(markson, long-oneshot/fluff) QUEM É ELE? – PRÓLOGO
a oneshot será postada no meio de dezembro, talvez na segunda ou terceira semana, e este é o começo dela do qual, aqui, o trato como "prólogo". por favor, deem muito amor a fic assim que eu a postá-la! hehe.
citação: 15& jimin
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Ele se distraía muito fácil. Seja pelo mínimo som dos pés contra o chão, o pingar insistente da torneia ou a movimentação dos carros, o vulto deles em alta velocidade.
O intervalo descansava a mente dos alunos pela manhã e livrava a fome do corpo. Sentado em uma das diversas mesas do refeitório em companhia de uma amiga, ele estava distraído. A amiga, de bochechas fofas e pele de cor de leite, se chamava Jimin e falava e falava sobre coisas que não tocavam os ouvidos do distraído; Jackson.
Ás vezes ele concordava levemente com cabeça enquanto mordia o listrado do canudo, ainda aéreo à atenção a garota. Não muito longe dele ou há mesas de distância, havia um rapaz que era fofo quando fazia um biquinho sempre quando aquele ao seu lado falava ou fazia algo. Era fofo, era lindo, o rosa natural daquela boca era chamativo e irresistível, algo de difícil tirar os olhos.
Jackson também distinguia mais cores em quem observava. Além do rosa da boca, tinha o branco da pele - que não era tão branca quanto de Jimin, mas enfim-, as pérolas negras que eram os olhos sorridentes e o tom vermelho do cabelo. Vermelho combinou tão bem, tão perfeitamente bem nele que até parecia ser da natureza do jovem.
Ele suspirou involuntariamente quando viu que o rapaz ao lado do ruivo fazia ele sorrir abertamente, o abraçava e até deixava alguns beijos na bochecha dele. E ele suspirava, só não sabia a razão dos suspiros e de sua distração ter uma aparência tão bela, sem ao menos ter um nome para Jackson sentir as letras contra as cordas vocais.
– Jackson! – Pela quarta vez, talvez, Jimim chamou em volume elevado o de corpo presente mas de cabeça distante. Foi um susto a Jackson, foi sim, com direito a se engasgar com o suco de maçã. Recebeu de Jimin o mesmo olhar de raiva que dava a garota, e ela reclamava - Yah! Eu estou falando com você e você nem me escuta! Aish, realmente! O que tanto olha? – Virou em direção aonde Jackson havia parado o tempo por minutos, sorrindo perversa com suas palavras – É a Suzy, é? Unnie é demais pra você, Jackson, esquece.
Depois de seu repentino engasgo, uma bolinha de papel atingiu Jimin no rosto, arrancando risos da parte dela - Eu não estava olhando pra Suzy – Nem tinha visto ela, pensou, estava tão concentrado no brilho vermelho suave que o resto em sua visão estava desfocado - Eu estava- – Precisava de uma desculpa, e o breve olhar sob os livros na mesa foram quase como uma luz - pensando no trabalho de história!
Verdade seja dita: A única história que o interessava, no momento, era aquele que agora fugia da sua visão acompanhado do mesmo rapaz dos beijos e abraços. Mais um suspiro.
– Então! Era sobre isso que estava falando! – Animação na voz da garota e brilho nos olhos, repetiu a pergunta que havia dito antes de conseguir a atenção do amigo – Você vai me ajudar no trabalho de história? – Forçando uma expressão fofa com intenção de derreter Jackson por sua aparente doçura.
Se levantou com as mãos nos bolsos, corpo no automático pronto para ir no caminho contrário de sua distração – precisava evitar sua presença e esquecer a cor vermelha, e alto, claro, sorriso no rosto, respondeu - Não!
Jimin se sentiu ofendida, mas pediria ajuda a Yerin ou Yugyeom, do jeito que Jackson estava nas nuvens, era capaz de esquecer de ajudá-la, ou pior, esquecer do trabalho.
E quando ele estava saindo do refeitório, distribuindo sorrisos de sua popularidade a rostos desconhecidos, Jackson parou e se perguntou mentalmente "Que trabalho era mesmo?" coçando a nuca.
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Título: Sobre Borboletas e Coisas Que Eu Gosto; Couple: VSuga/TaeGi (Bangtan Boys); Gêneros: Yaoi, Fluffy, Universo Alternativo; Avisos: Homossexualidade.
Sinopse: [FLUFFY/VSUGA] "– Você já parou para pensar – Começou a dialogar, vidrado no reflexo, no arco-íris tímido que continham – Que a vida é como bolhas de sabão?"
(Comentário sobre esta oneshot deverá conter a sigla NC no final, ou inicio da mensagem)
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Ele achava adorável a forma como os lábios assopravam ao ar e os olhos a via desaparecer. Assim como uma criança via algo novo, uma descoberta, mesmo que uma simples mistura de água e sabão não ser novidade ao mais novo dos dois.
O azul índigo o permitia a pensar que as nuvens eram algodão, que aparentavam ser tão macias quanto um, então ele, aquele que tinha pele esbranquiçada como as nuvens de algodão, erguia a mão ao céu e tentava tocar na maior que via. Sorria abertamente por seu ato, pois sabia que era algo bobo, que as nuvens eram – talvez – tão inalcançáveis como um selar e proteção das mãos dadas junto ao rapaz ao seu lado.
Não que ele realmente quisesse os lábios de TaeHyung nos seus e a textura dos dedos nos deles, mas talvez ele queria.
Sentados no tapete natural de verde esmeralda, com o bater carinhoso do vento do almoço nos cabelos e bochechas, os dois jovens – TaeHyung e Yoongi – jogavam minutos, horas e quem sabe o dia inteiro na companhia das nuvens, bolhas de sabão e, óbvio, com a presença de um ao outro.
TaeHyung tinha o cabelo em cor de loiro meio escuro, meio claro, nem ele sabia, aliás. Yoongi o dizia que era cor de pistache, e isso era bom, pois fazia TaeHyung rir sempre e ele gostava de pistache. Ele, o mais velho, gostava de filosofar sobre as coisas, filosofava até sobre o tom dos fios do outro, e naquele momento ele criava divagações sobre as pequenas e tantas bolhas de sabão que enfeitavam brevemente o céu.
– Você já parou para pensar – Começou a dialogar, vidrado no reflexo, no arco-íris tímido que continham – Que a vida é como bolhas de sabão? – A pergunta foi séria, mas TaeHyung riu de leve, e por um minuto Yoongi achou graça de como ele ria de tudo.
Ainda sorrindo – O que você quer dizer com isso? – Fazendo mais e mais, as libertando ao ar e observando elas voarem mais alto e logo desaparecerem.
– Que tudo desaparece em um piscar de olhos. Você mede esforços para fazer ao perfeito, belo! Aproveita enquanto pode para depois sumir como mágica – Explicou com a visão na grama, como se estivesse lendo as palavras no chão – A vida é basicamente isso. Medimos esforços para sempre fazer algo bom e que agrade tanto a nós como os outros, para no final essa felicidade de nosso feito desaparecer. Assim como bolhas de sabão.
A expressão de TaeHyung se tornou séria, e parou de fazer as esferas transparentes – Hyung – ganhou a atenção do mais velho junto a um silencio estranho – Você pensa demais – O comentário fez Yoongi rir, não tardando a ter o riso tímido de mais novo junto ao seu.
É, ele pensa demais, e talvez, só talvez mesmo, TaeHyung flutue nos pensamentos como nuvens, ou até mesmo como bolhas de sabão, e Yoongi tinha medo – isso era uma certeza – dele sumir como mágica.
O riso temporário cessou, mas as bolhas não voltaram. Os olhos curiosos de TaeHyung avistaram uma borboleta, daquelas que as asas eram em um azul mais forte que o do céu, voando serena antes de descansar à grama, centímetros de distancia dos pés de TaeHyung.
Ele tentava criar calma, afastando lentamente os pés da borboleta e abraçando os joelhos, comentando – Eu não gosto de borboletas – Aparentando tranquilidade em cada letra, mas tinha pânico por um mero inseto que nem era visto como um, já que era bonito – Elas são bonitas, mas eu tenho medo.
– Elas não vão fazer nada com você – Yoongi tentava o tranquilizar portando um sorriso na face, pousando uma de suas mãos no ombro do outro, apertando de leve assim como uma massagem desajeitada – Mas se essa fizer algo com você, tipo, soltar raios laser em sua direção – Exemplificou cômico, conseguindo ressurgir o sorriso infantil de TaeHyung – Eu estou aqui para te proteger.
TaeHyung pode sentir as bochechas se esquentarem e ele se sentiu protegido ao ouvir aquilo, se sentiu amado e querido, algo que seu hyung não demonstrava muito. – Eu não gosto de borboletas, mas – Deitou a cabeça na curva do pescoço de Yoongi, e este se viu livre para abraçá-lo de lado, do jeito que podia, podendo passar mais proteção do que conseguia – Eu gosto de você, Hyung. Gosto muito de você.
Não só as novas nuvens como também o sol e esperava que também os vestígios de sabão ao solo o vissem transparecer felicidade em um sorriso enorme, já que aquele Gosto muito de você teve sabor de açúcar e tocou sua audição assim como algodão, de forma macia e delicada.
Agora ele tinha certeza que queria um beijo, que o rosa dos lábios se tornasse em vermelho paixão e que as línguas se tocassem partilhando carinho. Também queria o toque dos dígitos de TaeHyung em sua pele, entre seus dedos, em sua nuca puxando os cabelos negros por lá, querendo mais e mais do beijo romântico em um lugar tão calmo e natural.
No entanto, guardaria suas fantasias no mesmo lugar de onde saiu suas resoluções sobre a vida e as bolhinhas de sabão. O abraçou mais forte, mais apertado, e disse quase em um sussurro, no mesmo tom de quem compartilha um segredo intimo – Eu também gosto muito de você, muito mais do que imagina – Observando as esferas flutuarem e decorarem novamente o ar.
TaeHyung se sentiu, finalmente, amado e protegido de seu medo de borboletas.
Yoongi queria o amá-lo e não permitir que ele seja uma bolha de sabão.
Ambos queriam ser como o céu e as nuvens. Parte um do outro. Indispensáveis.
Sinopse: [FLUFFY/DAEJAE] "Para os dois o amor nunca antes foi tão bom."
AVISO: Citação de A-PINK EunJi.
N/A: Agora as inspirações: Isso ( http://zelbaby.tumblr.com/post/85841136328/daehyun-youngjae-you-mean-the-world-to-me-your ) foi o plot principal, meio que óbvio. E a música que estão ouvindo é ( https://www.youtube.com/watch?v=3cu6FOUW6s4 ), por favor, essa música e na versão original <3 Fez tudo ficar mais gay ;u;
(Comentário sobre esta oneshot deverá conter a sigla ASO no final, ou inicio da mensagem)
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O carinho dos dedos o levava a sonolência, pois a suavidade de DaeHyun o relaxava. DaeHyun sempre o tratava como algo único, algo de sortudos e no fundo YounJae tinha certeza que quem era o sortudo era ele.
Sua vista na varanda do hotel era o índice de um pôr do sol, e seu colchão era o torso de DaeHyun. Não sabia a quanto tempo estavam jogando horas fora entre os desenhos de nuvens e carícias discretas, já que o tempo ao lado do outro passava tão rápido quanto os pássaros ao céus.
DaeHyun desenhou um sorriso nos lábios e começou a falar, sem cessar o caminho dos dígitos entre os fios negros e macios – YoungJae-ah, você significa tanto à mim – Sua voz melodiosa soltava palavra tão doces como mel, algodão doce, como toda a doçura que formava YoungJae - Seu sorriso me ilumina e sua voz me arrepia sempre quando diz meu nome. Você é como um anjo, e sua pele é macia como as asas de um. Você é meu anjo, YoungJae, aquele que me guia, essencial à minha vida-
YoungJae, desnorteado em pensamentos, separou seu corpo do conforto do outro e junto ao ato, tirou o par de fones negros dos ouvidos, perguntando – O que foi? Do que tanto fala? – Com uma expressão de curiosidade, podendo ouvir o chiar alto da música que ouvia ao fone.
Ele, DaeHyun, riu desacreditado que sua confissão perfeita de amor aos últimos fios de sol fora falha, sem nenhuma palavra ter chegado ao seu destinado. Era de se esperar.
– Nada – Respondeu, trazendo YoungJae de volta a si – Não era nada de importante – Acrescentou tão baixo quanto as chances de YoungJae ouvir o sentimento de seu coração, mas não demonstrava tristeza e nem ao menos tinha motivos para tal, não desiste tão fácil.
Ofereceu um fone e disse antes que DaeHyun reconhecesse a voz e o piano da canção – O amor nunca antes foi tão bom, não é mesmo? – Com uma fina linha de travessura em seu sorriso.
DaeHyun sorriu junto, e para YoungJae a beleza que havia naquele ato era hipnotizante, linda como obra de arte. Não esperava a perguntava retórica ganhasse resposta quando a frase o atingiu – Só se estiver falando do nosso amor – Ganhando um beijo no cabelo macio quando, em constrangimento, afundou o rosto em brasas na curva do pescoço do outro, sentindo o coração palpitar no ritmo dos estalos da música.
Sinopse: [DRABBLE/DAEJAE] “– Será o melhor para nós – Acariciou com a outra mão, com as costas dos dedos, a maciez do rosto de YoungJae, não arrependido por nenhum beijo dado naquela pele – Nós seremos felizes assim.”
AVISO: Imaginem DaeJae com as roupas e aparência de 1004!
N/A: Eu me inspirei em duas coisas para escrever esta drabble: Um filme animado francês, chamado A Pequena Loja de Suicídios ( https://www.youtube.com/watch?v=AtCaulNPKro ) e no que o DaeHyun diz ( https://31.media.tumblr.com/1aa05c8f0fbbc1e367f85135b6daf078/tumblr_n5hdmkke0A1r4iklmo8_250.gif ) e saiu isso aí, he. Sinceramente, espero que tenham gostado!
(Comentário sobre esta oneshot deverá conter a sigla PCS no final, ou inicio da mensagem)
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A lua vigiava seus passos de volta pra casa e isso o deixava apavorado. Apertava entre os dedos a sacola plástica, com medo até do modo em que sua sombra aparecia e desaparecia. Paranoico. Esperava o verde dos pedestres como se a cor lhe oferecia esperança, algo que sumia a cada respirar.
Só não havia sumido por completo porque os últimos tons de esperança estavam em suas mãos, dentro do plástico branco.
O cabelo era em um loiro dourado, e as roupas, da cabeça aos pés eram em tecidos escuros, negros, como em um luto prematuro. Seu apartamento seria abandonado, mas tinha certeza que até os pequenos roedores achariam na janela retangular a felicidade que o sol não trazia a ele.
Seus passos ao concreto eram tão lentos quanto a rotação da Terra, já que queria decorar cada rachadura das calçadas como lembrança daquela cidade que, ao seus olhos, só tinha cores mescladas ao cinza, presa em um filme antigo.
Cada degrau de madeira chorava sempre que sua sola os tocava, e tinha vontade de dizer-lhes Vocês não choraram mais e nem ouviram meus choros, antes de abrir o mundo que lhe foi concedido pelo apartamento.
E lá estava ele com seu típico sobretudo, degustando de um chá com gosto de arrependimento, amargo, mas não tão ruim como pensou que seria. Lá estava ele, a parte mais importante de seu mundo, o ator de todos seus sonhos, com nome de Yoo YoungJae e beleza única. Pensava que ele era a única cor vibrante que podia destingir, e sempre que pensava isso uma solitária lágrima deslizava por seu rosto.
Por que cores felizes demais doíam mais que facas aos pulsos. YoungJae era considerado uma cor, e em sua concepção cor e dor não era deveriam rimar, tampouco soar engraçado.
Após limpar a garganta, as palavras cortaram o silêncio – Eu trouxe aquilo – enfim ganhando a seriedade das pérolas negras de YoungJae – Vai comigo, certo? – Perguntou sem coragem, inseguro, incerto, querendo descartar seu coração já que suas batidas rápidas eram ridículas.
O pouco tempo que DaeHyun demorou à duas quadras de distância era para ter sido utilizado na organização de seus pensamentos, porém, tinha um medo estranho de pensar, pois era uma dor e um aperto forte ao coração.
Sempre que pensava, DaeHyun estava lá. Não sabia como, mas ele sempre estava lá. E sem medir esforço concluiu que uma de suas dores se chamava Jung DaeHyun, e era pior que sangue entre os dedos após uma fúria contra o espelho.
– Desculpa YoungJae, mas eu não quero ir sozinho – Aproximava do outro retirando o que havia na sacola, vendo o reflexo do recipiente esverdeado em seus olhos – Você é meu único amigo, nós não deveríamos ir juntos? – Mais uma pergunta se findou em sua audição e junto a ela o pequeno frasco, igualado a um perfume.
– Único amigo, único amor... Estou certo, não? – DaeHyun concordou, recordando-se que amor era outra palavra que constituía YoungJae. Ele pensava o mesmo do suicida. – Eu irei, pois não quero te deixar sozinho – A frase tinha mais sentimentos que um Eu te amo nunca antes dito.
