As pessoas te conheciam e te invejavam; você sempre ostentou seus privilégios, seus carros conversíveis, os relógios caros, sempre tão bem alinhado com suas jaquetas de couro e óculos escuros. Mas as pessoas não viam as grandes apostas, os cassinos, as corridas. Você sempre teve tudo, mas ficava excitado com qualquer menção ao perigo. Talvez gastar seu dinheiro de forma desenfreada era a sua alternativa de esquecer que seu pai o odiava por não agir de acordo com os outros garotos de sua idade. Enquanto eles competiam no time de futebol americano, você ficava nas arquibancadas liderando as apostas. Nunca quis ser comum, sempre quis o extraordinário. Mas seria esse o caminho que desejava trilhar? Os privilégios seriam eternos?
THE ECCENTRIC ou MASON BLANCHET atualmente tem 30 ANOS, mora em New York e trabalha como EMPRESÁRIO.
Na East Wenk diziam que era muito parecido com GAVIN LEATHERWOOD, mas atualmente vivem comparando ele com MICHAEL TREVINO.
Em seu yearbook, MAZE disse: ❝ The way I see it, you should live everyday like its your birthday. ❞
Quando a mãe de THE GONE GIRL se casou com seu pai e você passou a morar na casa dela, já imaginou que teria diversão. Afinal, desde que a conhecera ela havia se tornado o seu sonho insuperável. Mesmo com meses morando sob o mesmo teto, você não conseguiu nada. Mas você não desistia, por isso propôs uma aposta: se ele tirasse a virgindade da garota mais pura que conheciam, a Rainha de East Wenk seria sua.
Você só não imaginava que THE ECCLESIASTIC fosse tão difícil. Dono de uma persistência invejável, você passou a frequentar as mesmas atividades extracurriculares que ela é até se atreveu a acordar cedo para ir à missa no domingo. O problema é que inconscientemente você fazia as coisas para estar perto dela, aproveitando a companhia alheia. Visto que ela era o oposto das pessoas que convivia, sua companhia era como um sopro de ar fresco.
Rivalidades de crianças não amadurem com o tempo e isso é perceptível sempre que você e THE RECKLESS se encontram. Ele o odiava quando vocês eram crianças e você fazia questão de provocá-lo quando dada a oportunidade. A diferença é que antes quando vocês partiam para agressão física, ficavam apenas rolando pelo gramado da escola. Agora, tomariam estragos de grandes proporções.
Seu relacionamento com THE CELEBRITY era simples e direto: prazeres da carne, por assim dizer. Encontravam um no outro o interesse mútuo sem qualquer cobrança adicional, e assim mantinham as relações.
bio abaixo do read more
name: Mason Blanchet
nicknames: Maze
age: 30
sexuality: pansexual
birth: 05 de novembro de 1990
sign: escorpião
occupation: Fundador da Blanchet Gamble, um site de apostas.
Para entender como Mason Blanchet virou o rapaz egoísta e mal caráter que era, fazia-se necessário voltar consideravelmente no tempo. Talvez, ainda, para uma época em que seus pais também tinham as própria personalidades e decisões moldadas pelas situações externas aos quais eram submetidos. Ensinamentos imprudentes sempre foram repassados às mulheres, em especial a ideia de que com apenas uma pequena força de vontade, era possível transformar qualquer homem no par ideal — foi com base nisso que Carmela caiu nas graças de um ainda novo Francesco, igualmente convencido de que uma paixão avassaladora seria capaz de preencher as lacunas e frustrações deixadas pelos anos de maus tratos da própria família. Suficiente dizer que ambos eram jovens e ingênuos - e enganaram-se. Ao contrário do idealizado, o amor não parecia suficiente, não quando as ambições, ego e necessidade de controle do homem falavam mais alto que a paixão que aos poucos apagava. Carmela tentou, realmente tentou, mas tampouco era suficiente para si a vida confortável e o luxo, não quando vivia em um constante inferno. A mulher de origens humildes também não podia contar com o mínimo de respeito da família do marido, o que intensificava a gravidade da situação. Após três anos, decidiu que não mais poderia prosseguir. Para sua surpresa, no entanto, descobriu estar grávida.
