Adeus, nĂŁo.
   Olho pela janela do meu escritĂłrio e vejo os galhos das arvores balançando com o soprar do vento e a fraca luz do sol batendo nas folhas e o cĂ©u escuro. Sinto o cheiro de mato molhado e esse sentimento todo me relembra momentos em que estivemos juntos. Momentos Ășnicos tanto para mim, quanto para vocĂȘ. Concorde comigo que vocĂȘ nĂŁo esperava isso acontecer quando, hĂĄ 3 anos atrĂĄs, nos olhamos pela primeira vez...eu sei que concordou, pois eu tambĂ©m concordei!Â
   O vento parou de soprar. Os galho das arvores pararam de balançar, e o Sol parou de luzir nas folhas. Que coisa! Infelizmente isso acontece. As coisas passam. Talvez nem voltam mais. A mesma coisa foi nossas vidas.Â
   Prefiro crer que estĂĄvamos predestinados a nos conhecer, aliĂĄs, somos predestinados a tudo nessa terra. Mas com vocĂȘ foi diferente. ImprovĂĄvel. ImpossĂvel. Ai, ai...
   Senti todo o amor do mundo com vocĂȘ. Senti a calmaria dos teus olhos. A textura da tua pele. O sabor da sua boca. A felicidade do seu sorriso. O calor que nossos corpos produziam juntos. Experimentei ter alguĂ©m que me animasse. Entendesse. Amasse.Â
Embora eu diga que nĂŁo sinto mais falta, meu coração sabe muito bem o quanto estou mentido. Sinto falta do nosso bordĂŁo: âE agora? E depois?â, que diziamos quando nĂŁo sabiamos mais o que fazer, ou o que aconteceria. Sinto falta dos teus olhos castanhos olhando pra mim. Sinto falta da tua voz me chamando pelo apelido que, carinhosamente, vocĂȘ me deu. Sinto falta dos nossos abraços. Na real...eu sinto falta de vocĂȘ. Do seu corpo, do seu amor, da sua amizade...eu tenho tantos motivos para te amar e tantos outros para sentir saudades.
NĂŁo digo âadeusâ, porque foi por Deus que vocĂȘ esteve aqui comigo esse tempo todo. Nunca Ă© um adeus. Um dia vamos nos encontrar novamente, talvez em sonhos ou nas memĂłrias que guardamos.Â











