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Quando chegou no quarto usava uma camisa de mangas compridas, que passavam de sua mão, deixando quatro dedos de tecido passando dos dedos da mão, azul clarinho. Por debaixo tinha um short que era ironicamente coberto pela camisa. Estava indo em direção ao quarto numa caminhada silenciosa, cabisbaixo, enquanto se lembrava de sua suposta briga com o colega de quarto. Não era como se soubesse o que fez de errado, ou o que não devia ter feito de certo. Nem se quer entendia muito bem o motivo da raiva do outro. Por conta disso passou a imaginar que nunca mais se falariam normalmente, porque: Oliver não tinha coragem de ir contra ele; nem de começar uma discursão; ou tentar chegar nele. Pelo menos não mais –por enquanto-. Abriu a porta do quarto lentamente, esperando não atrapalhar, com a toalha por cima dos ombros, cabelos meio molhados, sem o seu típico “chapéu” de marinheiro, mas sempre com a faixa no olho. Mas a surpresa maior foi quando o viu lá dentro, imediatamente escutando sua voz, e o que ele disse…lhe fazendo arregalar o olho, franzindo as sobrancelhas, muito surpreso. Nem se quer teve tempo de dizer nada, parecia que o assunto era importante, por isso o loiro o esperou falar pacientemente, bem-humoradamente. Deu um risinho internamente com uma das frases deles “Eu não espero que você entenda perfeitamente, por que eu mesmo não consigo.” Pelo contrário, Oliver entendia muito bem sim o que estava acontecendo. Havia percebido que desde algum tempo ele parecia não ter tanta facilidade quando lhe encarava, como se algo o incomodasse, porém não achou que devesse comentar nada. Os olhos azuis brilhantes do pequeno o observavam, parecendo curiosos e bem compreensivos enquanto ele lhe contava o que parecia estar acontecendo. Até que Ai sentou na cama, com aquele rosto todo vermelho, provavelmente com medo do que diria. Quem sabe um pouco menos incomodado agora que disse o que sentia… E quer saber de uma coisa? - “Ai…” Dava para perceber que começava a ficar meio vermelhinho, desviando o olhar e até engolindo seco. Resolvendo se aproximar dele, bastante comprado a antes. Estando exatamente em sua frente. Respirou fundo. - “E-Eu entendi…o que está acontecendo. M-Mas não esperava que fosse assim com você também.” Desviou momentaneamente o olhar. - “Você me parecia sempre tão focado nos estudos que eu não queira atrapalhar…” Um dos motivos para ter arranjado uma amiga. Voltou os olhos azulados para ele novamente, extremamente corado. - “Mas olha…” A timidez começou lhe tomando o corpo, fazendo os batimentos cardiacos acelerarem a cada segundo. - “E-Eu também..g-gosto de você…” A voz foi baixando, junto ao rosto, morto de vergonha, cobrindo a vermelhidão do rosto logo após.
Sentia suas mãos tremularem, era frustrante como seu corpo não se comportava como gostaria; Ai presenciava um sentimento totalmente diferente, a inexperiência lhe causava certa repulsa, até então, havia vivido apenas um tipo de relacionamento, o qual não durou muito tempo e mal despertara tantas emoções como o início de uma simples amizade com o novato. Inclinou minimamente a cabeça para cima, o suficiente para ser capaz de fitá-lo, era extremamente constrangedor, mas preciso. Observou o rosto alterado do mais novo, perguntando-se o quão adorável ele conseguia ser. “Também…?” Pensou imediatamente após a confissão; sentia-se tão aliviado quanto surpreendido; seu coração parecia apertado, estranhamente doía ao pensar na atração que sentia em relação ao outro. O que Oliver havia falado era verdade, os estudos sempre estiveram em primeiro lugar; e quando as atividades não caminhavam do jeito que previa, acabava se perdendo em praticamente todas elas. Sinceramente não esperava ser retribuído, nem ao menos tinha noção do que fazer em seguida; seguiria apenas sua intuição e desejo. – “…” – Levantou-se imediatamente, levando uma das mãos até o rosto do menor, descobrindo-o e insistindo em segurar-lhe gentilmente pelo pulso, mesmo que por cima do fino tecido. Não hesitou em depositar um curto, porém significativo selinho nos lábios rosados. Encarou-o com o rosto totalmente ardente, desviando apenas por alguns segundos os olhares. – “Ainda… dói?” – Se referia ao olho coberto do loiro, e para uma melhor compreensão, a outra mão por sua vez, acariciou levemente a bochecha deste, próximo as faixas brancas. Já fazia alguns meses que se conheciam e Ai nunca o havia visto sem o tal curativo. O mais novo demonstrava bastante rigidez em relação àquilo, sabe se lá da onde tirou coragem para a pergunta; o momento certo parecia não existir. Geralmente, quando o nervosismo e a ansiedade atacava, o azulado não conseguia manter todo foco que demandava, e nesse caso, a vergonha era tanta que acabou mudando de assunto de última hora. De fato, uma reação ridícula de defesa, portanto, involuntária.
