( @mt-jiha )
HyeSung praticamente pulou os últimos degraus do templo encantado. Seu ímpeto havia a compelido para ficar sozinha, e tal ânsia fora o suficiente para que apressasse o passo para o único lugar em que conseguiria se sentir à vontade. A escuridão banhada pela luz das estrelas e da lua da torre daquele lugar durante a noite sempre a acolhia quase como um abraço, e não julgava seus murmúrios pessoais.
A Gil abraçara a amiga após o acontecido com a falecida líder das Kitsunes com tanta força que se julgara capaz de quebrar suas costas. Chegou a pensar em agradecer o garoto que havia a chamado para ficar com ele durante o festival, já que aquilo havia a mantido segura. Contudo, Woona continuava a ser alguém com uma habilidade especial. Além disse, todo o grupo era cheio de garotas especiais ou conhecidas que poderiam ser alvos por conta do que suas mortes poderiam ocasionar.
Sua cabeça trabalhara tão rapidamente que acabou mordendo o braço de seu casaco para segurar o grito que queria escapar de seus lábios desde o momento que soubera da notícia.
O garoto ignorou a vontade que ele mesmo tinha de enfiar a própria cabeça em um buraco e continuou procurando por Hyesung. Ele não sabia muito bem o que havia planejado para a noite, mas definitivamente não queria que seu primeiro “encontro” (se é que aquilo podia ser chamado de encontro) com ela terminasse daquela forma.
Não sabia exatamente como era a união das Kitsunes, mas sabia que ele ficaria extremamente preocupado caso algo acontecesse com qualquer um de seus colegas do teatro. Então, mesmo sem saber se seria bem vindo, continuou a busca por ela. depois de andar por várias partes do colégio, avistou a garota de longe, subindo as escadas do templo encantado. Esperou alguns instantes, calculando as palavras de conforto que poderia usar, embora elas não parecessem suficientes. Reparou na forma com que ela mordeu a manga do casaco, obviamente abalada com a situação.
Tomou coragem de ir até lá antes que ela notasse sua presença. Ela continuava tão bonita quanto sempre era, mas naquele momento parecia muito mais vulnerável. Jiha não tinha a pretensão de ser nenhum cavalheiro de armadura brilhante, mas esperava pelo menos oferecer uma companhia. “Você está bem, dongsaeng?” perguntou, aproximando-se dela e sentando-se ao seu lado. “Você sumiu, fiquei preocupado.”








