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Todas as luzes da casa se apagaram acompanhadas de todos os eletrodomésticos conectados à energia, um grito alto e fino ecoou por toda casa e Harry levantou do sofá desesperado correndo para o andar de cima da casa praguejando ao bater em tudo em seu caminho. (Seu nome) estava tomando banho e ele temia que ela tivesse caído no banheiro.
— Harry? — a movimentação chamou sua atenção.
— Eu estou aqui, borboleta. — entrando no banheiro ele foi às cegas até o box e entrou desligando o chuveiro — Está tudo bem? Onde você está?! — tateando o ar ele encontrou o corpo da esposa encolhido contra a parede.
Harry havia começado a chamar (seu nome) de borboleta desde a lua de mel, ela pediu um apelido carinhoso e ele a chama assim por causa da primeira noite deles no primeiro casamento. Ele nunca se esquecerá da frase “Uma borboleta? Que gay, Styles.” que a esposa disse na primeira vez que o viu sem camisa.
— A água ficou gelada, o que aconteceu? Estamos sem energia? Você pagou a conta, não pagou?! — segurando em Harry, (seu nome) o bombardeou de perguntas saindo do box com cuidado, procurou a toalha até encontrá-la.
E só então Harry se lembrou que havia esquecido de pagar a conta de luz, bem que ele viu que sobrou mais dinheiro do que o acostumado, mas não se lembrava o porquê e aí está. Ele ainda não está acostumado à pagar contas, é tão triste pegar o dinheiro e já ter que mandá-lo embora.
— Eu meio que esqueci… — mordendo o lábio esperando o sermão, ele ajudou a mulher ir até o quarto deles.
— Eu não acredito! — (seu nome) sentou-se na cama — Como você espera que eu fique aqui nesse escuro? Nós nem sequer temos velas. — ela tateou a cama em busca do celular e não o achou — Você tem que tomar mais cuidado, Harry, prestar mais atenção para não deixar sua família no escuro.
— Sinto muito, borboleta, eu não me acostumei com essa vida de responsabilidades ainda. — Harry também se sentou chateado com si mesmo.
— Eu sei… Me desculpe. — (seu nome) acariciou o cabelo do marido — Vou começar a deixar as contas penduradas na geladeira.
— Por favor, me lembrar de todas elas é muito difícil. — Harry sorriu ao ouvir a esposa rir.
— Agora precisamos sair daqui, eu não gosto do escuro. — (seu nome) se colocou de pé e puxou Harry para se levantar — Procure o meu celular para que eu possa me vestir com um pouco de iluminação, você não quer que eu bata essa barriga em algum lugar, não é?! — uma pequena chantagem e Harry já estava fazendo o que ela pediu. Pegou o celular, as roupas e até mesmo ajudou ela a se vestir.
Em dez minutos Harry estava estacionando na frente da casa de Sophia a pedido de (seu nome), eles ficariam ali durante a noite até que Harry pagasse a energia no dia seguinte para então voltarem para casa. Liam que atendeu a porta, (seu nome) ainda tinha que se acostumar em vê-lo em torno de Sophia já que eles são o tipo de namorados grudentos.
— Entrem, Sophia está na cozinha. — Liam liberou espaço para que eles entrassem e (seu nome) se dirigiu diretamente a cozinha.
— Sorvete! — (seu nome) falou empolgada ao ver Sophia com uma taça grande cheia com sorvete de flocos — Ai meu Deus! Flocos! — ela foi rapidamente - ou tão rápido quanto uma barriga de nove meses permite - até o armário e voltou para a bancada com tudo que precisava para tomar muito daquele sorvete.
— Isso é invasão sabia? — Sophia riu ao repetir a frase que (seu nome) disse no dia que ficou sabendo toda a verdade — Que roupa é essa? — ela começou a rir com a combinação nada a ver que a amiga estava usando.
— Em minha defesa, seu namorado abriu a porta e nos mandou entrar. — (seu nome) levou a colher cheia à boca e deixou um gemido de satisfação sair — Harry não pagou a conta de luz e vamos passar a noite aqui porque estamos sem energia em casa. — quase não deu para entender por estar de boca cheia.
— Harry é um péssimo marido. — quando (seu nome) ia concordar somente pelo humor, Harry entrou na cozinha.
