Sabe, eu não deveria estar falando com estranhos, mas sinto que já te conheço! Foi você o sonho bonito que eu sonhei, certo? Você costumava ser conhecido como EROS VOGELMANN, do conto DRACULA antes da maldição atingir o seu mundo FLORESTA ENCANTADA e o seu reino TENEBRIS. Agora, em Storybrooke, você é conhecido como ELIJAH BARNABY FORTUNE, um MÉDICO CIRURGIÃO de QUARENTA E DOIS anos de idade. Você me lembra um pouco DANIEL GILLIES, mas deve ser só a névoa da maldição me confundindo…
Pontos positivos(+): Diligente e atencioso.
Pontos negativos (-): Vingativo e pessimista.
Em Storybrooke
Com a vida falsa da maldição, ele e Lorcan deixaram de ser irmãos, para serem vizinhos que cresceram em uma inimizade gritante. Agora conhecido como Elijah Darkwood, ele se tornou um médico cirurgião, muito conhecido por seu extremo conhecimento e habilidade de recordar das coisas em mínimos detalhes. O trabalho nos hospital, poderia ser visto como tortura para alguns, mas para ele que sempre possuiu muito auto controle, não foi exatamente um problema, o ambiente sempre limpo até lhe agrada mais do que a ideia de trabalhar em algum escritório fechado o dia inteiro. Mesmo sendo sério e mais reservado, é conhecido por sua gentileza para com o tratamento aos outros, ainda que, claro, existam pessoas em específico das quais ele não julga dignos de sua gentileza e simpatia.
Mesmo com os erros do passado, Elijah se viu na posição de amar novamente. Sendo por qualquer motivo que fosse, a sensação que tinha ao estar com a noiva, era indescritível. Quase como uma conexão imediata, a vontade imensa de simplesmente casar-se e viver sem preocupações, era quase idêntica ao passado. E infelizmente, ele não percebeu as semelhanças do jogo cruel que os feitores da maldição tinham gosto. Com o casamento marcado, sempre se disponibilizou para passar tempo com a mulher, completamente apaixonado como estava. Porém, com uma época de plantões mais pesados, teve de se ausentar um pouco da vida dos dois, apenas por duas semanas. Ainda assim, sua culpa era imensa no peito e queria a recompensar. Voltando então, mais cedo, a surpresa não veio apenas dele. Em sua casa, carregando um novo anel de casamento que tinha se dado o trabalho de projetar, escutou os barulhos obscenos e sabia que ela não estava sozinha. Não era saudade.
Era uma traição, de novo.
Ele foi estúpido de acreditar que seria diferente, que poderia confiar e não cronometrar cada passo alheio, cada conversa, não desconfiar de cada risada mais fraca...ele tinha errado novamente.
Mas não iria mais.
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Foi muito bonito de sua parte, mas continua sendo perigoso. Porém, eu fico feliz que pessoas descentes – um sorriso foi dado na direção do homem depois de constatar que a patinha do animal estava quebrada e avisar a cirurgiã da sala ao lado com o celular. Com todo o cuidado do mundo, Aurora pegou o filhote nos braços e o levou até uma baia onde ficaria deitado até a cirurgiã vir buscá-lo – Eu também não me surpreenderia caso fosse proposital, já vi muitos casos desse tipo – comentou calmamente, voltando os olhos escuros na direção do homem a sua frente – Mas ele ficará bem, vamos cuidar bem dele e reintroduzi-lo a natureza, além, é claro, de colocar um chip para que possamos monitorá-lo e impedir que seja morto por algum caçador.
