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“I got into this industry because I love it. I love entertaining people and I love the arts and it’s been a part of my whole life as far back as I can remember”
Becca Tobin attends Marc By Marc Jacobs Fall/Winter 2014 Preview at Marc Jacobs on June 20th.

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Make Me Choose: martinarps asked Becca Tobin or Melissa Benoist.
Como pode ter tanta certeza? Nope, eu não vejo minha família faz um bom tempo, fico livre dessas perguntas constrangedoras. Suas barbies não contam, Sammy.
Tendo, Cooper. E não vem com o papo de que eu não sei do futuro, e as coisas mudam, não. Eu não sou o tipo que namora, eu prefiro me divertir. Sério? Eu não sei se isso é legal ou deprimente. Eu não brinco com Barbie, só com Ken.

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Isso não deve ser nada agradável mesmo, acho que por esse lado tenho sorte. Mas aproveita, vai ser pior quando você arranjar um namorado e elas forem procurar o cep e o histórico escolar do garoto.
Mas o problema é que eu não vou arranjar um namorado, então vou aguentar isso por muito tempo. Mas e a sua família, Cooper? Nenhuma tia perguntando sobre uma namorada? Conheço algumas garotas que não iria se importar em preencher essa vaga.
Pelo menos eles aparecem. E uma reunião familiar é bom de vez em quando pra saber das novidades, ganhar presente e esse tipo de coisa, não?
Não. Reunião familiar não é nada legal. Ainda mais na minha família. Minhas tias fazem questão de dizer eu estou mais gordinha e que preciso de um namorado. Nem os presentes superam isso.
I didn't mean to hurt you, not this time
TAGGED: Samantha Wyler e Mark Jones
LOCAL: Hospital, casa de Mark e outros.
DATA: 08/01/14
Mark: Acordou franzindo a testa de dor e esfregando a mão nos olhos por causa da luz branca e direta que o incomodava. Ergueu um pouco a cabeça com apenas um olho aberto, olhando ao redor, não conhecia aquele lugar, onde porra ele estava? Tentou erguer seu corpo, mas doía demais pra que ele se sentasse normalmente. Bateu a cabeça no travesseiro baixo demais daquela cama dura demais e encarou o teto já podendo abrir os dois olhos. Esfregou o rosto tentando lembrar como parara ali e a primeira coisa que lhe veio a mente foi o susto que levara quando Bruce se soltou a correia e foi parar no meio da rua. Piscou com um pouco mais de força e conseguiu recorda-se de uma dor absurda em seu braço e seus olhos pesando quando uma loira gritava alguma coisa que ele não conseguia processar. "Droga, o Bruce", pensou. Tentou ficar sentado de novo e quando finalmente conseguiu reconheceu o lugar onde estava, aliais, não só o lugar como quem estava alí também - O que você tá fazendo aqui? Aliais, o que eu to fazendo aqui? E cadê o Bruce? - Olhou mau humorado pra Samantha tentando se apoiar nos braços pra se levantar e sentindo uma dor aguda em seu ombro, colocou a mão oposta sobre ele e assustado sentiu uma atadura - Mas que porra... Espera, Samantha, o que você fez comigo?
Samantha: Eu ainda não acreditava que eu havia realmente atropelado Mark. Bufei, enquanto olhava preocupada para cama, roendo a unha. Se ele não acordasse eu iria dar fim a todas elas. Levantei apressada quando o vi se mover, respirando devagar enquanto via ele se acostumar com a luz. O quanto ele iria ficar chateado ao saber o que havia acontecido? Provavelmente muito. Droga, droga, droga. Mordi o lábio com força, batendo o pé ritmicamente, esperando que ele falasse alguma coisa. Revirei os olhos ao ouvir a primeira frase dele, fazendo uma careta. - As coisas mais simples primeiro. O Bruce está em casa, bem. Eu estou aqui como sua acompanhante. E você está descansando. - Dei um sorriso amarelo, colocando minhas mãos no bolso detrás da calça, inclinando meu corpo para frente. Me precipitei na direção dele, voltando ao morder o lábio quando a mão dele alcançou a atadura. - Eu te atropelei. Mas só para você saber, não foi por querer, de verdade, dessa vez eu não estava pensando em te causar nenhum dano físico, aconteceu. Desculpa? Sério, ai droga, eu não acredito que estou falando isso pra você. Mas eu realmente sinto muito Mark. - Meu tom era culpado, e eu realmente estava. Por mais que eu não gostasse de Mark, eu nunca faria nada para feri-lo.
Mark: Suspirou aliviado ao escutar que Bruce estava bem, mas a sensação de alívio não chegou a durar. Trincou os dentes tão forte ao escutar o complemento da loira que sua cabeça quase explodira de dor. Soltou o ar com força olhando pra ela com os olhos estreitos - O que te faz achar que eu não vou achar que você fez de propósito? Quer dizer, você me odeia - Franziu a testa de verdade se questionando aquilo, ele não gostava de pensar tão mal das pessoas, mas nunca se sabe né. Eles não se gostavam, ele não teria coragem de fazer nada contra Sammy, mas a cabeça dela poderia ser diferente - Ó, você disse "dessa vez", então você já pensou em me ferir? - Olhou assustado pra loira sem acreditar que ela tentaria aquilo de propósito. Começou a arrancar os tubos que tinham em suas veias, provavelmente analgésicos, pra sair logo dali e ir pra casa ficar o mais longe possível da loira - Quer saber? Tanto faz, to dando o fora - Tentou ficar de pé, mas na primeira tentativa sentiu suas pernas vacilarem e só não foi ao chão porque segurou-se na cama - Quer merda que me deram? - Sua cabeça estava lenta e ele não estava sentindo tanta dor quanto deveria segundo o tamanho de sua atadura. Só podia ser os remédios.
Samantha: Bufei, olhando para ele desacreditada. Tudo bem, eu podia ter algumas tendências para ser má, mas eu não era sádica, e também nunca faria algo que fosse atrapalhar a carreira dele. - Você é idiota ou o quê? Eu não sou doente pra te machucar propositalmente. E eu não te odeio, só não gosto de você, é diferente. - Dei os ombros, falando sem muita convicção. - Além do mais, eu também não saí ilesa de tudo isso. Dei um jeito no pé, nada comparado ao seu braço, mas eu nunca iria me auto-machucar. - Arqueei as sobrancelhas, cruzando os braços. - Não... Quer dizer, eu já pensei em te dar um soco, uma vez, ou duas, ou quase sempre, mas nada tão drástico. - Falei num tom óbvio, já ficando ofendida com o modo como ele falava comigo. Olhei assustada quando ele começou a arrancar os fios. Me aproximei, tentando segurar as mãos dele. - Mark! Mark, deita! Deita caralho! - Soltei um gritinho histérico quando ele vacilou, correndo até a porta do quarto, a fechando, antes de voltar para ele. - Um analgésico, eu não lembro o nome. Agora deita, deita logo, antes que você realmente caia e eu tenha que chamar alguém, que provavelmente vai te drogar de novo. Deita! - O empurrei para sentar, levantando as pernas dele com dificuldade, espalmando as minhas mãos no peito dele, olhando para ele desconfiada. - Você está semi-nu, drogado, e com o braço machucado. Você vai ficar aí, deitado. - Fiz força no peito dele, não de uma forma que o machucasse novamente, mas apenas para frisar minhas palavras. - E eu vou chamar uma enfermeira pra colocar isso de novo. Oh my, tá saindo sangue. - Engoli com dificuldade, sentindo uma náusea. - Ok, afasta um pouco que eu... - O afastei, sentando na ponta da cama, tentando ignorar o sangue. - Que merda Mark, você não podia ficar parado? - Falei minha voz fraca, me segurando na cama, respirando devagar. - Eu vou levantar, e ir chamar uma enfermeira, e você, vai ficar aí. Se você levantar dessa cama, eu não sei do que eu vou ser capaz. Fica! - Apontei para ele, descendo da cama devagar, andando de costas até a porta, a abrindo um pouco para colocar a cabeça para fora, procurando por alguém que pudesse me ajudar.
