Coisas Efêmeras
Não construiu monumentos imponentes e definitivos.
Eram coisas frágeis, como um assoalho de nenúfares ou ninfeias.
A faísca dos fogos de artificio no céu,
A bolha que estoura, o pássaro que canta.
Tudo transitório.
A onda do mar que vem e volta
Forma o movimento das marés e às vezes não volta.
Constrói teu ninho lembrando que passarás.
Um dia terás de partir como flor despetalada
Entre um grupo de desconhecidos silenciosos
Como se fossem estampas de anjos taciturnos.
José Gomes da Silva Neto em seu O Livro Brasileiro














