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@mariwatanabe

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Liberdade e off road, que queu to fazeno?
Liberdade é uma palavra estranha, se a gente toma cuidado demais ela vira algema, mas se não toma cuidado vira balão e leva a cabeça pro espaço.
Tenho medo de usar minha liberdade pra descansar eaí perder o embalo, esquecer de tudo que pensei, cair no limbo desavisada. E pra ser honesta, me preocupo muito com o que isso vai parecer pros outros. (Onde já se viu? Como se abrigar minha alma já não fosse trabalho suficiente, ainda carrego os julgamentos dos outros!)
Por outro lado, fico pensando que os carros desaceleram pra fazer as curvas e eu não fiz só uma curva, resolvi ir off road! E agora? É meu segundo dia dessa jornada e parece que já tô derrapando!
Bom, resolvi tirar férias, ir pro médico, pegar uns pokemons, tirar a cópia da chave que eu perdi, fazer as lições de casa do bordado, tirar as aranhas do meu pinterest abandonado!
Espero que isso dê certo, mas acho que se pá essa é a beleza do off road, né? A descoberta de novos desafios e como ultrapassá-los! E se eu atolar... Eu grito por socorro!
...alguém espera que eu seja bela, recatada e do lar.
You are the only person you need to be good enough for. —hereisthelight #ThingsToNeverForget ••• painting by Alexandra Levasseur
Erro é parte do processo; descosturar e cortar também! Demorei um bom tempo pra desencostar esse projeto por mil motivos diferentes, inclusive por preguiça de remexer no erro! Loucura né? 😊

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Que saudades do mar, do cheiro salgado, da espuma caindo no rosto!
Mamain, to na globo!
Mentirinha, gente, to em cantinhos muuuito mais lindos dessa internet! <3 No começo do ano eu falei com a Ana Fer do Cansei de ser básica sobre a mudança da indústria da moda e como/porquê eu quero participar disso. É rapidin, depois o Diogo Hayashi fala sobre o LAB Fashion! :D
Ee as lindíssimas lindonas do Oficina de Estilo falaram um pouco sobre meus novos estudos sobre como fazer a diferença!
E ainda sobre mudar a moda: tô organizando um rolê novo e bonitão do LAB Fashion + Change.org. O encontro que rola nessa quinta é o Do It Ourselves! A ideia é reunir o pessoal da moda sustentável e dar o 1º passo para a criação de um movimento!
Loucura 01 Dia desses eu percebi que canto na rua, indo para o trabalho, para a terapia, para qualquer lugar.. eu canto e eu dou uma dançadinha quando me sinto bem! A menos que alguém esteja andando na minha direção. Nesse caso eu fecho a boca e me faço de pessoa normal, o que eu não sou. Longe disso, eu gosto mesmo é de cantar na rua e sorrir pra bebês, falar com cachorros de desconhecidos, usar capas jedi, enfim ser a pessoa que eu sou. Quando faço essas coisas sinto algo engraçado que é quase uma vergonha de ser assim: esquisitinha. Confesso que é difícil me apropriar da pessoa que eu sou, percebendo, aceitando e amando as maluquices também. Eu ainda não sei me amar 100%, tenho muuito trabalho pra fazer. Mas o primeiro passo eu dei: tô aqui contando pra todo mundo que eu canto mesmo! E danço! E se você me ver na rua assim, está convidado a cantar ou dançar comigo :D
Quando tinha 5 ou 6 anos, chorei de sono sobre minha lição de casa e numa tentativa atrapalhada de disfarçar meu erro, passei a borracha na mancha, rasgando o papel. Então chorei para minha mãe até ela prometer falar com a prô Sônia e me garantir que não havia problemas.
Anos depois enlouqueci minha mãe tentando cortar perfeitamente o cós de uma saia que seria avaliada. Mal sabia eu que não era preciso cortá-lo perfeitamente.
Demorei um pouco mas entendi (e venho entendendo) que não preciso ser perfeita e não preciso me descabelar para fazer tudo perfeitamente.
Tento perceber e aceitar minhas imperfeições, remendando-as como posso, de acordo com cada situação. Assim foi o cerzido aparente e irregular da blusa.. o melhor que consegui fazer, com os fios que tinha e todo o meu amor.
Sobre ternos e armaduras
Quando meu avô faleceu, a casa bagunçada ficou órfã. Na arrumação descobri bolsas e acessórios da minha avó, de uma época em que ela ainda tinha tempo pra vaidade, um boneco do Jaspion e ternos e gravatas do meu avô. E o que mais me surpreendeu foi justamente imaginar meu avô andando de postura ereta, arrumado, usando terno e gravata.
(Em todas as minhas memórias meu avô andava encurvado, usando calça de moletom e camiseta larga, mas não por escolha, era mais para facilitar o trabalho da minha vó ao cuidar dele)
Então eu juntei várias peças do meu avô, algumas bolsas da minha avó e levei pra casa. Chegando lá, provei todos os ternos e ri sozinha por alguns minutos percebendo que todas as peças serviam super bem em mim! Depois saí sorridente pela casa mostrando essa coincidência pros meus pais.
Naquele momento eu não sabia dizer por que estava tão feliz com uma coincidência que parecia boba, mas um tempo depois comecei a entender que nunca me senti tão próxima do meu avô antes. Não era só o comprimento da manga, era o cuidado com a aparência, a importância das roupas... Eu estava “vestindo” um avô que eu não conheci, mas com quem me identifiquei imediatamente. *Foto de Larissa Saito

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Viver em beta
Sempre vivi em um mundo de pessoas incríveis, pessoas que dançam, cantam, cozinham, são organizadas e têm letras bonitas. Eu não via defeitos ou dificuldades nelas, e quando os percebia toda a ilusão caía por terra e eu me desapontava.
Claro que o mesmo acontecia com a pessoa que eu via no espelho, alguns dias eu era incrível, em outros era uma pessoa horrível. E as vezes eu era uma pessoa horrível em um mundo horrível, o que tornava tudo muito difícil e a vida acinzentada.
Assim eu percebi que precisava de ajuda pra conseguir levar uma vida mais leve e colorida, sem tantos altos e baixos. Estou nesse processo já há quatro anos, procurando o que faz sentido dentro de mim e aprendendo muito com os outros para entender a vida que quero viver e como chegar lá.
E hoje o que faz sentido pra mim é compartilhar esses aprendizados e projetos que forem compondo meu dia a dia. Afinal de contas, como eu aprendi neste fim de semana, nós vivemos em beta, sempre em fase de desenvolvimento, testando e aprendendo.