𝐒𝐓𝐀𝐑𝐓𝐄𝐑 : closed. 𝐖𝐈𝐓𝐇 : @lundgrcm 𝐏𝐑𝐎𝐌𝐏𝐓 : ❛ i can’t leave you alone for one minute, can i? ❜
Mesmo com quase cinco décadas de existência, Grace ainda era tratada pela nova comunidade que a acolhe-la como uma recém-nascida que aprendia a dar os primeiros passos, um bebê gazela a desbravar desajeitadamente a floresta escura. E ela estava tão hesitante quanto, apenas tentava não demonstrar fraqueza diante de criaturas que ainda eram vistas como desconhecidos traiçoeiros. Nenhum interesse tinha pela comemoração proposta, mas vestira uma de suas melhores peças para cumprir com sua obrigação como uma das mais novas vampiras locais, forçadamente demonstrando seu apoio à sua nova espécie. Bebericava de uma taça de vinho tinto para manter as aparências, acidentalmente derrubando parte da bebida sobre o próprio vestido, quando fora abordada pela figura de Karl, que a intimidava como qualquer outra encontrava no novo mundo que a engolira. ─── Era o que me faltava… ─── Havia verdade em sua queixa, pois detestava ser monitorada o tempo todo, mas amenizava suas frustrações com um delicado sorriso direcionado a ele. ─── Agora estão enviando babás para me espionarem durante minhas noites de folga também? ─── Com os olhos semicerrados fingia analisá-lo. ─── É como se quisessem que eu me comporte mal. ─── O tom de brincadeira fazia-se presente na declaração, ainda que discreto. Nem sempre agia daquela maneira, mas lentamente se adaptava ao ambiente que a rodeava, deixando que seu instinto de sobrevivência a guiasse.
karl tinha respeito pelos mais velhos e curiosidade sobre os mais novos. era visível o quanto admirava a hierarquia vampírica e, por isso, fazia questão de interagir com os recém transformados para que entendesse o valor deles no mundo — nos seu cento e cinquenta anos de existência, procurava constantemente pessoas competentes para que pudesse investir nelas e é claro que daria preferência aos imortais, era um lucro eterno. no fim, aquele era o caso de grace, alguém que ainda não havia tido a oportunidade de conhecer tão bem. usou então o infortúnio com o vestido para se aproximar, puxar assunto e até ajudá-la. “ depende, é isso que você quer que eu seja? “ aproveitou-se da movimentação dos garçons para pegar alguns guardanapos e então retirar o excesso de bebida da roupa alheia, retribuindo a brincadeira com bom humor. apesar de gostar de ser visto como uma ameaça, também conseguia ser amigável quando queria. “ não vou negar que você se comportando mal seria um ótimo entretenimento. “ um leve sorriso se fez presente, sentando-se ao lado da nova companhia após se desfazer dos papéis, também levados por um garçom. “ o que está achando do evento? “




















