β o que foi? β o pequeno silencio que se instaurou e o suspirar de valentin fez com que por alguns mΓseros segundos jadΓ©ite pensasse que talvez tivesse dito algo errado, mesmo que nΓ£o tivesse qualquer duvida sobre como se sentia sobre o amigo, amigos nΓ£o diziam eu te amo com tanta frequΓͺncia e facilidade? porque para jade era apenas natural quando se tratava de valentin, ele era o ΓΊnico que lhe dava aquele tipo de amor bom, um que nΓ£o a fazia se sentir ridΓcula chorando no travesseiro com aquela dor insuportΓ‘vel no peito, nΓ£o longe disso quando estava com ele era sempre o oposto, ele nΓ£o era quem quebrava seu coraΓ§Γ£o era quem lhe ajudava a juntar os cacos, aquela altura podia desistir do amor mas nΓ£o do que tinha por valentin, havia decidido que ele era sua alma gΓͺmea e estava tudo bem que nΓ£o fosse de forma romΓ’ntica, nΓ£o precisa que fossem mais, nΓ£o precisava de mais nada contanto que o tivesse e isso porque eram melhores amigos.
ou melhores amigos nΓ£o eram daquela forma? quer dizer as vezes era uma linha perigosamente prΓ³xima de algo mais, lhe fazendo sorrir de forma boba mas que tipo de amigos nΓ£o ficam feliz quando estΓ£o juntos? como nΓ£o ser um tanto grudento com aquele que te faz se sentir tΓ£o bem e confortΓ‘vel? ou nΓ£o sentir o coraΓ§Γ£o aquecer quando ouvem aquele tipo de coisa um do outro? porque era como se o coraΓ§Γ£o de jade estivesse criando uma pequena sinfonia toda vez que escutava seu tiny dizer: eu tambΓ©m te amo, naquele tom baixinho era atΓ© meio charmoso - que porra estava pensando? - foi sacudir a cabeΓ§a como se isso pudesse afastar os pensamentos - intrusivos claro, com toda certeza - o que fez com que o beijo depositado em sua bochecha por valentin fosse prΓ³ximo demais dos seus lΓ‘bios, provavelmente deveria parecer um tomate porque se sentia a beira de explodir de vergonha - ou calor - escondendo o rosto com as mΓ£os entre um riso nervoso que acabou escapando os lΓ‘bios enquanto fingia que nΓ£o era nada demais - porque nΓ£o era pra ser, nΓ£o deveria ser. valentin era atraente, com toda certeza, inegΓ‘vel, jadΓ©ite nΓ£o era cega afinal, mas isso nΓ£o fazia com que quisesse algo mais - nΓ£o mesmo, de jeito nenhum, suas decepΓ§Γ΅es amorosas deixava claro seu pΓ©ssimo gosto - quer dizer as vezes quando bebia um pouco demais as vezes pensava sobre a ideia de beija-lo mas era sΓ³ o Γ‘lcool.
β mas Γ© claro que eu te conheΓ§o bem, eu sou sua melhor amiga desde... sempre? ninguΓ©m te conhece melhor que eu, talvez nem seus irmΓ£os... e sua mΓ£e. β disse entre um tom convencido e brincalhΓ£o, era tipo uma regra melhores amigos estarem no topo da lista nΓ£o era? β e porque Γ© perigoso? β indagou quase em um desafio, as vezes acontecia quase como um flerte por diversΓ£o, mas levando em conta seu pequeno surto a segundos atrΓ‘s talvez fosse melhor nΓ£o seguir aquela linha. β relaxa nΓ£o vou espalhar por aΓ, pode confiar em mim. β jurou levando a mΓ£o direita ao peito esquerdo, um riso escapando os lΓ‘bios, as vezes se sentia um tanto boba ao lado de valentin mas em um bom sentido. β mas olha Γ© bom vocΓͺ nunca cogitar me deixar irritada demais, como vocΓͺ sabe eu sei demais e posso destruir sua reputaΓ§Γ£o. β ameaΓ§ou, semicerrando os olhos e tentando conter mais um riso pressionando os lΓ‘bios - como se ele nΓ£o pudesse fazer o mesmo.