Mark: Sua cabeça estava tão confusa que não conseguia entender o que Samantha falava a não ser que prestasse muita atenção nos lábios dela se mexendo, como se estivesse lendo o que ela estava falando. Piscou lentamente quando finalmente assimilou tudo e ele realmente tinha feito um julgamento errado da garota, mas sua cabeça estava tão lenta... Além do mais, o garoto sempre tivera mania de conspiração, sempre inventava esse tipo de complô contra ele - Não me chama de idiota... - Falou sem entender porque só agora que os remédios estavam o deixando tão retardado - Você machucou o pé? E tá tudo bem? - Acabou perguntando realmente preocupado com a loira, por mais que as coisas entre eles não fossem as melhores, ele não queria nenhum mal a ela. Sentiu as mãos da loira sobre o seu peito e ainda tentou se desvencilhar dela, mas estava tão fraco que era impossível, a cada minuto suas pernas vacilaram mais. Só quando Sam falou que ele estava semi nu que Mark olhou pra baixo e se viu só de cuecas, uniu as sobrancelhas se perguntando quem tirara suas roupas e onde elas estavam, mas não conseguia verbalizar nenhuma das perguntas. Ele só conseguia sentir sono e mais sono, nem a dor o atormentava mais. Mexeu a cabeça em concordância com o que ela falara sem ao menos entender e o seu piscar ficou ainda mais lento. Sentiu a cama afundar a seu lado e sua cabeça vacilou ao ouvir a palavra "sangue", ele odiava sangue e hospital e tudo que fosse relacionado, nem aparecia na ala médica do centro de treinamento a não ser que fosse solicitado... Sentiu a cama afundar de um dos lados e fechou os olhos já respirando lentamente, mas o cheio de sangue o estava deixando nauseado. Não demorou muito até que ficasse sozinho de novo na cama e quando percebeu movimento a seu lado, não era de uma pessoa só. Abriu os olhos a procura da garota que conhecia odiando aquela enfermeira o tocando e pegou a mão de Sammy ainda atordoado sussurrando antes de apagar de novo - Não me deixa aqui sozinho.
Samantha: Os corredores estavam estranhamente vazios, e então levou mais do que eu esperava para achar uma enfermeira. A única coisa que eu conseguia pensar era em Mark sozinho naquele quarto. Eu não sabia porque de uma hora para outra eu estava me importando com ele. É claro que eu havia o atropelado, mas o ver deitado na cama desacordado me fez temer que ele não acordasse, e eu ficasse sem a minha irritação diária. Entrei no quarto apressada, encontrando um Mark quase desacordado. Fiquei do lado da cama enquanto eu via a enfermeira recolocar os tubos, odiando a forma descuidada como ela fazia aquilo. Senti a mão do garoto na minha, e apertei um pouco em resposta. Esperei até que a enfermeira saísse, e ele estivesse apagado, para me aproximar da cama, tirando alguns fios de cabelo da testa dele, a beijando carinhosamente, antes de sussurrar. - Eu não vou sair do teu lado. - Livrei a minha mão da dele, sentando novamente. Depois de mais ou menos uma hora, o médico voltou para dar alta a Mark, que ainda estava desacordado. Um enfermeiro vestiu o garoto, enquanto eu assinava alguns papéis. Levei Mark até um táxi, um Mark meio acordado. A viagem de volta ao condomínio fora preenchida pelo ressonar calmo dele. Paguei ao motorista, enquanto carregava Mark para soleira da casa onde ele morava. Vasculhei os bolsos dele, abrindo a porta com dificuldade depois de achar as chaves. Ela estava vazia, como Nat havia me dito quando eu fui deixar Bruce. Fechei a porta com a ponta do pé, meio andando, meio me arrastando até o quarto do garoto. Deitei-o da melhor forma que consegui, tirando sua camisa que estava absurdamente molhada graças ao clima dentro do carro, e aquele "esforço". Se ele não estivesse tão drogado, eu até poderia apreciar um pouco mais a vista, mas não achei que fosse correto naquele momento. Sentei-me na ponta da cama do mesmo, massageando o pé que estava enfaixado, ele seria minha desculpa para ficar o resto do fim de semana em casa, comendo besteiras e vendo TV.
Mark: Ele tinha sentindo um beijo em sua testa ou era loucura antes de pegar no sono? Ou Samantha estava drogada também ou a enfermeira era bem atrevidinha. Caiu no sono profundamente e só acordou quando escutou alguém o dizendo que podia ir pra casa. Não sabia como o fez, mas já estava acomodado dentro de um táxi quando se deu conta e com Sam a seu encalço, era muito estranho ter a menina cuidando dele, mas não conseguiu pensar muito no assunto antes de cair no sono de novo. Resmungou alguma coisa que ninguém deu atenção quando foi acordado de novo e foi obrigado a se arrastar até sua casa e logo depois até sua cama. Deitou-se sentindo o braço incomodar de novo quando teve que o por pra cima pra tirar a camisa, uniu as sobrancelhas quando percebeu que tinha sido a loira que a tirara, mas de novo voltou a dormir. Seu sono foi perturbado de novo e abriu os olhos um pouco nervoso, num susto, e ergueu a cabeça lembrando do acidente de novo - Merda - Xingou quando sentiu a dor em seu braço, ergueu a cabeça já lúcido e sem saber por quanto tempo dormira e viu Sammy ainda em seu quarto - Você ainda tá aqui? - Ficou reto, sentado em sua própria cama e apoiou o braço sã no colchão olhando em volta - Foi você que me trouxe pra casa?
Samantha: Sabendo que Mark iria dormir mais um pouco, fui procurar algo para comer. Voltar a cozinha me lembrou o beijo, e me peguei pensando em como os lábios dos garotos eram macios. Rapidamente voltei a realidade, sabendo que remoer aquilo era perda de tempo. Peguei um biscoito, o comendo na cozinha mesmo, temendo que o barulho da embalagem acordasse Mark. Depois eu avisaria que havia pegado algo para comer, era o mínimo que ele poderia me oferecer. Voltei para o quarto, sentando na cama, e observando dormir. Quando o vi abrir os olhos e erguer a cabeça, soltei um suspiro aliviado. Fiz uma careta ao o ouvir xingar, suspirando. Sorri sem muita vontade na direção dele, dando os ombros. - Nah, é um holograma. A Samantha de verdade tá em casa comendo bolo de limão. - Falei tentando aliviar o clima que podia crescer. - Eu não ia te deixar sozinho assim, não quando a culpa foi minha. - Neguei com a cabeça, falando num tom baixo. - Foi o Batman, eu só fiquei por perto pra fazer a Mulher-Gato. - Pisquei para ele, cruzando as pernas em posição de índio, colocando o pé machucado por cima. - Eu e a minha boa vontade. Você é muito pesado, céus. Eu vou precisar de uma massagem mais tarde com toda certeza.
