eu nunca estive tão perto do meu fim, como estou hoje.
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eu nunca estive tão perto do meu fim, como estou hoje.

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o coração da gente é um cemitério de falsos amores.
o mundo não me assusta porque eu tenho ansiedade ou porque meu corpo vive em estado de alerta. o mundo me assusta porque eu estou tão machucada que tudo me apavora. as pessoas me apavoram porque eu estou em carne viva e cada vez que alguém encosta em mim ou olha pra mim é como se minha pele pegasse fogo de novo.

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É impressionante como a ansiedade com o tempo tira o brilho dos nossos olhos!
Há dias em que a força cansa, a armadura pesa e o choro que passou tanto tempo entalado na garganta finalmente encontra o caminho dos olhos para lavar a alma.

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Às vezes sinto que sou um peso para quem chega perto, quase sempre parece que me deixar é mais fácil do que me amar, do que permanecer. Parece que quando eu chego, tiro tudo de bom e só o que sobra são as coisas ruins, me pergunto se sou tão miserável a ponto de nunca ter nada de bom para oferecer ou de nunca ser capaz de trazer felicidade e paz para quem ousa se aproximar, só tirar. E com isso parece que a permanência das pessoas tem um prazo de validade definido, porque sinto que sempre estou prestes a ser abandonado, como se fosse uma peça de roupa velha que não serve mais nem para pano de chão... Como se não importasse o quanto eu tento e quantos sentimentos eu carrego. E aí eu me pego sempre chorando baixinho enquanto lavo a louça, enquanto dormem, enquanto estou na rua, no banheiro e até mesmo no ônibus. E eu sempre peço a mesma coisa para o universo ou seja lá quem puder me ouvir: por favor, pelo menos dessa vez, deixa o amor ficar, me deixa ser amado. Me prova que eu não sou tudo isso que temo ser. Que eu mereço ser o amor da vida e não o que sempre vai ser deixado. Que eu não sou apenas o fardo, arrependimento e tristeza de quem ousa se aproximar. Que eu também sou conforto, felicidade, paz e amor. Que eu também sou lar, mesmo com todas as rachaduras.
— O meu nome é solidão. Quebraram, D.
Queria que as pessoas reparassem mais em mim, que se importassem um pouco mais, que gostassem de passar tempo comigo e que me ouvissem de vez em quando, queria um pouco de colo, de atenção e de cuidados, sabe? Mas parece que sempre que estou mal e frágil, todo mundo some, até mesmo quem diz que gosta de mim e que se importa. Parece que nasci mesmo para cuidar e curar os outros, mas para viver e me curar sozinho, porque ninguém nunca se importa comigo e com meu estado. Existir dói e a solidão também, às vezes me pergunto qual é o sentido de ficar sofrendo e me sentindo dessa forma, porque viver assim não me parece justo... Só queria acabar com tudo isso.
— O meu nome é solidão, D. Quebraram.

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As pessoas sempre desistem de mim, essa com certeza é uma constante em minha vida, é uma sombra que me persegue em cada caminho que eu ando nessa minha triste história. A sensação de nunca ser bom o bastante pesa em meu peito como uma âncora, me arrastando para as profundezas de uma tristeza silenciosa. Parece que não valho a pena lutar, que meu valor é sempre nulo, que minha existência é um fardo a ser abandonado. Cada vez que alguém se vai ou desiste de mim, sinto uma parte minha se desfazendo, se fragmentando em pedaços irreparáveis. A dor é uma companheira fiel, uma presença sutil mas incessante, que me lembra a cada momento de minha falha em ser desejado, em ser necessário, em ser amado. A frustração é algo constante, está enraizada em cada tentativa falha, em cada sonho desfeito, em cada sentimento desperdiçado. E tudo isso é um processo lento, uma morte dolorosa e trágica que vai acontecendo por dentro e se desenrola em câmera lenta, onde cada batida do meu coração parece ecoar a melodia triste da rejeição. O que mais me machuca é saber da simplicidade do meu desejo: eu só queria ser escolhido. Apenas uma vez eu queria sentir o calor da aceitação, a segurança de ser amado sem limites, sem reservas, sem dúvidas, sem desistências. Mas, ao invés disso, eu sou deixado para trás, sou uma escolha nunca feita, uma opção que sempre é descartada. E assim permaneço aqui, tentando juntar os cacos do meu coração, tentando consertar as rachaduras da minha alma, tentando estancar a dor que invade o meu peito e me sufoca cada vez mais. E tentando encontrar sentido em um mundo onde o meu lugar parece sempre fora de alcance.
— Diego em Relicário dos poetas.
os "quases" consomem a alma