DaeHyun sorriu abertamente pela última vez na vida, entrelaçou os dedos na mão vaga do Yoo, e sussurrou – Será o melhor para nós – Acariciou com a outra mão, com as costas dos dedos, a maciez do rosto de YoungJae, não arrependido por nenhum beijo dado naquela pele – Nós seremos felizes assim.
Livre do laço do outro, pode abrir e tocar o líquido com o indicador e passar pelos lábios. Pela manhã DaeHyun o disse que o veneno seria um forte, um que não agia de imediato, para que eles pudessem saborear com lentidão o sabor da morte.
Quando o molhado da boca de YoungJae entrou em contato com a de DaeHyun, ele sentiu a garganta fechar e os olhas arderem para chorar. Levou as mãos à nuca do mais velho quando sentiu toques em sua cintura. O veneno era horrível, com certeza pior que o chá, e o contato das línguas com vestígios de veneno nos músculos tornava o gosto pior.
Se YoungJae segurava o choro, DaeHyun era quem não controlava as lágrimas. O coração já se atacava pelo efeito do líquido, e o selar breve que dera em YoungJae o fez perder a consciência, e seu corpo caiu ao chão; Sem vida, sem cor como o resto da cidade.
Os segundos se arrastaram nos ponteiros até que YoungJae sentisse falta do outro, tendo essa falta atingindo em forma de veneno ao sangue. Lutava contra o coração que parava aos poucos, vendo sua vida diante ao corpo morto de DaeHyun.
Queria voltar tudo, queria o abraçar e trazer vida, beijá-lo e dizer que, sim, o ama em todos os seus pensamentos, e dizer que o ama desde o borrão de café ao apagado do céu. O amor doía, e o chá foi o arrependimento de ter amado um sem apreciação a vida.
Respira como houvesse um aperto na garganta, e deitando ao lado do outro, insistiu em viver quando juntou a mão gelada na sua, chorando suas últimas forças ao confessar – Eu te amo.
Agora já estavam mortos, com os rostos molhados em lágrimas e a lua triste ao céu por ter presenciado mais um suicídio na janela.
DaeHyun não iria sentir mais dores pela cor viva e nem YoungJae sofreria por pensar. Sim, esse foi o melhor à eles.
Sinopse: [BANGHIM] “Isso me dói demais” a frase se instalou no corpo de YongGuk junto ao líquido, tendo também instalado em sua mente a pergunta de como seria essa dor de Himchan. Se era como a sua, se tinha remédios ou simplesmente só era necessário um abraço.
AVISO: “Lemon” por causa da Insinuação de Sexo, só isso.
(Comentário sobre esta oneshot deverá conter a sigla NC no final, ou inicio da mensagem)
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Se tiver uma coisa para adicionar na lista mental de coisas que odeia, adicionaria o som das cigarras na janela, em noites de verão, como uma das mais irritantes. Ele não teria problema com aquele barulho tão natural da estação caso tentasse transcrever suas ideais, suas composições mais íntimas inspiradas em política e surrealismo de quadros do século passado, em histórias cantadas.
Com a caneta preta na direita, ele não achava a vontade que teve ao idealizar, e aquele papel em branco se tornava mais vazio que os cômodos de seu apartamento. Um apartamento pequeno, onde a cozinha e o quarto eram um só, e o banheiro era parcialmente maior, pois lá ele afogava os erros na pia. A pia parecia grande quando prendia a respiração e afundava na água gelada o rosto, querendo perder a consciência de boca fechada e olhos fixos no mármore desgastado.
Ele sempre falhava. O fim tênue da vida sempre era impedido por dedos brutos por entre os fios negros, ressurgindo ele do oceano de arrependimentos e dizendo "Não seja idiota" da mesma maneira que sua mãe lhe disse quando saiu de casa com a mochila cheia de roupas para uma semana, alguns poucos trocados no bolso do jeans abarrotado e o violão no braço.
Hoje em dia se ouvisse um "Como você é idiota" sob o olhar de decepção do sangue materno, com certeza diria "Sim, eu sou" do mesmo modo que diz Bom Dia aos borrões de café ao fundo da caneca. Sem ânimo, vontade, triste por mais um sol ter nascido ao horizonte.
Só alguém muito idiota – no caso dele – para desistir de um futuro no ensino superior e se jogar nas cifras estressantes do violão com um lucro tão baixo, mas tão baixo que agradecia por comer uma refeição por dia. As moedas jogadas ao chapéu negro muitas vezes compravam um pão de tarde e a degustação dele era como se comesse comida de primeira classe.
Entre os dedos não havia mais a caneta, ela fora substituída pelo cigarro que queimava na ponta, como sua garganta que queimava nos gritos guardados no travesseiro na outra noite. Quando a fumaça saia da boca em direção ao ar, ele exemplificava isso como sexo, pois era prazeroso e a nicotina afetando, tratando mal, judiando de seus pulmões, era um orgasmo. Não se surpreenderia caso gemesse cada vez que tragava; firme e forte, profundo, daquele mesmo jeito em que sua glande tocava no extremo do interior de quem morava contigo.
Eles dividiam o apartamento, aquele pedaço de mundo pequeno reservado somente pra um deles, mas o outro auto se convidou, gerando risos da parte mais velha.
– Você deveria parar de fumar – Disse aquele que vivia com o músico fracassado, simplório, acordando repentinamente pelo incômodo cheiro de cigarro atingindo o olfato. Tinha o nome de Himchan, era tão delicado quanto cada letra de seu nome. Talvez fosse isso que atraiu YongGuk em uma sexta nublada de frio; O rapaz que vendia cigarros, mas não fumava. Tampouco falava, mas tinha um bom papo. Era homem, porém isso não foi detalhe de grande importância quando beijou aqueles lábios do mesmo jeito que beijou garotas, e concluiu que a única diferença era que beijar Himchan era melhor.
– Não posso – Soltou o ar, dizendo quase em um suspiro ao jogar a cabeça pra trás e observar o teto. O teto deve ser algo tão branco como o papel sem ideias, já que até as paredes tinham algumas manchas vermelhas de paranoia – Cigarro me lembra você.
– Por quê? Pois os vendi pra você há uns meses atrás? Ou- – Se sentou preguiçoso na cama, portando meia curva de travessura nos lábios - está viciado em mim?
YongGuk riu, respondendo tendo a esquerda com o cigarro e, novamente, a direita com a caneta enquanto escrevia o que dizia – Porque eu gosto mesmo me fazendo mal – Se sentindo um poeta pela frase mais clichê que já disse.
No fundo Himchan achou aquilo bonitinho, frase de um dos tantos filmes de décadas atrás que YongGuk insistia em ver. Só que na realidade ele concordava com cada palavra que compunha aquela sentença. Eles tinham uma boa conversa, uma boa conexão, porém também tinha momentos de desvio, onde gritos faziam as paredes tremerem, Himchan bater a porta louco para quebrá-la enquanto YongGuk se fazia lúcido nas cervejas guardadas no frigobar.
Os dois eram amigos, depois amantes, agora nem YongGuk, tampouco Himchan sabe o que são. Talvez a definição para eles fosse dois rapazes que preferem gastar as horas com reclamações do cheiro do cigarro, bebidas, aquelas conversas aleatórias e uma boa transa.
Depois das ditas discussões sempre vinha o sexo, e este com as amarguras e vinganças de quando trocaram palavras como socos era melhor ainda. Himchan arranhava a pele sedento pelo vermelho do sangue, não se arrependendo de deixar as unhas crescerem mais que o usual. YongGuk tinha os braços fortes, musculosos, isso era bom pois fodia Himchan tão duro e reto que se pudesse, tornava os gemidos em partituras e tocava no violão, sem egoísmo de sua parte sob o timbre rouco.
Infelizmente, quando o orgasmo atingia e Himchan o virava as costas para dormir, YongGuk sempre chorava silencioso, com um dor companheira no peito.
Não viu, mas pela sombra e pelos sons deduziu que ele havia pegado uma cerveja, bebendo-a enquanto fitava a janela com o ambiente recheado pelo cheiro da droga.
– Elas estão cantando hoje – Comentou sem ânimo, tomando mais um gole da bebida amarga – Você deveria cantar com elas, ou sobre elas – Volveu o olhar á YongGuk que tinha o fim do cigarro nos lábios e as cinzas no papel, se aproximando do fracassado.
Deixou o cigarro no papel de uma única frase, esperando que a pequena e tímida chama queimasse-o; não só o papel como a mesa de madeira, transcendendo o fogo pelo resto do apartamento. Sabia que isso não aconteceria, o fogo desapareceu ao afundar a ponta naquele pedaço de estresse.
Sentia mãos invisíveis contra seu pescoço, apertando a pele e retirando a alma do corpo. Tinha vontade de chorar, mas engoliu com dificuldade – Me sinto sufocado. – A voz atingiu os ouvidos de Himchan como se ouvisse os choros trancados do outro – E eu odeio o canto das cigarras.
– Então cante sobre o que te faz mal, mas mesmo assim você gosta – Sugeriu o oferecendo em silêncio a cerveja, apoiando o queixo na curva de seu pescoço ao abraçá-lo meio desajeitado, deixando seus lábios formarem estalos de beijos contra a pele em meio à fala sofrida – Só não cante sobre sua maior dor e não grite, soque, bata a cabeça contra a parede que nem da última vez, isso me dói demais.
“Isso me dói demais” a frase se instalou no corpo de YongGuk junto ao líquido, tendo também instalado em sua mente a pergunta de como seria essa dor de Himchan. Se era como a sua, se tinha remédios ou simplesmente só era necessário um abraço.
YongGuk era depressivo; Gostava de pensar que se não fosse por Himchan e seu cigarro, a tarja preta em alguma gaveta já teria sido usada faz tempo.
Ele se perguntava há quanto tempo mais Himchan iria disfarçar o buraco negro de seu coração, e não criar ganas para entrar em um coma alcoólico.
O cigarro era uma morte lenta; Ele já estava morrendo faz tempo. Himchan via isso nos olhos fuscos de Bang e cada vez mais a vontade de atrasá-lo na vida crescia junto ao, quem sabe, um sentimento estranho em seu interior.
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Sinopse: [MINJAE/PWP] Sungjae não esperava por isso. Com certeza, não.
AVISO: Essa fic foi postada originalmente como uma twoshot, mas devido a demora de repostá-la no tumblr, a juntei em oneshot! Ah, MINJAE!SUNGJAE SEME
(Comentário sobre esta oneshot deverá conter a sigla TR no final, ou inicio da mensagem)
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Sungjae não esperava por isso. Com certeza, não.
Nem ao menos sabia em que momento MinHyuk o amarrou em uma cadeira, só com uma boxer protegendo seu corpo. Por um momento de reflexão lembrou das bebidas que o mais velho o oferecera, eram fortes e machucavam sua garganta, no entanto, desciam como o melhor refresco que já tomara. Jamais pensaria que sua aventura com álcool resultaria nisso.
Mas esse era só o começo do resultado. Do pouco que se recordava do local acharia que estava no quarto do moreno, seu olfato reconhecia o perfume forte, aquele mesmo perfume que atraía e despertava vontades pelo corpo bem esculpido de MinHyuk.
Tentava soltar as mãos do pano que estava preso em seus pulsos, mas estava fraco, talvez suas roupas tenham sido levadas com suas forças. Abriu os olhos devagar, sonolento, visualizando faíscas de luzes até a visão se acostumar com a iluminação mediana do ambiente.
– Oh, você acordou – Ouviu a voz soar surpresa da porta do quarto, e passos rápidos até seu encontro. MinHyuk, com um sorriso nos lábios e diamante nos olhos, se aproximou tão torturante como ponteiros de relógio, ajoelhando na frente do maior com as mãos em seus joelhos.
– Hyung, ah, – Dialogou doloroso, lutando contra as cordas vocais ao gemer pelo toque elétrico de MinHyuk sob sua pele quente – O que vai fazer comigo? – A pergunta soara ao ar com curiosidade, desespero pelos tambores do coração e o hálito embriagada de Yook, ainda tentando desatar os nós em seus pulsos.
– Eu não vou fazer nada com você, Sungjae-ah – Respondeu inocente, piscando como uma criança diante de acusações, com um aegyo na expressão que fazia o outro derreter em seus momentos sãos – É você que tem que se controlar a não fazer nada comigo. – Já de pé, de costas ao rapaz confuso, fazia seu caminho à cama até suas costas encontrassem os pulos do colchão grande.
- Mas como-
– O laço está frouxo, mas você está fraco pela bebida e pelo sono, não consegue soltá-lo caso realmente queira. E eu sei que agora você não quer – Explicou livrando-se com cautela os botões negros da social azul, tirando a veste superior antes dos dedos encontrarem o couro negro do cinto e frieza do zíper – Isso é como um desafio, até quando você será capaz de aguentar.
A testa enrugada em duvida e a boca minimamente aberta por ar deixava em explícito a confusão e, talvez, receio do maior. Sentia as palmas suarem frio e o coração bater cada vez mais forte contra seu peito, parecia com um certo medo das próximas ações de MinHyuk, mas também estava ansioso para o que seus olhos presenciariam.
MinHyuk, já livre da calça e da camiseta, esbanjando seu abdômen definido e pernas bem torneadas, fazia SungJae salivava, louco pelo desejo de tocar aquele corpo tão longe e tão perto do seu.
– Agora fique quieto e aproveite o espetáculo. – Disse já deitado, transformando a feição em malícia, luxúria, promovendo o pecado com seu corpo.
– Hyung... - SungJae gemeu com a visão de MinHyuk lambendo dois dedos da esquerda, rodeando a língua pelas pontas enquanto a mão vaga passava por seu corpo.
– Ai, imagino seus lábios passeando por minha pele até encontrarem meus mamilos e ah - Um gemido pelo contato dos dedos molhados com a sensibilidade de seu mamilo, gemendo por sua imaginação, por SungJae o tocando e judiando de seus botões com os dedos – como seria bom você mordendo eles, sugando com força, deixando a sua língua brincar por aqui. – Gemia em meio de sua fala, de olhos fechados, mordendo lábio e rodeando o polegar em sua sensibilidade.
SungJae suava frio, tinha o coração apertado e a boca salivando por aquele corpo. Tentava desviar o olhar daquele que marcava o próprio abdômen com as curtas unhas, lentamente, torturando SungJae com a perfeição de suas ondulações.
– E suas unhas curtas arranhando meu abdômen, ah, você gosta dele, não é mesmo? Você iria gostar mais após beijá-lo, morder-lhe a pele e ah - Disse MinHyuk observando o mais novo arfar, inconscientemente lamber os lábios e livrar um gemido mediano, que atravessou a audição de MinHyuk e foi direto ao seu pênis.
O Yook, não muito diferente daquele que o provocava, sentia o membro repuxar em seu ventre e o volume se fazer presente no tecido branco preso à pele. Mas diferente dele, MinHyuk podia tirar a peça íntima e livrar seu pênis, não tardando a levar uma mão a este.
– Ah, Sungjae-aah – Gemeu mais alto do que das outras vezes ao apertar sua glande, deslizando os dedos pela extensão de seu pênis enquanto a outra mão tinha os dedos em sua boca, umedecendo-os com os toques de sua língua – Imagino como seria suas mãos grandes me marcando, me tocando com força, ah - Masturbava-se em demasiada lentidão quando penetrou um de seus dedos lubrificados com sua saliva em si, arqueando no colchão pela não costumeira invasão, afinal, era acostumado com a pressa do mais novo do que com seus próprios dígitos - E seus dedos grossos entrando em mim, ah, entrando e saindo, seria tão bom. S-SungJae-aah-
Não estava mais suportando apenas observar MinHyuk em seu deleite, de olhos fechados, gemendo sem pudor o nome seu e penetrando mais um dedo. MinHyuk se contorcia por sua imaginação, desejando que SungJae encontrasse forças e enfim desatasse os nós mal feitos nos pulsos.
E isso foi feito. Se antes o pano apertava a pele, agora deslizava como seda, suave ao solo, podendo controlar a respirar – ou tentar – assim que seu corpo levantou, livrando a peça íntima sem cerimônias, buscando por ficar acima daquele corpo tão bem modelado; O corpo dos seus sonhos mais íntimos totalmente entregue a si, mais uma vez.
– MinHyuk-hyung... – disse rouco, em quase um murmúrio, fazendo o mais velho respirar pesadamente em resposta.
– SungJae-ah – A voz soou em tom de desespero, manhã, com uma ponta de dor em cada sílaba – Não diga nada, só me- – Suas mãos foram até a nuca do outro, fazendo-o descer a cabeça até que a distancia entre sua boca e o ouvido fosse mínima. Gemeu de propósito, em uma provocação explicita antes de continuar sua frase – só me foda, e com força. Por favor.
SungJae riu breve pois sentiu no hálito quente – e talvez um pouco, mas bem pouco embriagado – cada um desses sentimentos; manhã, dor, e desespero. Principalmente desespero.
Passara as unhas pelo abdômen judiado, sentindo as breves ondulações nas pontas dos dedos, deixando que seu membro latejasse ainda mais por aquele corpo – Você quer que eu te foda, hm? É isso? – Perguntou tão inocente quanto aparentava ser, olhando tão profundo nos olhos de MinHyuk que pode ver a luxúria; este pecado brilhando em suas pupilas.
– Aham, não sabe o quanto – Respondeu entre buscas por ar, contornando suas pernas na cintura de SungJae, tentando preencher seu interior com o maior.