A concreta reação alheia, o ato que partiu do maior, foi para o loiro algo inesperado. Tudo parecia muito inesperado. O leve beijo que lhe deu, após segurar seu pulso, mesmo que fosse tão curto... Havia lhe deixado cada ver mais vermelho, corado, o olho arregalado e a expressão surpresa. coração tinha deixando-se disparar mais do que antes poderia. Suas palavras pareciam ter sumido momentaneamente. Em momento algum recusou qualquer palavra ou ato, na verdade, apenas os esperava. O modo como o olhava poderia acabar o deixando ainda mais “adorável”... do que era. Oliver realmente parecia admirado pelo ato dele, e notando bem mais claramente, agora, a beleza alheia. O toque em seu rosto quente, da mão macia dele, era tão confortável que deixou-se apoiar, sem fazer peso, o rosto bem na palma dela. Enquanto ouvia suas palavras, sua pergunta. O olhar desviou sutilmente para o lado, enquanto o loiro colocava uma expressão meio tímida na face, uma mais tímida que a outra. – “H-Hm... O olho?” – Perguntou ele. Não havia motivos para não responder a pergunta dele, Oliver não ligava de conversar sobre esse assunto... Quer dizer...estava tudo bem em falar algo, não é? – “N-Não é bem como se ele doesse... N-Na verdade...” – Engoliu seco, semicerrado os olhos por alguns curtos segundos. – “E-Ele só é...esquisito demais... Não seria legal se os outros...o v-vissem.” – Não lembrava da última vez que havia sentido dor naquele olho, nem fazia muito tempo, mas realmente tinha se esquecido completamente.
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Mas era claro que iria se oferecer para ajudar a menina. fazer esse tipo de coisa sempre foi algo muito comum para um pessoa como o Oliver. Não quis dizer nada assim que ele se virou de costas e saiu. Mas já imaginava para onde ia, e não era por implicância sua, também tinha de tomar banho. Desanimadamente, por causa da briga, pegou as roupas e a toalha, seguiu em direção ao mesmo lugar o qual o maior foi. Não ligou muito para a cabine e acreditava que com certeza deveria sim ter mais gente ali, por isso escolheu uma achando que ele não seria a pessoa ao lado. Retirou as roupas e entrou com a toalha dentro da cabine. De cabeça baixa e deixando o chapéu, a faixa que ficava em seu olho e a própria toalha pendurada em algum lugar que conseguiria alcançar. Suspirou. Ligou o chuveiro e deixou que água apenas caísse sobre si, agradeceria se ela pudesse lavar todas as suas preocupações e “magoas” da briga de agora. E então começou a cantarolar baixinho, enquanto tomava seu banho.
