engraçado como há um tempo atrás te dedicaria várias músicas românticas
te encaixaria em poesias
e ficaria se você dissesse as palavras certas
você não disse
os poemas ficaram mas não te encontro mais neles
e agora,
ouço as canções e
danço
sozinha
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@oliveiraclara
engraçado como há um tempo atrás te dedicaria várias músicas românticas
te encaixaria em poesias
e ficaria se você dissesse as palavras certas
você não disse
os poemas ficaram mas não te encontro mais neles
e agora,
ouço as canções e
danço
sozinha

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só escrevo sobre você agora
só choro por você também
tudo
de repente
se tornou pequeno
ao ser comparado
com a sua falta
que é colossal.
e se eu te falar que quero correr o risco? quero correr o risco de me apaixonar por você e não me importo de me machucar. quero escrever como gosto de te tocar mesmo eu preferindo a distância. quero realinhar sua opinião sobre amar e cantar djavan no seu ouvido. mostrar que o mundo pode ser lindo, mesmo sendo infernal também. me deixa, me deixa me importar com você, te enxergar através das linhas, dos rascunhos, da poesia. me deixa gostar de você.
não tenho nada a escrever
e acho que isso, entre todas as outras coisas que senti, é a maior prova de que você não me tem mais
e foi em uma quarta qualquer de abril.
depois de anos sentindo isso, criando mil cenários e dedicando um tanto de palavras soltas
percebi que eu já não estava ao seu alcance
não fiquei feliz nem triste
não senti nada
e foi isso o diferencial de antes
o nada
o indiferente ao te ter
ou não
acabou
mesmo que a gente ainda se encontre
mesmo que a gente ainda se beije
sei, que no final
vai estar o vazio igual
a gente tem esse eco que nos persegue e não desgruda. esse nada com um pouco de coisa, mas não o suficiente para preencher. eu digo baixinho que me importo e você finge não escutar para não ter que lidar com isso.
então me calo e digo a mim mesma para deixar você ir, mas você não vai, não por completo, não para sempre. volta e me chama de sua, me amarrando, me fazendo crer, de novo, em nós dois. se assemelha a um planeta inabitável, sem esperança, sem vida. você insiste pela aventura divertida e eu, pela expectativa de encontrar algo novo.
(me pergunto até quando vou insistir nessa expedição sem sucesso)

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me tornei poesia de novo, daquele tipo romântica de passar horas lendo. tô buscando um encaixe de sentimento, tô buscando você nas entrelinhas, porque desaprendi a me por nelas desde que você se aproximou de novo e não se foi (ainda?). que medo. acho que não sei mais escrever ou nunca soube. talvez eu só saiba falar de você de longe, em uma distância segura que não me cause frio no estômago e bloqueio na escrita. talvez eu só saiba escrever coisas tristes e por isso sempre fico aguardando por elas, assim como aguardo sua partida. mas você pode demorar aqui só mais um pouquinho? tenho gostado de ser poesia, de ouvir aquelas músicas antigas e de sorrir a cada mensagem tua.
(as vezes me acho um tanto exagerada nos escritos, tanto que nem eu acredito muito. você me disse uma vez, "nunca sei quando está falando sério ou não", nem eu, nunca sei se o que escrevo é real ou só imaginação)
gosto de dançar com as palavras que nos rodeiam e de brincar com os "e ses".
eu pensei que fosse fácil o jogo, que seria igual a todos os outros, mas parece que estou cedendo desde o início.
você me puxa e me solta, eu giro e volto.
sempre escrevo sobre você, mas agora não tanto. os anos de ouro já não brilham como antes
embaralho as cartas torcendo para que saia o coringa, talvez dessa vez o jogo chegue ao fim
estou torcendo por isso
te procuro nas esquinas, nos becos sem saída e naqueles bares vazios.
te procuro em mim, naquele penteado que você elogiou ou naquela roupa que você tirou.
te procuro nas mensagens deletadas e nas fotos apagadas que nem na lixeira restou
te procuro no fundo do copo e nas madrugadas frias, é lá que te encontro, (ou seria, você me achando? )
te sinto em carne viva. de verdade. dizendo algumas bobagens, me contando da vida, da qual eu não faço parte.
a gente diz que sente falta sem nem saber mais do quê. tantas palavras vazias com significados afogados que não se salvam mais.
ainda assim transbordo, como a espuma do seu copo, 'quanto tempo amor, você me deixa tão solta que eu nem sinto mais a dor de te ver de longe e te querer por perto.'
seus braços me rodeiam e sua boca me encontra
colocando fim na saudade e depois em nós
de novo.
me enquadrei em uma fantasia, da qual não sei como sair. você é fruto dela, que as vezes escorrega e me toca no mundo real.
estou evitando pensar em você, disse que não havia mais palavras e cá estou eu te dedicando mais um tanto. eu sei, está se tornando repetitivo e até eu já estou enjoada. meus textos não mudam e de alguma forma sempre acabam se ligando, no meio disso, me amarro entre as linhas, na falsa tentativa de que me levem a você