Ele desceu as mãos em trilhas vermelhas de suas unhas até a parte inferior de suas coxas, apertando-as. A língua encontrou o sabor salgado de MinHyuk de forma lenta quanto foi o percurso até chegar ao pescoço. Os dentes morderam, mas a intenção não era marcas ou sucções, era aquilo que MinHyuk promovia desde o momento em que deitara na cama; Provocação.
– Está com pressa, Hyung? – As palavras bateram contra a pele conforme se direcionava a um dos mamilos rígidos. A ponta da língua sob a sensibilidade tocou como prova, primeira degustação – Temos que fazer as coisas com calma, ah- – E no decorrer de sua frase, seu pênis deslizava adentro de MinHyuk, que tinha a boca cada vez mais e os gemidos soassem cada vez mais altos.
Com certeza a sensação dos dedos era uma imensidão de diferença em comparação com o órgão pulsante, sendo pressionado por suas paredes interiores. SungJae se afundava naquele corpo tão devagar,delicado, talvez, buscando no sabor da pele de MinHyuk forçar para meter-lhe sem dó.
Os dedos de MinHyuk, finos, bagunçavam e se fincavam entre a maciez dos negros fios de SungJae, sentindo o típico incomodo suportável, mas disfarçado pelos toques em sua cintura e beijos em sua pele, do torço até o pescoço, do pescoço ao queixo.
Se ele pudesse, teria gemido mais, gemido as vogais, gemido sua dor e o nome do outro o mais alto que pudesse até sua garganta arder em fogo e os ecos chocarem fortes contra as paredes. Mas SungJae, na primeira estocada, violenta e funda, tampou a boca pequena e seus gemidos, suplicas, ao beija-la enquanto iniciava seus movimentos do jeito que MinHyuk gostava.
Às vezes MinHyuk arfava, abria a boca mais por liberdade do que contato mais intimo do ósculo. SungJae sorria entre o toque dos lábios, separando-os e permitindo aquele MinHyuk deixar suas vontades ao ar.
“Ah, SungJae-ah, assim, assim, forte-forte, mais” Era o que ele proferia em cada vai e vem de SungJae, sentindo-se livre em rabiscar as costas brancas com linhas avermelhadas, frutos de seu prazer.
MinHyuk gostava do sexo com SungJae, esses ocasionais que só aconteciam por brincadeiras com bebidas. SungJae parecia ter uma mania de gostar de observar de perto a expressão de prazer de MinHyuk, tão centrada naquele rosto que seus movimentos se tornavam mais duros contra só pra vê-lo sofrer, com o lábio contra os dentes e contorcer o rosto. O mais velho, em noites em que ele ficava por cima e cavalgava e rebolava constantemente, via SungJae gemer tão baixo, constrangido pela sensação, que achava aquilo fofo.
Até mesmo naquele momento SungJae era fofo com o brilho da pele e alguns fios da franja como imãs a testa, e continuou o impulsionando com “Hm, a-ai, isso é tão bom, SungJae-ah” aquele ah era sempre um gemido “E eu acho que vou-”
Seu membro era negligenciado pela fricção do Yook, e isso, de alguma forma, amenizava sua vontade de se tocar. Pelas unhas violentas e urros de seus espasmos, MinHyuk expeliu seu êxtase, branco, tanto em seu corpo quanto no do outro. Não demorou até que SungJae sentisse seu fim, aquelas paredes o apertaram mais do que o comum e um “Você é bonito, hyung” veio junto ao sêmen no interior de MinHyuk.
SungJae caiu ao seu lado, exausto, satisfeito, sentindo o coração como tambor e a respiração sem compasso. MinHyuk não estava totalmente satisfeito, este foi o porque dos dedos levarem o próprio gozo a boca, e depois descer a língua ao branco da pele orvalhada do outro, limpando a sujeira que tinha feito.
De todas as cenas eróticas que presenciou naquela noite, essa com certeza foi a melhor a sua visão. O músculo de seu hyung bailando em seu abdômen, subindo pintado de branco a sua boca, e provando daquele sabor tão incomum ao paladar.
Nós deveríamos repetir isso mais vezes. Só que da próxima será você se masturbando na minha frente, com minha boca pressa por uma mordaça, salivando pra te chupar.
A proposta foi interessante.
“Você não resiste a mim”
MinHyuk riu.
“Você é fofo”
E SungJae se escondeu nos mares das cobertas, como sempre.
O problema era olhar que o deixava desconfortável
Em uma noite dessas, degradê do dia de semana estressante para os dois dias de tranquilidade, o grupo de amigos se divertia com os botões coloridos do controle e erros no jogo. MinHyuk havia convidado os amigos para partidas de futebol no videogame pouco usado com pizzas recheadas de risadas geradas pelos rapazes, afinal, fazia tempos – ou alguns dias, na realidade – que eles não gastavam horas assim.
SungJae tinha a atenção fixada no jogo de EunKwang e Peniel, aparentemente interessado, ouvindo os comentários de seus hyungs em forma de zumbidos, por que por mais que o sofá fosse espaçoso e macio, sentia a pele queimar sob os olhos de MinHyuk na outra ponta deste.
A proposta foi de seu interesse, mas também motivo para constrangimento.
Entre um segundo e outro ele tornava a visão à MinHyuk. Ele passava a língua nos lábios devagar, provocante, umedecendo-os para depois cravar entre os dentes. O mais novo virava a cara rapidamente, tentando engolir toda a vergonha e nervosismo acumulados na garganta.
Os dois eram separados por três amigos; ChangSub que achava os aplicativos tão pouco utilizados no celular mais interessantes que o jogo, Ilhoon que aguardava por sua vez e HyunSik com a cabeça em descanso no ombro de Ilhoon enquanto brincava com os botões da camisa do outro, já que qualquer coisa era mais interessante que os urros de animação daqueles que jogavam.
A sedução, aquilo que MinHyuk fazia com o maknae do grupo, não tinha olhares além ou interrupções. Podia bem passar a mão – discretamente – sobre seu membro coberto sem sinal de excitação e um indicador a boca, mordendo o dedo, sem intenção alguma de acabar com o contato visual com o maior.
Aquilo para SungJae foi demais, já sentia seu pênis dar leves pulsações e a respiração dava sinais de falhas. MinHyuk era ousado, e antes mesmo que ele pensasse em mais provocações, o Yook levantou meio cambaleado e pediu Licença em direção ao banheiro, dando mais espaço para que ChangSub dormisse em seu lugar.
MinHyuk formou a típica malícia nos lábios, impressionado com a forma que SungJae era tão facilmente provocado. Isso lhe deu vontade de pedir para que esquecesse da proposta inicial e o fodesse forte contra a parede, o fazendo gemer sem pudor, sem vergonha alguma para que os outros ouvissem.
Minutos depois levantou e foi até seu quarto, procurando na escuridão do ambiente a mordaça de couro que fora deixada estrategicamente na cama, facilitando sua busca. Uma nova partida se iniciava no jogo, Ilhoon tomou pose do controle do mais velho do grupo, e provavelmente pela bagunça entre organização, risadas e indignações de EunKwang não ter jogado limpo, a falta dos dois não era algo de grande preocupação.
Ao abrir a porta ao encontro de SungJae, seu sorriso se esticou ao toque da chave trancando os dois em sua brincadeira particular. Encontrar SungJae sentado no sanitário, ofegante, com os jeans aos pés e o tecido azul de sua veste íntima destacando a mancha escura do quão animado estava, fez MinHyuk salivar, tendo uma ponta falsa de decepção no tom de voz.
– Já ia brincar sem mim? Poxa, assim você deixa seu hyung chateado – Dialogava aos passos daquele que necessitava de satisfação, ajoelhando com calma entre as pernas do maior, mostrando a mordaça – Isso que faz tudo ficar mais divertido. Vem me ajude a colocar.
O Yook sentia nos dígitos a textura da mordaça negra, e perguntava-se mentalmente como pode ficar, bem, duro só com a visualização da língua rosada de MinHyuk, imaginando que do mesmo jeito que ela provocava nos lábios, poderia o levar ao ponto máximo na extensão de seu pênis. O simples pensamento atingiu seu órgão sedento por liberdade, e após respirar fundo, trocou as primeiras palavras com o mais velho.
– Hyung...você poderia-? – Umedeceu os lábios rapidamente, percebendo que como MinHyuk se encontrava, de joelhos a si o olhando de baixo, era excitante – Você poderia me beijar? – MinHyuk riu do pedido, mas não deixou de achar fofo que mesmo em uma situação dessas, ele ainda portava aura de criança e falava tão inocente quanto uma.
Cessou o riso e um Claro fora a resposta quando seu rosto estava a mínimas distâncias do de SungJae, formando um beijo tão doce como a forma que o rapaz era amável, gentil, doce e cuidadoso do mesmo jeito que o maior levou uma das mãos à nuca de MinHyuk , aprofundando o beijo com o músculo desejado.
O beijo não demorou muito, pois uma das mãos do mais velho tocou o interior da coxa do outro, a sentindo queimar como o sol de verão, e o tom de voz baixo e rouco o atingiu forte ao falar – Agora me ajude com isso, que eu estou louco para te chu-
– Hyung! – Teve advertência na voz do Yook, talvez vergonha também pelo uso da palavra vulgar, mas independente do que fosse, MinHyuk se divertia com o mais novo.
MinHyuk se ajeitou na posição inicial, apenas sentindo a bolinha contra os dentes e língua, e os leves toques que sentia da pele de SungJae tocar seus cabelos castanhos ao fechar a fivela. Quando percebeu que o outro estava pronto, seus dedos finos deslizaram a cueca aos poucos e, salivou e arfou por impulso quando viu cada veia vibrar não muito longe de seu rosto.
Aquilo era realmente uma tortura. Acompanhava com o olhar o polegar massagear e espalhar o pouco de pré-gozo sob a glande, e logo o conjunto de dedos trabalhavam no prazer, fazendo com que cada gemido da boca de SungJae atingisse MinHyuk de formas diferentes.
Este massageava as coxas fartas daquele que o torturava, gemia em cada sobe e desce de mãos e mordia a bolinha na boca, tentando controlar suas vontades. MinHyuk não conseguia nem controlar o volume entre as pernas, quem dera a saliva que se formava quando sua língua tocava mais sedento no brinquedo como se fosse o pênis do outro.
Agora quem se divertia era SungJae, pois ele ditava seus movimentos contra seu próprio membro de forma rápida e a atenção de MinHyuk estava nisso, em como a pele sensível era judiada e a glande se tornava cada vez mais brilhante, assim como seus olhos.
Mas MinHyuk era muito imperativo, não se deu contra de seus atos quando uma das mãos subiu em leves arranhões até a base, ajudando SungJae a se masturbar, se esforçando em ignorar sua ereção. Os movimentos das mãos com os dedos delicados eram uma boa combinação, perfeita. Ele dava seu melhor para não gemer muito alto, mesmo com o som da tevê alta mais do que o de costume e os resmungos, tinham momentos que ele se esquecia disso.
Era MinHyuk que tinha a vontade limitada, porém, aquele voyeurismo todo estava o deixando louco, e quando MinHyuk gemeu em alívio quando a mordaça não o prendia a boca e machucava a pele, podendo enfim sanar as ganas de ambos.
Se antes o mais velho era vidrado somente na ereção de SungJae, agora havia colado ela na feição deste, não querendo perder uma contração que fosse. O hálito quente tocou o topo do pênis, estremecendo o corpo grande.
A língua deu uma, duas, três lambidas no gosto do gozo que havia por lá, até que contornasse seu caminho nas veias que pulsavam na ponta do músculo, indo até a base para que, provocante que era, retomasse o caminho até o topo, fechando os lábios e sugando a região.
SungJae sentia alguns fios colarem na testa e o ar faltar nos pulmões, a boca se abria cada vez mais em busca de oxigênio que insistia em faltar. As pálpebras repousaram apenas para sentir o início de seu pênis fodendo aquela boca rosada, mas os abriu rapidamente já que o contorno dos lábios em volta de seu membro era lindo demais para não ser visto.
O mais velho sentia cada mais rápido a textura do membro contra sua língua, tendo cuidado para os dentes não esbarrarem, pois sabia o quão doloroso e desconfortável era. Sentia o topo tocar forte contra sua garganta quando os dedos grossos se bagunçaram em seus fios, impulsionando mais os movimentos, sentindo que gozaria a qualquer momento.
Ele também – ou tentava – o masturbar em movimentos contrários de sua boca, ganhando em seguida uma caricia nos cabelos assim que, não só SungJae, como o próprio MinHyuk havia gozado em sua veste íntima. Engolia o sêmen sem hesitação, com os olhos nos olhos do maior, não perdendo uma gota sequer mesmo quando a ponta da língua buscava os últimos vestígios na glande, sorrindo brincalhão e ganhando um sem jeito do outro.
SungJae, com o dedo, limpava o rosto e trazia à boca do outro o gozo que havia lhe sujado o outro
Pelo visto você gostou muito, disse MinHyuk
Hm? Confuso após ganhar um beijo no dígito
Pensei que eu não ia conseguir engolir tudo, foi muita po-
Hyung!!!
MinHyuk todo o deixava desconfortável, mas ele gostava disso
Título: Sweet As You (Doce como Você); Couple: EunJi x YoungJae (A-PINK/B.A.P); Gêneros: Romance, Fluffy, Colegial, Universo Alternativo; Avisos: Heterossexualidade.
Sinopse: [YOUNGJAE!EUNJI] "EunJi se preocupava mais se os chocolates ainda permaneciam inteiros do que se trouxe o livro de matemática."
(Comentário sobre esta oneshot deverá conter a sigla SAY no final, ou inicio da mensagem)
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Narrado Em Terceira Pessoa
EunJi se preocupava mais se os chocolates ainda permaneciam inteiros do que se trouxe o livro de matemática. Já viu tanto a data no calendário do celular que achava que ela e 14 de Fevereiro se tornaram amigos. Andava tranquila em companhia da amiga Naeun até o colégio, EunJi tinha noção que Naeun debulhava palavras e palavras sobre algum garoto mais novo que ela, mas sua concentração estava, novamente e fixada, nas mãos que seguravam o pequeno pacotinho transparente, do qual continham uma dúzia de pequenos pedaços de chocolates e alguns biscoitos.
Chocolates e biscoitos que foram feitos no dia anterior, com pressa e amadorismo culinário. EunJi não experimentou os doces caseiros, então tinha receio do chocolate estar amargo ou ter trocado açúcar pelo sal no biscoito. Uma gota fria de suor deslizou pela lateral do rosto, “Será que eu coloquei sal ao invés de açúcar?” pensou em desespero, parando estática no caminho, confundindo a amiga.
- Unnie? – Perguntou ao se deparar com EunJi de boca aberta, parada no meio da caminho com os olhos fixados no desdém – Vamos, EunJi, vamos antes que o portão se feche – Disse fazendo seus passos à EunJi e a empurrando levemente, ditando os passos da própria.
- EunJi-unnie, você consegue, é só ir lá e entregar para ele – NamJoo explicou lentamente, tão lento que EunJi conseguiu sentir as palavras serem absorvidas por sua mente. Elas estavam encostadas na porta em um das salas do segundo ano, a sala dele, encostadas de uma forma discreta, não desejando por serem percebidas pelos alunos da sala. Era uma cena cômica.
- Ou você pode simplesmente jogar daqui. A distancia não é tanta, e você é ótima nos arremessos já que joga baseboll – Comentou a mais nova com um sorriso no rosto e diversão na voz. Ela tampouco duvidava que EunJi fosse capaz de fazer isso.
A de longos cabelos castanhos agradecia por ser intervalo, por menos da metade da sala não estar presente, e por ser boa em corrida pois nem viu a reação de YoungJae assim que o saquinho bateu contra sua cabeça, arrancando longos e altos risos do amigos DaeHyun.
NamJoo e EunJi já estavam em uma boa distancia da cena do crime, isso é, se descer duas escadas e chegar até a agitação do refeitório for uma boa distancia, sim, elas se distanciaram bem. A jovem de cabelos curtos, cor de mel, ria tão doce quanto o próprio o mel, procurando apoio na parede. Diferente dela, EunJi buscava o fôlego perdido devido a corrida, passando os dedos entre os finos fios castanhos ao recordar do detalhe que fazia todo ano.
Colocava seu nome e sua sala nos saquinhos de doces de Valentines Day, pois nunca entregava de forma convencional, e esse ano não foi fora do usual.
EunJi não sabia se tremia de ansiedade pela resposta – por mais que soubesse que só viria daqui há um mês – ou se tremia de, bem, açúcar e sal. Então, naquele dia como nos seguintes, até o dia quatorze do próximo mês, EunJi iria ser a ultima a chegar e a primeira a ir embora. Isso porque queria evitar até a sombra de YoungJae.
As peles se aveludaram ao laranja do pôr-do-sol, e EunJi via de longe a cena com força nos dentes e raiva nos olhos. Observava discreta, assim como estava horas atrás na porta, YoungJae e Sunhwa estavam de frente um ao outro, com um pacote de chocolates entre eles.
Parecia uma cena de dorama, parecia até engraçada, mas não era. EunJi com o foco de uma espiã ao “casal”, Sunnhwa aos tons de rosa entregando o doce de São Valentim, YoungJae, um tanto constrangido, uma mão acariciando a nuca e a outra guardada no bolso, sorria bobo.