Não demorou muito para terminar seu banho, desligou o chuveiro e se enxugou ali mesmo. Chegou a conclusão que deveria estar indo longe demais, teria que dar explicações para o loiro ou a convivência entre ambos continuaria um tanto conflitante. Achou mais sensato conversarem no quarto, não gostaria que alguém atrapalhasse sua articulação, e ainda em um assunto tão delicado. Chegou ao quarto ansioso, secando parcialmente seu cabelo com a toalha; Ai estava vestindo apenas uma bermuda branca. Ouviu a porta ser aberta e encarou o menor entrar, não o esperou ficar confortável no cômodo, e logo começou a proferir calmamente. – “O-Oliver… Eu preciso te explicar algumas coisas.” – Ajeitou alguns fios azuladas, depositando a toalha estendida na cadeira. – “Depois que nos conhecemos… Passei a pensar muito em você, pode ser pura convivência mas, mesmo quando eu estou focado em outros assuntos, como nos estudos em si, você sempre aparece para me atrapalhar.” – Suspirou fundo, não deixando explícito se aquilo era algo bom ou ruim; aspirou mais ar para continuar seu raciocínio; teria de fazer aquilo de uma vez, ou não tocaria tão cedo no assunto. – “Eu não espero que você entenda perfeitamente, por que eu mesmo… não consigo.” – Virou o rosto, extremamente corado. – “Só queria te pedir desculpas por hoje e, por outros dias que não fui nada simpático, ou quando te desmereci. É que… não estou sabendo como lidar com isso.” – Tornou a olhar para o menor, mas logo deu alguns passos para trás, escondendo seu rosto com ambas as mãos. Ai não estava esperando uma resposta concreta do menor, havia exposto tantas informações que poderia deixá-lo atordoado, mas sabia que era o certo a se fazer. Sentiu a cama atrás de si, e acabou sentando nela. – “E-Eu acho que acabei gostando de você… E isso me tocou de uma forma, que eu não estava esperando.” – Olhou brevemente para o loiro, revelando seu rosto novamente. – “O-Oe, não precisa responder… Eu só precisava dizer o que estava acontecendo.” – Na verdade Ai sentia bastante medo de uma possível resposta que não lhe agradasse, justamente por esse motivo que demorou para se confessar.
Quando chegou no quarto usava uma camisa de mangas compridas, que passavam de sua mão, deixando quatro dedos de tecido passando dos dedos da mão, azul clarinho. Por debaixo tinha um short que era ironicamente coberto pela camisa. Estava indo em direção ao quarto numa caminhada silenciosa, cabisbaixo, enquanto se lembrava de sua suposta briga com o colega de quarto. Não era como se soubesse o que fez de errado, ou o que não devia ter feito de certo. Nem se quer entendia muito bem o motivo da raiva do outro. Por conta disso passou a imaginar que nunca mais se falariam normalmente, porque: Oliver não tinha coragem de ir contra ele; nem de começar uma discursão; ou tentar chegar nele. Pelo menos não mais –por enquanto-. Abriu a porta do quarto lentamente, esperando não atrapalhar, com a toalha por cima dos ombros, cabelos meio molhados, sem o seu típico “chapéu” de marinheiro, mas sempre com a faixa no olho. Mas a surpresa maior foi quando o viu lá dentro, imediatamente escutando sua voz, e o que ele disse...lhe fazendo arregalar o olho, franzindo as sobrancelhas, muito surpreso. Nem se quer teve tempo de dizer nada, parecia que o assunto era importante, por isso o loiro o esperou falar pacientemente, bem-humoradamente. Deu um risinho internamente com uma das frases deles “Eu não espero que você entenda perfeitamente, por que eu mesmo não consigo.” Pelo contrário, Oliver entendia muito bem sim o que estava acontecendo. Havia percebido que desde algum tempo ele parecia não ter tanta facilidade quando lhe encarava, como se algo o incomodasse, porém não achou que devesse comentar nada. Os olhos azuis brilhantes do pequeno o observavam, parecendo curiosos e bem compreensivos enquanto ele lhe contava o que parecia estar acontecendo. Até que o Ai sentou na cama, com aquele rosto todo vermelho, provavelmente com medo do que diria. Quem sabe um pouco menos incomodado agora que disse o que sentia... E quer saber de uma coisa? - “Ai...” Dava para perceber que começava a ficar meio vermelhinho, desviando o olhar e até engolindo seco. Resolvendo se aproximar dele, bastante comprado a antes. Estando exatamente em sua frente. Respirou fundo. - “E-Eu entendi...o que está acontecendo. M-Mas não esperava que fosse assim com você também." Desviou momentaneamente o olhar. - "Você me parecia sempre tão focado nos estudos que eu não queira atrapalhar...” Um dos motivos para ter arranjado uma amiga. Voltou os olhos azulados para ele novamente, extremamente corado. “Mas olha..." A timidez começou lhe tomando o corpo, fazendo os batimentos cardiacos acelerarem a cada segundo. - "E-Eu também..g-gosto de você...” A voz foi baixando, junto ao rosto, morto de vergonha, cobrindo a vermelhidão do rosto logo após.
