Escolha a interação de sua preferência e reblogue abaixo:
Héstia sentiu seu estômago embrulhar. O controle mental trazia efeitos colaterais, e como qualquer outra sensação para a Carrow fluía de forma intensificada. Isso a tornava boa com feitiços, pois quando empunhava uma varinha não havia ninguém que a fizesse fraquejar. Mas quando estava mal? Era terrível! Ela se contorceu e as mãos abraçaram a própria barriga antes de curvar-se em uma sacola conjurada. Estava sentada em um canto afastado das masmorras“Nem a pior das vomitilhas ou o porre mais fodido me causou isso” ela exclamou em um tom dramático, embora sua cara fosse péssima. “Não podiam mandar uma coruja?! Disciplinem suas mentes… não é tão fácil quando INVADEM ELA! Agora estou menos inspirada à treinar meus poderes.”
[TW: menção à azarações/maldições] {plot: aventura}
Héstia se esgueirou atrás da coluna. O terceiro andar era proibido para todos que não quisessem uma morte lenta e dolorosa, mas para a Carrow era o local propício para atrair uma possível vítima. Precisava atestar suas habilidades para o tal pergaminho enfeitiçado, o problema? Não era tão boa com palavras e por isso precisava de uma memória atual para depositar na folha enfeitiçada. “Pela minha idade já perdi o rastreador, mas a maldição ainda fica na varinha. Por isso só precisamos que ninguém veja” exclamou para a pessoa atrás de si. Era perigoso fazer isso no castelo fora de uma aula orquestrada pelos pais, mas ela queria fazer com suas mãos. “Mas se estiver com medo do risco vamos pensar em como sair daqui. Hogwarts é muito limitada para nossos treinos.”
“Foi loucura, não foi?” a Carrow inclinou sua cadeira para trás equilibrando-se em um pé. A biblioteca estava cheia e Madame Pince parecia determinada em entendiar a todos, inclusive pedindo para que ela falasse mais baixo. Héstia largou a pena e o tinteiro na mesa, exausta de tentar responder o questionário que se materializava no pergaminho enfeitiçado. “Sempre pensei que quando ouvisse vozes seria me mandando matar alguém, uma esquizofrenia paranoide. E claro, que estaria em companhia mais interessante no St.Mungus.” ela usou do deboche para ocultar o fato de estar pouco disposta a relatar as habilidades, e mais empenhada em fazê-las acontecer. Era o motivo de odiar as aulas de poções, muita enrolação. “Mas até que Snape tem uma voz sexy, será que ele me sussurraria coisas na madrugada?” ela mordiscou o lábio inferior, espiando o que o colega fazia, mas não conseguia ler. “Me conta seu superpower!” ela entonou manhosa, um bico se formando em pedido.