MARUYAMA KOHAKU (acredita que) nasceu em Tokyo, em uma noite chuvosa de 29 de agosto há 26 anos. Mora em Haneul Complex, no apartamento C3 da torre aurora desde os 8 anos de idade com o pai de quem cuida desde que se entende por gente porque é um homem doente. MARU trabalha como cabeleireira e manicure em um salão de classe alta não muito longe do condomínio, mas faz atendimentos à domicílio e com um precinho muito melhor para os conhecidos do prédio.
“no questions that the girl’s a ten !”
personality ; A personalidade de Kohaku é ser bonita. Por escolha, porque é esperta. Inteligente não é, nunca foi. Mas esperta, isso sim. Nunca deixou que a barreira linguística e cultural interferisse em seu caminho rumo aos objetivos de ter o seu próprio salão beleza. É com a beleza e carisma que não lhe faltam que busca abrir suas portas. Determinada, mas justa. Tem seus planos e objetivos, mas nunca passaria por cima de ninguém por eles, como as heroínas de infância bem ensinaram. Sim, Barbie e Sailor Moon. Seu pai tentou ensiná-la a ser durona, mas não deu certo. Maru é delicada até a raiz dos cabelos tingidos e adora ser tratada como a princesa que acha que é (apesar da realidade do lugar onde mora). Acontece que é sonhadora e romântica também, não há o que fazer.
“don’t hate me ‘cause i’m beautiful !”
trigger warning! menção (não descritiva) a tráfico de pessoas, prostituição, abuso físico e psicológico, tentativa de aborto e morte.
biography ; A história que o senhor Maruyama contou para a filha é diferente da realidade. Seus pais não eram casados, nunca nem tiveram envolvimento romântico. Takeda não é nem seu pai biológico. Tantas camadas de mentira que a verdade parece inalcançável. Mas ela existe e é uma só: Junko Yagami foi enganada, tirada de sua cidade no interior do Japão e da família simples com a promessa de uma vida melhor. Mas acabou virando prostituta na Capital, coagida e ameaçada com o bem estar de sua família, ela ficou. Pareceu aceitar a desgraça que lhe tinha acontecido e se deixou levar por drogas, álcool e o que quer que os homens perversos e inescrupulosos quisessem fazer.
Em uma dessas noites Kohaku foi concebida Deus sabe por quem. A pobre Yagami não fazia ideia, nunca teria como saber. O aborto seria mais uma dívida que teria com os sequestradores que forçavam aquele trabalho escravo sob uma dívida que ela nunca tinha feito com roupas, maquiagem e jóias para ficar apresentável aos clientes. Ela não queria mais um dívida, então tentou forjar o próprio aborto. Sem sucesso. A criança era forte, queria viver.
Foi no desespero de Yagami que Takeda se compadeceu. Na época ele era um dos homens que fazia segurança na casa de prostituição. Responsável por não deixar que nenhuma das garotas fugisse. Mas ele não só ajudou a jovem em apuros a fugir. Fugiu com ela alguns meses depois. Mas ele sabia melhor que ninguém que era arriscado ficar no Japão. Já tinha planejado tudo para fugirem para a Coreia do Sul com passaportes e identidades falsas quando chegou a hora do parto.
Kohaku, que tem esse nome porque a mãe achou que era um menino, nasceu em Takayama. No quarto de uma pousada com a ajuda das funcionárias do local. Sua mãe chegou a ser socorrida, mas morreu a caminho do hospital por complicações no parto. Ou da gravidez complicada. No medo e do estresse que passou na gestação. Dos problemas que o corpo fraco já tinha. Ninguém nunca se importou em saber.
Maruyama se afeiçoou rapidamente a menina. Não quis deixá-la em Takayama como era o plano B. Sim, abandoná-la na pousada a própria sorte. Ele não conseguiu. Contatou amigos e foi para Busan com ela. Passaram alguns anos lá criando memórias e construindo o disfarce que protegeu Kohaku da verdade dolorosa de seu passado. Só depois disso que se mudaram para Seul.