Alguém, pelo amor de Deus, sabe de química?!
*desesperada*
Alguém, pelo amor de Deus, sabe de química?!
*desesperada*

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Nunca havia o visto daquela maneira, para si ele sempre havia sido uma figura calada e um tanto misteriosa, que andava -desde aquele dia- muito ocupado e sem tempo para mais conversas. Por esse motivo e outros que o loiro achou que não devia incomoda-lo com suas baboseiras ou conversas desnecessárias e arrumar um amigo para passar o tempo conversando. Ironicamente fez amizade com uma menina. Era apenas uma amizade, pois nunca mais Oliver conseguiu esquecer daquele dia. - Q-Que? Não! Claro que não! Ela é apenas uma amiga minha…novata, eu estava a ajudando a conhecer melhor o colégio, me ofereci para isso e o professor achou uma boa ideia. - Dizia abaixando o tom de voz. Desviou o rosto para o mais longe possível, encolhendo os ombros e tentando ser educado o suficiente para não ousar olhar o mais alto do jeito que estava agora. - Eu falei muito de você… Ela até ficou com vontade de te conhecer… E eu queria te apresentar ela, mas quem sabe outro dia. - Dito isso sentou-se em sua cama, olhando para o chão, evitando contato visual. Não estava chateado com ele, apenas confuso.
“Hm, ele ainda se ofereceu…” Fuzilava o outro em pensamento, totalmente descontente. Parou em frente ao menor segurando seus devidos pertences, encarando-o por alguns segundos, como se quisesse dizer alguma coisa, até suas bochechas ficaram levemente coradas. Ai estava realmente arrependido, não tinha por quê tratar o amigo daquele jeito, porém seus sentimentos haviam tomado conta de si, algo com que nunca havia passado tão intensamente. – “…” – Nada disse, apenas mordeu o próprio lábio inferior e saiu do quarto um tanto constrangido, sem esperar qualquer coisa que o garoto poderia articular, indo diretamente em direção ao banheiro. Ao chegar no mesmo, não demorou para entrar em uma das cabines. Não pretendia lavar a cabeça, mas estava tão perdido em pensamentos que acabou se deixando levar pela temperatura perfeita da água. Escutou um barulho e logo virou a cabeça para observar o intruso; não fora muita surpresa em constatar que era Oliver, e por céus, entre tantas cabines com seus respectivos chuveiros, ele viera escolher uma próxima a sua, ficando apenas uma cabine de distância do loiro. Parecia que o menor criava situações de propósito para que Ai se entregasse totalmente a suas emoções, mas lá no fundo, sabia que era tudo coisa de sua consciência e culpa de um certo medo por talvez ser rejeitado pelo outro, devido a sua atitude nada convencional quando se conheceram. Continuou seu banho tentando não demonstrar se importar com a presença do menor.