❝Como médico, é meu dever salvar vidas, ainda que em sua maioria humanas, isso não me restringe de ajudar outros animais.❞ Concedeu um mínimo sorriso em retorno, sendo sincera em suas palavras, enquanto analisava o estado do animal. ❝É horrendo, não é? A que ponto as pessoas podem chegar pela mais pura crueldade?❞ Indagou talvez em um tom mais sério do que deveria, teve de balançar a cabeça de um lado para o outro para que saísse de seus devaneios e retornasse para o momento em questão. ❝Isso é bom, me alegra, saber de que existe esse tipo de cuidado na cidade, mesmo ela sendo tão pequena.❞
❛❛ —- Ai, que querido! Você é um querido mesmo, viu? ❜❜ soprou um beijo amigável para o homem quando ele lhe disse que gostava de ajudar pessoas estudiosas. Ah, coitado, mal sabia ele que Star era justamente a ideia contrária de alguém verdadeiramente focado. Não importava, né? O presente ali estava lhe confirmando a última entrevista que precisava, então ela a faria o mais rápido possível, sem muitas correções por sua parte. Só algumas perguntinhas, e poderia ter um diploma de um curso extracurricular. Seu pai ficaria muito orgulhoso que ela até havia colocado um pouquinho de esforço daquela vez! ❛❛ —- Olha só, temos aqui um escritor, então? Que bacana, Eli! Não quer contar um pouquinho do que é que você gosta de escrever? Tá com essas coisas publicadas em algum lugar? ❜❜ saiu detrás da câmera por um segundo para poder jogar um sussurro ao homem: ❛❛ —- Psiu, pode lançar alguma publi aí do seu user no Wattpad se tiver algum. Eu até te dou um follow lá se você escrever bem mesmo. ❜❜
Apenas assentiu, ainda que não se achasse exatamente querido considerando ser uma criatura da noite, mas essas eram coisas que a Waller não sabia e tão pouco deveria ter conhecimento. Controlado como era, conseguiu controlar a vontade de retorcer o rosto com o apelido, não gostava de apelidos e eram poucos, bem poucos que permitia que lhe chamassem por tal. ❝Em sua maioria obras de suspense e terror, mas receio que nenhuma delas tenha sido publicada, a medicina acabou por roubar toda minha atenção.❞ Garantiu de forma simplória, fazendo o possível para também falar de forma mais acessível a maioria, já que por vezes seu dialeto poderia ser complicado para alguns jovens. Considerando a oferta alheia, apenas negou levemente com a cabeça e ficou a espera de mais uma pergunta, ainda que falasse para preencher o espaço de tempo. ❝Nunca achei que minhas obras fossem dignas ou relevantes de serem publicadas, receio que terão de permanecer um mistério.❞
Tanto por conta da maldição quanto de todo o resto, ele conhecia Allegra por um bom tempo, o suficiente para que um laço tivesse sido feito e mantido. Era uma das pessoas pela qual ele queria proteger por completo de seu lado escondido, do lado tenebroso que se escondia na escuridão, que saia na calada da noite. Com isso, tentava ser menos distante com ela, mesmo sabendo que isso tornava sua missão difícil quanto a manter aparências, mas ela também não parecia querer se distanciar. O Fortune pode ver isso quando a viu assim que saia do hospital, segurando algo em mãos, ele se aproximou um tanto curioso. ❝Allegra, é bom lhe rever depois de tantos dias.❞ Sorriu na direção dela a passo que parava na frente da morena. ❝Existe alguma razão especial para que esteja aqui? Alguma coisa ocorreu com você ou seu irmão?❞
Para que quem visse de fora, talvez fosse um tanto estranho ver o Fortune, um homem tão centrado e sério sendo tão próximo de alguém tão excêntrico quanto o Dalbert. Mas não tão estranho para aqueles que sabiam da história do passado, como Eros havia traído Carmilla e o próprio irmão ao se juntar ao conde Drácula. Agora que havia adentrado no bar, não foi difícil identificar onde Cain estava, se aproximando com um sorriso nos lábios. ❝Cain, sempre se destacando em meio as multidões.❞ Concedeu ao se aproximar, o cumprimentando de forma educada, ainda que a postura fosse bem mais leve e relaxada do que costumava ser com a maioria das pessoas. Talvez fosse pelo carisma alheio ou a lealdade que tinha para com o mais velho, tornava as coisas mais fáceis para ele e se permitia agir com maior leve e menos preocupação quando não se tratava de assuntos sérios. ❝Fazia algum tempo que não me chamava, estava começando a achar que tinha passado a desgostar de minha companhia.❞
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Quando chegou de manhã para verificar Ceyda, sabia que tinha de aparecer calma e tranquilidade, o que não era difícil para ele. Com as planilhas, os dados do falso exame que a diagnosticava estava pronto, adentrando o quarto branco e afastado, onde seria as consultas. ❝Bom dia, senhorita Ceyda. Como vai? Está se sentindo bem?❞ Perguntou retoricamente, se aproximando em passos leves com a planilha. ❝Ainda que imagino sua preocupação alta, posso lhe garantir que quadros como os seus conseguem ser bem cuidados. Você foi diagnosticada com Anemia Falciforme.❞ Deu a notícia falsa, em espera das perguntas que iriam o atingir e ele iria as responder com satisfação.