E foi assim que Kohaku cresceu: achando que nasceu em Tokyo, que se mudou para Busan porque o pai recebeu uma oferta de emprego melhor depois que a mãe morreu no parto. Que foram para Seul pelo mesmo motivo, mas Takeda teve um acidente no trabalho na companhia de distribuição de energia e viviam da aposentadoria baixa dele, por isso tinham se mudado para o Haneul. O que os olhos não veem, o coração não sente.
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“claro que sim! seria uma honra!” a garota sorriu alegre com a presença dele, estava curiosa, principalmente com o cabelo brilhoso dele, parecia que o mesmo havia saido de um comercial de shampoo. “seu cabelo tem algum segredo ou algo assim?” se aproximou olhando as ondinhas.
“uma honra? isso é muito lisonjeiro da sua parte.” kazuyuki agradece enquanto tem as bochechas coradas e evita o olhar dela, mesmo se aproximando um pouco mais. “meu cabelo?” o japonês pergunta, surpreso com a escolha do assunto. “minha mãe é cabeleireira, ela que cuida dele desde que deixei crescer. acha que isso vale de alguma coisa?”
“Chega mais, cara. Está tudo bem… Quer um?”, ofereceu o maço de cigarros que estava prestes a abrir para o rapaz e encostou na parede. “Ela está tentando te arrumar um encontro?”, o observou com um sorrisinho, “Assim, estou perguntando pois o meu tio faz a mesma coisa… Quer de todo jeito que eu desencalhe”, o velho não tinha noção de espaço, mas Christian estava acostumado então acabava não ligando tanto assim. Tinha até conseguido um ou dois encontros legais por causa dele. “Fica tranquilo, se alguém aparecer perguntando por você…”, olhou ao redor, pensou um pouco e voltou a sorrir. “Te jogo ali naquele arbusto”.
kazuyuki sorri aliviado e se curva em agradecimento. se aproxima do outro para pegar o cigarro e imita o outro ao encostar na parede. tirou do bolso o próprio isqueiro e acendeu o cigarro. deu um trago longo e soltou a fumaça com calma, aproveitando a sensação que trazia por um momento antes de entregar o isqueiro para o outro. só então ele balança a cabeça em negativa. "dona kohaku é ciumenta demais para me arrumar um encontro por livre e espontânea vontade." yuki responde sorrindo. "mas gosta de me exibir como um troféu." acrescenta quando vira o rosto para o outro rapaz. "e você não quer desencalhar ou só não gosta das 'opções' apresentadas pelo seu tio?" yuki estava achando a história engraçada, não entendia a pressa que os mais velhos tinham com relacionamentos. a vida era mais que isso. "obrigado, vou ficar muito grato."
Hyeseong desviou o olhar do smartphone para encarar o outro, ele não parecia nem um pouco estar aproveitando a reunião e Hyeseong se compadeceu com isso um pouco, oferecendo o um sorriso caloroso. ❛ fica a vontade. sem paciência pra fazer networking? ❜ Perguntou, e se escorou na parede esperando uma resposta. ❛ por “sorte” meu pai é bem menos desenrolado que eu, então ele me apresentou os amigos dele e foi isso, não precisei perder muito tempo depois, só com quem eu queria. ❜
"nenhuma." kazuyuki suspira derrotado enquanto se aproxima um pouco mais. estava sendo motivado pelo sorriso caloroso e as palavras gentis para isso. "ah isso que é sorte." o japonês balança a cabeça em reafirmação. "é a primeira vez que vem aqui? é minha primeira vez e da minha mãe também. ela morou no haneul, mas vivíamos no japão e agora que ela voltou para a coreia, queria muito rever os amigos. eu vim porque ela não queria vir sozinha, mas agora estou pensando em sair de fininho. acha que vou perder algo legal se fizer isso?"
