Não te culpo por ter ido, afinal você não tinha escolhas. Te culpo por não responder mais as minhas mensagens, por não retornar as minhas ligações, estou magoada por nem sequer puxar assunto comigo quando estou em alguma rede social. Me admiro por você ter sido a primeira a dizer que não me esqueceria e hoje nem ligar para me dá os parabéns por mais um ano de vida ou por eu ter passado para uma escola melhor. E eu fico pensando 24 horas por dia, todos os dias em você, em nós. Penso o quanto felizes eramos só em estarmos juntas, só por nos ver todos os dias e colocar as conversas em dia. Não sei se é egoísmo ou é inveja de ver você e suas novas amigas juntas, parecendo que se conhece há anos, várias e várias fotos juntas como se fossem amigas desde os 5 anos. Mas não doí te ver feliz, o que mais doí é vê você sendo feliz sem mim, vendo você se divertir todos os dias e nem sequer pensar em mim ou se importar comigo, perguntar se eu estou bem ou se ainda estou viva. Perguntar como estou me faria tão bem que devolveria aquele meu sorriso amarelo e enorme de sempre; se importar comigo é a única coisa que ainda preciso porque não resta mais nada de mim, nenhum sorriso, nenhuma lágrima, nenhuma alegria, só o que contem é um corpo que ainda não foi decomposto pela dor de ter sido abandonada por uma pessoa que tanto amava. Não quero fazer um melodrama e nem me passar de vítima, mas só quero que reveja seus conceitos e perceba quem realmente sente a sua falta, quem realmente parece precisa de você pelo menos para manter a esperança de uma alma viva dentro de um velho corpo.
Walérya Estherphany