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faz um tempo que não te escrevo, disse em algum dos meus textos que não há mais palavras para te inserir nelas, como se a fonte, finalmente, tivesse se esgotado. eu sei, mas essas daqui são apenas repetições em ordens diferentes que seguem o mesmo sentido. ironicamente você foi o único que elogiou meu escrito naquele dia e juro que ri dessa situação, depois, me perguntei o que você diria ao descobrir as variáveis linhas que dediquei ao teu nome. me peguei, incontrolavelmente, imaginando suas expressões ao ouvir cada estrofe, cada rima, cada gota desse sentimento que derramei por você durante anos. me permitir fantasiar, por um tempinho, quase nada, para me lembrar, logo depois daquele final de semana. fazendo, assim, tudo se desintegrar, propósitalmente, para sentir na pele o quão vazio meus escritos são, assim como esse que derramo agora.
me cansei pela primeira vez de escrever sobre você, as palavras soam murchas e repetitivas. Não tenho mais analogias ou fantasias que te caibam. Não tenho mais linhas que me guiam ao seu nome sem antes me causarem a perdição. Sei que o que faço agora me refuta da forma mais direta possível, no entanto, me vejo vazia, meio oca, meio seca. Como se eu tivesse extraído tudo que podia de nós, até mesmo roubado partes minhas só para escrever um pouco mais. Pois acho que durante todo esse tempo, alimentei eu mesma esse sentir com minhas palavras frágeis e supérfluas, na tentativa de nos fazer perdurar por mais tempo. Porém, acabou, não sobrou nada, nem mesmo a ser inventado. Sinto que estou chegando ao fim, mas vou adiando por medo do desconhecido. estou cansada, de vagar pelas linhas ao seu encontro e nunca chegar a lugar algum. Então, apesar disso, assim que avistar o ponto final, vou correr, desesperadamente, em sua direção.
fujo
quando percebo
os primeiro sintomas
de inflamação
causados por te deixar perto demais
então finjo
por um tempo
até formar casquinha
que não me lembro
de você
dos 'e ses'
e de todas as vezes que me fez rir
e assim
sempre que a cicatriz
começa a tomar forma
você aparece
me chamando de volta
(e eu sempre digo sim)
você aparece
como uma música favorita esquecida tocando no aleatório
e me esqueço, de tudo
de mim
dela
danço, fingindo que sou eu
a certa
a que você escolheu
o refrão se repete
e eu balanço mais um pouco
caindo
escorregando
de suas mãos frouxas
que fazem questão de me deixar
aos poucos
como as notas que vão ecoando
e desaparecendo no tempo
percebo
me lembro
do porquê parei de escutar
você
(desligo, mas não apago
isso é impossível, você sabe)
você gosta do perigo que te proporciono, do arriscado, do quase, do coração acelerado. gosto disso também, mas não muito, quase nada. gosto mais de você, de qualquer jeito, vazio ou quase cheio, independente, só de você.
é isso que diferencia a gente, é o que deixa tudo mais complicado. o que poderia ser só frio na barriga se torna um furacão. e eu sempre fui medrosa, você sabe.

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muitos meses com você, mas nem de longe o suficiente. te dedico aquelas músicas antigas que dançamos, os raios solares laranjados de inverno e os brilhos das estrelas que não existem mais. te dedico todas as poesias de amor já escritas e até aquelas que ainda não foram inventadas.
te dedico minha falha e miserável tentativa de por em palavras o que sinto por você.
escrevo quando me falta ar porque é assim que respiro.
cada palavra rolada
sou eu
desaguando
por
inteira.
os espaços vazios que faltam me deixam a deriva de tudo que poderia ser dito mas que prefiro guardar
me tornando mais pesada
me fazendo assim, afogar