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as vezes ficar no meio de muitas pessoas poderia ser um pouco demais para a coreana, já que ela era introvertida por natureza e ter tantas pessoas puxando assunto consigo uma atrás da outra a deixava um pouco perdida. até porque nem sempre sabia o que dizer. escutou a voz alheia falando consigo e se virou, se distraiu naquela área externa e mal se deu conta de quanto tempo passou. ❝ ah, claro. você pode. ❞ balançou a cabeça em confirmação, dando espaço ao rapaz ❝ você também não é do tipo que gosta muito dessas coisas? ❞ perguntou, imaginando que poderia o entender muito bem ❝ minha mãe é daquelas que não para de falar nunca… se eu ficasse lá com ela e meu tio por mais um pouco acho que acabaria toda a energia que eu tenho e teria desmaiado. ❞ brincou.
"muito obrigado." kazuyuki diz e se curva para a mulher antes de ocupar o lugar ao lado dela. "sou exatamente desse tipo." ele confirma com um sorrisinho tímido. "minha mãe é como a sua, fala pelos cotovelos. é a primeira vez que ela vem, está mais animada do que eu vi nos últimos anos. estou um pouco assustado até." ele brinca. não era verdade, estava feliz em ver sua mãe tão animada e tão bem. "eu só estou aqui porque ela não queria vir sozinha, mas acho que minha companhia não é mais necessária."
dawon estava sozinho na mesa, prato e copo vazio. não estava exatamente satisfeito, mas comeria mais depois. naquele momento, estava ocupado com outra coisa: olhando muse enquanto tinha o cotovelo apoiado na mesa, para que pudesse apoiar o rosto na mão. havia um motivo concreto para isso? não. só gostava de fazer aquele tipo de coisa de vez em quando, um tipo de experimento social só seu. ver quanto tempo a pessoa demorava para notá-lo e como ela reagia quando acontecia.
kazuyuki não demorou para notar os olhos do rapaz em si. mas fingiu que não tinha visto. fingiu que estava apenas com o olhar desfocado quando percebeu que o outro não ia parar de olhar. se perguntava o que ele queria. o que um garoto tão bonito queria olhando-o daquele jeito. yuki não deu mais atenção e tentou focar em sua comida de novo.
━━ isso é flamiche, o recheio é de alho-poró. eu que fiz! ━━ exclamou, naquela divisão de animação e uma certa insegurança. tinha testado a receita duas vezes e tinha ficado boa, mas ainda assim temia só ter achado isso por estar familiarizada com o gosto. tinha escolhido uma receita simples, justamente porque esperava ser mais fácil de agradar. ━━ pensei em fazer bouillabaisse, mas não ia dar tempo. ━━ acrescentou, rindo da própria piadinha. louise odiava bouillabaisse. frutos do mar demais na mesma sopa.
kazuyuki ia comer de qualquer jeito, mesmo sem a explicação da menina. tinha uma pedaço no prato e logo na boca. soltou um suspiro de satisfação porque estava muito gostoso. ele nem gostava tanto de alho-poró. “bouillabaisse é o prato que a fleur delacour vai buscar na mesa do harry no quarto livro.” ele comenta de forma casual. era de onde conhecia aquele nome. “você já leu harry potter?”
"oi, posso ficar aqui com você um pouco?" kazuyuki pergunta para a primeira pessoa que avista do lado de fora do salão de festas. era sua primeira vez na reunião. sua mãe era uma borboletinha social e estava reencontrando conhecidos. ele não era igualmente sociável e não conhecia ninguém. "vou ficar maluco se minha mãe me chamar para me apresentar a mais alguém."
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˗ˏˋ ♡ ˎˊ˗ ㅤㅤㅤㅤㅤㅤnow playing : ninja re bang bang by kyary pamyu pamyu
olha só quem está chegando, é AGATSUMA KAZUYUKI. ele é filho de MARUYAMA KOHAKU, que morou no haneul em 2023. olha só como já está grande, acho que tem VINTE E SEIS anos agora, acho que ainda trabalha como ENGENHEIRO DE SOFTWARE. olhando daqui parece um pouco com YAMAZAKI KENTO, não acha?