Mark: Esfregou os olhos e se inclinou um pouco pra frente pra não ter que apoiar nenhuma das mãos na cama. Cruzou as pernas na cama e deu uma olhada no quarto se perguntando o que a loira tinha feito todo esse tempo enquanto ele dormira. Passou a mão sobre o peito e olhou pra baixo lembrando-se que a loira tirara a sua camisa quando eles chegaram e só assim não levando um susto com sua vestimenta por não se lembrar de estar assim - Ter um holograma no meu quarto faz muito mais sentido do que ter você, mas beleza - Disse mal humorado por causa da brincadeira, mas vendo que seus resmungos não levaria a nada - Tudo bem, você não precisava ter se importado. E ah, desculpa por ter falado aquelas coisas, eu tava nervoso. Eu odeio hospitais - Ia coçar a nuca com o braço machucado, mas quando sentiu a dor trocou de mão - Eu não queria ter dito que você fez de propósito e obrigado por ter me trazido pra casa, obrigado a você também Batman - Deu uma risada fraca levantando seu olhar pra menina - É, eu sei, músculos né, fazer o que - Ergueu uma sobrancelha de forma provocativa e se mexeu na cama ficando mais perto da garota pra olhar seu pé - E como tá o machucado? Ta parecendo inchado, você quer botar gelo? Eu posso buscar pra você.
Samantha: Observei ele se mover, esperando que ele não vacilasse como havia feito no hospital. Revirei os olhos ao ouvir o tom dele, bufando. Eu só estava querendo ser mais receptiva a alguém que havia acabado de machucar um braço e capotar por causa de remédios, mas parecia que era algo totalmente inacreditável. - Precisava sim. Eu posso parecer sem coração, mas não sou. Não ia deixar você sozinho nesse estado. Minha companhia não é a das melhores, mas vai ter que aguentar mesmo assim. E não tem problema. Eu vou ignorar aquilo tudo porque eu também odeio hospitais. - Dei os ombros, nem um pouco acostumada com aquela gentileza do mesmo. - É para você ver como tem uma imagem errada de mim. - Citei o garoto, arqueando a sobrancelha direita. - Ok, já pode parar de me agradecer porque você está me fazendo ficar sem graça. - Falei num tom baixo, suspirando. Fiz uma careta quando ele falou dos músculos, umedecendo os lábios. - Eu pude ver que o que são, e sentir também. Nunca mais quero ter que te carregar. - Olhei de canto de olho ao ver ele se aproximar, suspirando. - Tá tudo bem. Ele tá latejando um pouco, mas foi por causa do esforço, mas nada que um pouco de tomada cure. E não, não quero te dar problemas com isso. Daqui eu vou embora pra você poder descansar um pouco.
Mark: Virou o rosto tentando ver o quão grande era a atadura em seu braço e tateou de leve a gaze pra poder medir - Não to reclamando da sua companhia, shiu Sammy - Revirou os olhos olhando pra ela em seguida sendo sincero, realmente não estava se importando se ela estava ali, na verdade era até melhor não ficar sozinho. Sentiu sua barriga roncar e fez uma careta - É bom ignorar, você me atropelou, tá de devendo essa - Pareceu ranzinzo, mas estava só brincando, olhou o pé dela com um pouco mais de cuidado e já foi se levantando da cama com cautela já que ainda tinha medo de cair. Firmou-se no chão antes de voltar a falar - Da próxima eu te carrego - Piscou pra ela com um sorriso maroto no rosto da indo em direção a cozinha pra buscar algo pra comer. Voltou com um pacote enorme de Doritos que escondia em um lugar secreto no armário e com um saco de gelo que tinha pego na geladeira. Voltou ao quarto e jogou o gelo do lado dela na cama se sentando de vez na cama botando uma porção de doritos na boca - Já dormi demais, bota isso aí - Apontou do saco de gelo pro pé da loira e depois ofereceu o salgadinho - Quer?
Samantha: Mordi o lábio ao ver que ele passava os olhos pelo estrago que eu havia feito. Maldita ligação, maldita hora que eu resolvi atender aquele celular. - Espero que os caras do time não fiquem com muita raiva. Acho que ter jogadores gigantes com raiva de mim por eu ter atropelado um colega de time não vai ser muito bom para minha saúde. - Disse fazendo uma careta medrosa. Segundos depois eu estava o fitando sem acreditar no que ele havia falado, arqueando as sobrancelhas, colocando a mão em concha perto do ouvido. - Você disse o quê? Acho que você ainda está bem drogado, Mark. - Assenti, rindo baixo. Fiz uma careta, soltando o ar de uma vez. - Eu já estou te devendo duas, uma da chuva, e agora isso. Não posso deixar essa lista aumentar mais. - Eu ia reclamar quando ele começou a se levantar, mas me detive, sabendo que seria inútil. - Vou adorar isso. - Falei num tom divertido, elevando a voz para que ele pudesse ouvir. Examinei meu pé, constatando que ele estava realmente inchado, e mais dolorido do que antes. Me acomodei na cama, para poder esticar a perna, e peguei o saco de gelo assim que ele foi jogado na cama. - É encantadora a forma como você come, Jones. - Falei num tom implicante, sorrindo discretamente. Soltei um silvo baixo, quando senti o gelo entrando em contato com a pele. Se tinha uma coisa que eu odiava, era compressas de gelos. - Não, valeu. Eu tomei a liberdade de pegar um biscoito enquanto você estava dormindo. Eu não queria correr o risco de ir em casa para pegar algo e você acordar enquanto eu estivesse fora. - Disse aquilo de forma natural, só me dando conta do que realmente havia falado depois de ter feito. Desviei o olhar, arrumando o gelo no pé, revirando os olhos para mim mesma.
Mark: Se arrumou na cama ficando de um jeito que desse pra por a perna de Sammy no colo e deu uma olhada mais minuciosa, por causa dos treinos, costumava torcer muito o pé ou se machucar com frequência, então sabia como agir com aquele tipo de machucado, não queria espantar a loira ou nada, mas se tinha como resolver não ia a deixar com dor só porque eles viviam brigando. Deu uma risada baixa antes de começar a responder - Acho mais fácil eles acabarem logo com o resto de mim do que me defender, aqueles cretinos - Brincou mexendo a cabeça - Meu treinador vai ficar bem sério, eu sou quarterback , mas não ligo de treinar com dor. Não vou dar espaço pro pessoal conseguir a minha chance de ganhar um salário maior só por causa disso no meu ombro - Fingiu não se importar mesmo sabendo que isso ia ser doloroso. Pressionou o gelo sobre o pé da loira por um tempo e depois virou um pouco mais o saco pra encher a boca de salgadinhos e colocou a comida pra um lado da boca pra responder de boca cheia - Não to drogado, só não quero ficar sozinho e é verdade, tá me devendo duas. Vou cobrar depois - Engoliu tudo de uma vez - Eu sei, sou sempre encantador e lindo - Deu um sorriso forçado sem mostrar os dentes - Uh, você ficou preocupada se eu acordaria? Mas que bonitinha, quase derreteu meu coração essa fofa - Deu uma risada sarcástica achando que era mentira da menina e voltando a encher a boca com o Doritos de uma forma tosca por sua outra mão estar ocupada pressionando o gelo na perna de Sammy.