EunJi não gostava nada disso. Se visse qualquer objeto ameaçador faria o mesmo que fez mais cedo com YoungJae, só que com outras intenções em Shinhwa.
Se EunJi já havia saboreado da neura de sua duvida, as avalanches de sua exaltação, agora morria pelo ciúmes e desespero. Talvez, só talvez mesmo, queria que YoungJae não tivesse pegado os chocolates de Sunnhwa. Mas ele pegou, dando chance de correspondê-la.
Março chegou arrastado como relógio de areia , devagar e torturante. Já era dia quatorze, White Day, dia de ser correspondida e EunJi tinha noção que não seria correspondida assim como nos anos anteriores.
Uma de suas amigas, a Naeun, havia ganhado sentimentos de volta pelo tal garoto mais novo, espalhando felicidade ao sorrir com os biscoitos em mãos. Boa parte das meninas de sua sala visualizava corações e, comendo os biscoitos feitos de Taemin à Naeun, EunJi se perguntava o quão feliz Sunnhwa estava por degustar das doçuras de YoungJae.
No final do dia, quando caminhava tão devagar quanto o movimento do vento contra as folhas, pode ver aquela lá passar correndo por ti, talvez correndo de felicidade. A felicidade alheia a irritou, mas foi passageiro já que YoungJae, tão de repente como mágica, apareceu em sua frente com o saquinho transparente com seu nom nele. No entanto havia doces diferentes daqueles dados em um mês atrás. EunJi estranhou isso.
- O que foi? Veio devolver? – Sem animo na voz, perguntou.
YoungJae negou com os movimentos da cabeça e respondeu – São para você – Entregando o pacotinho do mesmo jeito que Sunhwa o entregou.
- O que? – Indagou pegando-o com urgência, porém, com aquele grande sorriso no rosto. Não soube se envergonhou ainda mais YoungJae quando o abraçou aos pulos, dialogando palavras sem nexo.
Quando apartou o abraço e os dedos se entrelaçaram, EunJi selou aquela bochecha fofa que sempre sonhou em beijar, agradecendo internamente por finalmente ter sido correspondida.
- Então nós dois estamos...? – Havia ansiedade na voz. Não só na voz como em toda sua expressão facial, esboçada pelos olhos brilhantes e sorriso largo.
- É, acho que formamos algo para chamarmos de nosso – Explicou com um tom de vermelho no rosto, abraçando EunJi pelo ombro, e observando sua recém namorada quase surtar ao abrir e comer os primeiros doces.
Quando caminharam EunJi pode perceber que suas sombras ficavam bem juntas, e riu de sua própria conclusão.
YoungJae-ah, os biscoitos estavam salgados, não é?
Não, amor, eles estavam doces, assim como você.
E ela sorriu junto ao biscoito que era tão doce quanto ela.
Título: Love Letter (Carta de Amor); Couple: DaeJae (B.A.P); Gêneros: Yaoi, Fluffy, Colegial, Universo Alternativo; Avisos: Homossexualidade, Heterossexualidade.
Sinopse: [DAEJAE/FLUFFY] "Às vezes se encontrava procurando por alguém que o acalmasse, que trouxesse toda a tranquilidade que essa canção continha. “Você não está sozinho, estou aqui com você”, perguntava-se todos os dias se encontraria alguém que usufruísse sua carência."
AVISO: Citação de A-PINK EunJi.
(Comentário sobre esta oneshot deverá conter a sigla LL no final, ou inicio da mensagem)
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“Seria um ótimo dia, caso não fosse segunda-feira” pensava o jovem YoungJae enquanto caminhava em passos preguiçosos até a instituição de estudo. Os olhos miravam à frente, mas a mente estava no alto. Michael Jackson cantava em seu ouvindo aos sonetos de You’re Not Alone, relaxando a alma pelos arranjos dos instrumentos em conjunto com a bela letra.
Às vezes se encontrava procurando por alguém que o acalmasse, que trouxesse toda a tranquilidade que essa canção continha. “Você não está sozinho, estou aqui com você”, perguntava-se todos os dias se encontraria alguém que usufruísse sua carência.
Chegou ao hall escolar, se dirigiu ao pequeno armário que guardava os sapatos casuais e trocava pelos brancos escolares. Porém, ao abri-lo, um singelo papel branco voou aos seus pés. Estranhou, franzindo o cenho ao observar o papel e, suspeitando, olhou ao redor. No hall havia mais ninguém, no entanto nos corredores tinha uma colher de pessoas, poucas pessoas. Não reconhecia os rostos, então se agachou e pegou o papel repousado ao chão.
Estava dobrado no meio e ironicamente estava cheiroso. Cheiro de perfume doce de mulher. Não aguentando a curiosidade, o abriu e se deparou com uma letra bonita; letra de mão igual àquelas grafias dos tempos medievais. Sorriu, passando a ler à escrita.
“Acordou-se e foi-se a reclamar – Ah, que dia chato –. Diferentes de quem reclama, os pássaros cantam felizes por mais um dia. Voam sempre acompanhados, livres por suas decisões até que um predador devore o amor livre. Mas eu sou um pássaro, e sou livre. Aceita ser livre comigo e cantar nosso amor todos os dias?”
Ao termino de sua leitura ele estranhou “Com certeza colocaram no armário errado” pensou em conclusão, guardando o bilhete no bolso frontal da calça, voltando a trocar o tênis esporte pelos brancos obrigatórios.
Sem muito ânimo as pernas subiam as escadas, levando o corpo até o segundo andar. Como ímãs os olhos encontraram EunJi sorrindo as amigas, a visão tornara-se apaixonada e corações, flores voavam ao redor da bela jovem e anjos tocavam a sinfonia das harpas. Não sabia ao certo o que sentia por EunJi, mas sempre que estabelecia uma conversa com a colega de classe a voz perdia o caminho e os dedos deslizavam pelas palmas suadas.
Chegou ao seu destino, penúltima carteira ao lado da janela, de frente ao amigo DaeHyun que lia algum livro desinteressante a YoungJae. Ouviu um “Bom dia” do amigo ao sentar-se enfim, encostando o cotovelo na mesa de DaeHyun e o queixo na palma, respondeu:
– Hoje o dia está lindo, não? – Falou de modo inconsciente, aos suspiros, admirando EunJi divertindo-se com a conversa amigável. DaeHyun formou uma careta ao rosto e murmurou um “Aish” em desaprovação, guardando seu livro no apoio debaixo de sua mesa. De repente YoungJae acordou e recordou do acontecimento anterior, libertando o papel de seu bolso e mostrando ao confuso DaeHyun – Olha, DaeHyun-ah, isso estava no meu armário, será que foi ela?
Lendo o papel em mãos DaeHyun respondeu tedioso – Não seja iludido, ela não perderia tempo escrevendo coisas bregas-
– Wah – YoungJae exclamou em surpresa ao achar mais um bilhete delicado, dessa vez na pequena estrutura debaixo de sua carteira – Mais um! – Sentiu o coração acelerar, e como se tocasse nuvens tocava no papel, perdendo o controle do tamanho de seu sorriso.
“Se deseja ser livre e espelhar amor junto a mim, me encontre no terraço depois das aulas. Caso não, jogue os bilhetes no lixo do refeitório no horário do intervalo.” Estava escrito. O segundo papel tinha o mesmo perfume, a mesma caligrafia e um pote de esperanças a YoungJae.
– DaeHyun, olha, olha! – Sua voz estava feliz, animada, e se controlava para não levantar da cadeira e pular em alegria – Ela quer me ver depois da aula! – O moreno riu do outro, ele estava tão fora de si por sua paixonite por EunJi que chegava a ser cômico. Mas o sorriso morreu ao ouvir – E você vai me acompanhar.
– Eu? Por quê? – Perguntou incrédulo, em um misto de confusão e amargura em sua voz e expressão.
– Por favor, DaeHyunnie, preciso de alguém para me dar apoio – YoungJae juntou as mãos ao rosto, como uma reza, implorando ao Jung quase no degrade dos tons do desespero – Por favor, por favor, por favor-
– Yah. Ok, eu irei com você – Derrotado, acabou com as palavras repetidas de Yoo, observando com clareza o sorriso brincalhão de vitória em seus lábios. Aqueles lábios.
Uma segunda-feira nunca antes fora tão interessante a YoungJae.
♥ ♥ ♥
As horas foram se passando, e com elas, por consequência, diversas matérias e conteúdos futuramente necessários à prova. Professores ditavam palavras, liam textos no mais alto tom no silencio da classe, mas os ouvidos de YoungJae parecia ter sido tampados e o que rodava em sua mente era o brilho de EunJi; Seu sorriso, sua postura, as cartas deixadas e o breve encontro com a jovem.
Discretamente olhava as nuvens, o céu límpido e um par de pássaros voando como dó-re-mi. Sorriu bobo, “É eu e ela” pensou quando as aves passaram por sua visão.
Estava tão desperto do mundo real que os toques em seu ombro por DaeHyun eram despercebidos ao seu tato, só voltando do mundo de suas fantasias quando o outro puxara sua bochecha com certa força, liberando um gemido de dor.
– A aula acabou faz minutos, desistiu de construir um ninho com a EunJi? – Perguntou divertido em provocação, observando a rapidez e agilidade de YoungJae em guardar seus pertences escolares.
– Nunca! – Respondeu firme, sendo seguido pelos risos de Jung até a saída da classe, tomando rumo às escadas que levavam ao terraço.
Os pés batiam fortes contra o chão aos toques de seu coração contra o peito, com uma pressa incomum. Quando os dígitos tocaram a maçaneta cromada, permitindo que a porta abrisse, foi como se uma luz branca, cegante, angelical, tocasse seus olhos. DaeHyun ao estranhar o outro estático em sua frente, impedindo que pudesse enfim tocar os pés no terraço, empurrou YoungJae, perdendo-se em passo e caindo ao chão, levantando segundo depois.
Na paisagem do fim de tarde e nuvens alaranjadas, YoungJae questionou – Onde ela está? Cadê ela? Era para estar aqui – No desespero de suas emoções.
– Ela não vem – A resposta simplória de DaeHyun congelou YoungJae, com as mãos nos bolsos enquanto mediava passos ao centro do terraços, repetiu – Ela não virá.
– Por quê? Como pode ter certeza? – Cego por sua ilusão, atacava pergunta pela conclusão do outro, receoso.
– Ela não virá por que... – Mordeu o inferior após suspirar pesadamente, eliminando a falta de coragem do corpo e virando de frente a YoungJae – Lamento por eu não ser EunJi.
Estático, e um tanto quanto confuso e surpreso, YoungJae só pode murmurar um - ...O que?
– Fui eu quem deixou os bilhetes. Eu quem escreveu essas coisas bregas e lotei de perfume da minha mãe para você não desconfiar – Explicou constrangido, com os olhos no solo e dedos na caricia em sua nuca – Então, você vai jogar os bilhetes fora ou quer que eu faça isso por você?
Agora era YoungJae quem riu em diversão, ainda não crendo no ponto de clichê que DaeHyun chegou. Procurou as mãos de até então amigo e entrelaçou os dedos com os seus, fixando os olhos, e dizendo por fim – DaeHyun, você sabe que não sou assim, mas – Encontrou coragem nos olhos negros do moreno ao dizer – darei uma chance para nós.
– Isso significa que você quer construir um ninho comigo? – Perguntou aproximando seu rosto ao de YoungJae, arrancando-lhe um riso e não dando oportunidade de resposta pois, bem, os lábios se completaram.
YoungJae gostou da forma que DaeHyun tocou seus lábios; delicado, suave, com calma. Era como se corações voassem ao redor, anjos cantassem e o cenário se tornasse rosa, amoroso. As bocas se entreabriam, distribuindo selares mais carinhosos que os já depositados. Não era necessário toque de línguas, ou toques de mãos dançando nos corpos, apenas o entrelaço dos dedos e suavidades dos lábios já faziam YoungJae se afundar em um mar de amores.
YoungJae e DaeHyun voltaram para casa de mãos dadas e correndo pelas ruas, fingindo que eram pássaros ao infinito. Despreocupados com o seu redor.
N/A: Plot meia-boca, resultado bosta. Boa sorte pra quem for ler.
3PM
Estava sendo simpático – algo que não era, segundo HyoSung – na entrevista a revista japonesa, procurando por ser engraçado entre uma palavra ou outra. Sua pronúncia em japonês não era ruim, a entrevistadora se surpreendia por mais uma das habilidades do artista.
Respondia sobre as próximas atividades na terra do sushi; elogiava a culinária japonesa, exclamando pontos sobre as diferenças do lugar nativo. Fora pego de surpresa quando uma pergunta em questão tocou seus ouvidos, “Tem medo de amar e não ser correspondido ou, até mesmo, ser traído?” fora como um choque ao corpo, não sabendo bem o porquê, e as mãos começaram a suar frio.
Queria ser sincero sobre sua situação atual, mas havia perigosos. HyoSung, mais uma vez substituindo seu pai, colocou seriedade nos olhos quando um aflito Himchan a olhou. Fazia gestos negativos com as mãos, alertando de forma indireta para que Himchan não falasse o que tanto rodeava em sua mente.
Ajeitou a postura, engoliu o receio e respondeu – em japonês – junto ao som do coração forte contra o peito – Sim, o amor é essencial a todos e eu espero que quem me futuramente me ame seja tão fiel e confiável quanto eu – Encerrando a sentença com o alivio do sorriso, observando a amigável entrevistadora sorrir de volta, constrangida pela beleza daquela curva.
A entrevista veio ao término em apertos de mãos e agradecimentos, se despedindo da mulher de longos e negros fios em seguida. HyoSung com pressa nos saltos safira e braços cruzados se aproximava de Himchan encarando-o com fúria nos olhos.
- Você ia falar sobre ele, não é? – Perguntou em tom de acusação, seguindo o artista despreocupado até a saída da sala, tendo como acompanhamento alguns seguranças que por lá se encontravam.
Com a feição relaxada, o rosto foi enfeitado pelo nome Channel dos óculos de sol, e de sua boca a palavra que enfureceu ainda mais a jovem – Ciúmes? – Rindo sem humor após sua própria interrogação.
- Himchan, você tem que tomar cuidado com suas palavras, e com o que pensa também! O que aconteceria com sua carreira se soubessem que você tem um relacionamento com- bom, um rapaz!? – Havia ignorado a fala do outro, a cabeça doía mais que o desconforto dos sapatos de marcas enquanto livrava as palavras da garganta.
- Então você realmente está com ciúmes – Concluiu assim que um dos seguranças abrira a porta do carro preto, adentrando no automóvel em companhia da furiosa Jun, que ainda jogava farpas sob os atos anteriores do artista.
- Kim Himchan você-
- HyoSung, não preciso de você para me dar sermões sobre minha vida, ok? Eu tenho consciência do que falo, eu sei que JongUp é confiável, não se intrometa entre nossa relação. – A frieza no olhar de Kim calou a jovem, sentindo-se de alguma forma envergonhada pelo tom relativamente alto que as palavras foram soadas. Himchan preferia observar a janela com sua rápida movimentação do que encarar e sentir desgosto da mulher ao lado. “Igual ao pai” pensou em um suspiro, já com o celular em mãos a fim de responder mais um mensagem de JongUp – Agora me diga se tenho mais algum compromisso.
- Não, esse foi o último de hoje – Respondeu receosa, apertando a barra da saia com o olhar ao colo.
- Muito bem, sairei com JongUp e espero que ninguém se intrometa no nosso encontro, hm. – O breve olhar que dera à HyoSung quando abaixou o óculos a atingiu novamente como um balde de água fria, sentindo que arrependimento de suas palavras.
5PM
O café espresso americano recheava os lábios de Himchan à cada gole, aquecendo a garganta seca com a adorável visão de JongUp sentado à sua frente, saboreando de um bolo tão branco quanto sua aura de inocência.Himchan gostava desses momentos, dos momentos com JongUp, para ser mais exato. Era quase o fim do dia e ver com a visão negra dos óculos a correia das pessoas do lado de fora do estabelecimento era relaxante, se sentia uma pessoa normal.
- JongUp-ah, cuidado ao comer, está se sujando todo – Advertiu em modo divertido, rindo e apontando para a boca do rapaz. JongUp levou o polegar até o lábio, passando o digito sobre o chantilly, permitindo que – sem intenções de provocar o outro – a língua fosse lenta ao limpar o doce. Himchan arfou discreto, arrumando os óculos ao rosto e ajeitando a touca, afetado pelo ato anterior do namorado.
Cada mínima atitude de JongUp surgia um efeito diferente em Himchan, desde pequenas faíscas coloridas à borboletas no estômago. Como se tivesse encontrado uma preciosidade, um pequeno diamante disfarçado em gente, um tesouro. A sorte o encontrou quando JongUp apareceu em sua vida, estava vivendo o melhor momento e desejava que esse momento durasse para sempre.
- Vamos passar o resto do dia juntos, ansioso? – Perguntou procurando pela mão livre de Moon, querendo por entrelaçar os dedos carinhosamente - Podemos fazer compras no shopping, jogar boliche e, sei lá, irmos para minha mansão para aproveitamos mais a noite, que tal? – Explicou enquanto seus dígitos faziam uma doce carícia nos semelhantes de JongUp, gostando da sensação que seus dedos proporcionavam pela fricção das peles.