— E você uma péssima tia. — Harry se sentou ao lado de (seu nome) — Aposto que nem perguntou como está Benjamin. — ele colocou a mão sobre a barriga da esposa.
— Não, mas eu sei que ele está bem e está aquecido aí dentro. — apontou a colher na direção da amiga grávida.
— Estou tão feliz que Bárbara será a madrinha. — Harry sorriu apenas para provocar Sophia.
— Não liga, Soph. — (seu nome) disse de boca cheia — Desde que ele não pode implicar comigo, ele faz isso até com a própria sombra.
— Não acredito! Não dá para ser feliz aqui. — Harry se levanta e beija a testa de (seu nome) — Vou chamar Liam para assistir algumas mulheres de biquíni.
— Você não fará isso se quiser conhecer seu filho. — (seu nome) cantarolou despreocupada fazendo Harry rir enquanto saía da cozinha.
— Coitado… Mal sabe ele que Liam prefere o jornal. — Sophia riu — Nisso eu escolhi melhor do que você.
— Aí! — respirando fundo (seu nome) colocou a mão da barriga ao sentir uma dor aguda.
— Eu não quis ofender, Harry também tem suas qualidades… Poucas, mas tem. — ela sussurrou a última parte.
— Não é isso… Foi só um pontada que eu senti. — soltando o ar pela boca, (seu nome) sorriu — Já passou.
— Quer que eu chame o Harry? — Sophia se levantou colocando a taça vazia na pia.
— Não precisa, eu estou bem.
Mais alguns minutos até que (seu nome) sentisse a mesma dor, não querendo incomodar ou ao menos levantar para qualquer coisa, ela apenas guardou para si fazendo o possível para não deixar transparecer em seu rosto. Chegou um momento que não houve mais como adiar, ela estava em trabalho de parto.
— A bolsa estourou. — ela falou calmamente ganhando a atenção de Sophia que só acreditou quando se inclinou para ver a roupa da amiga molhada.
— Meu Deus! Liam! Harry! Benjamin está nascendo! — Sophia começou a gritar ajudando (seu nome) levantar do banquinho — Fica calma, vai dar tudo certo.
— Você que está nervosa, Soph. — (seu nome) tentou rir mas uma contração a fez gemer alto.
— Meu filho está nascendo! — Harry chegou a cozinha em menos de meio minuto correndo para pegar (seu nome) no colo e levá-la até o carro.
— As coisas do bebê está na nossa casa… Alguém tem que pegar. — (seu nome) rodeou os braços em torno do pescoço de Harry.
— Primeiro vamos para o hospital. — Harry já estava saindo da casa.
— Meu filho não pode ficar pelado, ele precisa de roupas. — (seu nome) advertiu.
— Eu vou buscar! — Sophia correu para dentro de casa e voltou com uma lanterna.
— Tanta hora para nascer, filho, você escolheu justo o dia que ficamos sem energia. — Harry disse enquanto colocava (seu nome) dentro do carro.
— Pelo menos você nunca mais vai esquecer da conta de luz. — (seu nome) riu um pouco encostando a cabeça no banco do carro e Harry entrou ao seu lado.
— Vamos Liam! O carro não vai dirigir sozinho! — Harry gritou da janela para Liam ainda do lado de fora — Eu estou aqui, não vou sair do seu lado, borboleta.
— Você está mais nervoso que eu… — um gemido saiu alto demais e Harry se desesperou.
— Vamos logo Liam! — Liam deu partida no carro e Harry se voltou para a mulher — Respira, borboleta… Um.. Dois.. Três… Respira.
Tudo que (seu nome) pôde fazer foi rir de Harry respirando como um cachorrinho e apertando sua mão como se ele que estivesse tendo o bebê, sua risada só foi cortada por mais um gemido de dor causado pela contração.
Assim que o choro de Ben ecoou pela sala, (seu nome) suspirou aliviada, seu menino estava bem e havia sido apresentado ao mundo, ela estava feliz por isso. Um alívio imenso a tomou deixando-a mais leve.
O coração de Harry disparou com o barulho alto vindo do monitor ao lado da cama de (seu nome), ele sabia o que aquilo significava e sua cabeça se voltou para aquela direção tendo a certeza que os batimentos de sua esposa estava caindo rapidamente. Os médicos e enfermeiros começaram a se movimentar mais rapidamente gritando ordens um para os outros, a única que ele pôde ouvir claramente foi a que mandava tirá-lo da sala e ele não sairia, nunca deixaria sua borboleta passar por aquilo sozinha, então ele se segurou na barra da cama.