HEADCANONS;;
Depois do falecimento do pai Kohaku ficou devastada e perdeu seu rumo, o seu brilho. A sensação de estar sozinha foi muito grande. Essa foi a motivação para a mudança para o Japão. Juntou todas as economias que eram para seu salão de beleza e voltou para sua Terra Natal com a esperança que preenchesse o vazio no peito. Não deu certo como ela esperou, mas a experiência foi marcante. A vida foi conturbada no começo e ela achou que cometeu um grande erro, mas fez amigos que ajudaram a se reencontrar. Entre eles Agatsuma Soubi, que era um garçom com sonhos de vencer na vida na base de sua arte, a sua música.
Kohaku foi a musa de Soubi por algum tempo e um romance floresceu daquela boa amizade. Um casamento simples e uma vida tranquila em um apartamento pequeno, que era o que podiam pagar. No meio disso, nasceu Kazuyuki, o primeiro é único filho do casal.
Os pais de Yuki se divorciaram pouco depois de seu nascimento. Soubi encontrou uma nova musa. Kohaku criou o filho sozinha, com o seu esforço nas profissões que sabia, cabeleireira e manicure, mas não em seu próprio salão. Ela nunca conseguiu abrir o seu próprio. Mas Yuki sempre viveu bem com o que tinha, era o bastante. O menino cresceu bem e saudável. Tímido e muito grudado na mãe que é sua única família. Mas muito bem.
Kohaku decidiu mudar sua vida toda de novo e quis voltar para a Coreia quando Yuki terminou a escola. Ele não tinha como não ir. Aprender coreano foi difícil, mas Yuki era inteligente. O bastante para conseguir passar em um vestibular e cursar engenharia de software em uma boa faculdade em Seul. Ele trabalha em dois empregos, um presencial e um home office para poder arcar com a dívida estudantil que ficou e ajudar a mãe a pagar a casa que ela comprou em Busan.
É a primeira vez que Yuki e a mãe participam da reunião de ex-moradores. Ele só está indo porque ela pediu por companhia.
˗ˏˋ ♡ ˎˊ˗ ㅤㅤㅤㅤㅤㅤnow playing : flower power by girls' generation.
Kohaku recebeu muita atenção durante a adolescência. As pessoas nunca escondiam sua surpresa ao descobrir que era japonesa e que falava coreano tão bem, mesmo que ela nunca tenha escondido que morava na Coreia do Sul desde bebê. Foi estranho por um tempo, parecia que ela não tinha permissão de ter dominado o idioma e os costumes. Como se não tivesse crescido como qualquer outra criança coreana em sua escola. A diferença é que tinha um pai japonês que tinha aprendido o idioma junto com ela.
Mas mesmo quando não era mais nova na escola Kohaku continou recebendo muita atenção. Ela não entendia, achava outras meninas mais bonitas e mais legais. Não era tão boa nos esportes (mas adorava baseball, assistir e jogar) e era dentro da média nos estudos. Mas as pessoas queriam sua companhia e ela gostava da atenção. Em especial a dos meninos. Mas não fazia nada que você não faria com tanta atenção. Só gostava de ser admirada e leogiada e paparicada com presentinhos.
Nessa mesma época foi que Kohaku descobriu que tinha que escolher alguma coisa para fazer da vida. Ir para a faculdade estava dando trabalho demais. Exigia estudo demais. Ela teve que ir para o plano b. Começou fazendo as unhas das amigas. Depois passou a se interessar por cabelos e a estudar na internet antes de ir atrás de cursos profissionalizantes. Sua primeira grande cobaia foi ela mesma. Desde os 14 anos Kohaku descoloria e tingia os próprios cabelos para aprimorar a técnica. Mas só fazia isso nas férias escolares já que a escola não permitia cores fantasia nos alunos. Seu pai não gostou nadinha no começo, mas apoiou sua escolha quando percebeu que não abriria mão.