Samantha: Estava olhando o pé apreensiva quando Mark se aproximou ainda mais, colocando minha perna em seu colo. Olhei para ele confusa, fazendo uma careta. Apesar de odiar estar sempre brigando com o garoto, porque mesmo sendo Samantha Wyler eu não gostava de estar em guerra 24hrs por dia com alguém, era estranho o ver preocupado comigo. Aquilo tudo me assustava, porque eu costumava cuidar das pessoas, do meu jeito, mas era eu quem cuidava, não quem era cuidada. Observei ele falar, soltando uma risada nervosa. - Sério, me desculpa. Eu estava com a cabeça tão cheia na hora, e se o Bruce não tivesse se soltado, e argh. Você não corre o risco de ser expulso nem nada né? Eu posso falar com seu treinador, dizer que a culpa é minha e você só estava tentando salvar a vida do seu cachorro. - Abri um sorriso amarelo, tentando fazer com que aquilo fizesse com que eu me sentisse melhor. - Ai! - Estendi as mãos até o gelo, o afastando. Eu não queria parecer uma garota chorona, mas eu realmente ficava extremamente manhosa quando me machucava, ou ficava doente, e era por isso que eu queria voltar para casa e atazanar a vida de Lola e Courtney com choramingos e pedidos como sorvete e doces. - Se você diz, quem sou eu para discordar de alguém machucado? Pode cobrar, vou ver o que posso fazer. - Dei os ombros, sorrindo um pouco. - E modesto, muito modesto. - Fez uma careta de descrença, revirando os olhos. - Fiquei. Não fala assim. Eu não sou sem coração que não se importa com conhecidos irritantes. Se você se visse quando a enfermeira te apagou. - Tremeu com a memória, suspirando. - Fiquei com medo do remédio ter sido forte demais e você ter entrado em algum coma. - Mordi o lábio ao sentir ele pressionar o gelo novamente, fazendo um bico exagerado. - Não! - Afastei o gelo de vez, suspirando. - Depois eu ponho no gelo, assim doí muito.
Mark: Terminou de comer o salgadinho rápido como sempre, bateu uma mão na outra pra tirar o farelo e voltou sua atenção ao pé de Samantha - Eu já desculpei, não tenho escolha mesmo - Deu de ombros sentindo uma pontada no lugar machucado e fazendo uma careta - Só vou ser expulso se eu promulgar minha volta ao time enquanto me recupero, coisa que eu não vou fazer. Vou treinar perna pelo menos todos os dias até que eu possa levar pancada, relaxa aí - Apertou um pouco mais o gelo, batendo na mão de Sammy quando ela contestou - Se você não botar gelo, vai ficar pior, fica quieta - Olhou e falou como se estivesse tratando uma criança. Fez massagem nas laterais do tornozelo afim de estimular a circulação ainda deixando o gelo sobre o lugar - Espera que eu vou cobrar mesmo - Sorriu de lado se perguntando o que ia querer da loira, ou melhor, o que ele não ia querer. Afastou pensamentos impuros da cabeça a mexendo e voltando seu foco na massagem - Foi tão feio assim ela me apagando pra você ficar com pena? Cena e tanto então, como foi? Ainda bem que eu dormi pesado, odeio hospital demais e enfermeiras me dão aflição. Acho que sou o único cara que não tem fetiche com enfermeiras - Fez uma cara de nojo ao pensar no uniforme - Que exagero, sério? Em coma, só de me imaginar no hospital por mais que horas me assusta mais que outro atropelo - Afastou as mãos de Samantha de novo do gelo fazendo um muxoxo pra ela - Da pra parar? Se não fizer isso não melhora, criança, vai ficar pior e você vai ter que usar aquelas botas ortopédicas. O médico não disse pra você tomar nenhum anti-inflamatório?
Samantha: Suspirei, encolhendo os ombros. Ia demorar um pouco para que eu pudesse me ver livre daquele sentimento de culpa, não adiantava eu pedir desculpas um milhão de vezes. - Tá doendo? O braço? O médico disse que os remédios iriam ajudar a controlar a dor, mas não iriam fazer ela sumir. - Encolhi as penas, para chegar mais perto dele, olhando a atadura interessada. - É, você tá precisando malhar perna mesmo. Já te dei um motivo, olha só. - Bati com a mão na coxa do garoto, sorrindo de forma implicante. Choraminguei, adquirindo uma expressão emburrada. - Mas tá doendo, argh. - Soltei um gemido de satisfação quando ele começou uma massagem, me apoiando com as mãos na cama. - Quero só ver isso. - Arquei as sobrancelhas, falando num tom relaxado, pendendo a cabeça para o lado, gemendo baixo, sentindo até a dor diminuir. Bufei, olhando para ele de forma desinteressada. - Não é pena. Pena é um sentimento horrível. Ela entrou no quarto e acho que o cheiro do sangue, ou o efeito dos remédios estava te atingindo. Então ela recolocou os tubos e você apagou, tipo, apagou. Eu nunca tinha visto ninguém apagar tão rápido. Sério? Eu também não curto muito. Quase pedi pra Natalie ir no meu lugar, mas achei que eu te devia essa. - Mordi o lábio, olhando para ele interessada. - E se não é com enfermeiras, qual é o seu fetiche, Mark? - Apesar de ter quase certeza de que ele não me responderia, ainda sim perguntei. - Sério! Mas talvez não tenha sido tudo isso, eu só sou um pouco dramática de vez em quando. - Estalei a língua ao ver ele reclamar. - Ah, ok, papai. Vai me dar uma palmadas para eu me comportar? E nada de botas ortopédicas, eu só torci o pé, não é para tanto. - Me inclinei sobre a perna, observando ela temerosa. - Não, acho que ele estava mais preocupado em cuidar de você. Ele só pediu pra um enfermeiro, muito gato porém muito gay, enfaixar meu pé, e disse para não fazer muito esforço.
Mark: Puxou a perna da garota de volta pra que ficasse esticada e a olhou sério - Da pra deixar esticado? Obrigado - Mexeu a cabeça desaprovando a atitude, mas não se importou quando ela chegou mais perto pra olhar sua atadura - Não, deslocar doi mais e eu já desloquei demais, se aconteceu de novo eu pelo menos tava dormindo quando aconteceu - Olhou pra ela sentindo-se um pouco incomodado com a proximidade de seus rostos, o baixou de novo - Hã, só incomoda quando mexe, vou ficar sem dar de ombros pelo que to vendo - Sentiu a tapa e mexeu as pernas as analisando - To precisando mesmo, nossa, muito obrigado, mas dispenso as atropela-las quando precisar malhar perna - Brincou continuando sua massagem e mexendo o pé dela devagar pra não doer. Ignorou a reclamação dela continuando a massagem e o pressionar do gelo - Sangue e remédios, é, não é estranho que eu tenha apagado. Ainda bem que eu apaguei mesmo. Nossa uma coisa em comum quem diria - Ergueu as sobrancelhas em surpresa se divertindo com a descoberta - Você quer mesmo saber? - A olhou um pouco descrente, mas não vendo problema em responder a pergunta - Sei lá, depende. Roupa, assim, normalmente é por roupas de líderes de torcida. Aquelas saias... Mas eu não gosto de garota burra, sem querer generalizar, mas é cada uma que eu encontro... Tenho fetiche pelo desafio. Gosto quando me desafiam, fico interessados quando elas mexem com a minha cabeça, enfim - Falou ainda olhando pra baixo até um pouco envergonhado por não dar uma resposta banal como os outros caras - E você? Qual o seu fetiche? - Voltou a olhar a loira dando uma risadinha em seguida - De vez em quando? Depois de toda essa sua reação com a dor nem acredito nessa - Continuou sorrindo enquanto ainda segurava o gelo - Eu posso dar umas palmadas, mas não assim - Mordeu o canto dos lábios sendo inundado por pensamentos impuros - Botas ortopédicas sim, essas torções só tendem a piorar quando você não põe gelo. Esse enfermeiro muito gato, mas muito gay devia ter pedido ao médico pra te passar um anti-inflamatório.