- Parece uma boa ideia, mas...não podemos ir até sua suíte particular? – Questionou o outro com seriedade na fala, terminando por fim o pedaço de bolo e formando mais um daqueles sorrisos que derretia Himchan. - Eu queria aproveitar a noite sem me preocupar se alguém batesse na porta, igual da ultima vez. – Acariciou a nuca em constrangimento, lembrando que, há semanas atrás quando visitou Himchan, a empregava batia na porta constantes vezes, acabando com o momento íntimo do casal.
Himchan no fundo estranhou o pedido, tampouco iam até a suíte, e o súbito pedido fora uma grande surpresa. Estranhou, mas sorriu e disse - Tudo bem, se é assim que você quer, assim será feito! Oh, da última vez você tinha algo para me contar... – Comentou com a vaga lembrança de JongUp ter mencionado tal fato, no entanto, fora interrompido pelo desejo de Himchan - O que era?
A curiosidade de Himchan transformou o enorme sorriso em uma fina curva em preocupação, desmanchando o contato dos dedos e endireitando sua postura. Não tinha a coragem que o habitou daquela vez, então apenas umedeceu os lábios, limpou a garganta e, brincando com guardanapo a mesa, disse:
- Não era nada de muito importante, não se preocupe.
11PM
Durante o percurso o amarelo das luzes se tornaram vultos e o frio se fez presente no corpo. Uma friagem incomum para uma noite de verão. JongUp concordava com cada palavra de Himchan,mas nada indicava que sua conversa era mais interessante que o movimento da janela.
Não demorou até que chegassem ao prédio luxuoso, permitindo que o silencio marcasse presença no caminhar de mãos dadas até o elevador. A suíte era no último andar, e a cada subida do elevador o coração de JongUp se perdia por entre as batidas.
O artista parecia animado, apertava a mão de JongUp contra sua palma, ansioso, querendo que entrassem logo na suíte, provassem a refrescante fragrância do luxo dos móveis, e se perdessem nas peles, conectando os corpos suados e expelindo o desejo das bocas.
Quando chegaram Himchan livrava-se primeiro do simples disfarce de óculos e touca, enquanto JongUp deixava a mochila vermelha na penteadeira ao lado da cama, arrumando algumas coisas dentro do pertence. No entanto, Himchan era apressado, tampouco controlou as mãos que dançavam sob o abdômen coberto de Moon e a boca que insistia em molhar a pele do pescoço com seus beijos.
JongUp regredia os gemidos até o momento em que Himchan sussurrou com tom sensual – Finalmente a sós, sem perigo algum, apenas... – gemeu antes de concluir - ...eu e você.
Pela sede de sua vontade virou o corpo de JongUp ao seu e conectou os lábios com os dele, dando início a um beijo lento e provocante, fazendo um caminho cego até que as costas de JongUp batessem contra o colchão da enorme cama.
Antes de livrar JongUp de sua veste superior, tirou a própria, jogando ambas ao chão. A língua inquieta provava da pele sensível do mamilo ao ritmo em que os dedos apertavam o outro, beliscando e circulando. JongUp apertava os fios escuros do mais velho ao som de seus gemidos tímidos, sentindo sua língua descer por seu abdômen bem definido. Himcham amava o corpo de JongUp, se pudesse provaria dessa divindade sempre, todos os dias, morderia-o por inteiro – como agora, em que seus dentes não poupavam a pele de Moon –
Himchan sentiu a boca salivar quando se deparou com o volume coberto pelo jeans, sendo calmo e provocante, lambendo os lábios, fixando seu olhar ao inquieto JongUp enquanto descia a calça e a cueca fora do corpo do belo rapaz, sendo jogadas ao chão junto com as camisas.
O artista retirou as vestes que sobravam em seu corpo, deixando a mostra seu membro rígido. Não tardou até que sua língua passasse da base à glande, sua boca plantasse beijos calmos no membro e logo menos o pênis tocasse a garganta de Himchan – do qual não desgrudava os olhos de cada expressão prazerosa que JongUp fazia – começando a preparar a entrada durante sua sucção.
Penetrava um, dois, até três dedos, dando múltiplos prazeres à JongUp, afinal, estava sendo penetrado por dedos finos e tendo sua glande sugada com força pela boca de Himchan. Depois de demasiados torturantes vai e vem de dedos, Himchan desfez o contato tanto na entrada quanto no pênis, procurando a camisinha nos bolsos de sua calça.
Masturbou-se antes de vestir o preservativo em seu membro, observando JongUp gemer manhoso quando a glande tocou sua entrada, deslizando lentamente, atravessando seus anéis, tornando os gemidos dos dois em mares imensos de prazer e dor.
Em cada estocada forte de Himchan, o volume dos gemidos se tornavam cada vez mais altos, cada vez mais dolorosos. Himchan era lento nas saídas e rápido nas entradas, tocando o ponto mais sensível de JongUp vez ou outra.
JongUp também tocava seu membro no mesmo ritmo das estocadas, parando seus próprios movimentos para lhe judiar da glande; apertando-a contra seus dígitos.
O Moon sabia que o momento de êxtase de Himchan estava próximo – assim como o seu -, afinal, as finas unhas faziam marcas na pele da cintura e o pênis batia por seguidas vezes na próstata, mas ele também sabia que a noite seria bem mais além que isso.
Dia Seguinte, 1PM
Nem o sol do meio-dia tampouco o desesperador irritante de inúmeras batidas à porta acordaram Himchan de seu sono pesado. Na noite anterior, depois de um leve adormecer em meio a carícias e sorrisos com seu amado, tivera que o deixar na rua de casa já que alegou ter um compromisso pela manhã.
Himchan queria adormecer e despertar com o calor, o conforto, e a segurança que JongUp lhe passava. Infelizmente seu desejo não se realizou, todavia, aguardava por oportunidades futuras para afundar-se ainda mais no mar de sua pele.
Mas agora as pálpebras tremiam para abrir e a visão doía até se acostumar com a luz ambiente, tendo dessa vez seu sono interrompido pela porta seu violentada por punhos e um "Kim Himchan" abafado ser soado pela voz feminina tão bem conhecida.
– Kim Himchan abra essa porta! - Ordenou HyoSung mais furiosa do que o comum, com a mão avermelhada pelas batidas. Na outra mão possuía o jornal diário, no interior a fúria e nos lábios a notícia que chocaria o artista do outro lado da porta, que andava devagar, preguiçoso e sonolento, com o cabelo bagunçado e despreocupação.
- Aish, o que você quer? - Perguntou impaciente, sendo empurrado de modo bruto por HyoSung, abrindo caminho para que a moça batesse os saltos no piso bem lustrado do quarto requentado.
- O que eu quero? Eu quero explicações. – A resposta veio após a primeira página do jornal ser mostra ao rapaz, acelerando sua respiração e seus batimentos - Como isso pode acontecer?
O título em vermelho, grande e forte; "O escândalo de Kim Himchan!", e uma imagem sua, um pouco desfocada, seminu, de olhos fechados e boca aberta - provavelmente sentindo prazer - era o que recheava a primeira página do jornal.
Com as mãos trêmulas, sentiu um imenso nó em sua garganta ao ler as primeiras palavras do artigo. "Kim Himchan, arrogante, egocêntrico, antipático. Conheça a verdade por trás da estrela".
No texto não só abordava tais características, como um fato de odiava comida japonesa, tratava mal as pessoas, pensava em si próprio do que qualquer coisa e que manteve uma relação homossexual. O artigo era tão bem detalhado que sentia o coração ser atacado à facadas, marejando levemente os olhos.
HyoSung lhe entregou o tablet com cuidado. Nele, um vídeo no seu momento de intimidade era reproduzido, tinha menos de dez minutos, mas resumia sua noite anterior com JongUp - do qual tinha o rosto censurado -
- Himchan, você tinha dito que eu não deveria me intrometer, mas você não é capaz de cuidar da própria vida, ou de seus assuntos pessoais. - Comentou em tom solidário, com um misto de pena e raiva na expressão.
- Quem será que-? Eu... Preciso ligar para o JongUp! – Rapidamente pegou o celular que descansava no criado-mudo, ligando para o número que os dedos tanto cansavam de discar. Não conseguia se acalmar, suava frio e sentia dores de cabeça e até mesmo falta de ar, precisava de explicações da única pessoa que sabia de seus detalhes e intimidade.
Mas como seu desejo anterior, a resposta não veio.
- Então...? - Aflita, HyoSung perguntou baixo após morder o lábio, tão ansiosa por respostas quanto o dono do escândalo.
- “Esse número não existe” ela disse - Disse com falha na voz, partindo na procura da rede social do ex-namorado, no entanto – E ele apagou o perfil dele – Não conseguiu segurar uma lágrima, queria desabar e machucar sua garganta com seus choros, mas estava estático, chocado - Ele sumiu - Concluiu liberando mais lágrimas
- Himchan, nesse momento há milhares de artigos relatando esse escândalo, sites apagando suas músicas, a emissora te excluiu como mc daquele programa, jovens queimando suas fotos e CDs... É isso que fidelidade e confiança traz? - Queria ser cuidadosa com as palavras, mesmo com o gostinho de "eu avisei", abraçou o rapaz que mais detestava, que mais parecia uma criança de tão frágil, acariciando suas costas com o embalo de cada sílaba, que proporcionavam uma tempestade maior nos olhos de Kim.
- JongUp....eu confiei tanto em você
Dias atrás, 7AM
- Então você quer um aumento? - Perguntou o chefe, senhor Bang, com a atenção vidrada no jornal recém impresso por sua editora, sentindo a textura do papel nos dedos e amargura do café na língua.
JongUp e sua casual mochila vermelha chegaram em suplico ao chefe. A feição era como de uma criança desejando um brinquedo novo, mas a seriedade brilhava em seus olhos tanto quanto a lente de sua câmera em mãos.
- Sim, senhor, a situação em minha casa está ficando complicada com meu pai e irmão desempregados, e minha mãe adoeceu, está de cama há dias e isso me preocupa. O que ganho não está sendo o suficiente para nos sustentar – Explicou com falhas na voz já que o assunto mexia tanto com o coração - Por favor, senhor, um aumento! - Ajoelhou ao chão, deixando a câmera ser sustentada pelo cordão ao pescoço quando juntou as mãos e fechei os olhos, receoso.
Algumas pessoas, colegas de seu trabalho, passavam pela sala do chefe e viam a cena em silêncio, comentando em sussurros a coragem do jovem em pedir um aumento. Bang nunca dava um aumento tão fácil assim.
O superior olhou seu empregado com pena nos olhos, dando-se conta de quão grave era a situação ao ver Moon apertando os próprios dedos, com fé, suando frio com a resposta que viria em instantes.
Bang largou o jornal e arfou em derrota, dando sua resposta final depois de mais um gole da cafeína - Tudo bem, eu te darei um aumento – JongUp mostrou um sorriso ao levantar a cabeça, pronto para pular e demonstrar sua gratidão e felicidade à sei chefe- Mas com uma condição!
Engoliu em seco, com a respiração fora do compasso e coração covarde, mas corajoso em questão de família - Qual? Eu faço o que for preciso! - Disse convicto de tom mais elevado que o usual, despertando um sorriso de vencedor de Bang.
- Eu preciso de um escândalo e dos grandes. Daqueles que viram assunto do dia e dão porta de entrada ao fim da carreira do artista. Acha que consegue? - Foi um pedido provocativo e aquilo havia atingido JongUp como uma grande pedra sob suas costas, afinal, Bang não sabia que JongUp tinha um relacionamento com Himchan, e este não sabia que JongUp era um fotógrafo, ou melhor, paparazzi.
De alguma forma a audição só detectava o som do coração contra seu peito, batendo tão forte quanto fora o pedido do chefe. O inferior sangrou de leve quando os dentes o violentaram, e juntando forças ao machucar as palmas ao cerrar os punhos e encarar Bang, disse tão convicto quanto antes - Sim, senhor, eu consigo!
"Sua carreira foi acabada por quem mais confiou, e o seu maior fardo era que JongUp havia ido sem deixar rastros ou número.
Foi embora junto ao seu sucesso"
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Título: Dar-Te-Ei (Te Darei, no português comum); Couple: IlSik (BTOB); Gêneros: Yaoi, Fluffy, Lemon, Universo Alternativo, Drabs; Avisos: Homossexualidade, Insinuação de Sexo, Sexo
Sinopse: [ILSIK] “…Você só precisa de mim. - Finalizou com um sorriso brincalhão, podendo, enfim, observar os cristais negros que tanto o miravam.”
N/A: A fic foi de total inspiração à Dar-te-Ei de Marcelo Jeneci, e a ideia para plotar veio junto a surtos de uma madrugada com a Vitória. Agradecendo os dois pelo plot. Terá no total 10 capítulos inspirados nos versos da música. Ouça-a para ter uma noção do que acontecerá. Assim como Four Seasons, será pequenos eventos no cotidiano de IlSik, no entanto, com história. O foco principal é o Fluffy, mas para as pervertidas(os) terá Lemon. Vai demorar, mas vai ter, hehe
(Comentário sobre esta long deverá conter a sigla DTE no final, ou inicio da mensagem)
(Clique abaixo para ser redimensionado ao capítulo desejado)
N/A: Dar-Te-Ei com certeza se tornou uma das minhas fics favoritas junto com Prisioner e Four Seasons. Eu amo fluffy e amo IlSik - tipo, quase como doença mesmo - e escrever uma longfic deles com meu gênero favorito foi lindo, não tive aquela sensação de 'obrigação' para escrever e fiz tudo - como sempre faço - para me agradar. No começo 10 capítulos era muito, mas agora que acabou parece que foi pouco. É um capítulo mais açúcar que o outro - ok, nem tanto -, e o bom é que eles não se entreligam, então pode reler qualquer um que não haverá problema. E esse último capítulo eu realmente não quis retratar o sexo, já que era o lemon, e sim o amor. Como já dizia Rita Lee, 'Sexo sem amor é vontade' e neste caso, a vontade não é a palavra-chave.
“Dar-te-ei a mim mesmo agora. E serei mais que alguém que vai correndo pro fim...”
Olhares; Com eles se podem ver e expressar os sentimentos que a voz insiste em cometer falha ao falar, que as mãos suam frias por pensar em confessar e as bochechas se colorem pelas palavras que constroem a frase.
Ele, HyunSik, via nos cristais escuros de Ilhoon algo muito além do desejo, ganas ou prazer prematuro como das outras vezes em que, delicado como se tocasse pluma, deitava as costas do outro contra o colchão e o observava o respirar calmo, tão calmo quanto seus atos sucessores.
E com a sensação dos dedos finos bailando da nuca aos fios próximos, HyunSik lia com facilidade aquele em que depositava todo seu amor, cada sentimento que o constrangimento não permitia falar, e tendo seus lábios tão pertos dos semelhantes, Ilhoon pode sentir os movimentos da fala “Você é meu” antes de um selar de segundos e a finalização com “Todo meu” antes de um beijo calmo, carinhoso, tão carinhoso como a carícia nos cabelos junto ao sol e seu bom dia.
HyunSik gostava da forma que Ilhoon beijava, aliás, ele amava, e amava beijá-lo. Cada beijo trocado era diferente, mas tinha sempre o mesmo sentimento. Aquele beijo no final de sábado com certeza era o mais diferente de todos, não sabia se era pelos estalos do contato das bocas que soava como algo doce, se era pela forma em que as mãos de Ilhoon tocavam e massageavam dos ombros ao início das costas de HyunSik, ou se era pelo simples fato de que, depois de tempos, era o mais velho quem comandava com todo o romantismo que portava.
Usualmente era Ilhoon quem iniciava a libidinagem ao sentar no colo de HyunSik e dizer em suspiros palavras de baixo calão ao pé do ouvido, não dando tempo a este reagir com sua paixão, permitindo que Ilhoon beijasse seu pescoço enquanto tocava no volume que se formava. Então era isso que havia de diferença dessa vez.
Ele podia subir os beijos às três pintinhas na bochecha direita, beijar as três marias que havia por lá e depois contornar com a ponta da língua a bela linha do maxilar que Ilhoon tinha, o seu charme, e enfim subir suas carícias ao queixo, ao lábio inferior, até formar de novo mais um beijo.
Isso que ele faria dessa vez; Redescobriria o corpo do mais novo, conheceria cada pedaço de pele que construía essa obra de arte, viajaria por este mapa sem se cansar, aproveitando com calma. Isso que ele faria, faria amor, não sexo.
As pálpebras se fechavam junto com o ressoar da essência de seus gemidos, essa era uma das mais belas visões à HyunSik. Ele, ou eles, expeliam todo prazer sem ao menos terem chegado ao ápice, sem toques mais íntimos que ainda estão por vir.
Junto às mãos que puxam o tecido da camisa, a boca de HyunSik traçava aquele caminho conhecido ao pescoço, estalando seus selares ou provando o índice de sal que a pele suada já tinha. Não faria pressão com a boca a fim de sugá-la ou fincaria os dentes cruéis por marcas, não era necessário. Ele só queria provar o quanto podia daquele que era seu, e da forma mais lenta possível, tocando cada centímetro de pele como se tocasse o vidro mais frágil.