“Noona, aqui... Deixa eu pegar para você...”, aproximou-se de sua Kou e com as pontinhas dos dedos, retirou o cílio que estava preso em sua bochecha, “Aqui... Vai fazer um desejo? ”, o sorrisinho no rosto era constante desde que haviam saído da pousada, mas Haejin não estava preocupado de que parecesse bobo demais. Divertia-se sempre que saiam juntos, e não podia – nem gostaria – de esconder seu bom humor dela. Principalmente quando ela havia aceitado de bom grado visitar um dos parques locais consigo. “Tem que ser um que eu possa fazer por você, ok? Tipo... Me pedir para ir comprar outro slushie”.
Kohaku estava olhando um casal de pássaros que encontrou entre a copa de uma das árvores. Tinha avistado os pontinhos coloridos há pouco tempo e a árvore ainda estava um pouco a frente. Não precisava erguer a cabeça e andar como se estivesse com a cabeça nas nuvens ainda. Ia falar para Haejin sobre o que tinha visto porque eles eram muito bonitinhos, mas se distraiu com o toque na sua bochecha. Ela espera até que ele tire o que fosse para agradecer a gentileza com um sorriso. Como ele, Maru não tinha deixado de sorrir. Mas desde recebeu o convite, se fosse ser bem honesta. Haejin era uma de suas pessoas favoritas em todo mundo, todo tempo que podia passar com ele era mais especial do que podia por em palavras. Ela ficava feliz quando estava com o mais novo, não importa o que façam. Pressionando a ponta do polegar no dele, ela faz seu pedido em silêncio e ‘guardou’ o cílio dentro da blusa quando ele ficou no seu dedo. "Eu pedi que você fosse feliz e saudável. Consegue fazer isso por mim, não é?" Pergunta enquanto deixa um aperto de carinho na mão dele. "Mas você pode me comprar outro slushie. Ou me dar uma piggyback ride até lá em cima, se quiser." A japonesa adiciona em tom de travessura.
Não dividir o quarto com ninguém trazia vantagens que Maruyama estava tirando proveito. Podia dormir à vontade e demorar o quanto quisesse no banho. Coisas que ela gostava bastante de fazer. Tirou a manhã para fazer as coisas com calma, seu banho, a rotina de cuidados pessoais, se arrumar e fazer a maquiagem. Porque não podia imaginar que havia alguém acampando em sua porta e que esse alguém era Sunwoo. Achou que ele estaria ocupado demais para ela de novo e por isso não mandou nem mesmo uma mensagem. Maru não ouviu aquele bom dia. A primeira e única coisa que conseguiu processar era alguém parado a sua porta e gritou de susto por isso. Teria batido a porta na cara de Sunwoo se não tivesse finalmente reconhecido sua voz. "Você me assustou!" Kohaku choraminga como se não fosse óbvio e avança para dar um tapa no braço do rapaz. Ia perguntar o que ele fazia ali uma hora daquelas mas a pergunta dele veio primeiro e fez a japonesa esquecer o que ia dizer. Ouviu o que ele tinha a dizer, mas não respondeu de pronto. Estava se esforçando para não sorrir. Entendia que o bolo não tinha sido de propósito, mas ficou chateada mesmo assim. Queria ter saído com ele. E ele estar ali tentando se redimir significava muito para Kohaku, muito mesmo. "É por isso que resolveu usar coisas com rosa hoje?" Ela pergunta enquanto leva o dedo para tocar a estampa de sua cor favorita na camiseta dele. "Deixo." Ela responde sorrindo bem pequenininho. "Para onde você quer me levar? Vou ter que trocar de roupa?"