Samantha: Retribui o olhar, suspirando. - Ok. - Estiquei a perna como ele pediu. Ouvi ao garoto com atenção, assentindo ao ele terminar. - Ahn... Que bom então. - Disse um tanto sem graça, voltando a me afastar, não querendo invadir ainda mais o espaço do garoto. - Não é nada demais. Eu dou os ombros por você. - Encolhi os ombros várias vezes, sorrindo divertida. - De nada, sempre que precisar. - Sorri de forma convencida, mas logo minha expressão voltou a relaxar, me concentrando na massagem. - Você tem mãos boas pra isso. - Sussurrei, fazendo uma careta ao lembrar que o gelo ainda estava ali. - Você já não está fazendo a massagem, precisa mesmo do gelo? -Minha voz saiu mais infantil do que eu esperava, e acabei fazendo um bico pidão. - É, eu gostaria de ter apagado também. Está vendo só? Não somos tão diferentes assim. Se bem que acho que ninguém gosta muito de hospitais. - Arquei as sobrancelhas da mesma forma que ele, sorrindo de lado. - Eu perguntei, não perguntei? - Cruzei os braços sobre o peito, me inclinando na direção dele, curiosa. Arregalei os olhos com a confissão dele, abrindo a boca em choque. - Não! Mark. - Soltei uma risada alta, mexendo a perna sem querer, mas não me importando muito com a dor. - Líderes de torcida, sério? E isso junto com desafio? Um líder de torcida que te desafie? Gente, e eu achando que ia ouvir algo com couro e chicotes. - Balancei a cabeça, ainda sem acreditar no que tinha ouvido. - Qual meu fetiche? Ahn... deixa eu pensar. - Voltei a me apoiar nos braços, ponderando antes de responder. - Bombeiros, clichê, eu sei, mas aqueles caras fortes naquelas roupas vermelhas e wow. Acho que é melhor pararmos de falar sobre isso. - Soltei uma risada nervosa, olhando para os lados, me arrependendo por ter trazido aquele assunto à tona. - Ei, ei. Eu só estou meio sensível por causa disso tudo. Eu sou bem durona, na maior parte do tempo. - Tentei não sorrir, então baixei o olhar, falando baixo. - Vou deixar você fazer isso com as líderes de torcidas, elas vão adorar. - Olhei para ele por dentro os cílios, mordendo o lábio com força, tentando não pensar besteiras. - Eu vou ficar horrível de bota ortopédica. Eu aceito o gelo de bom grado. Acho que mesmo sendo gay ele estava meio que babando em mim. De qualquer forma, eu devo ter algum remédio para dor em casa.
Mark: Mark observou a loira dar de ombros e colocou a "franja" pra cima, desarrumando o cabelo se distraindo pra não dar uma risada - Valeu, foi de grande utilidade - Acabou dando um sorriso e assentiu quando ela se dispôs. Pressionou o gelo por mais um tempo e não demorou muito até tirar a perna dela de seu colo e colocando com cuidado na cama - Eu sei, anos de prática com as inúmeras torções que eu tive - Colocou o travesseiro embaixo do pé dela pensando que ele que tinha sido atropelado e estava cuidado da menina que o fizera machucar o ombro. Irônico. Levantou-se com cuidado pra não magoar o machucado - Eu vou buscar mais gelo que esse tá derretido já, claro que precisa - Estreitou os olhos voltando a cozinha e aproveitando pra checar seu cachorro preocupado de alguma coisa ter acontecido a ele. O chamou e o pegou com o braço bom, voltando ao quarto pra por o novo saco de gelo no tornozelo da loira - É, nós e grande parte a população. Mas isso é um começo, alguma coisa que não discordamos - Fez carinho atrás da orelha de Bruce. Ficou incomodado com a risada de Sam e revirou os olhos de forma emburrada - Eu devia ter ficado calado, mas beleza, não é bem assim. Eu costumo comer líderes de torcidas e de namorar garotas que mexem com a minha cabeça. Não sei explicar - Colocou o cachorro no chão olhando o estado de sua roupa percebendo que precisava de um banho - É, clichê, mas cada um gosta do que quiser - Deu de ombros começando a se livrar da calça e procurar a toalha sem ligar de andar de cueca na frente da garota - Aham, durona, é nessas horas que você vê as pessoas de verdade - Deu uma risada fraca com a frase seguinte da loira - Elas adoram, pois é - Olhou pra ela com os olhos estreitos com o que ela falara - Aé? Mesmo ele sendo gay? Nossa ein - Ficou sério achando sua toalha e entrando no banheiro sem olhar pra trás não demorando muito no banho com cuidado pra não molhar o ombro. Saiu enrolado na toalha enxugando o cabelo com outra.
Samantha: Prendi o cabelo num coque, levantando os polegares ao acabar, sorrindo com falso entusiasmo. Tentei não soltar nenhum som de desagrado ao ainda sentir o gelo no meu pé, mas torcendo pelo momento que eu iria poder me livrar dele. Mordi a ponto da unha vendo Mark se afastar. Ok, aquilo era um tanto estranho. Estar sendo cuidada por ele. E o pior de tudo aquilo era que eu estava gostando, e eu não podia gostar daquilo, porque eu não gostava de Mark... Quer dizer, eu realmente não gostava dele? Ou eu só tentava o manter o mais longe possível para ele não me lembrar nada do meu passado. Voltei do meu devaneio, sorrindo, assentindo, demorando um pouco para assimilar o que ele havia falado, mas quando eu o fiz, ele já havia saído do quarto. Mordi o lábio com força, afastando aqueles pensamentos. Olhei com raiva para o novo saco de gelo, sentindo arrepios ao sentir ele novamente no meu pé. - Vivendo e aprendendo. - Fiz uma careta quando o ouvi falar daquela forma, bufando. - "Eu costumo comer líderes de torcida". - Imitei o garoto, falando irritada. - Isso é tão feio de se falar. Eu como garotas. Nós não somos um pedaço de carne. E líderes de torcida são tão normais quanto qualquer outra garota desafio que você ache pela frente. - Revirei os olhos, voltando a minha atenção para meu pé, arrumando o gelo. Era por isso que eu não costumava passar mais tempo do que uma noite com homens. Eles sempre arrumavam uma forma de macular a situação de uma forma ou de outra. Olhei para ele sem acreditar que ele estava realmente se despindo na minha frente. Eu o havia visto sem camisa, e aquilo havia me dado algum material para pensar. Mas ali estava Mark, de cuecas, na minha frente, e eu não podia fazer nada além olhar. Engoli com dificuldade, desviando o olhar, antes que eu corasse. - A dor traz o pior das pessoas. - Continei olhando ao redor do quarto, para qualquer lugar que não fosse o garoto semi-nu na minha frente. Não consegui deixar de olhar para o garoto quando ele falou, mesmo que aquilo fizesse com que eu mordesse os lábios com força, imaginando o que eu poderia fazer com aquele corpo. Foco, foco. - Pois é. Acho que sou irresistível, não importa a opção sexual. - Quando ele entrou no banho, aproveitei para me arrumar na cama, de uma forma que não fosse atrapalhar ele. Minha cabeça instintivamente se virou para a porta do banheiro, e meu maxilar caiu em descrença. "Puta que pariu", eu pensei, mordendo o lábio. Ele parecia aquela visão de jogares que saiam dos vestiários em comercias de TV oferecendo uma lâmina de barbear melhor. Só que com o braço quebrado, e sendo Mark Jones. Tentei agir naturalmente, mas a única coisa que eu queria era arrancar aquela toalha e aproveitar o resto do dia da melhor forma possível
Mark: Se olhou no espelho do quarto tendo uma visão melhor da atadura pra ver se ela tinha molhado, soltou o ar aliviado por não ter que trocar aquilo e ter que ver o sangue da ferida. Olhou pelo espelho mesmo pra menina em sua cama e achou bom que ela não tenha tirado o gelo - Pois é - Respondeu sem ao menos prestar atenção e abriu seu guarda-roupa distraído entre os calções, procurando um folgado. Revirou os olhos irritado se amaldiçoando por ter falado algo já que lá vinha papo feminista, olhou a loira com o olhar mais desinteressado que podia - Grande merda falar comer, foder, fazer sexo, trepar, da tudo no mesmo. Eu fui pra cama com ela e pronto - Colocou uma das toalhas esticadas na cadeira que deixava perto da tv pra jogar vídeo-game - Acho foder mais "feio" - Fez aspas com as mãos - É a mesma coisa, eu não sei pra que ficar tão ofendida. Não sou um pedaço de carna, mas não ligo se uma garota falar que me comeu. Quem disse que não são? Só que líderes de torcida costumam ficar comigo uma noite só ué. Eu namoraria uma delas, mas eu sei da fama delas tanto quanto elas sabem da minha, ou seja, somos diversão um pro outro - Quis dar de ombros, mas estava impossibilitado, então conteve-se em pegar uma cueca e uma bermuda e os levar pro banheiro. Saiu do lugar já vestido e com perfume voltando a pegar as toalhas pra estender no banheiro deixando tudo alinhado - Ou o que elas são de verdade - Se jogou na cadeira retomando o assunto e ligando a tv - Nossa ein, eu devo me preocupar com isso? Tenho que tomar cuidado pra não terminar a noite encima de você - Brincou, zoando a loira e chamando seu cachorro de volta o colocando em seu colo.