Ele era observador acima de tudo, algo em comum que ele e a Morgenstern possuíam, além da idade registrada no cartório, era que ambos eram mais introvertidos e distantes, mesmo que possuem boas imagens. Uma vida de aparências era necessária, mesmo que Elijah não possuísse muito gosto por tal. Quando viu que o veículo da diretora escolar não parecia querer ligar de forma alguma, se aproximou do carro, dando um toque na janela antes de se pronunciar. ❝Sei que não é o ideal, mas posso lhe dar um carona enquanto deixamos a revisão e o concerto do seu carro em mãos eficientes.❞ Ofertou em um gesto de educação, não seria ele se deixasse uma mulher desamparada no meio da noite, ainda que ele mesmo pudesse ofertar algum perigo. ❝Não me perdoaria se a deixasse sozinha, já esta muito tarde.❞
Comparecendo ao Grey’s room era difícil que não esbarrasse com uma ou outra pessoa da qual não se via muito apto de ter qualquer envolvimento, em especial por que tinha uma tendência de encontrar com pessoas que haviam feito o mesmo que ele, só que com uma pequena diferença. Trocar de lado não parecia ser incomum, a única coisa aparentemente fora do normal era que ele havia trocado a aliança de Carmilla pela de Drácula. ❝Lysander.❞ Ergueu o copo cheio do líquido carmesim como em um cumprimento simbólico, antes de tomar mais gole em moderação. ❝Não assustou nenhuma criancinha em seu caminho até aqui?❞
“mas eu não sigo o que os astros me dizem, estou lendo de uma página da internet.” virou o celular com cuidado, mostrando a espécie de “roteiro” que ela seguia ao explicar tudo o que havia dito. afinal de contas, não sabia nem metade do que estava falando, assim como também não ligava a mínima para nada daquilo. “desculpe senhor, mas eu não entendi uma única palavra do que foi dito.” as sobrancelhas unidas também contextualizavam aquilo. estava muito confusa, tanto sobre a fala do homem como o que ainda tentava decifrar naquela página. “o senhor não gosta de astrologia? ouvi dizer que quem tem esse discurso normalmente é do signo de aquário.”
Se resignou a assentir com a cabeça ao olhar para o celular alheio, mesmo que fosse óbvio que a maioria das informações jogadas não passassem de um texto vago e pouco construído. ❝Peço perdão, tentarei me manter mais simplório em minhas palavras a medida do possível, para que seja de mais fácil compreensão.❞ Respondeu da forma mais simples que conseguia, ainda que soubesse que o que era simples pra ele nem sempre era da mesma forma para os outros. ❝Diria que não sou muito afeito de tais baboseiras, uma das provas a isso é o que acaba de dizer, se me recordo bem, nasci durante a época de capricórnio.❞
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Fosse ser sincero, ele evitava Lorcan ao máximo que podia depois de tudo que havia acontecido entre eles, mesmo que fosse um homem que valorizava a família, existiam certos pontos que os afastavam. Especialmente com a atual dinâmica, estavam em lados opostos e com isso não havia muito espaço para amabilidade, mesmo que ainda possuísse apreço e preocupação para com o irmão. ❝Sempre tão ocupado, não achei que iria o ver tão cedo.❞ Foi tudo o que disse quando viu o moreno se sentar ao seu lado no bar, bebendo de sua taça e olhando o outro pelo canto dos olhos, esperando que fosse o mais novo a engatar qualquer tipo de conversa entre eles.