sim, ele gritou junto com ela e ainda se jogou contra a parede assusto com o grito alheio, os braços formaram uma cruz em frente ao peito como se precisasse se proteger de algo. “você também me assustou” retrucou em tom dramático com os lábios tremendo um pouco, esfregando o braço como se o tapa tivesse doído. os olhos piscaram em uma surpresa confusa, abaixou o olhar para a estampa da própria camisa e o dedo feminino. “eu… acho que acabei escolhendo coisas rosas de forma inconsciente por estar pensando em uma forma legal de me redimir, você e seu cabelo devem ter ficado na minha mente e acabei me vestindo de rosa” responde um pouco ruborizado, um feito e tanto, Sun não era o do tipo que ficava envergonhado com frequência, mas a pergunta o pegou desprevenido. a escolha não tinha sido planejada realmente, mas não queria dizer que não foi feita por estar pensando nela, havia sido algo intuitivo. a afirmativa foi demais para si, sem conseguir se conter o coreano simplesmente passou os braços em volta do corpo feminino e a ergueu um pouco do chão a girando. “obrigado” disse rindo leve de tanta felicidade após colocá-la de novo no chão e dar um beijinho no topo da cabeça de fios rosa. “não, está perfeita assim” o sorriso era largo e os olhos brilhavam animados. “vem! você já tomou café da manhã?” quis saber enquanto caminhavam para saírem da pousada, uma parte do que havia planejado envolvia comida, então precisava saber se ela conseguiria aguentar mais um pouquinho caso não tivesse comido nada.
Kohaku se assustou com Sunwoo e se assustou com o susto dele. O coração estava muito agitado dentro do peito e ela tinha as mãos no peito para segurá-lo lá dentro. Mas ela também queria rir. Mas não fez. Mas queria. "Bem feito!" Ela exclama pela implicância. Mas derrete por inteiro quando ele responde sobre estar usando rosa. Não dava para descrever de outra maneira. Parecia que todo o corpo tinha derretido como um sorvete no sol. Até o coração estava batendo mais devagar agora. Ela esperava alguma brincadeira da parte dele e não as bochechas coradas ou a resposta honesta. A japonesa sentiu as bochechas esquentando e imaginou que não estava muito melhor que ele. Ou estava muito pior porque nem sabia para onde olhar depois de baixar a mão. Como podia um cara daquele tamanho ser tão fofo? Maruyama ainda estava pensando em algo para dizer quando sentiu os braços ao seu redor. Não deu tempo nem de processar o acontecido e os pés estavam fora do chão, só teve tempo de segurar nos ombros de Sunwoo quando giraram, rindo da reação dele. Era exagerada, mas era perfeita para Maru que era exagerada por natureza. Ela ainda estava sorrindo quando sentiu o beijinho que fez o coração acelerar de novo. Ela tão estava surpresa e um pouco zonza com tanta coisa acontecendo em um tempo curto que só percebeu que tinha seguido o outro cegamente e nem tinha pego nada. "Espera! Esqueci meu celular!" Kohaku exclama e volta correndo para o quarto para buscar o aparelho e a bolsinha que colocou atravessada no tronco. E voltou correndo para onde tinha pedido para o mais velho esperar. Tinha corrido tanto que estava ofegando um pouquinho. "Não tomei um café apropriado ainda, mas belisquei umas coisas que comprei para deixar no quarto. Por quê, nós vamos sair para comer?"
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Haseul suspirou baixinho olhando o mar. Escutava o barulho das ondas quebrando, a lua beijando a água salgada e as espumas se desfazendo a medida que a a maré levava e trazia as águas do oceano.
Ela estava mais emotiva do que o normal e talvez por isso não estivesse aproveitando a viagem como devia, mas não sabia evitar. Pensava nas possibilidades e rumos que sua vida poderia ter tomado caso tivesse feito certas escolhas. Era fato que Haseul estava nostálgica e com saudades dos filhos.
A mulher não era de beber, às vezes tomava um pouco de makgeolli, maekju ou soju, mas nunca passava da conta. No entanto, naquela noite, sozinha sentada a beira mar, não estava se importando muito se beberia demais ou não, queria diminuir aqueles pensamentos um pouco. Por isso, evitando chorar, segurava em uma mão uma garrafa de makgeolli e na outra o celular onde passava as fotos dos filhos. Estava prestes a deixar as lágrimas escorrerem quando ouviu passos atrás de si, se virando.