Ilhoon gostava de dar prazer enquanto devorava a pele morena com olhos e boca, mas gostava mais ainda quando recebia prazer assim, casualmente, inesperado, pois se sentia amado.
Separou a boca da pele para retirar a própria veste superior, tendo em vista o nada discreto jeito que Ilhoon mordeu os lábios quando a pele cheia das ondulações musculosas o saboreou os olhos, e em seguida, com a ajuda do outro, pode lhe tirar a camisa e continuar a aventura por aquele corpo.
Os mamilos rígidos, agora de coloração escura, se tornaram mais sensíveis quando a língua quente tocou a pele gelada, e Ilhoon não prendia os gemidos por que sabia que HyunSik gostava de ouvi-los, com o volume crescendo em cada novo toque. HyunSik gostava, mas aquilo também o constrangia. Ilhoon dizia que esse constrangimento dele era fofo, pois ele sentia vergonha dos sons de prazer do que das coisas que eles faziam nos colchões.
As mãos do mais velho acariciavam as laterais daquele corpo, sentindo a maciez nos dígitos, o presenteando com o molhado na sensibilidade e, agora, o dedilhar no abdômen. Ilhoon também não o marcaria, não arranharia a pele pedindo para que fosse rápido e juntasse os corpos. Ele aproveitaria todas as sensações que seu corpo receberia.
Fez com que a língua descesse pela tez, encontrando aquela pintinha na barriga e a beijando de forma dócil, já que achava essa característica no corpo de Ilhoon uma de suas fofuras escondidas. O polegar rodava pelo umbigo, e Ilhoon nunca pensou que gemeria por isso e pensava que cada toque de HyunSik era único, um mais especial que o outro.
Deslizava a calça de Ilhoon com a força dos polegares, e não foi o volume aparente em seu ventre que lhe foi como destaque à visão, sim as coxas que as mãos apalpavam devagar e as pernas lisas, macias, que de pronto os dedos viajavam pela textura, fazendo Ilhoon se mergulhar mais fundo em prazer.
O movimento lento, mas de alguma forma sensual à Ilhoon, passando por seu joelho, pelas pernas bem delineadas até uma massagem suave aos pés o fez ofegar. HyunSik e suas carícias estavam deixando Ilhoon louco, pois cada mínimo toque o levava às nuvens.
Tirou a única peça que cobria o corpo do outro e soltou o ar preso durante o ato. Os olhos fotografavam cada pedaço do corpo desnudo, toda a pesquisa pelos pontos de prazer desconhecidos, dos pés até a coloração incomum nas bochechas. O calor que Ilhoon sentia nas maçãs do rosto foi algo adorável à HyunSik, já que ele não sentia vergonha nesses momentos; vergonha era algo desconhecido à Ilhoon quando era ele quem comandava.
Se aproximou do ouvido do de cabelos chocolate, sentindo o tocar sutil do membro de Ilhoon em sua barriga ao sussurrar sensual – Você é perfeito, Ilhoon
Ilhoon sabia que não era perfeito, que perfeição passava longe dele, mas ele era perfeito para HyunSik e isso era o que mais importava em sua vida.
Não resistiu em levar as mãos a bunda do outro e apertando-a, ouvindo um riso nasalado, mas não quebrando o momento ao dizer – Nós dois somos – Ganhando a atenção de HyunSik em sua fala e acrescentando um pouco sem jeito – Perfeitos um para o outro – Com um beijo terno ao final da sentença.
– Eu te amo, sabia? – Ilhoon sorriu, a forma que o sorriso de HyunSik confessou o amor era lindo - Cada parte de você, principalmente essa - Colocando a mão no peito de Ilhoon, no lado esquerdo, sentindo o coração na palma – Que me completa – As palavras tocaram seu coração e o fizeram acelerar. Ilhoon sentiu lágrimas nascerem e uma vontade imensa de sorrir, mas tudo que fez foi abraçar HyunSik e inspirar sua essência na curva do pescoço.
HyunSik separou os corpos para tirar as últimas roupas em si, a calça e a cueca, ficando como Ilhoon; Perfeito. Ele estava tão rígido quanto Ilhoon, com o pulsar das veias destacadas e o brilho no topo do órgão. No criado-mudo havia um tubo de lubrificante e um preservativo, coisas que Ilhoon dispensava já que preferia lamber os dedos de HyunSik e sentir-se rechear com o sêmen em seu interior, porém o gel frio nas palmas tocando seu pênis brevemente e depois dois dedos em sua entrada nunca lhe foram tão bons. Mas ainda gostava mais de fazer do seu modo.
O incômodo dos dedos o penetrando, entrando e saindo, rodando por sua cavidade, o alargando, era com um esmero tão grande da parte de HyunSik, que se tivesse algum resquício de dor era totalmente despercebido.
– Se sente pronto? – Perguntou calmo, com a voz macia como algodão, se tocando antes de se vestir com o preservativo fino.
Respondeu – Eu sempre estou pronto para você – o fitando nos olhos e afagando os cabelos da nuca, beijando a ternura daquela boca devagar, língua tocando língua, partilhando carinho.
E quando Ilhoon quebrou o beijo ao gemer em um nuance maior do que já proferido naquele dia, HyunSik resvalava à dentro de dele tão devagar que sentia as paredes interiores o torturarem com pressão.
O quarto ecoava lamúrias de prazer dos corpos amantes, altos e baixos. Os movimentos de vai e vem eram lentos e bons, e Ilhoon se realizava que o paraíso só valia a pena se HyunSik o levava, ou melhor, se o acompanhava. HyunSik manejava a ação com o entrelaço dos dedos no de Ilhoon, e por mais que por esse gesto os movimentos não teriam uma força elevada, ele valia a pena. O suor nos dígitos de ambos era uma conexão mais precisa do que o pênis do mais velho trabalhando perante o vai e vem de cruel lentidão. Ilhoon se sentia mais amado e HyunSik o amava mais, e os sons do amor era a melhor sinfonia que suas vozes poderiam cantar em coro.
“...Esse morre, envelhece, acaba e chora, ama e quer, desespera, esse vai...”
A primeira luz de domingo disse para ter um bom dia depois de uma noite de amor, e Ilhoon acordou sorridente. Recordava de todo amor e carinho que seu corpo recebeu, principalmente após a volúpia, o banho que tomaram juntos que teve mais beijos e sorrisos. Seu hyung não estava ao seu lado, provavelmente acordou antes que o sol e foi fazer café e acompanhar a preguiça de domingo. Ele achou isso bom, abraçou o travesseiro que HyunSik repousava a cabeça, inspirando o cheiro fresco do xampu que ele usava e fez com que o aroma colocasse-o a pensar.
Pensar sobre HyunSik, sobre eles, sobre o amor.
Deixava os pensamentos se bagunçarem em sua mente. Passava a mão no travesseiro branco como se sua pele tocasse a de HyunSik, com toda a leveza que ele tocou Ilhoon na noite anterior. Respirou fundo, fixando a ideia na cabeça e tomando seus passos à cozinha, seguindo o cheiro de café forte que lhe penetrava o olfato.
Chegou ao local como a presença de uma criança, aliás, a camisa larga, o cabelo bagunçado e a feição inocente o deixavam meio infantil. O Lim tomava café e fazia algo em seu celular, algo que realmente não despertava a curiosidade de Ilhoon.
Este, silencioso, colocava leite em um copo, e ria por comparar o café com HyunSik, o leite com ele, e o café com leite com eles. Quando o som do copo já vazio tocou o mármore da pia e chocou seus ouvidos, HyunSik disse - Bom dia! - Deixando o celular na mesa e sorrindo ao outro.
– Eu te amo – Saiu da boca de Ilhoon e o coração de HyunSik se acelerou, pois as três palavras foram mais quentes que o café que preparou.
A curva que havia sumido por minutos de silêncio voltou meio sem graça em meio a fala - Eu acho que ouvi errado. Você deveria ter dito bom dia, mas disse-
– Eu te amo – Repetiu, se aproximando do mais velho - Escute bem que não é sempre que digo isso – Odiava o fato da aceleração de seu coração, as mãos tremendo e a pouca coragem que havia gerado se tornarem mais presentes em si – HyunSik-hyung, você sempre está ao meu lado, você enfrentou julgamentos por mim e não se importou com nenhum deles pois só se importou com nós, ou comigo. – A última palavra saiu como um sussurro envergonhado, fazendo HyunSik rir e o abraçar pela cintura - Quando a gente disse Adeus aquela vez, aquilo foi a pior dor que eu senti, e hoje devo agradecer por minha maior felicidade é estar com você e ambos terem sido aceitos pelas famílias. – Ilhoon se confessava com a atenção na brincadeira dos dedos na regata do outro, e se perguntava quantas regatas ele tinha. Com certeza se olhasse nos olhos penetrantes perderia o foco junto com as palavras - Você é sempre cuidadoso comigo, gentil e sempre me dá carinho, atenção e o amor que ninguém nunca me deu... E eu nunca sei como te retribuir então eu só posso dizer que te amo. – Já podendo enfim trocar olhares, e repetindo pela terceira e torturante do dia – Eu te amo.
Depois de um, dois ou três beijos breves, HyunSik recebeu um tapa no bíceps ao dizer rindo – Eu deveria ter gravado isso – Com os risos de Ilhoon soltos ao ar – Cada dia que passa eu te amo mais do que achei fosse capaz, e não me arrependo de nada do que fiz com você ou por você – Acariciava a bochecha macia com as costas dos dedos, e talvez, só talvez mesmo, a vontade de chorar em Ilhoon havia chegado cedo – Meu Ilhoon, eu te amo
Ele, Ilhoon, sorria com a língua entre os dentes, sapeca, controlando as lágrimas que queriam cair, se sentindo sortudo por ser quem recebia Eu te amo sempre.
Diz de novo! Diga de novo que me ama!, pediu manhoso
Não, você vai ficar mal acostumado e mimado
Pois eu lhe deixarei mais mimado e mal acostumado do que já é, e o beijou pela incontável vez ao dia
Ele via o sol dizer adeus ao horizonte enquanto subia a rua que levava ao condomínio, e isso não tinha nada de especial já que sua companhia era SungJae e este mais falava sobre qualquer coisa além das que realmente o interessava.
Não que o mais novo ao seu lado só lhe rendesse momentos de tédio, mas afinal, SungJae além de amigo, era o vizinho irritante. Isso já explicava muita coisa na concepção de Ilhoon.
O adeus do sol em seu típico degradê de fim de dia traria em seguida a noite, e junto a ela a lua, as nuvens roxas e o pouco brilho das estrelas. Ilhoon pensava nisso e no Sikstar que o aguardava no conforto do apartamento, com certeza se preparando para se exercitar - algo que Ilhoon havia criado o pecado da preguiça em fazer, seu treinador não iria gostar disso -, como de costume, fazia isso todo sábado.
Ilhoon não tinha mais o estranho cabelo loiro, agora era da mesma cor do café favorito de HyunSik, castanho escuro, combinando com sua personalidade por vezes amarga e doce dependendo de quem colocava açúcar em seus nervos.
O dia fora gastado no shopping, tingindo os fios e gastando horas nas lojas e se satisfazendo com comida de fastfood. Sungjae foi uma fonte de animação à Ilhoon, mas agora essa animação não atingia seu corpo e tudo que ele precisava era deitar nos mares de cobertores e se aprofundar em sono.
Não faltava muito para que os dois jovens chegassem, porém isso não impedia o mais velho, HyunSik, se preocupar com o namorado e seu amigo. Ilhoon sentiu o bolso vibrar e não tardou em visualizar a mensagem que iluminava o celular.
"Ilhoonie, você já está chegando?" junto aos choros de um emoticon, fazendo Ilhoon sorrir discreto, "Venha logo. Eu te amo" e aquele típico coração rosa no fim da sentença, permitindo que ele respondesse com Sim, Hyung, estou chegando logo, não se preocupe com uma carinha sorridente, só para deixar visível na mensagem que estava tudo bem, por mais que o sorriso do emoticon lhe fosse totalmente falso.
SungJae observou os dedos digitarem a mensagem com olhos de águia e não se reprimiu ao comentar - Hyung, você deveria dizer Eu te amo! Diga que o ama também! - Dizia como se entendesse do assunto mesmo nunca ter namorado antes, isso é importante.
- Não - Respondeu simplório, como se a resposta estivesse sempre na ponta da língua, guardando o celular antes que SungJae arrancasse de suas mãos e fizesse uma confissão daquelas de garotas.
- Mas Ilhoon-hyung, todos gostam de ouvir Eu te amo, todos gostam de saber que são amados-
- Ele sabe que é amado, não preciso dizer eu te amo como se fosse uma obrigação. - Na realidade ele tinha vergonha; Constrangimento por essaa três palavras serem mais fortes que sua personalidade - Ele me entende, ok?
Isso é o que eu espero, Ilhoon pensou em afinco como se estivesse se sentido culpado por não demonstrar amor do mesmo modo de HyunSik.
Ao se despedir do vizinho Yook e seu corpo e a presença de algumas sacolas entre os dedos se tornaram destaque quando adentrou no apartamento, sentindo-se estranhamente aliviado. A pele alva morena, com os braços de veias expostas pela regata e as belas pernas torneadas devido a corridas e academia, lhe deram Bem-Vindo antes de sua saída.
Quando HyunSik se aproximou de seu corpo, a primeira coisa que fez foi tocar com a ponta dos dedos, como se tocasse algo que tem que ser apreciado lentamente, antes de ter sua cintura roubada por mãos possessivas - Vejo que tem algo de diferente em você, hm, camisa nova? - Um "Hyung" incrédulo e pouco divertido geraram risos de HyunSik, beijando-lhe a testa afim de continuar sua fala - Seu cabelo ficou lindo, mas pra mim você fica lindo de qualquer jeito...
Ilhoon com certeza tinha as maçãs do rosto da mesma cor da fruta, pensando um Fofo, mas murmurando - Muito doce - Como reclamação, pois o Jung quase nunca admitia as coisas.
- Ilhoonie, o que é isso? É para mim? - Perguntou provocativo ao querer perceber que havia algo na sacola que lhe vidraram os olhos.
A voz logo gaguejou e seus atos escondiam o que tinha em mãos às costas, em pouco falho, mas era o que o desespero era capaz de fazer - ...Não, claro que não. Eu comprei algo para minha mãe, não é nada de seu-
- Certo. Eu estou saindo, mas logo volto, ok? Eu te amo. - E o beijo dado teve mais gosto de açúcar do que o comun, e o coração não controlava ao certo os milhões de sentimentos no peito por uma simples junção de três palavras.
Ele não gostava de dizer eu te amo pois se sentia a pessoa mais amada, a mais boba por isso, tento estas palavras que lhe atacam tão bem, que um pânico atingia sua mente por, talvez, não surtir o mesmo efeito em HyunSik. Era o que ele pensava.
Na sacola tinha um casaco, um que quando os olhos se chocaram no tecido tinha certeza que seu hyung iria gostar. Mas aqueles braços, aquela pele colada na regata o deixaram distúrbio, louco em pensamentos, querendo ver mais daquilo, desenhar a tez com arranhões e queimá-la com seus beijos.
"...nem essas coisas que te resguardar e que se vão"
Naquele mesmo dia, o dia em que a mente de Ilhoon o mutilou por sua curiosidade pelos bilhetinhos encontrados, ele saboreava a sopa já pronta, se divertindo pela forma que o líquido espesso e quente tocava a língua e, por vezes, queimava-a, lhe rendendo risos.
HyunSik o observava com o olhar apaixonado. Não que isso fosse incomum, sempre o olhava dessa maneira. Ele sempre o olhava como se fosse a primeira vez. Como se tudo ao redor estivesse preso nas telas preto e branco dos cinemas dos anos cinquenta e Ilhoon, bem, era o único que portava cor, todos os contrastes perfeitos, saturação da pele e brilho natural. Como se ele fosse o único ao seu olhar.
Ele poderia ditar sua perfeição o quanto for, mas nenhum elogio solto ao ar ou guardado no intimo de sua mente provaria todo encanto de cada traço que formava Ilhoon.
O Lim salivava quando a mirada caia aos lábios do mais novo. Este que levava a colher e deixava a boca contornar o talher, este que limpava os resquícios de sopa aos lábios com a língua de forma inconsciente; Ele quem provocava indiretamente. HyunSik tinha os olhos naquela boca pois ela lhe dava prazer nos momentos em que a cidade dormia e eles eram os únicos acordados sob a chama do desejo, mergulhados em um mar temporário de gemidos, altos e baixos.
Seus olhos piscavam várias vezes em uma tentativa de voltar a realidade, tornando mais forte um de seus tantos lembretes mentais.
– Ilhoonie – Disse um pouco baixo, tentando soar doce e atrair a atenção do outro a si, já que havia terminado seu prato – Eu tenho que ir a uma loja. Lá eles vendem discos e instrumentos – Explicou calmo, acariciando os joelhos de Ilhoon protegidos pelo azul do jeans – E eu preciso arrumar as cordas do violão, algumas quebraram.
Depois de alguns breves segundos silenciosos, pincelados por olhares a HyunSik e as mãos ao joelhos, a voz jogou as palavras – Vai agora? Às oito da noite? – perguntando de braços cruzados.