Mas era claro que iria se oferecer para ajudar a menina. fazer esse tipo de coisa sempre foi algo muito comum para um pessoa como o Oliver. Não quis dizer nada assim que ele se virou de costas e saiu. Mas já imaginava para onde ia, e não era por implicância sua, também tinha de tomar banho. Desanimadamente, por causa da briga, pegou as roupas e a toalha, seguiu em direção ao mesmo lugar o qual o maior foi. Não ligou muito para a cabine e acreditava que com certeza deveria sim ter mais gente ali, por isso escolheu uma achando que ele não seria a pessoa ao lado. Retirou as roupas e entrou com a toalha dentro da cabine. De cabeça baixa e deixando o chapéu, a faixa que ficava em seu olho e a própria toalha pendurada em algum lugar que conseguiria alcançar. Suspirou. Ligou o chuveiro e deixou que água apenas caísse sobre si, agradeceria se ela pudesse lavar todas as suas preocupações e "magoas" da briga de agora. E então começou a cantarolar baixinho, enquanto tomava seu banho.
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Fazia um tempo que observava que ele e seu colega de quarto pareciam meio distantes, uma vez que queria tanto ser amigo dele. Ai parecia tão legal e incrível, ainda por cima tirava notas baixas. Mas visto que ele parecia meio…ocupado, o loiro não queria atrapalhar, por isso preferiu deixar como estava.
Até que certo dia se prontificou a ajudar uma menina novata na sua sala, mostrando-lhe toda a escola que de tão grande tomou praticamente a tarde inteira dos dois. Acabaram que no fim do dia sentaram-se para conversar e assim ficaram. Mas então… - Ah! Ai-kun! Ainda bem que você está aqui! Eu queria te apresentar a minh- .. - Antes que pudesse terminar sentiu seu pulso ser segurado e a voz dele vir por cima da sua. O que houve com ele? Isso nunca tinha acontecido antes. O loiro o olhou estranhamente, arregalando depois os olhos quando escutou o “tchau” da garota. Esforçou-se um pouco para virar o rosto e respondê-la com um sorriso no rosto. - Tchau! A gente se v-vê amanhã! E melhor ir pro seu dormitório! - disse ele aumentando a voz na medida em que ficava mais longe dela. Chegou um ponto que não a via mais. Suspirou fundo, balançando negativamente, discretamente, a cabeça. Levantou um pouco o rosto para checar o maior, procurando sua expressão que iria lhe explicar o porquê daquilo… Porém não havia nada além de um cenho franzido. Temendo que ele pudesse estar estressado ou com raiva nada resolveu falar até que chegassem no quarto.
Quando estavam prestes a chegar no dormitório lembrou-se de soltar o pulso do menor, ainda estava impaciente pelo o que tinha visto. E como este não falara nada o caminho todo, preferiu não quebrar o silêncio, poderia ter proferido algo realmente desnecessário no calor no momento. Até que ponto havia chegado, apenas por ver seu companheiro de quarto se divertindo com alguém já ficara daquele jeito. Destrancou a porta do quarto e o adentrou mais calmo, depositando ambas as bolsas em cima da escrivaninha devidamente arrumada. – “Quem era ela?” – Não percebeu que quando interviu nos afazeres de Oliver, que este tentara lhe apresentar a garota, por isso a pergunta nada indireta. – “Já arranjou uma namorada?” – Sorria nada satisfeito, soando mais irônico como nunca. Retirou seus calçados e logo após o casaco, e em seguida a blusa do uniforme, caminhando até a cômoda e separando uma troca de roupa juntamente com uma toalha. Olhou para o mais novo com indiferença, se perguntando o por que da demora em responder sua simples pergunta.
Nunca havia o visto daquela maneira, para si ele sempre havia sido uma figura calada e um tanto misteriosa, que andava -desde aquele dia- muito ocupado e sem tempo para mais conversas. Por esse motivo e outros que o loiro achou que não devia incomoda-lo com suas baboseiras ou conversas desnecessárias e arrumar um amigo para passar o tempo conversando. Ironicamente fez amizade com uma menina. Era apenas uma amizade, pois nunca mais Oliver conseguiu esquecer daquele dia. - Q-Que? Não! Claro que não! Ela é apenas uma amiga minha…novata, eu estava a ajudando a conhecer melhor o colégio, me ofereci para isso e o professor achou uma boa ideia. - Dizia abaixando o tom de voz. Desviou o rosto para o mais longe possível, encolhendo os ombros e tentando ser educado o suficiente para não ousar olhar o mais alto do jeito que estava agora. - Eu falei muito de você… Ela até ficou com vontade de te conhecer… E eu queria te apresentar ela, mas quem sabe outro dia. - Dito isso sentou-se em sua cama, olhando para o chão, evitando contato visual. Não estava chateado com ele, apenas confuso.