O tempo livre se via como algo complicado e que ele gostava de ter o bem aproveitado, por isso mesmo que até encontro com amizades ou qualquer outro, sempre que pudesse os fazia em casa tal como era naquele noite. Não tinha qualquer preocupação em preparar um jantar inteiro apenas para agradar Davina, se conheciam tempo o suficiente para que ele soubesse de seus gostos para comida e seus maneirismos, ainda que nem isso o fizesse mudar seu jeito de agir. Se colocou atrás dela para que ajudasse a retirar o casaco, aproveitando do momento para que os dedos gélidos deslizassem lentamente pelos braços descobertos da mulher, como uma carícia simplória antes de se afastar e puxar a cadeira para que ela se sentasse. ❝Espero que esteja confortável o suficiente, fiz seu prato favorito hoje, já que dificilmente me da a honra de uma visita.❞ Comentou com um mínimo sorriso nos lábios, agora ele mesmo se direcionando a própria cadeira e se sentando enquanto revelava os pratos feitos para a noite. ❝Imagino que o trabalho finalmente tenha lhe dado alguma brecha, deveria se permitir relaxar mais e aproveitar das coisas que a cerca, Davina.❞
Desde que conheceu a mais jovem, viu nela uma boa pessoa, sempre sendo muito gentil e preocupada com ele, mesmo com o jeito sério e evasivo que ele poderia demonstrar por vezes. Era quase como se fosse agraciado com a presença de um anjo solidário em sua vida, um do qual ele sabia muito bem que não era merecedor, ainda assim o mínimo que poderia fazer era retribuir a preocupação e a gentileza alheia. ❝Violet, é bom lhe rever... Como você está? Espero que não tenha lhe acontecido nada grave para que viesse até o hospital.❞
1 — Guardian Angel: Muse é um anjo, o anjo mais doce que Elijah sabe que não merece. Talvez o veja como um irmão mais velho ou apenas alguém que traga segurança, mas Muse sempre volta ao hospital para saber se Elijah está bem. @areulostbbygirl ; @theholyxmc
2 — Blood so sweet…: Muse foi uma das vítimas de Elijah, ainda no hospital. Tendo o melhor sangue que ele podia pedir, começou a adiar o dia de alta que Muse teria, e mesmo após a saída do hospital, Elijah deu seu jeito para manipular exames e alegar que Muse tem uma doença grave, assim teria de visitar o hospital com frequência. @strmvfairy
3 — You make me scared: Elijah é um homem discreto e perfeccionista, nunca imaginou que Muse desconfiaria tanto de si como se fosse o diabo. Muse não sabe dizer o que é, ou o porquê, mas algo sobre Elijah é errado. @papitc
4 — Don't be afraid: Muse esteve na vida de Elijah por muito tempo, e a admiração cresceu até ficarem juntos. Elijah realmente sente apreço por Muse, e faz de tudo para que Muse não descubra sobre seu passado ou quem realmente é, temendo pelo medo que poderia causar. @ohgrxtel ; @thcprophct
5 — Sometimes you make me wish I did it sooner: Muse é um amigo de Elijah, e apesar de todas as provocações, nunca realmente tiveram nada. Porém, as provocações e a tensão aumenta a cada día, e Elijah espera o dia em que Muse não vai mais aguentar. O problema, no entanto, é que Mude espera o mesmo. @dcvinc(Davina)
6 — Don't underestimate me!: Muse é um vampiro e se acha melhor que Elijah, sempre tentando subjugar e ferir sua honra. Elijah, no entanto, sempre prova que o subestimar é um erro.
7 — This time I can make it work: Muse e Elijah se envolveram no passado, terminaram e seguiram suas vidas. Anos depois, Muse retornou extremamente diferente e disposto a ganhar o coração de Elijah, mais uma vez. @theartistxroxy
“aqui diz que o signo de vocês é incompatível e que se tentassem ficar juntos o relacionamento seria, no mínimo, bem bagunçado.” dizia alaska, como se acreditasse naquela soma de palavras sem o menor sentido em uma página qualquer da internet. só deus para traduzir tudo o que havia lido, sua cabeça estava a ponto de dar nó. “aparentemente tem alguma coisa a ver com a mistura de água, ar, fogo… sei lá. não sabia que astrologia tinha virado avatar.” deu de ombros, rindo. ainda tentando decifrar as informações para passá-las para muse o menos confusas possíveis. o problema era que sloan não entendia nem metade do que estava lendo. “mas aqui também diz que você vai precisar levar outras coisas em conta como: a lua e o descendente. por deus, eu não consigo entender uma única palavra, isso tá em grego?”