Samantha: Peguei o travesseiro que estava sobrando, e o coloquei debaixo da minha cabeça, deitando. Eu não queria ficar encarando o corpo de Mark como uma virgem que nunca viu um garoto semi-nu. Mas era impossível, quando se tinha costas tão largas. Balancei a cabeça, olhando para o teto, ouvindo o garoto rebater minhas palavras. - Tem uma diferença muito grande em como você escolhe falar. E é, eu também acho feio, só que não mais do que comer. - Revirei os olhos, gesticulando. - O problema é que as garotas não falam assim. Mesmo algumas sendo umas vadias, ainda sim elas tem o pudor de dizer que dormiu com um cara, não que ele fodeu ela. - Falei num tom ainda irritado, mas sabendo que ter tal discussão com o cara era inútil. - Eu digo que não são. Não todas. Eu não era assim. Nunca fiquei com os caras do time, porque a maioria deles era babaca demais para me ter por perto. Algumas podem ter má fama, mas só porque elas usam saias de um palmo não significa que querem só diversão. - Disse mais decidida, não sabendo ao certo porque estava tomando as dores das líderes de torcida, que na grande maioria eram vadias. Senti um cheiro diferente, e me virei para ele, tentando saber se aquele era o perfume dele. Ai que merda, ele precisava cheirar bem também? Não precisava. Revirei os com as palavras dele, mas não falei nada, querendo por um fim naquele assunto. Me movi na cama, para que ficasse de lado, olhando para com uma expressão maliciosa. - Me diga você. Até agora você tem se saído bem no trabalho de não cair no meu charme, mas nunca se sabe. Talvez de uma hora para outra você perceba que não resiste a mim, daí vamos ter um problema, ou não. - Pisquei para ele, sorrindo de forma exagerada.
Mark: Ligou o aparelho de vídeo-game resolvendo manter sua cabeça ocupada pra não dormir de novo - É só uma palavra, não to desrespeitando mais ou menos por isso, se você não gosta eu não uso - Bufou afim de encerrar logo a discussão besta por causa de um termo - É isso que nos diferencia, mas falar foder ou dormir na no mesmo pra mim. Tudo sexo. Eu não to dizendo que todas são, mas a maioria com quem eu me relaciono sabe que eu quero diversão de uma noite só e eu sei o que elas querem também. Não engano ninguém pra levar pra cama e a maioria leva isso numa boa. Tem umas que dizem que querem uma noite só e no fim ficam no meu pé dizendo que querem mais coisa, só que eu nunca disse que queria alguma coisa. Eu sempre deixo tudo bem claro - Não olhou pra Samantha, continuou jogando enquanto a escutava - Não digo que todas elas querem, mas as que se relacionam comigo sim. As que eu vou atrás sim, eu não vou mexer com menina estruturada só por diversão e depois magoar - Começou a dar alguns tiros no jogo deixando o som preencher o lugar. Deu pause com o que a loira falara a olhando intrigado e percebendo o olhar malicioso sobre si, se não fosse Sam ali ele já tinha tentado alguma coisa com o recado - É, eu sou bom com autocontrole. Hm, ou não? Então há a dúvida pra você que se a gente se pegar aqui você pode gostar?
Samantha: Observei as unhas, enquanto escutava ele falar. Sorri de forma vitoriosa, falando numa voz mais calma agora. - Eu iria agradecer muitíssimo se você não usasse ela perto de mim. Com as garotas que você faz o que faz, fique à vontade. - Dei os ombros, mesmo sabendo que ele não iria ver. - Tudo sexo. Deve ser uma vida incrível. Transar com todas as garotas que quiser, e não cair de amores por nenhuma delas, porque gosta do desafio. - Revirei os olhos, falando com superioridade. Eu podia não me relacionar com ninguém, mas não saia dormindo com todos caras que estavam dispostos. - Talvez uma das garotas com quem você dormiu podia ser estruturada, e mudou pra ficar com você, já pensou nisso? Mas tanto faz, eu não sou uma delas, não conheço nenhuma delas, que façam bom proveito. - Me sentei, para poder arrumar o gelo, já quase não sentindo a dor. Vi ele pausar o jogo, mas não escondi minha expressão, dando os ombros. - Ou não. - Aquilo podia estar excedendo meus limites de auto-controle, mas brincar um pouco nunca fazia mal a ninguém. Afastei travesseiro, colocando o saco de gelo no chão, me aproximando da cadeira de Mark, para completar. - Eu sei me controlar, me pergunto o que vamos fazer se você gostar.
Mark: Ignorou com que Samantha estava falando só pra não ter que se dar ao trabalho de discutir sobre isso ainda achando tudo aquilo uma baboseira - E é, mas não transo tanto quanto pinto transar. O mesmo tipo de coisa, conversa, toda noite cansa também - Confessou prestando atenção no gráfico do jogo pra não ter que olhar pra garota - Não, porque eu não pedi que ninguém mudasse por mim pra que queiram que eu mude por elas. Tem garota que nem se da ao trabalho de me perguntar se eu to bem. Já chegaram peladas no meu vestiário, vou fazer o que? Achar ruim? - Soltou o ar numa risada achando desnecessário gastar seus argumentos. Ele sabia que não estava fazendo nada demais se divertindo a noite com pessoas que queriam se divertir com ele. Não estava sendo um galinha qualquer só porque pegava todas, vai que um dia ele se apaixonasse por uma delas, ele nunca ia saber e nunca fora fechado a isso - Estou fazendo - Virou o olhar de vez pra loira deixando o controle em seu colo achando estranho a reação dela, mas se divertindo. Se levantou pra ficar ainda mais perto dela e umedeceu os lábios olhando o corpo da menina com uma sobrancelha erguida - Eu vou gostar, você também, resta saber se você quer que eu mostre o quanto.
