diante seus olhos, não foi algo que natasha gostaria de reviver. aquela face lhe era familiar por dois motivos, e ironicamente, ambos quase conseguiram matá-la em algum ponto. quão sortuda era ela, não? porém, embora buscasse manter a face neutra, sabia que seus olhos, naquele momento, a denunciavam. se antes estava tensa pensando no porque de barnes estar atrás dela, agora estava com o coração acelerado e sentindo certo frio na espinha em estar diante spectral snake. ao menos barnes não queria mais matá-la. era uma certeza, com aquele em sua frente? natasha não tinha tanta certeza.
ㅤㅤㅤㅤ apenas seguiu os movimentos do homem com o olhar, e sequer percebeu que havia prendido a respiração até que o mesmo sentou-se em sua frente. natasha engoliu a seco. ❝ wakanda é um país africano. muito popular atualmente. é belíssimo para quem quer tirar umas férias. ❞ deu de ombros, o olhar novamente discretamente vagando pelo local, certificando-se de saber exatamente onde haviam possíveis saídas. ❝ sim, eu me lembro. mas, dentre você e barnes, não imaginaria que seria seu rosto que se aproximaria tão… pacificamente. ❞
Seus olhos estavam totalmente fixos na mulher, ele não podia negar que ela continuava bonita como sempre mas também escondendo toda sua habilidade que supostamente deveria ter aprimorado durante alguns anos. Fora isso, ele sentia que sua presença tinha sido totalmente uma surpresa e desagradável do que o esperado, algo que ele já tinha em mente do que poderia acontecer, mas suas intenções não seria de atacá-la, no passado eles haviam cometido um erro e acabaram entrando em uma luta que um dos dois teriam de sair vivo e o outro sem rastro de vida.
“É um pouco difícil de saber já que eu não assisto televisão e muito menos jornal... tem certas coisas que não deveriam publicar, mas se está dizendo que é um país bonito pra tirar férias, eu irei acreditar em sua palavra.” bebeu novamente e colocou o copo na mesa de madeira. Ele não podia culpá-la, se uma das pessoas que quase o matou surgisse, o mesmo não saberia o que fazer se fosse atacar ou manter a guarda. “Bom... naquele tempo cometemos um erro, eu tinha dito que eu não era seu inimigo, mas também que não queria ninguém no meu caminho. Hoje em dia eu não tenho vontade de acertar as contas com você, nunca tive.”
frostbxtch·:
ㅤㅤㅤㅤ os olhos percorriam o menu vagarosamente, natasha não tinha qualquer pressa e o ambiente parecia-lhe bastante… aconchegante. se a comida fosse boa, certamente ela retornaria nas próximas manhãs para tal estabelecimento. contudo, apesar de todos os esforços para a calmaria em questão serem permanentes em suas férias, o destino parecia querer brincar com a russa, que sentiu todo o corpo tensionar diante aquela voz tão familiar.
ㅤㅤㅤㅤ levantou o olhar do menu, deparando-se com um rosto que conseguia ser ainda mais familiar que a própria voz.❝ barnes? ❞ franziu o cenho, um instante de confusão se fazendo presente. com toda a loucura que acontecera, a mulher jamais esperaria encontrar o melhor amigo de steve naquele lugar.❝ você não deveria estar em wakanda? ❞ além de que, se sua memória estava correta, não faziam apenas algumas semanas desde que lutaram contra thanos?❝ o que está fazendo aqui? ❞questionou-lhe, em um tom baixo, o olhar percorrendo o estabelecimento, para ter a certeza de que não havia ninguém os observando.
Por algum motivo, ele queria rir da situação da mulher ao vê-lo, mas não demorou muito para que ele mudasse de ideia. Quem diabos era Barnes? não era a primeira vez que acontecia esse erro, mas ele não iria contra isso por mal conhecer esse homem que por sinal tinha o mesmo rosto que ele.
Ryan sentou de frente pra russa e respirou fundo. “Qual é, não é a primeira vez que você erra desse jeito.” respondeu, mas deu uma pausa ao ver o garçom entregar o seu café. Aquele foi o momento para que o mesmo retirasse as luvas e tocasse no copo. “Eu não sei o que é Wakanda e muito menos esse tal de Barnes, mas você não se lembra de uma missão comigo há alguns anos atrás na Áustria?” perguntou, bebendo um pouco do café que estava bem quente. “Eu moro aqui, mas pra refrescar sua memória se lembre do nome Spectral.”
frostbxtch·:
@spctralsnake
ㅤㅤㅤㅤalgo que, há muito, romanoff precisava eram férias. não conseguia pensar quando havia sido a última vez que fizera algo por si, quando pegou um avião e foi para algum lugar que não à trabalho, ou para salvar o mundo de alguma terrível ameaça. por tal razão, apenas avisou a barton para onde estaria indo, justamente para evitar que o trabalho chegasse a si, de um jeito ou de outro. pela primeira vez em muito tempo, natasha daria-se o luxo de ser egoísta, e ter as pacíficas férias que tanto desejava. sem hydra, sem alienígenas, sem robôs tentando assassiná-la e destruir o mundo. apenas ela e a calmaria do alasca. não que esta fosse sua preferência para afastar-se de tudo e todos, mas era um dos últimos lugares que foi capaz de pensar que o problema chegaria. era perfeito.