— Borboleta… Borboleta, por favor! — as lágrimas começaram a se acumular em seus olhos, ele precisava dela — Seja forte, borboleta… Seja forte por nossa família. — as lágrimas desceram por seu rosto e com uma mão ele segurou a mão gelada da esposa — Não nos conhecemos direito ainda, temos que ficar juntos por mais tempo. — ele ignorou os esforços do enfermeiro que tentava tirá-lo da sala — Eu nunca te disse, mas eu já trabalhei entregando pães e jornais na adolescência… Eu já caí de bicicleta e declarei ódio a todas elas quando eu tinha cinco anos… Eu briguei com Gemma uma vez e mamãe nos colocou na camisa da união. — ele encostou sua testa a de (seu nome) enquanto os médicos faziam tudo o que podiam — Você precisa saber mais sobre mim e eu adoraria saber mais sobre você… Eu te amo tanto… — ele fechou os olhos fortemente, seu coração doendo somente em pensar no pior, ele só voltou a respirar quando os batimentos se estabilizaram, o barulho agoniante da máquina passou a ser suave e tranquilizador — Obrigado por ficar, borboleta. Eu te amo!
Estavam todos no quarto onde (seu nome) estava descansando, Ben já havia migrando do colo da mãe ao colo do pai e depois de todas as pessoas que entraram de duas em duas para visitá-los. Anne estava no quarto agora, ela vai passar algum tempo na casa do filho para ajudar a nora com os cuidados de seu segundo neto. Se alguém estava mais boba que Harry, esse alguém era Anne.
Dois dias depois Harry ajudava (seu nome) a subir as escadas de sua casa em direção ao quarto deles enquanto Anne trazia Ben logo atrás, (seu nome) teve alta pela manhã e eles não demoraram a sair do hospital para o conforto de seu lar.
A conta de energia foi paga por Liam pelo celular de modo rápido e fácil, Harry não estava com cabeça de pensar em qualquer coisa que não fosse sua esposa e seu filho, se (seu nome) chegasse em casa e não tivesse energia, as coisas não ficariam boas.
Anne deixou o casal no quarto com Ben, para eles curtirem o momento deles antes que as pessoas cheguem uma atrás das outras para visitá-los. Harry ajudou (seu nome) a se deitar ao lado de Ben e ele se colocou do outro lado deixando o pequeno pedaço deles no meio.
— Ele é tão pequeno e lindo. — Harry sorriu olhando para o filho que dormia, seu dedo indicador deslizou sobre o narizinho que logo se enrugou todo — É tão doido pensar que nossa ambição nos levou à algo tão perfeito.
— Eu não acreditava nisso… — (seu nome) buscou a mãozinha de Ben com seus dedos.
— Em nós? — os olhos de Harry buscaram os de (seu nome).
— É… Eu esperava me casar e ter filhos quando eu pensei em garantir meu futuro com um casamento, mas eu não acreditava nesse sentimento. — (seu nome) sorriu ao que Ben apertou seu dedo — Nunca pensei que poderia me sentir tão realizada.
— Eu não me arrependo de nada, faria tudo de novo se no final estivéssemos aqui eu, você e Ben. Uma família. Nossa família. — ele acariciou o rosto de sua esposa — Eu tive tanto medo de te perder. — os olhos enchendo de lágrimas.
— Eu não irei a lugar nenhum… Nunca vou deixá-los.
Harry tirou o cabelo de (seu nome) que caia em seu rosto e se inclinou para beijá-la selando aquela nova fase da vida deles do melhor jeito possível. Ele nunca sonhou com uma família, mas agora, estando onde está, ele percebe que era tudo o que precisava.
Agradeço a cada uma de vocês que leu da primeira parte à essa última, vocês foram muito importantes para a história e são muito importantes para mim. Muito obrigada! ♡
Espero que tenham gostado, peço desculpas pelos erros, pelas coisas fora de foco, espero do fundo do meu coração que essas coisas ou a demora não tenham feito vocês gostarem menos do imagine. É o meu primeiro de dez partes, estou feliz por ter chego até aqui.
Mais uma vez muito obrigada por lerem. ♡