É muito louco estar numa relação amorosa.
Toda proteção que foi criada ao longo dos anos se torna vira a coisa mais frágil do mundo quando se entra numa relação. E com isso, toda tentativa de brigar por ela se torna algo intenso e complexo.
Ao mesmo tempo em que aprendemos com as dores e angústias das nossas vivências, as sombras e armaduras dessas e experiências sempre precisam vir como crescimento e maturidade e menos rancor e armadilha.
Tenho aprendido bastante com isso ultimamente. Não tem sido nada fácil. Sempre me faço forte e imbatível, mas tenho me sentido meio frágil demais. Isso me irrita!
Cada gatilho vem como algo poderoso e potente e me atinge de uma forma bem mais dura. Ao mesmo tempo, me pergunto se tem sido assim por conta de opções por adiar algumas questões ou simplesmente por estar numa situação pesada mesmo.
A tendência é sempre seguir pela segunda opção. É mto mais fácil botar a culpa no outro. Mas, por mais que a culpa seja mesmo, porque que precisa doer tanto? Porque precisa ser tão marcante? Será que estou perdendo toda aquela armadura? Será que estou mais fraca? Será que não sei lidar com os problemas?
Sabe, nunca me vi sendo a pessoa que foge dos problemas. Eu detesto postergar algo que está inflamado. A solitude me mostrou que preciso lidar com muitos medos pra conseguir sarar, mas a vida em conjunto tem me mostrado que tem tanta coisa que não se trabalha na solitude. Por ser impossível mesmo.
Muitas vezes fico com o direcionamento que a solitude me permitiu seguir, mas ao mesmo tempo vejo que isso mais atrapalha que ajuda. E, dito isso, qual seria o direcionamento certo?
Sei que não há, mas também sei que a calmaria e tranquilidade não é utópico. É possível! Mas porque tem sido difícil chegar nesse ponto? Me pergunto porque sei que não quero cair no boicote de “quando tá calmo demais desconfie”. Pra mim isso é lorota. O calmo é bom. Não precisa ser colocado num pedestal da ruindade.
Me pergunto se é possível trazer essa clareza assim, desse jeito pleno. Já sei que não é. Não estou lidando aqui somente com minha mente. Mas ao mesmo tempo sei que minha mente não é a referência do perfeito e nem tampouco do certo.
Mas pra mim é certo. Porque tem que ser difícil bancar isso? Porque é algo que precisa ser tão complexo e irracional? Como se eu fosse uma panela super quente que pode explodir a qualquer momento. Porque precisa ser assim?
Sei que estou machucada. Sei que tenho meus medos e gatilhos. Sei que não posso controlar tudo e nem as expectativas. Mas por saber isso tudo, porque a compreensão alheia é tão difícil?
Minha reflexão é algo que tenho me questionado. Tenho tentado esclarecer. Tentando entender. Me sentir leve e plena.
Tá sendo difícil. E tá muito fácil colocar a culpa na depressão e ansiedade. Sempre é. Mas acho que na verdade não se trata da doença e sim da vida. Do viver. Do viver em conjunto.
A insegurança me fere, abre cicatrizes. Mas estar ciente e disposta a melhorar acaba trazendo mais conforto na decisão de querer entender.
Talvez eu não entenda agora. Provavelmente não entenderei. Mas espero que um dia seja possível. Eu acredito que mereço isso.