Samantha: Conversa e sexo talvez não canse. Isso não é da minha conta, tanto faz. Talvez você prefira assim, enfim, não me importa. - Dei os ombros, tentando sair daquele assunto, que realmente não era da minha conta. Eu nem sequer era amiga de Mark, eu não sabia o que dera em mim ao tentar dar conselhos para alguém que eu mal conhecia. Sentiu repulsa com a imagem, fechando os olhos com força. - Ok, eu já entendi, você é homem, não vai dar as costas a uma mulher gostosa nua. Ok, tanto faz. - Mordi o lábio, enquanto via ele umedecer os dele. Aquilo era atração fisíca, era apenas aquilo, e eu ia provar a mim mesma que não era nada além disso. Me coloquei de joelhos na cama, ficando no mesmo nível dele, falando numa voz rouca. - E o que você vai me mostrar? Porque só para você saber, eu não sou uma dessas com quem você costuma brincar. Eu não me surpreendo com pouco, e se for pra me fazer gostar, você vai ter que ser bom. Então, se eu disser que sim... - Passei minhas mãos pelos cabelos ainda molhados dele, enterrando minhas mãos na parte que ficava perto da nuca dele, falando ao pé do ouvido do garoto. - ...me surpreenda, Jones.
Mark: É, não importa - Falou dando um fim naquele assunto completamente desinteressante comparado com o que ele estava preste a fazer. A viu ficar de joelhos e se aproximou ainda mais da cama agradecendo por seu colchão ser alto a ponto de que ela ficasse quase na sua altura. Um sorriso surgiu no canto de seus lábios enquanto encarava e escutava Samantha falar sabendo que o único jeito de provar que ela realmente gostaria era mostrando. Do que adiantava ele argumentar se seu melhor argumento eram suas ações. Ela não devia ter o desafiado, ele tinha falado que gostava de desafios e ela estava prestes a ver o quanto. Sentiu o cabelo de sua nuca arrepiar-se com a voz feminina ao pé de ouvido após aproximar mais seus corpos quando a garota colocou a mão em seu cabelo. Era a deixa que ele precisava. Passou as pontas dos dedos de forma vagarosa pelo pescoço da loira até segurar os cabelos de sua nuca firme e virar o rosto até que ficasse rente com o dela - Você pediu - Umedeceu os lábios antes de ir de encontro com os dela iniciando um beijo lento, mas intenso enquanto sua outra mão segurava a cintura da menina pra mante-la perto.
Samantha: Eu não conseguia tirar meus olhos de Mark, e talvez eu realmente não devesse, já que ele havia cedido. Fechei os olhos ao sentir os lábios dele nos meus, correspondendo o beijo da mesma forma, aproximando ainda mais meu corpo do dele. Aquele beijo era diferente do primeiro, talvez porque ao contrário do anterior, esse estava cheio de desejo e nem um dos dois haviam sido pegos de surpresa. Passei a língua pela lábio inferior dele, respirando contra os lábios do garoto, antes de deixar minha língua tocar a dele, aproveitando o gosto que ele tinha, mordi o lábio inferior dele, dando início a um beijo um pouco mais rápido que o anterior, mas ainda tão intenso quanto. Deixei que uma das minhas mãos descessem pelas costas dele, arranhando delicadamente, sugando a língua dele enquanto me concentrava em deixar algo pra ele lembrar depois.
Mark: Era muito estranho estar beijando Samantha de novo depois de ter dito nunca mais o fazer, mas ainda era explicável já que a mesma tinha a mania de o tirar do sério e nada melhor pra o fazer perder a cabeça que provocações. O braço machucado contornou a cintura da loira já que não podia levanta-lo e trouxe pra mais perto com um abraço desengonçado. Inclinou um pouco a cabeça correspondendo ao beijo e sugando a língua que a loira passara sobre o seu lábio levando a sua de encontro em seguida. Sentiu a mordida em seu lábio e aquilo o fez abrir um pouco seus olhos pra fitar a garota antes de voltar a beija-la de uma forma mais rápida o fazendo segurar o cabelo dela com ainda mais firmeza soltando o ar pesadamente em resposta aos arranhões em suas costas. Aquilo o tirava do sério e mesmo que ardesse ela não fazia ideia do quando o atiçava.
Samantha: A minha mente trabalhava de uma forma de duas vertentes. Uma que era a de que Mark, um cara gostoso e que beija bem pra caralho havia se deixado seduzir por mim. E a outra era, que eu estava novamente, beijando Mark Jones, coisa que eu havia prometido não fazer. Fechei os olhos com força ao sentir a respiração dele tão perto dos meus lábios, aproximando ainda mais meu corpo do dele, intensificando o beijo da forma que eu podia. Só o perfume dele me deixava tonta, e eu me perguntava como alguém, com o braço machucado, pode me prender tão bem. Baguncei os cabelos dele, sugando o lábio inferior do rapaz, entreabrindo os olhos para o fitar, umedecendo os lábios, respirando de forma entrecortada, não me prolongando em ficar longe dele, voltando a juntar nossos lábios.
Mark: A mão que envolvia a cintura de Samantha percorreu suas costas enquanto a outra descia vagarosamente por seu pescoço. Não era todo momento que Mark teria a sorte de ter uma garota tão gostosa e tão irritante em suas mãos e aquilo o instigava a proporcionar o máximo de prazer pros dois pra que quem saibe aquilo se repita. Desceu seus dedos até a gola da camisa da loira se mantendo ali e a segurando. Rompeu o beijo que ela iniciara novamente mordendo o lábio de Sammy e o puxando, mas não se demorando muito nisso pra concentrar-se em roçar seus lábios pelo maxilar e pescoço da garota. Beijou a região de forma lenta, aproveitando-se da pele da garota e descendo sua boca até a parte onde a gola da blusa não cobria a esticando só mais um pouco pra ter mais espaço.
Samantha: Fechei os olhos aproveitando a sensação que as mãos dele me proporcinavam. Sem muita vontade e quase soltando um muxoxo de desgosto, abri os olhos quando ele interrompeu o beijo. Estava quase reclamando quando ele puxou meu lábio, e o que me fez sorrir ao ele se afastar. Umedeci os lábios sentindo os lábios quentes dele tocando minha pele sensível do pescoço. Soltei o ar devagar, fechando os olhos e fazendo proveito dos lábios dele. Deixei que minhas mãos fizessem um carinho nas costas dele, soltando o ar pesadamente.
Mark: Adentrou seus dedos por dentro da camisa de Sammy quase não se reconhecendo por desejar tanto aquela garota tem roupa, a pele dela chamava seus dedos e só de imaginar tendo mais contato já o fazia querer apressar as coisas. Deu um chupão no pescoço da loira sem se importar se deixaria marca ou não e passou a língua no lugar voltando a subir com seus lábios e soltando a gola da camisa dela. Voltou a unir seus lábios cruzando os dois braços ao redor da cintura dela e inclinando um pouco a cabeça antes de aprofundar ainda mais o beijo.
Samantha: Arqueie as costas, querendo mais contato, arfando ao sentir as mãos dele dentro da minha blusa. Sério, com o que eu estava na cabeça quando o aticei daquela forma. Agora tava rolando aquela pegação e eu estava gostando, e ele aparentemente também, e agora tudo ia ficar ainda mais tenso. Tentei espantar aqueles pensamentos quando senti o chupão dele, revirando os olhos. Ótimo, agora eu teria um chupão no pescoço para me lembrar daquilo. Correspondi o beijo na mesma intensidade, passando os braços pelo pescoço dele e sem querer batendo no ombro machucado dele no ato. Parti o beijo, fazendo uma careta, esperando que eu não tivesse o magoado.