E um filho costumava resolver tudo, certo? Bem, ao menos este era mais um dos ensinamentos errôneos repassados há décadas, mas ao qual Carmela chegou a se agarrar por um tempo. Quando Mason chegou ao mundo, ela ainda aguentou mais alguns anos, mas os problemas aumentavam. Francesco era negligente, agressivo, infiel. Palavras duras eram proferidas com frequência, brigas provocadas diariamente. E foi em uma dessas ocasiões, quando o pequeno Maze tinha somente cinco anos, que Carmela finalmente aceitou que não havia qualquer esperança ali. Deixando o filho para trás, sumiu do mapa. Francesco tentou usar toda a influência e o dinheiro para encontrá-la, mas a mulher tinha feito um bom trabalho em manter-se fora do radar. O homem nunca aceitou ter sido sua culpa, ou consequência do desgaste dos anos de um relacionamento já fracassado desde o início. Não; culpava Mason e os problemas que um filho supostamente trazia. Se antes já não era o mais carinhoso dos pais, a partir dali passou a vê-lo como um estorvo, um castigo, quase. Foi nessa posição que cresceu, a do responsável pelo abandono da mãe, a de um inútil cuja presença nunca fora desejada. Francesco fazia sempre um bom trabalho em relembrar Mason de como o via, o que não poderia mesmo ter qualquer outro resultado além de um jovem realmente problemático.
O carinho e amor do pai não eram um objetivo possível, sempre soubera. Reconhecimento, quem sabe, mas o homem jamais daria o braço a torcer. Só restava-lhe buscar aprovação alheia, e da única maneira que conhecia: com imagem e dinheiro. Abusando sempre da extravagância, o lugar no topo estivera garantido pela herança familiar, mesmo que fosse dono de uma personalidade odiosa que não apetecia ninguém verdadeiramente. E que não se enganassem, toda a aparentemente auto estima do homem não passava de um ato, uma tentativa desesperada de enganar a si mesmo. Ele podia ser tudo de ruim (ao próprio ver, inclusive), mas ainda acreditava ser mais do que qualquer um que não tivesse tanto dinheiro quanto ele - já que era a única coisa que havia aprendido importar. Conforme os anos passavam, aqueles aspectos ditavam ainda mais seus atos, e percebia que a única maneira de chamar atenção do pai era fazendo coisas erradas. Por isso passou a se envolver em uma ou outra polêmica constantemente, já que o desprezo era melhor do que a indiferença, e foi também dessa forma que se familiarizou com as apostas e a adrenalina do proibido. E, pasmem, ele era bom naquilo! Mason Blanchet era realmente bom em alguma coisa. A rede de apostas ficava mais firme, robusta. O que começou como uma brincadeira, apenas mais uma forma de mandar à merda qualquer regra, agora virava um ramo de atuação.
Claro que ele poderia transformar aquilo em um negócio digno, e assim muitos poderiam pensar que o fizera. Ao final do ensino médio até chegou a ingressar na faculdade de negócios, já que esse era o rumo esperado pelo pai, mas largou os estudos após o segundo ano quando seu site de apostas passou a crescer. Para quem olhava de fora, não poderia haver nada errado com a rede de apostas aparentemente conforme os regulamentos do estado — mas, ainda, talvez pudessem argumentar que pagar a derrota dos times cujas apostas se concentravam não era exatamente justo. Quando ele quem emprestava dinheiro a uma boa parte dos apostadores com juros excessivos, então? Não, não era um negócio tão digno assim. Mas o que podia fazer? Tinha aprendido com seu pai que honestidade e trabalho duro não levavam a lugar algum.
headcannons:
> Cortou laços completamente completamente com o pai depois da faculdade, todo dinheiro que tem hoje é do próprio negócio.
> Não tem um relacionamento sério porque 1. Ninguém aguenta ele 2. Ele se recusa a confiar emocionalmente em alguém 3. Ninguém aguenta ele.
> Já foi detido duas vezes: uma pouco antes de iniciar seus negócios, por dirigir embriagado, e outra por brigar em uma balada - pagou a fiança em ambos os casos e foi solto sem muitos problemas.
> A única lembrança que tem da mãe está conectada a um colar de pérolas que ela deixou para trás, Mason escondeu para que o pai não se livrasse da joia e a guarda com muito cuidado.