– Se o resfriado estiver muito forte, pode ficar em casa-
– Não – A princípio Ilhoon não tinha entendido que iriam juntos a tal loja, e quando HyunSik propôs aquilo, Ilhoon cortou sua fala de modo rápido, ríspido, fazendo HyunSik ria de seu, quem sabe, desespero por mínimos estantes longe do apartamento.
Ele, HyunSik, subiu as caricias das palmas até as coxas, apertando de leve a carne escondida e mordendo o lábio ao perguntar – Então....nós podemos?
Aquele que tinha os fios entre o negro da raiz e loiro da tinta sentiu mais uma cor ao corpo. Uma cor quente, filtrando todo o constrangimento de seus pensamentos em suas bochechas em um tom rosado suave.
– Nós podemos o que? – A questão permitiu que suas mãos tocassem nas de HyunSik com firmeza. Os dois podiam fazer várias coisas, desde aquelas com olhares sérios até aos risos idiotas, mas se eles podiam fazer o que Ilhoon pensava, HyunSik não deveria nem pedir, apenas fazer. De algum modo, assim não constrangia Ilhoon.
Riu ao se separar do mais novo, levantando, porém mantendo uma linha de conexão com os olhos – Nós podemos ir à loja? Ilhoon-ah, você tem que ter mais cuidado com o que pensa – Concluiu sua fala aos passos até o quarto em que guardava suas composições, buscando por seu violão com curvas incomparáveis com as de Ilhoon, deixando este, o rapaz que havia deixado a adolescência a pouco tempo, mas tinha hormônios de um, sozinho e boquiaberto na cozinha.
Ilhoon, conheço uma música muito bonita sobre o amor, disse ao volante do carro.
Dispenso, procurando no celular o hip-hop usual.
Mas ela é muito bonita, sei que vai gostar.
HyunSik insistiu, mas as batidas altas do fome impediam que Ilhoon escutasse qualquer coisa além.
Quando chegaram a loja de discos, Ilhoon se surpreendeu por esta não ter um detalhe qualquer da Coreia e sua música – tirando o aparente dono, que tinha nome de Kikwang e um belo sorriso, mas não era de interesse ao Jung –.
HyunSik fora no balcão como se estivesse em uma consulta médica; falando com cautela sobre as duas cordas quebradas como se aquilo, algo tão comum a quem toca violão, fosse um acidente grave. Aquele que só sabia alguns toques no piano, e que fora troca por tempo intermediário por um instrumento, decidiu dar uma olhada nos cantos da loja.
Se o fato de ter cem por cento de música americana nas paredes e ironicamente no ar surpreendeu Ilhoon, ele também se surpreenderia caso soubesse que pouco era visitada, já que boa parte dos coreanos eram conservadores, fechados, certamente One* nunca os emocionou.
As guitarras, baixos, violões, até mesmo gaitas, baquetas e flautas, entre outros instrumentos musicais que enfeitavam as paredes eram despercebidos por aquele loiro que escondia a coloração com seu capuz. Os dedos tateavam os CDs simples, diferentes dos coreanos que pareciam livros, revistas, calendários e caixa, fazendo Ilhoon rir pela comparação.
Sentia nas pontas dos dedos This Is It à Nevermind, dando-se conta que o acervo de discos de artistas das décadas de 70, 80 e 90 era maior que os de artistas novos, jovens. E isso explicaria o fato da movimentação da loja ter os mesmo ares que um dia de trabalho na segunda-feira, mesmo que o dia em questão era próximo ao final de semana.
Ilhoon achou divertido a característica em que tinha alguns daqueles aparelhos junto ao fone gigante em que a apreciação do disco tocado era gratuita, reservada apenas aos ouvidos interessados.
Foi a curiosidade que o levou a colocar os fones, as primeiras notas do piano iniciavam a canção e quando as primeiras palavras lhe atingiram os ouvidos ele olhou HyunSik – que agora trocava ideais sobre, supôs, música com aquele que arrumava uma de suas preciosidades – como se as duas primeiras palavras exigissem isso.
Com o CD que tocava em mãos, achou que era a oitava música que fazia seu coração se agitar e sua atenção se desviar a HyunSik do que ser concentrada na música. Ele sentia que aquela música era uma declaração sua ao mais velha, pois certamente não teria coragem, o mesmo romantismo que HyunSik tinha ao dizer sobre seu amor.
A letra era tão simples que o pouco que sabia de inglês já havia sido suficiente, entendido tudo com uma simplicidade desconhecida. Apartou os grandes e negros fones de sua audição e foi até HyunSik com o CD perto do peito, próximo ao coração.
– Hyung, compra mim! – Pediu como uma criança pedia um brinquedo novo, como se aquilo lhe forneceria uma felicidade confortante.
O álbum de nome Truly: The Love Songs de capa simples com seu cantor tinha um pequeno adesivo no plástico de proteção. No adesivo em amarelo tinha “Usado” em preto, letra em negrito, e HyunSik se perguntava mentalmente se havia algum arranhão nele. HyunSik recebeu a confirmação silenciosa da movimentação da cabeça de Ilhoon ao perguntar “Tem certeza?”, ganhando a beleza do sorriso do outro ao gastar mais wons do que imaginava.
No carro, com o violão consertado e coberto pelo pano preto no branco de trás e o casal na frente, HyunSik colocou a faixa de número oito para tocar e Ilhoon estranhou isso, perguntando-se como ele poderia saber.
– É essa música que eu queria te mostrar – Murmurou em tom provocante, se aproximando de Ilhoon e acariciando a bochecha macia, fofa.
Aquela música como trilha sonora parecia perfeita para o momento. Ele se aproximava devagar, com os olhos fixos no rosa natural dos lábios de Ilhoon, louco para que a vontade de beijá-lo esvaziasse pelo contato das línguas. Ilhoon ao perceber que ele estava cada vez mais perto, recuou e fungou o nariz, dizendo – Hyung, lembra? Eu estou doente – de forma óbvia.
Havia esquecido quantas vezes HyunSik sorriu aquela maldita curva naquele dia, mas ele sorriu novamente e novamente constrangeu Ilhoon, vendo o sorriso nascer de perto ao recorda-lo – Na saúde e na doença, lembra? – juntando os lábios, promovendo mais um dos tantos beijos apaixonados.
Endless Love por Lionel Richie era a música que HyunSik mostraria como serenata ao piano. A música que fazia Ilhoon sonhar acordado por ela ser perfeita aos dois.
Ele observou o relógio digital tornar em números verdes às três horas e se perguntava o que aquilo significava. Não aquilo, as horas em questão, mas aqueles papéis encontrados em uma das gavetas de HyunSik – daqueles que ele dizia ter coisas do trabalho, mantendo Ilhoon longe –.
O tédio pela manhã havia o torturado em demasiado, então o loiro começou a se entreter com as coisas escondidas pelo apartamento. Averiguou armários, o guarda-roupas, bolsos de blusas em cabides e as gavetas do outro quarto.
Em mãos tinha alguns pequenos papeis, e nestes havia grafias de traço um pouco distorcido, porém, tão delicados quanto os cachos de um anjo. As palavras que lá se formavam lhe vieram como um aperto ao coração. Engoliu em seco e se deu o trabalho de ler novamente.
“HyunSik-Oppa, quando virá me ver de novo?”, “Oppa, você é muito bonito”, “Você é o melhor, Oppa” ocupavam os papeis. Ilhoon se perguntava o que havia por trás da tinta preta, se era uma jovem, portanto inocências e dando boas vindas a vida adulta, ou se era uma mulher, daquelas que borram papeis com batom vermelho.
Tinha mais papeis; bilhetinhos, talvez. No entanto, Ilhoon não queria mais matar a curiosidade, pois sentiu o nariz fungar e os olhos arderem. Preferiu pensar que tinha pegado um resfriado, assim, repentino.
Gina-noona, o Hyung era feliz? Digo, com mulheres?
Oh, Ilhoon-ah, HyunSik era muito feliz. Apresentava as namoradas como ouro, como a maior sorte do mundo, esbanjava um sorriso por tê-las mesmo longe delas.
...E eu? Faço o feliz como elas? Queria perguntar, mas algo o fez apagar a mensagem. Medo, talvez.
Sentado a mesa, observava a guarda de HyunSik cortas algumas verduras e deposita-las na panela, com certeza preparando sopa já que quando chegou se viu em desespero por achar que Ilhoon estava mesmo resfriado, sua expressão apresentava cansaço e a coloração do nariz era avermelhada.
Ilhoon gostava de passar breves segundos ou tantos minutos observando a guarda do moreno, não só por suas costas largas que escondiam sob a regata os arranhões feitos na lucidez do desejo, mas também o que havia mais abaixo de sua coluna. Aquela ondulação que se deliciava em cada vez que pressionava os dedos contra a carne.
O que ele pensava ia muito mais além de cada centímetro da pele morena; Seus devaneios lembravam dos Oppas e seus olhos grudavam no metal prateado no anelar, a aliança que portava uma pequena joia que, segundo HyunSik, o ajudava a brilhar mais que o usual.
A aliança ficava tão bem nele, mas havia ficado melhor no dia em que HyunSik contornou seu dedo com o anel e oficializou do modo doce que só ele fazia. Respirou fundo após engolir um pouco de coragem, quebrando o silencio instalando entre eles.
– Hyung, você teve muitas namoradas? – Perguntou em meio receio, em um fio de voz, porém, discreto.
HyunSik estranhou a pergunta repentina, secou as mãos no avental que Ilhoon não sabia o por que dele continuar a usar e respondeu mesmo assim – Hm, duas ou três.
– Sente falta? – Mantinha o olhar concentrado na aliança – Quer dizer, sente falta de namorar mulheres?
– Ilhoon, você está muito estranho hoje – Sentou ao lado do loiro enquanto dialogava.
– Sabe, se não estivesse comigo não passaria por dificuldades, essas coisas de sociedade, julgamentos. Você seria feliz, assim como os outros – A garganta apartou, como se os ditos julgamentos machucassem por estar com HyunSik.
Sentiu a palma e logo depois as costas da mão do mais velho na testa, em meio as palavras – Acho que você está com febre, hm – A mão desceu pela face em uma carícia, suave como uma pluma – Aonde você quer chegar com isso?
– Se você não estivesse comigo – Silenciou-se antes de prosseguir, criando coragem – Você seria como os outros – Apertou os dedos nos joelhos e disse um pouco envergonhado – Você teria quem chamar de Oppa.
Ele riu dos argumentos do mais novo, achando uma graça à feição constrangida – Você também seria, esqueceu? Se você não tivesse saído comigo, se não tivesse nos conhecido melhor, ter aceitado meu pedido e dado uma chance a algo só nosso... Você também seria – Ilhoon mordia o inferior, pois sentiu os olhos marejarem e as lembranças dos primeiros encontros flutuarem nos vestígios de lágrimas.
Ele e HyunSik são tão diferentes em personalidades; HyunSik era calmo, Ilhoon extrovertido. HyunSik romântico como filmes, Ilhoon cômico como séries de tv. HyunSik era apagado, despercebido por todos, Ilhoon era uma luz, ganhava atenção facilmente. Entre tantas coisas que, além das diferenças eles se combinam, se uniam. Eles foram predestinados.
– Tenho certeza que nenhuma mulher seria capaz de me encher de felicidade como vocês. Com mulheres foi tudo igual, monótono. Você é uma caixinha de surpresa – Queria que Ilhoon o olhasse fixamente nos olhos, pois havia as maiores sinceridades vistas. Com a mão ergueu-o pelo queixo e continuou – Você é perfeito pra mim como ninguém foi – As órbitas negras estavam brilhantes. Uma solitária lágrima fazia um caminho lento pela bochecha magra, e HyunSik a beijou como se curasse as feridas do outro. A mão no queixo subiu ao lábio, acariciando a maciez com o polegar e um beijo tímido na pele – Pode me chamar de Oppa se quiser – O sorriso na face se permitiu falar de forma divertida.
Ele, Ilhoon, mordeu a tez do polegar após a língua deslizar pela mesma, brincalhão, murmurando um – Aish – após sua ação e HyunSik se afastar um pouco de si.
– Então – Pegou um papel no bolso da calça, um pouco borrado por ter caído pequenas gotas de água, lágrimas, neste – O que é isso? – Foi sério, entregando à HyunSik.
Reconheceu a escrita e sorriu, achando que, com toda certeza, toda aquela loucura havia despertado do papel – Eu e MinHyuk-hyung fomos a casa do Supervisor Geral dias atrás. Ele tem uma filha, a Sarang, SungHoon-sunbae brincou fazendo ela copiar frases que ele escrevia. Fiquei com esses papeizinhos para me lembrar dele e visita-la com Hyung novamente – Explicou tateando o papel, recordando o quão fofa a garotinha é – Fofo, não?
– Fofo...? – Ele pensou, pensou, e pensou até concluir que seus pensamentos o torturaram praticamente o dia inteiro por causa de uma garotinha que mal sabia escrever – Você sai e não me fala nada e ainda acha isso fofo? Yah! – Batia contra o braço de HyunSik inúmeras vezes, reclamando mais do que o comum.
Aquele que recebia os punhos nada fazia além de rir, sendo rápido ao pegar, entre um soco e outro, o corpo frágil e trazer ao seu, abraçando tão forte que Ilhoon perdeu as forças, se derreteu aos braços e desceu as pálpebras, fechando os olhos.
– Ilhoonie, você está vendo aquele bilhetinho na parede da sala? Ele está lá desde manhã.
Os olhos abriram e a mente conseguiu ler o papel que tinha mais estrelas do que podia ver no céu noturno, “Eu te amo e isso não é culpa das estrelas...” sorriu pela referencia “mas quem sabe tenha sido elas que nos uniram e iluminaram meu caminho ao seu. Sikstar” sorriu mais abertamente pelo apelido dos tempos de colégio, o texto clichê banhado a açúcar, e a assinatura que tinha os olhos como estrelas.
Ilhoon queria pensar que o calor que sentia podia ser comparado com o da panela borbulhando. Mas não podia, pois não sabia se estava quente por HyunSik ou por estar doente.
É, ele estava resfriado.
Ilhoon, você vai adoecer se continuar na chuva.
Hyung, vem cá, eu quero fazer aquelas beijos na chuva que nem nos filmes.
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O dia nem acordara ainda. O céu ainda presenciava de nuvens cinzentas que escondiam o sol de seu despertar às seis. Era terça-feira, e se fosse uma comum terça-feira ele se preocuparia com o treino. Mas não tinha, os minutos se arrastavam pelos relógios e Ilhoon, que acabara de acordar por entre resmungos, desejava que o horário para HyunSik não chegasse pois o calor que partilhavam o confortava.
Ilhoon partilhava do abraço acolhedor de HyunSik, suas costas tocavam o torso desnudo dele – HyunSik tinha mania de dormir sem camisa, e Ilhoon não reclamava disso, muito pelo contrário –, e sentia a respiração calma, adormecida, bater contra seu pescoço.
Ainda eram seis horas, quase sete até que o relógio tornasse nove da manhã e como o devagar das nuvens mexia os ponteiros até às sete da noite, horário do retorno do mais velho. Ilhoon observava a parede branca como se algo nela o interessasse, aguçando os ouvidos para escutar até os mínimos sons do ambiente e, quem sabe, fora dele.
No entanto não tinha som nenhum. Talvez pelo horário e devido a ele a cidade ainda se preparava para mais um dia, no entanto, Ilhoon não estava pensando, fixou a ideia em mente e ditou as primeiras palavras de terça-feira – Hyung! Hyung, acorde! – calmo, dócil como o café que HyunSik tomaria logo depois, breve como os minutos da manhã que passava com Ilhoon.
HyunSik depois de segundos arrastados resmungo um – Mmm? Que? – não totalmente desperto e tampouco adormecido, apertando a cintura do outro contra seus dedos. O loiro, ainda com o olhar fixado no branco da parede, confessou – Precisamos de algum bichinho – como um despertador à HyunSik.
Separou o contato dos corpos e abriu os olhos ao sentar, com esforço, tentando entender o que Ilhoon o disse. Virou o rosto ao jovem sério deitado ao seu lado, aparentemente inocente, e perguntou – Tem certeza disso? – em uma questão de minutos torturados pela lentidão, com os joelhos como apoio aos braços.
- Aqui está muito quieto! – Argumentou, criando o primeiro sorriso do dia de HyunSik.
- Ilhoonie, você reclama do silêncio às sete e quinze da manhã – Comentou divertido, coçando os olhos inchados de sono – Tem certeza disso? – repetiu.
Ilhoon não respondeu. Ele não sabia de fato se queria mesmo um animal de estimação, e nem sabia se estava pronto para isso. Mas sabia que o silêncio o torturava, e por consequência, o tédio também.
