aquele sentimento de derrota que me assola, retorna em meu corpo
um sentimento que eu conheço, que não é desconhecido
um sentimento que permeia o meu ser e que mexe com o meu ego de uma forma que eu não sou capaz de controlar
eu queria que estivesse sendo escutada, acolhida, amada e que eu tivesse a chance de ter um colo para chorar
é difícil quando a gente não tem ninguém ou não confia em ninguém o suficiente para se abrir
o foda é que eu me construí dessa forma
entendi que o mundo faz parte de mim
e ele, grande demais, faz com que pequenas pessoas não consigam adentrar nesse mundo imenso que é ser eu
eu que intimido com esse mesmo mundo que me assola agora, que mexe com o meu ego, com a minha razão, com a minha autoestima e com o meu eu (um ser capaz de tudo)
será que é tão capaz assim? suficientemente para estar aqui, vivenciando esses processos que, muitas vezes, acredito que não foram feitos para mim
quem diz que não são para mim? é como se construíssem uma realidade paralela a que vivo e dissessem para entrar nela e me afogar nessa imensidão
eu preciso acreditar que esse ego ferido, essa baixa autoestima, essa fraqueza que fazem acreditar que tenho, são apenas construções desse mundo feito por outro e que eu apenas mergulhei
eu não sabia que era assim
quero construir uma realidade minha, com as minhas possibilidades e na construção dela, poder compreender que outro alguém igual a mim possa mergulhar nessa imensidão que é o ser
ser vivo. ser igual. ser real. transparente.