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Exatamente duas semanas, esse era o tempo que decorrera desde aquele dia; e Ai ainda pensava naquele beijo acidental. Bom, pelo menos era assim que preferia chamar, estava tão certo e reforçava sempre que podia que fora uma recaída que começava a pensar ao contrário, e se não fosse apenas isso, seria um amor a primeira vista? Não acreditava nessas coisas, mas a aquela altura estava começando a duvidar de si mesmo. Nunca passara por uma situação como aquela, por isso lidava da pior maneira possível. Estava se distanciando de Oliver, evitando os horários livres em comum, e conversando apenas o necessário.
Se encontrava em um dos parques do Campus, terminando um trabalho para o dia seguinte; a vista era maravilhosa, ainda mais quando o céu se mostrava um degradê. Acabou perdendo a noção do tempo após o por do sol e em meio a suas músicas. Estava se levantando do gramado para voltar ao dormitório quando ouviu algumas risadas; uma delas lhe parecia familiar, decidindo verificar para acabar com a curiosidade. A beira do lago avistou Oliver e uma garota que desconhecia, conversando e rindo sem parar. Se perguntava quem era ela e o por que estava com loiro. Sentiu um leve aperto no coração, e por intuição decidiu intervir. Aproximou-se dos dois, encarando-o com uma expressão séria, ignorando totalmente a menina ao seu lado. – “Oliver, é melhor voltarmos para o dormitório, se encontrarmos com o segurança não será nada bom.” – E tinha razão, o horário de recolher já havia passado algum tempo. Inclinou-se para pegar a mochila do pequeno, apoiando no ombro esquerdo, e com a outra segurou o pulso do mesmo; obrigando-o a se levantar com a sua juda; sem soltá-lo, começou a caminhar, não demonstrando muita delicadeza. Não se importava o que a garota pensaria de si, ela aparentava ser mais nova e provavelmente outra novata. – “Você deveria fazer o mesmo.” – Apenas olhou-a de relance, voltando a prestar atenção no caminho a seguir.
Fazia um tempo que observava que ele e seu colega de quarto pareciam meio distantes, uma vez que queria tanto ser amigo dele. Ai parecia tão legal e incrível, ainda por cima tirava notas baixas. Mas visto que ele parecia meio...ocupado, o loiro não queria atrapalhar, por isso preferiu deixar como estava.
Até que certo dia se prontificou a ajudar uma menina novata na sua sala, mostrando-lhe toda a escola que de tão grande tomou praticamente a tarde inteira dos dois. Acabaram que no fim do dia sentaram-se para conversar e assim ficaram. Mas então... - Ah! Ai-kun! Ainda bem que você está aqui! Eu queria te apresentar a minh- .. - Antes que pudesse terminar sentiu seu pulso ser segurado e a voz dele vir por cima da sua. O que houve com ele? Isso nunca tinha acontecido antes. O loiro o olhou estranhamente, arregalando depois os olhos quando escutou o "tchau" da garota. Esforçou-se um pouco para virar o rosto e respondê-la com um sorriso no rosto. - Tchau! A gente se v-vê amanhã! E melhor ir pro seu dormitório! - disse ele aumentando a voz na medida em que ficava mais longe dela. Chegou um ponto que não a via mais. Suspirou fundo, balançando negativamente, discretamente, a cabeça. Levantou um pouco o rosto para checar o maior, procurando sua expressão que iria lhe explicar o porquê daquilo... Porém não havia nada além de um cenho franzido. Temendo que ele pudesse estar estressado ou com raiva nada resolveu falar até que chegassem no quarto.
{Bubs} Aquele momento que você quer um theme, mas não acha nenhum que...lhe agrade. Poxa...
chibipastalover said: {Paty} *heavy breath* BUUUUUUUUUUUBS *pula e abraça apertado*
PAAAAAATY!!! <3333 *segura, abraçaaa* ;U; Tudo bom?