Sentiu a cama perder o peso de HyunSik e teve a maravilhosa visão do outro se espreguiçando, fazendo seus músculos dos braços e costas se tornarem destaque à visão de Ilhoon – Você pode pedir a Tori emprestado para Joo-noona por um dia – Sugeriu enquanto escolhia as roupas que usaria no trabalho, duvidoso entre a social azul ou a preta – Então você terá noção de como é ter um cachorrinho e se realizar se quer ou não um – Tom de voz calma, soprava as palavras no tatear dos dedos no tecido azul, pensativo,
Em um suspiro cansado, Ilhoon desfez a coberta das pernas e alcançou as pantufas com os pés, passando os dedos nos fios loiros no ritmo dos passos à HyunSik – Preta – puxou o cabide que segurava a dita camisa social e entregou ao rapaz expressando bem uma interrogação – Use a preta. E por favor, sem abrir os primeiros botões que nem da última vez – Ordenou autônomo, fingindo ter ignorado a sugestão de segundos atrás quando seu corpo se fez presente no banheiro e o branco da pasta se fez presente nos dentes.
“...Tori” pensou enquanto aproveitava a sensação engraçada da escovação.
Ilhoon o observava da mesma forma que observava da mesma forma que observou a parede de manhã; com interesse. Tori que tinha os pelos castanhos suave, também observava Ilhoon com interesse, só que esse interesse todo estava entre os dedos finos do rapaz, o biscoito sabor carne que Joo o disse que Tori gostava.
Era uma cena cômica ditar ordens à um cão e o animalzinho parecer entender perfeitamente. “Dá a patinha” e ele o fazia, “Rola no chão”, “Bang! Se finge de morto”, ele correspondia todas as ordens que o animado Ilhoon ditava. Joo o ensinou bem.
O horário correspondia às quatro em ponto. Já havia o som comum dos carros passando velozes pelas ruas e, por vezes, a buzina da impaciência do transito. Sem falar da mania de Ilhoon de deixar tocando algum Ace Hood ou Lil Wayne nas caixas de sons, apreciando do bom hip-hop americano que gostava. Agora além dos sons dos automóveis nas ruas, as vezes as agitações dos corredores do condomínio, os rapas que tampouco entendia, tinha a animação do pequeno cãozinho ao seu encanto.
Pela manhã, horas depois de se despedir de HyunSik com o laço dos dedos e um “Até logo” – que deveria ser trocado por um Até Mais Tarde – murmurado, Ilhoon contou seus passos até o apartamento da irmã e a surpreendeu com a visita repentina. Joo reconheceu o garoto de boné vermelho que escondia raízes negras, e com um sorriso tão largo quanto o do irmão, permitiu passagem.
Ilhoon ficou pro almoço, degustou da comida de sua noona – que ironicamente tinha gosto da comida de sua mãe, feita com delicadeza – e entre uma ou duas mordidas disse “Me deixe ficar com Tori por um tempo”, pela segunda vez, surpreendendo-a.
Joo não viu problema nisso, não argumentou contra, afinal, conhecia Tori e sabia o quanto ele era acostumado com a imagem do irmão, ele gostava de Tori, gostava de cachorrinhos no geral, mas nunca havia passado mais de algumas horas com o pequeno bichinho.
O entregou duas bolsas, uma com pequenos porções de ração e biscoitos em que Tori comia aleatoriamente, tinha algumas roupinhas, talvez até xampu reserva, mas sabia que Ilhoon não usaria os dois últimos. A segunda bolsa era para Tori ser carregado, e segundo Joo, ele gostava por que o interior era quentinha e lembrava da caminha dele.
- E ah, Ilhoonie, aqui também tem uma cobertinha! Como ele vai dormir fora de casa, não terá a caminha de sempre, ele vai sentir falta – Advertiu após apontar para a primeira bolsa e logo depois acariciar a pelugem do cachorrinho.
Ele ficou ansioso para quando chegasse em casa e brincasse mais um pouco com Tori, agora tinha o cãozinho ao seu dispor.
O resto do dia de Ilhoon pode ser resumido em: Brincadeiras com Tori, comidas que provavelmente quebrara sua dieta, algum programa de audiência que não era tão engraçado porém o prendia, e mais Tori. Ilhoon virava uma criança na presença de Tori, não desgrudou do cachorrinho até HyunSik chegar.
- Oh, parece que aderiu a minha ideia – Foi seu primeiro comentário assim que a cena refrescou seus olhos. Caminhou em passos calmos até o encontro do mais novo no sofá, sentando-se ao seu lado e roubando-lhe os lábios tão doces e finos quanto cristais de açúcar.
– Se divertiram hoje? – A pergunta retórica fora para Tori que só olhava HyunSik de forma contente. O cachorrinho estava no colo do loiro sendo entretido pela esquerda de HyunSik que o acariciava.
- Hyung, ele já recebeu muita atenção hoje – Resmungou ciumento, com uma falsa feição brava e um mínimo bico nos lábios – Dê atenção à mim, à mim!
Quando Tori abandonou o colo de Ilhoon, desejando por um pouco de água no potinho no canto da sala, o casal trocou tamanhos beijos, caricias, esse doce todo que enjoava Ilhoon, para no fim aquele mesmo abraço de manhã o confortar nos primórdios da noite.
Não sabia que horas eram quando se encontravam na cozinha comendo os pedaços restantes do bolo do dia anterior, tampouco sabia como HyunSik conseguia ler uma revista sobre administração e todo esse blá com ele sentado em seu colo, comendo delicadamente o bolo e, por vezes, o aviãozinho encontrava HyunSik.
Ilhoon não sabia dessas coisas e nem em que canto do apartamento Tori estava, mas ele não se preocupava com isso. Lambia a colher com os vestígios do chantilly quando uma ideia lhe veio em mente, mais uma, abrindo aquele típico sorriso fino e malicioso nos lábios.
Convicto em seu ato, pegou a mão de HyunSik que se encontrava repousada na mesa – a outra estava o segurando pela cintura, forte -, sujou o indicador com o creme branco do bolo e disse – Hyung, você está sujo, deixa que eu limpo – inocente, surpreendendo HyunSik quando a ponta do dedo sujo de chantilly tocou sua língua quente.
HyunSik mantinha a boca aberta, mas não gemia e nem emitia quaisquer outros sons, ele se concentrava no toque e nos olhos de Ilhoon fixados nos seus. Os olhos de Ilhoon são as pérolas mais lindas que já tinha visto, mas preferia eles o olhando debaixo, em seus olhos, concentrado no prazer entre suas pernas.
Aqueles lábios rosados contornavam o indicador aos toques de sua língua na pele, os dentes roçavam de leve, provocante. Ilhoon retirou o dedo da boca, porém, a língua insistia em manter contato. Ele tinha o olhar na feição do namorado enquanto este preferia se torturar com a visão dos movimentos da língua de Ilhoon.
O loiro permitiu que o digito tocasse seus lábios, lento, elevando ainda mais a provocação. Também passou a distribuir breves selares no dedo, descendo até a palma, deixando a ponta da língua tocar a pele.
Ele se perguntava mentalmente como aguentava tantas provocações, e sua vontade por apagar aquele desejo por Ilhoon se escondia no decorrer que se aproximava dele. Mas as bocas não promoveram o ósculo e o desejo, pois Ilhoon gemeu em desaponto quando Tori o tocou na perna.
O mais velho apenas riu sem humor e disse – Parece que alguém quer mais atenção do que eu – sentindo um vazio quando Ilhoon levantou de seu colo e, em reclamões baixas, pegou o cachorrinho e levou até o quarto do casal.
Tori-ah, você não pode me atrapalhar quando eu estiver com HyunSik-hyung
Já era o dia seguinte, ou melhor, final deste dia, já no horário da chegada ao lar doce lar de HyunSik. Ele estranhou o silencio, a falta de Ilhoon na sala vendo um programa qualquer ou som de algumas batidas de hip-hop no segundo quarto.
Ele caminhou em passos lentos, mãos nos bolsos da calça e dedos brincando com as chaves em algum dos dois. Caminhou até o quarto principal onde Ilhoon estava se ocupando lendo algum livro, Dom Quixote, talvez.
- Cadê Tori? – Perguntou primeiramente, se livrando de seu blazer e dos primeiros botões de sua camisa.
- Eu joguei pela janela – Assustou-se ao ouvir a resposta, assustado principalmente pelo tom relaxado da voz de Ilhoon. Ele virou a página e complementou – Mentira, devolvi a Joo-noona. Tori nos atrapalhou e eu não gostei disso.
HyunSik riu um tanto aliviado, passando os dedos entre os cabelos negros em meio a sua observação ao loiro, vendo-o deixar o livro de lado.
Agora vem cá que temos que terminar o que começamos.
”Dar-te-ei finalmente os beijos meus. Deixarei que esses lábios sejam meus, sejam teus....”
Fazia horas que o céu fora pintado pelo límpido azul com a harmonia das nuvens, mas o loiro tampouco tinha noção disso, afinal, era meio-dia e o anjo ainda estava adormecido sob as finas cobertas.
Dormia tão bem que parecia que estava deitado em uma nuvem, flutuando pelo céu de seus sonhos. Mas as pálpebras tremeram e repentinamente o corpo de porcelana despertou com preguiça, ainda com sono. Ilhoon – ainda sonolento – tateou o lado da cama, a surpresa por ele estar vazio fora imensa que sentia os músculos criarem forças para sentar e a sonolência desaparecer de seu interior.
Usualmente acordava com o calor dos braços fortes de HyunSik ao redor de sua cintura, ou com leves toques em seu ombro indicando que deveria acordar para os treinos. Todavia naquele dia Ilhoon não tinha treino – nem durante os próximos dias, o técnico declarou uma mini-férias ao time devido aos esforços durante o campeonato e sua vitória -, e nem tinha dedos acariciando a pele de sua cintura.
Já houveram dias como este, mas nesse em especial Ilhoon se sentia estranho.
Suspirou em cansaço quando bagunçou os fios loiros, pensativo, desfazendo a coberta do corpo e fazendo seu caminho ao banheiro, procurando por realizar sua higiene matinal. No movimento da escova aos dentes, observava seu reflexo com certo tédio, sem cor, desanimado, como se faltasse aquele maldito sorriso e toda a saturação que trazia à suas bochechas.
HyunSik sempre dizia que Ilhoon parecia uma criança ao escovar os dentes, tão fofo quanto uma, e no momento ele não podia ouvir o costumeiro comentário e nem receber um beijo na bochecha ao final do mesmo. Isso era estranho.
Com a engraçada sensação bagunçado as borboletas no estômago correu de volta ao quarto pela busca de seu celular, enviando diversas mensagens que até estranhava seus próprios atos. Mensagens como “Hyung, aonde você está? Por que não me acordou de manhã?”, “Hyung, sinto sua falta”, “HyunSik-hyung, venha almoçar comigo” e um emoticon chorando encheram as recentes mensagens no KakaoTalk de HyunSik.
O mais velho, que estava ocupado com alguns papéis sobre parcerias com a multinacional de seu pai, recebeu as mensagens com um sorriso, mas a infelicidade se foi presente ao respondê-las “Desculpe Hoonie, meu pai precisa de mim para alguns papéis e terei almoço de negócios mais tarde”. Ilhoon visualizou a mensagem com um bico nos lábios, entristecido, abraçando um travesseiro para amenizar a falta de seu hyung. Ouviu o aplicativo o chamar e uma nova mensagem surgir “Chame seu amigo SungJae para te fazer companhia, chegarei depois da hora do jantar”, logo Ilhoon respondeu sem um pensamento profundo “Eu não quero ele, eu quero você” junto a um emoticon envergonhado.
Se HyunSik pudesse, sairia do trabalho correndo apenas para acabar com essa repentina vontade do amado, o encheria de abraços, apertos, beijos, e todo o romantismo que dava enjoos em Ilhoon. Não podia, ficaria na empresa até o tardar das nove horas, então, como término da conversa enviou um “Ilhoonie, eu te amo” sem aguardo de resposta, já que um Eu te amo de Ilhoon era tão raro quanto essa sensação engraçada no loiro.
“...Esses embalam, esses secam...”
Sua tarde podia ser resumida em comida chinesa e as brincadeiras sem graça de SungJae, seu amigo e vizinho. Acabou por convidar o mais novo para algumas partidas de Pro Soccer Evolution, rindo do quão ruim o Yook podia ser ao confundir os botões do console, chegando a ser cômico.
O videogame foi o entretenimento até meados das cinco horas, quando SungJae saiu animado para sua aula particular de inglês, murmurando algo sobre seu professor Peniel – e sem antes, claro, agradecer pelo convite –
Ilhoon tinha mais quatro horas de solidão até a chegada do namorado, e não achava opção melhor do que deitar no sofá e observar a rotação do ventilador enquanto conversava com umas tantas pessoas ao celular. Por mensagens conversava com suas noonas mais próximas, Sunmi e Bomi, e de vez em quando perguntava à Baek SeungHeon, colega de trabalho de HyunSik, como o namorado estava ou o que ele fazia. Não evitava curiosidade.
Com o incômodo do silencio no ambiente, ligou o aparelho de som na sua rádio favorita, especializada em hip-hop. Like You de Bow Wow o fez parar de formar palavras às mensagens e prestar atenção na letra, que estranhamente fez seu coração disparar. Não tinha um amplo conhecimento em inglês, mas HyunSik o ensinava por vezes, e nesse momento aquele música mexia consigo de uma forma inexplicável
Traído pelo seu gênero musical favorito, mudou a estação e ouviu os chorosos violinos de I Go To Sleep por Sia punir novamente suas emoções. A profundidade da voz da cantora australiana e sua letra esmagavam cada vez mais os sentimentos e aumentavam ainda mais sua vontade pela presença de HyunSik.
Desistiu de música e recepcionou novamente o silencio, dando-se conta que, realmente, observar o ventilador de teto era o melhor a ser feito.
Se Ilhoon tivesse aberto as janelas sentiria o usual frio da noite e veria as poucas e entristecidas estrelas penduradas ao céu noturno. Não sabia como, talvez por causa do celular descarregado ao colo, fizera um breve percurso pela escuridão de seu sono, acordando tão desnorteado quanto pela manhã.
Acordou com a fome agredindo o estômago, querendo um pouco de leite gelado. Passos preguiçosos o levaram até a geladeira, encontrando a garrafa do líquido branco e levando-a aos lábios finos.
Bebia o leite tranquilamente que nem se dera conta que o mais velho havia chegado; fechado a porta e se livrado dos sapatos de forma silenciosa e discreta. HyunSik tinha um pacote azul em mãos, do qual escondia um pequeno bolo, e um sorriso nos lábios que transcendiam felicidade.
Ilhoon quando guardou a garrafa branca não esperava por ver HyunSik ao virar as costas, tendo de início uma expressão de surpresa no corpo estático, logo sendo substituído por um largo sorriso e a pressa de suas pernas ao encontro do namorado, tendo seu abraço correspondido com cuidado, delicadeza.
O loiro grudou os ansiosos lábios com os de HyunSik, ressoando os estalos enquanto os dedos acariciavam os fios negros de seu cabelo. Ao final dos selares Ilhoon abraçou o mais velho por trás, não desgrudando deste durante o curto caminho até a cozinha, plantando mais e mais selares na região da nuca e pescoço, fazendo HyunSik rir devido a sensibilidade na região.
A caixinha azul fora depositada na mesa, permitindo que o moreno virasse de frente a Ilhoon, agarrando de modo possessivo a cintura do loiro junto ao laço de suas mãos ao redor de seu pescoço.
- Tomarei banho e após isso comeremos o bolo juntos – Avisou entre os tantos beijos que Ilhoon o dava, desfazendo o contato ao se direcionar ao quarto do casal.
- Hyung, fique comigo – Disse manhoso ao se encostar na porta, observando HyunSik escolher as roupas que usaria.
- Quer tomar banho comigo? – Perguntou com uma feição maliciosa, com tom provocante, saturando ao vermelho as maçãs de Ilhoon.
Com algumas falhas na voz, gaguejando de constrangimento, respondeu – Não diga besteiras – Ouvindo o riso de HyunSik em suas costas quando voltou a cozinha, sentando em uma das cadeiras cromadas pela espera de seu hyung.
A visão noturna da cidade nunca antes fora tão bonita enquanto esperava HyunSik; o contraste das luzes eram fascinantes e as nuvens que cobriam a lua tinham um belo degrade. Ilhoon jamais tinha parado para observar tais coisas, e o que o surpreendia ainda mais era que tudo parecia bonito ao seu olhar.
Ouviu o ranger da cadeira agredindo o chão. Era HyunSik, e de pronto pulou em seu colo como uma criança, mordendo o lábio interior em meio ao sorriso, antes de se afundar na curva do pescoço do moreno e se embriagar com seu perfume forte. Seus dedos tocavam as ondulações dos músculos, apertando-os de leve. Ilhoon amava tocar nos músculos de HyunSik.
- O que meu Ilhoonie tem hoje? – A pergunta chegou aos ouvidos do loiro de forma doce, gentil, tão carinhosa quanto as carícias que sentia nas bochechas.
- Carência – Foi direto, brincando com a barra da regata escura do outro – Preciso de você, fique me mimando pelo resto da noite.
HyunSik sorriu pela necessidade do amado, apertando Ilhoon contra seu corpo e estalando seus lábios contra a testa do mais novo antes de dizer – Se for preciso faço isso pelo resto de nossas vidas – Beijando o sorriso angelical de Ilhoon como se aquilo fosse um momento único, recebendo de volta os tão conhecidos selares.
Eram selares carinhosos, lentos, sem segundas intenções de ambos. Pois tudo que Ilhoon mais precisava naquele dia era a presença de HyunSik e da ternura de seus lábios.
“...Mas esses ficam”
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