a passada da lΓngua nos lΓ‘bios lhe chamava atenΓ§Γ£o mas por alguma razΓ£o sempre se sentia intimidada a desviar o olhar, afinal parecia haver um limite de admiraΓ§Γ£o invisΓvel que deveria ser imposto, o que foi feito com um revirar de olhos e um resmungo. β nΓ£o vΓ‘ ficar se achando, seu ego jΓ‘ Γ© grande demais daqui a pouco nΓ£o vai caber nos dois nesse carro. β a brincadeira seguinte lhe fez rir negando com a cabeΓ§a. β mas jΓ‘ acham isso a muito tempo. β tirando seus pais que as vezes duvidava tinha as pessoas com que se envolveu antes e sempre tinham um enorme ciΓΊmes de valentin, o que era um ponto crucial para o fracasso de suas tentativas de relacionamentos porque se ele dizia que alguΓ©m nΓ£o prestava pra si entΓ£o nΓ£o tinha qualquer chance e os poucos que prestavam vinham com o papo de que deveria escolher entre eles ou tiny, tolos todo mundo sabia que valentin era seu nΓΊmero um sempre e se pra ter um namorado ou namorada tivesse que perde-lo entΓ£o preferia adotar o celibato.
β pode dizer, Γ© verdade... por sinal vocΓͺ cogitaria um dia me dΓ‘ seus genes? nΓ£o sei se conseguiria convencer seu irmΓ£o. β talvez nΓ£o fosse algo pra soltar do nada de forma tΓ£o casual mas era jadΓ©ite, no fim das contas. β sΓ³ andei pensando nisso, eu nunca vou me casar, mas ainda posso ser mΓ£e e um filho com nosso genes seria lindo. β era um fato refutΓ‘vel. β ninguΓ©m precisa saber e se um dia perguntarem porque a crianΓ§a se parece tanto com vocΓͺ posso fizer que Γ© porque vocΓͺ me irrita muito entΓ£o nΓ£o conseguir pensar em outra pessoa durante a gravidez, nΓ£o tem uma superstiΓ§Γ£o assim? β deu de ombros rindo do quando deveria estar parecendo louca com toda aquela ideia, mas nΓ£o era, todos os caras que jΓ‘ tinha ficado eram tremendos babacas com que nunca cogitaria ter um filho onde sempre lembraria de todas as merdas que passou com o infeliz quando o visse nos traΓ§os da crianΓ§a mas se ela tivesse os olhos de tiny entΓ£o poderia lembrar de todos os momentos bons que jΓ‘ tiveram juntos, nenhum ruim, nenhum coraΓ§Γ£o partido.
sabia que valentin tinha ficado bravo e por isso preferiu manter o silencio, nΓ£o queria que acabassem discuti, era a pior coisa que podia acontecer pra estragar seu dia mesmo que nunca durasse muito e logo fizesse as passes. β eu nΓ£o sou crianΓ§a, nΓ£o precisa ficar tΓ£o preocupado comigo. β rebateu mas tinha um pequeno sorriso no canto dos lΓ‘bios porque gostava de como tiny cuidava de si e se importava. β ah claro, tudo bem. β a calma em aceita o cenΓ‘rio era porque conhecia bem o amigo pra saber que era uma completa e descarada mentira, valentin era incapaz de deixa-la sozinha quando estava mau e isso incluΓa por exemplo quando ficava doente e ele fazia questΓ£o de ficar em sua casa mesmo que seu pai estivesse lΓ‘ para cuidar de si, ele parecia fazer questΓ£o de ter certeza que ficaria bem mesmo que nΓ£o fosse admitir.
deixou sua mΓ£o sobre a dele que segurava a marcha, em um pequeno carinho como uma forma de agradecer por ele ir comprar algo pra que pudesse comer. β desculpa. β sabia que tinha que se cuidar mais, por mais que gostasse de como valentin cuidava de si nΓ£o queria deixa-lo preocupado. entΓ£o se ajeitou no banco, com as pernas cruzadas e os lanches entre as coxas. β vou engolir tudo de uma vez. β contrariou por pirraΓ§a mordendo um pedaΓ§o grande do hambΓΊrguer, nΓ£o era exatamente uma princesa quando se tratava de comida. β nΓ£o tem problema a gente se atrasar? β perguntou com a boca cheia mesmo. era uma noite pra se divertirem, nΓ£o queria acabar estragando os planos de valentin por sua estupidez. assentiu a oferta de doce, nΓ£o podia negar nunca mesmo. β vocΓͺ reclamar mas a culpa Γ© sua por eu ser mimada assim. β um fato que ela esperava que nΓ£o mudasse.