> Tem um medo irracional de tempestades desde pequeno, que foi intensificado já que o pai o trancava no quarto quando isso acontecia para que não tivesse que lidar com o garoto chorando. Apesar de controlar muito melhor a situação atualmente, ainda fica nervoso demais e não consegue dormir.
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E lá estava sua diversão. Sim, porque classificar Catherine Sinclair como uma diversão afastava o peso daquela necessidade latente que ultimamente parecia tomá-lo quando ficava tempo demais distante da garota. Afinal, Mason vivia pelo vício dos prazeres superficiais; não seria qualquer novidade portanto que um brinquedinho tão bonito e atrativo lhe provocasse tamanha dependência. Porque à partir do momento que ela não mais fosse apenas um de seus passatempos, então a maneira que se sentia atraído como um imã se tornaria digna de ressalvas. Não, aquilo não aconteceria. Caminhar até a barraca era fácil demais, tão fácil que ele não ligou para a terra que sujava o sapato caríssimo ou o aroma enjoativo e adocicado da carne cozida que vinha do local, e logo se aproximava da pequena abertura na parte traseira da barraca. Ele não havia se inscrito para ajudar ali, ou qualquer outro local na realidade, mas duvidava que se oporiam à mais uma ajuda - bom, porque provavelmente imaginariam que ele seria um auxílio no início. Com uma falsa simpatia reservada para aqueles razoavelmente próximos de Catherine, Blanchet cumprimentou-os e caminhou na direção da garota que servia alguém. “Estou atrasado?” Sabia a resposta, mas também sabia que não poderiam classificar vinte minutos como um atraso exorbitante. Alguém havia lhe entregado um avental mas apoiara em uma cadeira, sem qualquer vontade de usar o tecido. A jovem pareceu surpresa, e ele sorriu lateralmente em resposta, colocando-se de frente à ela. “O que? Eu disse que ajudaria.” Ainda, atrevidamente, ousou tocar os antebraços dela com os dedos longos, de modo delicado e que não parecesse demais naquele contexto. Tinha de saber seus limites com a Saint Sinclair. “Por que não me explica o que eu tenho que fazer?”
muita gente. catherine tinha as mãos envoltas com as luvinhas de plástico sujas com a carne do pernil e condimentos, levando em consideração de que estava tendo que montar os sanduíches e realizar o mise en place ao mesmo tempo devido à falta de um dos voluntários inscritos na atividade porque bem, barraca de comida era sempre uma bomba. não queria admitir, mas estava começando a ficar perdida em meio às múltiplas tarefas e restrições de ingredientes que às vezes recebia nos pedidos. levantara de leve as mãos, tentando se organizar. chegou a pensar que não estava dando o seu melhor por ter outras coisas na cabeça além de sua obrigação. coisas como mason blanchet, por exemplo. sobre como a aproximação dele nos últimos meses vinha se tornando cada vez mais frequente, e sobre como isso afetava diretamente sua vida. bem, a dele também, afinal, nunca havia o visto frequentar a igreja antes, como fizera pela terceira vez na semana passada. às vezes a deixava nervosa e emburrada com aqueles sorrisinhos tão típicos, fossem de deboche ou de divertimento, e isso a levava a pensar sobre como também pegava-se sentindo falta disso às vezes. mason parecia melhor em vários aspectos ao mudar alguns de seus comportamentos, mesmo que a maioria das pessoas que amasse e convivesse não acreditassem nele. bem, ela acreditava cada vez mais. assim como acreditara no “talvez aparecesse por lá, uma hora ou outra” do blanchet, deixando-a realmente esperando por isso.