{Paty} SAUDADES D’OCÊ MUIÉ Ç_Ç
*apeeeeerta* Nunca mais te largo Ç_Ç
SAUDADES TAMBÉM OMG! Desculpa ter sumido complemente, provas e tal ;uuu; *apertaaaa too* Ownnnn
{Paty} Tudo bem…eu não posso falar nada porque eu também sumi daqui ;^;
(Bubs) Somos duas! uashaushau Tudo por conta do colégio ;uu;

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PAAAAAATY!!! <3333 *segura, abraçaaa* ;U; Tudo bom?
{Paty} SAUDADES D’OCÊ MUIÉ Ç_Ç
*apeeeeerta* Nunca mais te largo Ç_Ç
SAUDADES TAMBÉM OMG! Desculpa ter sumido complemente, provas e tal ;uuu; *apertaaaa too* Ownnnn
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PAAAAAATY!!! <3333 *segura, abraçaaa* ;U; Tudo bom?
New Days - Open
Tempos ausentes lhe fizeram um tanto mal... Fazia dias que não saia de casa. Infortunado lá dentro Oliver está só, apenas ele e sua sombra. Não fazia muito mais do que comer, dormir ou cantarolar. Embora estivesse assim não sabia explicar o porquê disso, além de que nem mesmo tinha vontade de atender o telefone. Então, depois de tudo isso, o loiro vai até a janela, fechada a dias, e destranca-a recebendo como resposta um raio de sol atingir seu rosto na mesma hora. - ... - Fechou os olhos, dando passos para trás e protegendo sua visão que ainda ia se acostumar. "Passei tanto tempo assim no escuro?" Se perguntou.
\\DramAcademyº Open//
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Fechara mais os olhos, subindo um pouco mais as mãos para as costas do maior, ainda o segurando firme. Arrepios corriam sua pele, por baixo das vestimentas, com o breve toque do maior. Sua respiração era pesada, visivelmente ofegante e alta, com os poucos o ar ia lhe faltando com o prosseguir do beijo. Mas, ousava dizer, infelizmente esse foi cessado por conta da falta de ar de ambos. Suas mãos não afrouxavam o modo como segurava sua roupa, porém viu-se obrigado a soltá-lo após sentir os dois últimos selinhos e o levantar de seu corpo, meio inclinado, até que tudo voltasse a ser claro.
Luz acessa agora e estava a encará-lo, com uma expressão tímida no rosto tão vermelho, ainda o sentia ferver e percebia que não era o único. Engoliu seco, tocando a mão esquerda no ombro direito e o massageando, queria poder dizer algo, como relatar o fato de que havia gostado e tudo mais. Apenas findou balançando a cabeça positivamente as palavras do maior e passou na frente. Abriu a porta do quarto e dirigiu-se devagar até a sua cama, onde se sentou e ficou encarando os pés. Na sua cabeça estavam um turbilhão de pensamentos. Mexeu um pouco os pés e assim que ele entrou no quarto, o loiro levantou seu olhar na direção do maior, o acompanhado entrar ali. Esperava alguma palavra, ou até, quem sabe, uma continuação? Não, espera, não devia estar pensando nessas coisas! “Idiota Oliver!” Pensou. Só sabia, no momento, que realmente havia gostado do ocorrido.