A verdade era que achava tudo que jovem falava sobre meras bobagens, mesmo assim achou que seria rude a interromper e por isso não o fez, esperando que ela falasse mais sobre o assunto. ❝Me diga, costuma seguir o que a astrologia lhe diz em seu dia a dia? Me parece esperta o suficiente para que não tome decisões baseadas nos astros.❞ Comentou da forma mais cordial que conseguiu, não entendia metade das coisas que ela parecia dizer e era nítido na visão dele que nem mesmo Alaska parecia saber o que dizia de fato. ❝Não diria que está em grego, mas que talvez toda a confusão e a dificuldade para compreender o texto venha do fato de que isso torna mais fácil para se espalhar a informação, é mutável e pode ser adaptada, mas faz com que você sinta que nunca sabe o suficiente.❞
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Ser uma veterinária especializada em animais silvestres fazia com que Aurora passasse por algumas situações um tanto quanto incômodas, especialmente quando tinha de cuidar de um animal que a maioria das pessoas manteria distância, como estava sendo o caso naquele dia em que a jovem veterinária ocupava-se – e se divertia – com um filhote de urso negro que fora trazido ferido pela pessoa que agora estava ali aguardando – Foi muito bom ter resgatado ele, porém, um pouco perigoso já que a mãe poderia estar por perto – os olhos escuros da veterinária ergueram-se para fitar MUSE um tanto severa, embora o sorriso no canto dos lábios mostrasse que estava satisfeita com a atitude alheia – Ele foi atropelado por um carro, quebrou uma patinha, mas logo vai ficar melhor, vamos cuidar bem dele.
❝Sei que foi perigoso, mas foi um risco necessário a ser corrido para que o filhote pudesse ser salvo.❞ Concluiu sem mencionar que a ideia de um urso enorme não lhe assustava, era difícil achar algo que verdadeiramente o assustava depois de décadas vividas. Porém, isto já era algo que a jovem desacordada não teria qualquer conhecimento ou sequer deveria saber, ao menos não agora. ❝Espero que tenha sido um mero acidente, ainda que a crueldade humana não me seria tão surpreendente neste caso ou até mesmo o medo que poderia ter sido o causador do acidente.❞
Com sua câmera vintage (mas só a aparência mesmo, porque o aparelho era por demais muito bem equipado por dentro), Star arrumava no banco sua mais nova vítima em um dos bancos do Hover Park, tagarelando enquanto os dedos agitados ajeitavam o colarinho, desamassavam uma ruga no tecido, arrumavam algum fio de cabelo fora do lugar, acertavam o microfone de lapela. ❛❛ —- Ai sabe, brigada mesmo por ter aceitado participar do meu documentário, viu? Aparentemente pra eu terminar o meu curso de edição de reportagem eu precisava, tipo, gravar uma entrevista eu mesma e editar depois. Onde já se viu? Eu nem sou repórter. Mas tudo…. Bem! ❜❜ ela pausou a fala para poder admirar a pessoa ajeitada, sorrindo satisfeita quando finalmente a deixou como queria. Com uma única palma, foi para detrás da câmera para poder encaixar a pessoa no frame da imagem. ❛❛ —- Vamos fazer isso ser bem simples, tá? Se eu quiser o certificado eu preciso entregar isso tudo editado até hoje a noite. Um, dois, três… Gravando! ❜❜ sem nem dar tempo algum para o entrevistado, apertou o botão de “gravar”, fingindo uma arma com os dedos da canhota para indicar que era a hora de começar a falar. ❛❛ —- Então… Pode começar falando seu nome, sua idade e um fato interessante sobre você mesmo. ❜❜
Ocupado do jeito que era Elijah optava por valorizar em demasia seu tempo livre e como o gastava, mesmo assim não quis ser mal educado com a jovem quando lhe foi pedido que fosse parte de um documentário, mesmo que tal coisa não fosse de seu feitio. ❝Não há de que, estou sempre disposto a ajudar pessoas focadas em seus trabalhos e estudos.❞ Pontuou de forma educada, a posição ereta da coluna lhe era costumeira ainda que lhe desse um ar mais sério e centrado junto da expressão facial. Assentiu com a cabeça diante da fala dela, concordando em sua mente que deveria ser feito da forma mais simples possível, sendo assim seria rápido e lhe sobraria mais tempo para que aproveitasse o tempo escasso que poderia considerar uma folga de todo o resto. ❝Me chamo Elijah Fortune, tenho quarenta e dois anos e não sei se possuo algo de muito interessante a dizer sobre mim, talvez conte o fato de eu já ter considerado me dedicar as artes antes da medicina? Ainda escrevo como um hobbie.❞