como se estivesse pensando no próprio diabo, a figura esguia e elegante do outro aparecera dentro da tenda cercada pelo cheiro de comida e a quentura dos pequenos fogões de mesa. realmente havia vindo. vestido daquela forma, mas viera. a surpresa não durara muito, apesar de tê-la realmente pego de jeito, o estômago até ardera. mesmo não querendo demonstrar a ridícula animação de vê-lo ali pra ajudar (e dessa forma, provar a si mesma de que mason blanchet era mesmo um cara legal), no momento em que ele sorrira, não pudera deixar de fazê-lo também, ainda maior do que ele. “ ━━ mason! ━━ ” soltou sem titubear apesar de que, de fato, a aproximação a deixara sem jeito. bem, aquele era o jeitinho blanchet de ser, ela acreditava. na maioria das vezes não dava pra fugir. “ ━━ o fato de dizer que viria não garante sua credibilidade, e a mensagem não passou lá a maior segurança do mundo. mas olha, não é que você cumpriu mesmo? ━━ ”
“ ━━ mas você chegou em boa hora… ━━” analisou novamente a roupa do jovem. “ ━━… e eu diria pra você colocar o avental. tem coisa que mancha aqui. ━━ ” sugeriu. não conseguia realmente ver mason executando aquelas tarefas, ainda mais bem vestido daquele jeito, mas isso não diminuía a forma como estava contente. “ ━━ preciso de ajuda pra fatiar o pernil e montar os sanduíches. pode me ajudar com isso? ━━ ”
Quando toda aquela coisa se iniciou, Victoria ocupava a cabeça grande parte do tempo. Por vezes de uma forma positiva, já que achava suficiente graça no desafio para agradecê-la por tal entretenimento; e por vezes com raiva, já que tivera que submeter aos mais diversos tipos de tortura. Tivera que ir até mesmo à Igreja! Como não fora recebido com jatos de água benta jamais saberia, mas porra, devia ganhar aquela maldita aposta só por aguentar horas de uma missa mortalmente tediosa. Conforme o tempo passava, no entanto, as situações eram menos insuportáveis. A variedade de coisas que se vendiam em um Walmart, por exemplo, havia lhe surpreendido e não poderia dizer que fora o pior passeio do mundo. Claro que a raspadinha de coloração extremamente artificial e precedência duvidosa não foi a melhor refeição de sua vida, mas o fato era que estar com Catherine não era desagradável justamente por… estar com Catherine. Devia ter desistido de tudo aquilo quando a irmã postiça tinha sumido, afinal, sem Victoria, sem aposta. Mas não conseguira. Disse a si mesmo que era para que pudesse vencer de qualquer maneira, mas no fundo - muito no fundo- sabia exatamente o que o motivara a prosseguir. Era a mesma coisa que o fazia achar aceitável amarrar um avental horroroso por cima das peças caras de grife que utilizava. Mas, e que Deus o castigasse; era impossível não se cativar com aquele sorriso. Não era da área da saúde, mas apostaria que o coração tinha parado por pelo menos trinta segundos ali. “Ouch. Eu não passo credibilidade? Estou magoado, luv.” Era uma óbvia brincadeira, já que não somente o ego era grande demais como ele reconhecia que sua palavra de nada valia. Não que ela pudesse ter aquilo como certeza, não naquele contexto. Franziu o nariz em desgosto enquanto buscava o avental amarelo repleto de corações vermelho-sangue, amarrando totalmente torto em sua cintura. “Montar o pernil e fatiar sanduíches, okay” Assentiu, encarando as pessoas ao redor a fim de compreender como faria aquelas tarefas. Bem, não deveria ser tão difícil cortar uma carne, disse a si mesmo. Alcançou uma das facas e a ergueu sem muito cuidado, analisando a lâmina antes de tomar alguma ação. “Espera, qual pernil?” Tinha um pedaço grande de uma carne que parecia próxima do fogo para manter a temperatura, mas aparentava ser trabalhoso demais cortar um pedaço para só depois desmembrar em pedaços ainda menores que coubessem no pô. Havia um garoto loiro próximo dali que montava alguns lanches e tinha a seu lado boa quantidade de pernil cortado em finas tiras; tentou se lembrar do nome dele sem sucesso. Wesley? Warren? Wilmer? Ah, não importava. “Ei, nerd, me empresta aí” Pediu, pegando um punhado da carne e levando até o seu ‘pedaço’ do espaço, abrindo um dos pães e colocando a proteína ali sem qualquer cuidado. “É isso. É isso? É né.”