Mark: Passou a língua por seus lábios querendo ir de encontro com a de Samantha enquanto suas mãos afagavam-a nas costas. Estava prestes a inclinar-se sobre a menina e começar a subir na cama quando pela passou um de seus braços bem encima da atadura de Mark. Um silvo de dor lhe escapou dos lábios e ele se afastou subitamente sem conseguir comparar com alguma coisa que já tenha doído tanto - Caralhooo - Xingou, tudo bem que deslocar o ombro doía, mas aquilo espalhava até suas costas. Colocou uma mão sobre a atadura ainda fazendo uma careta e já afastado da loira. A olhou soltando o ar com força não só pela dor como por causa da pegação de segundos atrás sem saber se reclamava do ato dela ou ficava agradecido se não ele não saberia onde aquilo ia parar.
Samantha: Suspirei, me afastando dele para ficar mais no meio da cama. Sentei, tentando recuperar o folêgo, enquanto via o rosto dele se retorcer numa cara de dor. Balancei a cabeça, fechando os olhos, enquanto tentava limpar a mente. Eu precisava sair dali, eu precisava pensar claramente, e não seria com ele e seu perfume, seus lábios, e toda aquela pegada que eu iria me ajudar a fazer aquilo. Fui até a beirada da cama, calçando meus sapatos, me levantando, arrumando minha blusa. Andei até ele, não perto ao bastante, mas só ao bastante para não precisar falar alto. - Desculpa por isso, Jones. Por tudo isso. Por seu braço, por te incomodar, e... pelo beijo. Dessa vez sou eu quem te garanto que algo como isso nunca mais vai acontecer. Valeu pela massagem, e pelo gelo, a gente se vê. - Peguei a bolsa que havia deixado num canto, dando uma última olhada por cima do ombro, revirando os olhos e caminhando rapidamente. Onde eu estava me metendo, puta merda, pensei, abrindo a porta e quase correndo até casa.
Mark: Estava tentando olhar sua atadura e sentindo medo de estar com sangue por ter magoado o lugar, mas graças aos deuses sem indícios do cheiro. Viu a menina por os sapatos, mas não se ligou pra que já que estava distraído demais com a dor e em pensar em coisas que o distraísse daquilo. Quando Samantha se aproximou olhou pra ela sem entender sua aproximação um pouco nervoso por ainda querer continuar o que estavam fazendo, mas com dor demais pra isso - Você não fez por querer e sem problema quanto o resto... - Escutou o que a loira começara a dizer, mas só processou o resto da frase quando ela ja estava saindo- E o que? Por que? - Franziu o cenho indo atrás dela sem entender porque ela saíra tão rápido, ok que ele era um pé no saco com ela e ela com ele, mas o beijo tinha sido bom, não tinha? Ou ela não tinha gostado? Deu mais dois passos em direção a porta mas já era inútil. Tudo que fez foi fecha-la e voltar pro quarto puto, com dor e pensando em Wyler.
Deal with your own shit → Selfie Para
TAGGED: Samantha Wyler, Marius e Diane Wyler
LOCAL: Campus da UCLA
DATA: Dia 8 de janeiro, pela manhã
NOTAS: Linguagem de baixo calão
“Sammy, não esquece do celular”, ouvi Audrey gritando já saindo da sala, e aquilo fez com que eu revirasse os olhos, correndo de volta até a mesa onde eu estava sentada minutos atrás, pegando o celular, e já estava quase o colocando dentro da bolsa, quando senti o mesmo vibrar na minha mão. Olhou o visor, sorrindo ao ver o autor da ligação, atendendo prontamente. – Oi pai. – Falei animada, andando sem pressa até uma pracinha que ficava no campus, sabendo que aquilo iria demorar, e eu não poderia desligar na cara do meu pai. “Oi Sam. Como você está?”, franzi o cenho, umedecendo os lábios, achando estranho aquela formalidade toda. Eu não havia feito nenhuma besteiras aqueles dias, e mesmo que eu tivesse feito, ele estava longe demais para descobrir. – Eu estou muito bem, Sr. Wyler, e você, como está? – Ouvi a risada dele do outro lado, revirando os olhos. “Eu também estou bem, querida. Olha, sua mãe quer conversar uma coisa c...”, me apressei, falando num tom quase desesperado. – Vocês vão se separar? – Quase consegui ver meu pai revirando os olhos, enquanto ele falava de forma divertida. “É claro que não, Sam. É algo bem diferente de se separar... Mas eu vou deixar ela te explicar”, sentei num banco afastado, colocando a bolsa em cima da mesinha de pedra, me encostando no tronco da árvore que ficava ali atrás, checando as unhas, enquanto escutava meu pai falar ao fundo, chamando minha mãe, que provavelmente deveria estar distante. “Sammy meu anjinho”, eu ri baixo com o tom irônico da minha mãe, balançando a cabeça. – Oi mamãe. Como está a quarentona mais gostosa que eu conheço? – Ouvi ela bufar do outro lado, e esperei pela resposta. “Enjoada”, uni as sobrancelhas, ainda falando sem me importar. – Andou exagerando na nutella novamente? – Consegui ouvir a risada do meu pai, e imaginei que estava no viva-voz. O que era estranho, porque nós só usávamos o viva-voz quando tínhamos algo muito importante para falar. “Não, não foi a nutella. Samantha, você vai ter um irmãozinho”, abri a boca em choque, me levantando devagar. Aquilo era um pesadelo, um pesadelo. Acorda Sammy, acorda gata, ACORDA LOGO CARALHO! – Como é que é? – Sibilei, fechando a mão em punho. “Você ouviu bem quer...”, interrompi ela no meio da frase, respirando devagar para tentar me acalmar. – Isso só pode ser uma merda de uma brincadeira. Puta que pariu, Diane. Vocês mal estão conseguindo se sustentar e agora vão ter outro filho? – Escutei passos, e logo depois a voz do meu pai alterada. “Cuidado com o modo que fala, mocinha”, bufei, sorrindo cinicamente. – É melhor você ficar bem calado aí Marcus, porque você perdeu toda a moral que tinha comigo quando me ligou no meio da noite para pedir dinheiro porque você tinha gastado tudo em apostas. – Ouvi o arfar do meu pai, logo depois passos se afastando, sabendo que minhas palavras haviam sido o bastante para o calar. “Sam, não precisa disso tudo. É só um bebê”, revirei os olhos, levantando, enquanto passava a alça da bolsa pelo ombro. – Escuta aqui, eu não vou sustentar essa criança como eu sustento vocês dois. Eu tenho uma vida aqui, e preciso bancar ela, então, não conte comigo para isso. Se vira aí com o Marius, arruma um trabalho, vira prostituta, não quero saber, só não espere que eu vá mandar dinheiro para essa criança também. – Comecei a andar até a moto, esperando por o que ela ia falar. “Como você ousa? Nós passamos a vida tentando te dar o melhor, e agora você não quer nos ajudar?”, peguei o capacete, já saturada daquela conversa. – Desde o momento que eu coloquei meus pés numa agência de modelos vocês vêm pegando meu ganho para se ajudar. Agora que eu tenho o poder sobre o que eu ganho eu tenho que continuar gastando com duas pessoas preguiçosas e que querem viver coçando o saco enquanto eu me mato de trabalhar? Não, desculpa, mãe, mas não. Lide com a sua merda, eu cansei dessa putaria. Passar muito bem você e o seu mais novo filho. Talvez dessa vez ele se transforme numa fonte de dinheiro mais burra. – Terminei a ligação, desligando o celular e o jogando dentro da bolsa, já colocando o capacete, e subindo na moto irritada. Deu partida nela, saindo do estacionamento pronta bufando e raiva.

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becca tobin in 2013 (selfies)
Vai chamar sua gangue pra dar um fim em mim? Por que será que eu não to surpreso com você mostrando esse seu jeitinho meigo?
Eu não preciso de uma gangue. Eu mesma consigo dar conta do trabalho. Talvez seja porque ele é especialmente usado com você.
