Fim de tarde
Escurecia quando se mostrou a mim.
E feito sereno, me tomou o calor do peito.
Eu queria te dar um beijo.
Mas feito sereno, sinto vocĂȘ cair sobre mim, mas nĂŁo consigo tocar vocĂȘ.
Me deito nu ao relento, aguardando sua presença.
Exposto e vulnerĂĄvel, me deleito com nossa noite juntos.
Me refresco contigo, mas sou indeferente a sua prĂłpria natureza.
Deixarei que meu calor a tome, e assim,
quem sabe, vocĂȘ nĂŁo se inflame?
O que triunfarĂĄ, meu calor, ou seu sereno?
Que os dias que virĂŁo sussurem e as noites nos acolham quando estivermos diante do outro.
Para o além, atrås de seu sereno eu vou.
E no além, eu atearei meu fogo.
E quem sabe, assim poderei tocar em vocĂȘ.