ㅤㅤㅤㅤ natasha chegara na tarde anterior, e após o que pareceu uma hibernação, a mulher buscou pelo espesso casaco e rumou para fora do apartamento que havia alugado para passar aquelas férias. a mudança de ares já estava lhe fazendo uma melhoria, apesar de ainda ter aquela paranoia no fundo de sua mente, e a preocupação de olhar as notícias, algo que estava evitando desde que decidiu tirar férias. em sua breve caminhada naquela gélida manhã, contentou-se ao avistar uma cafeteria não muito distante do apartamento, afinal, cozinhar não era seu forte e tampouco uma preferência. a ruiva adentrou o estabelecimento, e logo recepcionada por uma garçonete. natasha permitiu-se ser direcionada pela outra mulher, e agradeceu-lhe quando a mesma entregou-lhe o menu do lugar.
Como sempre, Alasca se tornava um dos lugares mais frios que poderia ficar desclassificando a Rússia. Mas aquele lugar tinha se tornado seu lar quando não tinha nenhum tipo de missão a mando dos Red Dogs. Spectral tinha deixado sua casa em perfeito estado antes de poder sair pelas ruas da cidade em que vivia, que por sua sorte não era tão barulhenta e movimentava como as cidades grandes de outros países.
O mesmo tinha chegado em uma cafeteria local que gostava de ficar e apreciar o seu bom café que era feito por um dos garçons de lá. Tinha pedido um expresso e passou a prestar atenção na música que estava tocando, mas toda sua concentração se desfez ao ouvir a voz familiar que não ouvia há bons anos. “Será que...” falou baixo pra si mesmo e virou o rosto. Ele podia ver a mulher que tinha enfrentado anos atrás por certas desavenças, tanto que sorriu de canto e deu alguns passos para se aproximar dela. “Já faz um bom tempo que não nos vemos, Nat.”
ginnosaya·:
ela observa o bartender se distanciar em busca das bebidas para finalmente se voltar para o seu acompanhante misterioso: “ —— maya. maya natsume. ” a cerveja é posta no balcão a frente deles no momento seguinte. ela sorri, apanha uma delas e, rapidamente, sorve alguns goles. o líquido gelado desce pela garganta e fere, a princípio, mas depois traz aquela sensação de refrescância gostosa que tão comumente preenche seus dias vazios. “ e você, como se chama? não parece que já esteve aqui, eu conheço todo mundo nesse lugar. ”
“É um prazer em te conhecer, senhorita Maya.” pegou a garrafa e levantou um pouco antes de beber. Era até um gosto bom da cerveja, nunca tinha tomado ela antes e claramente iria guardar o nome pra saber se em seu lar tivesse uma daquela marca, seria perfeito se isso acontecesse. “você tem razão, eu não sou daqui... eu vim de um lugar longe, mas só estou tirando um tempo. Eu me chamo Ryan!”

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ginnosaya·:
“ tudo bem, eu só ‘tava brincando. não sobre a parte de ser o meu lugar, porque é mesmo, mas relaxa. ” maya toma o assento do qual falara anteriormente e exibe um sorriso esguio para o homem até então desconhecido. em seguida, responde: “ olha, negar bebida é pecado na minha religião. então eu vou aceitar, sim. obrigada. ” é claro que ela está brincando na parte da religião, mas esse é um detalhe que não precisa vir à tona.
Talvez fosse a primeira vez que não iria arrumar encrenca em um bar, porque sempre que ia em um acabava tendo de discutir ou entrara em uma briga que não queria se envolver de forma alguma. Olhou para o bartender e pediu duas de suas melhores cervejas e que estaria em sua conta. “Então será ótimo bebermos, está calor também.” sorriu de canto pra garota. “posso saber o nome da minha companhia hoje?”
ginnosaya·:
closed starter , @spctralsnake ;
“ com licença, mas está no meu lugar. Eu só dei uma saidinha pra ir ao banheiro. ” ela aponta pro banco colado ao balcão. apesar da repreensão, ela está sorrindo.
O homem olhou para o lado onde a voz indicava. Podia dizer muito bem que a mulher que tinha lhe chamado era extremamente linda, mas não queria causar tantos problemas já que tinha pegado seu lugar sem tê-la visto antes. “Me desculpe por isso, não era minha intenção pegar o lugar de alguém.” respondeu, sentando no outro banco do balcão.
“Posso te pagar uma bebida como pedido de desculpas?”