"Ah... Maru?", sorriu fraco ao fitar a amiga, contente por ela estar ali. "O que tá fazendo aqui, mulher? Por que não tá se divertindo?", perguntou e bloqueou o celular, soltando uma risadinha baixa e nada animada.
Haseul olhava o mar com a garrafa entre os pés quando viu Maru se ajeitar para sentar ao seu lado. Sem pensar duas vezes, deitou seu rosto no ombro da amiga, mantendo o pequeno sorriso triste nos lábios. “Não vai embora não…”, Haseul pediu sincera, levando a garrafa mais uma vez até os lábios e bebendo um gole demorado. Ajeitou o corpo e fez uma pequena careta não porque a bebida estava ruim, mas porque descia amarga — o que já era de se esperar considerando como se sentia. “Vou ficar te devendo diversão por hoje, Maru-ya…”, falou em um tom baixo e a fitou com os olhos marejados. “Eu tô com essa saudade que não cabe no meu peito mais… Por que eu tô aqui na minha folga e não com eles em Jeju?”, questionou, se referia aos seus filhos. “É claro que eu não posso ir para lá, eles acham que a mãe tá ganhando a vida com o pai deles nos Estados Unidos, pelo menos um presente eu tinha que levar e nem dinheiro pra isso eu tenho!”, confessou. Não era difícil para Haseul confiar ou contar as coisas para Maru. A amiga lhe passava uma confiança e um companheirismo que não sentia há muito tempo. “E agora… bem, agora eu tô de volta ao meu passado mesmo sem querer. Eu sei que surtei por mensagens quando soube que eram meus amigos de infância no quarto e é maravilhoso ter eles por perto, mas também me dá uma dor de perceber que o futuro que planejei foi por água a baixo sabe? É como se olhar pra eles me fizesse lembrar daquela Haseul animada, feliz e escandalosa que um dia existiu. E eu sinto falta dela…”, murmurou o fim da frase de forma que a voz não falhasse por causa do choro.
Kohaku encostou a cabeça na da amiga quando ela deitou no seu ombro e sorriu pequenininho. Ficava feliz quando as pessoas ficavam confortável ao seu redor. "Não vou então." Ela assegura a amiga enquanto a assiste beber. "Está tudo bem. A gente pode se divertir outro dia. Vamos cuidar de você hoje." A japonesa responde e faz um carinho no rosto da melhor amiga. Era doloroso vê-la com lágrimas nos olhos, mas Maru sabia que a falta que ela sentia dos filhos era muito mais. Sempre que ela queria chorar por isso, estaria ao lado dela e confortando como podia. Queria poder fazer mais e dar o mundo para que Haseul pudesse ficar com seus filhos. "Você está aqui porque você é uma mãe incrível e esforçada. Que trabalha duro pelos seus nenéns e merece uma folguinha também." Kohaku diz e busca pela mão dela e entrelaça os dedos. "Não tem nada para se sentir culpada. Você está renovando as energias para voltar a trabalhar e conquistar seus objetivos. Não tem nada-nadinha de errado nisso. Nada para que sinta culpa!" Maru estava decidida a fazer a outra entender que não estava fazendo nada de errado. Haseul carregava um peso grande nos ombros e Kohaku queria tirar tanto quanto pudesse dali. "Amanhã nós podemos comprar alguma coisa para eles. Você segue me comprando donuts na Dandan e ficamos quites." Kohaku não tinha nenhum interesse em ter o dinheiro de volta, mas não sabia se seria indelicado só dar o dinheiro. Não queria ofender a amiga sem querer. "Mas você está olhando para eles de verdade? Eles também são as mesmas pessoas de antes? Com os mesmos sonhos e as mesmas preocupações? Você foi a única que mudou?"