E lá estava sua diversão. Sim, porque classificar Catherine Sinclair como uma diversão afastava o peso daquela necessidade latente que ultimamente parecia tomá-lo quando ficava tempo demais distante da garota. Afinal, Mason vivia pelo vício dos prazeres superficiais; não seria qualquer novidade portanto que um brinquedinho tão bonito e atrativo lhe provocasse tamanha dependência. Porque à partir do momento que ela não mais fosse apenas um de seus passatempos, então a maneira que se sentia atraído como um imã se tornaria digna de ressalvas. Não, aquilo não aconteceria. Caminhar até a barraca era fácil demais, tão fácil que ele não ligou para a terra que sujava o sapato caríssimo ou o aroma enjoativo e adocicado da carne cozida que vinha do local, e logo se aproximava da pequena abertura na parte traseira da barraca. Ele não havia se inscrito para ajudar ali, ou qualquer outro local na realidade, mas duvidava que se oporiam à mais uma ajuda - bom, porque provavelmente imaginariam que ele seria um auxílio no início. Com uma falsa simpatia reservada para aqueles razoavelmente próximos de Catherine, Blanchet cumprimentou-os e caminhou na direção da garota que servia alguém. “Estou atrasado?” Sabia a resposta, mas também sabia que não poderiam classificar vinte minutos como um atraso exorbitante. Alguém havia lhe entregado um avental mas apoiara em uma cadeira, sem qualquer vontade de usar o tecido. A jovem pareceu surpresa, e ele sorriu lateralmente em resposta, colocando-se de frente à ela. “O que? Eu disse que ajudaria.” Ainda, atrevidamente, ousou tocar os antebraços dela com os dedos longos, de modo delicado e que não parecesse demais naquele contexto. Tinha de saber seus limites com a Saint Sinclair. “Por que não me explica o que eu tenho que fazer?”
“Você” o puxou pela mão e o arrastou para mais perto de onde estava a concentração de competidores. O famoso jogo do ovo na colher. Aparentemente era famoso, mas se pudesse admitir, diria que era pouco conhecido por ela. Nunca havia brincado, mas se entraria naquela competição era para ganhar. Precisava de uma dupla e, por sorte, o primeiro rosto reconhecido no meio da multidão de adolescentes foi o de Mason. “Abre a boca, preciso ver se você consegue colocar um ovo e uma colher na boca. Aliás, como funciona isso? Tem que colocar o ovo e a colher na boca? Tipo… juntos?” perguntou levemente confusa, como de praxe. A brincadeira parecia ser mais difícil do que imaginou “Okay, hold on” o puxou mais uma vez, agora se posicionando na fila de inscrição e dando uma breve olhada na placa de regras, observou as instruções ilustradas “Ah isso é fácil. É só a ponta da colher que vai na boca, duh. Acho que na segunda fase que precisa colocar o ovo na boca.”
Quiçá fosse bastante confuso descrever o quão inversamente proporcional era a auto estima e o narcisismo do rapaz; pois ao passo em que no fundo se sentia um merda, igualmente pensava ser superior a praticamente todos daquele lugar. Ou, bem, de todos os lugares. Sua postura, é claro, não escondia tais pensamentos. Enquanto caminhava com as mãos nos bolsos e o nariz em pé, agia como se fosse bom demais para estar ali em meio à meros mortais. Parou próximo à grande movimentação de pessoas, os olhos fixos na barraca de sanduíches — qualquer um que o olhasse naquele momento, poderia muito bem pensar que estava faminto. Mas o seu foco estava em uma figura específica, que ele inclusive já havia decidido ir atrás para conversar, se não fosse pela repentina aparição da miniatura em roupas bonitas, caoticamente puxando-o para o meio de toda aquela gente falando algo sobre ovos e colheres. A voz de Lindsay era bem conhecida; e ele sabia que coisa boa não podia ser. Pego de surpresa, sequer tinha racionalizado tudo até que seu nome já estivesse inscrito na competição. “Que merda, Lilo, ovo na colher?” Ele resmungou, mas acabou cedendo. Talvez porque na sua visão, a jovem mais se aparentava a um cãozinho fofo do que uma garota. “Não, princesa, você tem que equilibrar o ovo na colher, segurando o cabo pela boca.” Havia uma pontada comum de sarcasmo na voz, mas a verdade era que Mason tratava a jovem com uma calma muito maior que a maioria das pessoas conseguia instigar no rapaz. “Puta que pariu, vamos lá” Soltou o ar, verificando as instruções para participar do jogo idiota. “Eu vou e volto com o ovo, depois você vai fazer o mesmo. A dupla que fizer isso primeiro ganha, ao que parece.”
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