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“Se eu tivesse tomado um atalho, uma rua estreita qualquer, que tipo de pessoa eu teria me tornado? Não sei. Mas gostaria muito de saber. Pelo retrovisor, vejo todas as pessoas que eu poderia ter sido e não fui.”
O Teatro Mágico. (via c-a-n-a-r-i-o)
“Se a gente já não sabe mais rir um do outro, meu bem, então o que resta é chorar…”
Los Hermanos (via c-a-n-a-r-i-o)
As coisas têm que passar, os dias têm que mudar, os ares têm de ser novos e a vida continua, com ou sem qualquer um.
Caio Fernando Abreu (via poesia-e-fe)
E se eu te olhar cem vezes, acredite, em cada uma delas estarei me apaixonando um pouco mais.
Caio Fernando Abreu (via le-bru-ce)

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Eu não quero viver longe de você. Digo, viver sem falar contigo, sem saber como foi o seu dia, o que você fez, como está se sentindo. Até porque, longe fisicamente de você eu já estou.
Caio Fernando Abreu (via pseudoencanto)
Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania. Depende de quando e como você me vê passar.
Clarice Lispector (via poetizas)
“Sempre precisei de um pouco de atenção. Acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto. Nesses dias tão estranhos, fica a poeira se escondendo pelos cantos. Esse é o nosso mundo: o que é demais nunca é o bastante e a primeira vez é sempre a última chance… Ninguém vê onde chegamos. Os assassinos estão livres, nós não estamos! Vamos sair, mas não temos mais dinheiro. Os meus amigos todos estão procurando emprego. Voltamos a viver como há dez anos atrás, e a cada hora que passa envelhecemos dez semanas. Vamos lá, tudo bem! Eu só quero me divertir, esquecer dessa noite, ter um lugar legal pra ir. Já entregamos o alvo e a artilharia, comparamos nossas vidas, esperamos que um dia nossas vidas possam se encontrar… Quando me vi tendo de viver comigo apenas e com o mundo, você me veio como um sonho bom. E me assustei. Não sou perfeito! Eu não esqueço a riqueza que nós temos. Ninguém consegue perceber. E de pensar nisso tudo, eu, homem feito, tive medo e não consegui dormir.”
Teatro dos vampiros - Legião Urbana. (via n-e-v-o-a-r)
A conclusão a que chego é: como é difícil desapontar-se com quem a gente gosta. Porque gostar, seja do que for, é uma relação de fidelidade. É muito mais fácil desgostar de quem nunca se gostou, de quem já implicávamos por antecipação. Mas se, ao contrário, havia amor, quanta decepção.
Martha Medeiros (via matizadobreu)
Que a gente tenha: Astral bonito. Prece nos lábios. Saudade mansinha. Fé no futuro. Delicadeza nos gestos. Conversa que cura. Cotidiano enfeitado. Firmeza nos passos. Sonhos que salvam.
Caio Fernando Abreu (via verborragias)

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Então ela chorou. Todos compreenderam seu choro, e não perguntaram nada, nem tentaram consolá-la. Os traços de seu rosto pareciam desfazer-se com as lágrimas. Mas os ombros não tremiam, e não havia nenhuma contração em sua boca, nenhum som em sua garganta. Sem revolta, ela aceitava. E chorava pela perdição de aceitar o que não pode ser modificado.
Caio Fernando Abreu (via clarezas)
A lua passeava pelas nuvens dentro e fora, a relva espessa estava molhada e as sandálias dela tinham ficado todas encharcadas. Havia um caminho que cortava por um campo onde a erva alta desenhava ângulos como os de uma caixa. Ela caminhava á frente, e ele seguia-a. Sentia-o atrás de si com os seus olhos de cor clara, o seu cabelo escuro e a pele que se fundia com a noite. Não quis saber mais nada. Chegaram a um lugar onde as pedras criavam degraus que desciam. Ela gesticulou com o braço, e ele agarrando-lhe na mão, puxou-a contra o seu peito, aconchegando-a ali. Caminharam com passos cuidadosos, fingindo ele concentrar-se nos pés. Enquanto ela se concentrava nos braços e mãos de ambos. Caminhavam desajeitados e lentamente por entre a escuridão. Avançaram centímetro a centímetro, tacteando o caminho através das árvores mais ásperas, aos encontrões um ao outro. Cheirava a cravos, e a pinheiro. O relvado inclinava-se e ela começava a acostumar-se àquela escuridão. Largou a mão dele, deixando assim o braço mais leve. Logo após ele colocou o braço envolta dos ombros dela, para impedi-la de se mover. O toque dele era descontraído e doce. E agora, era preciso ela fazer alguma coisa. Mas, que haveria ela de fazer? Estavam os dois ali, de pé, no meio da relva no jardim. A qualquer momento ele poderia tirar o braço, e ela não queria que isso acontecesse. Agarrou-lhe então a mão para impedir que ele a largasse. Ambos procuravam uma sensação peculiar. Só não sabiam como. Há um banco ali algures - disse ela. E ao virar-se ele puxou-a novamente, deixando desta vez a sua face encostada no seu peito. A maneira como ele a acariciava, causou-lhe um estremecimento por todo o corpo. Tímida, e com a face já rosada olhou para cima, para poder assim olhá-lo nos olhos. Ele inclinou-se, e com um toque suave fez com que ela sentisse os seus lábios, da maneira mais delicada que ela já havia reconhecido.
Méri. (via desnexo)
Geralmente eu resolvo meus problemas sozinho. Prefiro minhas próprias soluções, minhas próprias ilusões.
João, 60 Mil Anos (via 60milanos)
Se eu chorar, não me faça muitas perguntas, não precisa nem secar minhas lágrimas. Só me diz que você continuará comigo pra tudo, que tenho teu colo e teu carinho. E ainda que te doa me ver assim, me envolva nos teus braços e diga que eu posso chorar, mas que você não sairá dali enquanto eu não sorrir. Porque é isso que nos importa, não é? O sorriso um do outro.
Caio Fernando Abreu. (via s-o-l-d-a-d-o)
Quando você tenta o seu melhor, mas não tem sucesso. Quando você consegue o que quer, mas não o que precisa. Quando você se sente cansado, mas não consegue dormir. Quando você perde algo que não pode substituir. Quando você ama alguém, mas é desperdiçado. Pode ser pior?
Fix you - Coldplay. (via m-i-l-o-n-g-a)

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A lua está cheia, o que me fez pensar em você. Pois sei que não importa o que estou fazendo, e onde estou, esta lua será sempre do mesmo tamanho da sua do outro lado do mundo.
Querido John (via borbulhar)
Andy Hull