Trancou a porta rapidamente, seguindo o menor e adentrando finalmente o quarto. Sentou-se em sua respectiva cama, igualmente o loiro; escolhendo cuidadosamente as palavras que iria dizer a seguir. – “O-Oliver …” – Fitou o pequeno com os olhos entreabertos, ainda exaltado pelo ocorrido. – “Eu realmente não sei o que deu em mim e-” – Levou uma das mãos até a nuca, apertando-a nervosamente. – “Eu geralmente não sou desse jeito, f-fui impulsivo e imprudente, não deixando-lhe alternativa.” – Respirou fundo, voltando a apoiar sua mão na coxa. – “Espero que me perdoe.” –
Era por isso e outros motivos que Ai pouco demonstrava seus sentimentos para os outros, Oliver mexeu consigo de tal forma que não conseguiu se esconder. Não era como se arrependesse do beijo, que aliás, fora excepcional; mas sentia-se envergonhado de mostrar esse lado que apenas uma pessoa conhecia, e não completamente. Deveria ter aconcelhado o garoto sobre algumas regras da Academia, lhe mostrado o dormitório por completo ou até mesmo lhe apresentado alguns alunos… Porém agora não era hora de pensar no que poderia ter feito diferente; apenas arcar com as consequências.
Abaixou o rosto um pouco, encarando os pés, repousava as mãos sobre os joelhos enquanto o escutava. Ele até que tinha razão, havia sido tão repentino. Acabou abrindo um sorriso de canto, não levantando o olhar diretamente para ele. Passou uma mão no ombro, desviando o rosto. Suspirou fundo, procurando as palavras certas para pronunciar. Porém o que mais queria era que ele não se sentisse culpado.
- Está tudo bem, Ai-kun. - Olhou diretamente para ele e abriu um largo sorriso. - Está perdoado. - Talvez devesse ser isso que gostaria de ouvir no fim tudo. Retirou os sapatos e cruzou as pernas sobre a cama. Voltou a calar-se, sem saber o que exatamente devia falar, ou qual assunto puxar, mas queria pelo menos saber que horas eram.
\\DramAcademyº Open//
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Estremeceu-se levemente ao sentir o maior aperta-lhe contra seu corpo, junto a carícia sobre sua nuca. Quase fez o mesmo: aperta-lhe contra si, embora não tivesse tanta força, por isso manteve-se a segurar firme em sua roupa, aquilo também lhe trazia um tanto mais de segurança, afinal ainda estavam na sala escura de instrumentos. Não tendo muito tempo para pensar, o loiro acabou permitindo que ele aprofundasse o ato, invadindo sua boca e deixando-o tomar conta de tudo, o guiando já que não sabia de nada praticamente. O pequeno tenta o imitar, um receio de não fazer certo, mas tentava, de qualquer forma…estava sendo melhor do que um dia imaginou.
Dessa vez o rubro de seu rosto aumentava, quase dos pés a cabeça ao sentir a mordiscada no lábio inferior, ao mesmo tempo em que se aventurava ao também tentar seguir o ritmo do maior. Era cada vez mais intenso e que mexia consigo, mesmo saber o que era aquilo, poderia descrever como um calor que subia seu corpo, o “obrigando” a continuar, pois era…boa a sensação, algo que nunca sentiu e que dessa vez era diferente, com certeza.
Enquanto o beijava calorosamente, sua mão que antes permanecia na nuca do garoto, agora descia lentamente para a cintura do mesmo, apertando de leve várias vezes. Seu coração havia ultrapassado os batimentos de segundos atrás, e só estivera a aumentar a cada minuto que passava. Sua exaltação continuava a crescer sem dúvida devido ao pouco ar que continha nos pulmões; pelo fato de não querer soltá-lo tão cedo. Entretanto, quando o ar se fez realmente necessário, cessou o beijo um tanto quanto rápido, se arrependendo na mesma hora, e para tentar amenizar o ocorrido, beijou-lhe novamente os lábios, em dois curtos selinhos. Encontrava-se um pouco ofegante, enquanto demorava a soltar o menor. Levou uma das mãos até o interruptor, ascendendo as luzes novamente.
Não ousou tocar no assunto, apenas o encarou-o rapidamente, e logo desviando por completo seu olhar para qualquer outra coisa que não fosse o garoto a sua frente. – “H-Hm … Acho melhor voltarmos para nosso quarto.” – Proferindo em um tom baixo. Apoiou sua mão na maçaneta da porta, girando e abrindo-a; deixando primeiramente a passagem para o outro.
Fechará mais os olhos, subindo um pouco mais as mãos para as costas do maior, ainda o segurando firme. Arrepios corriam sua pele, por baixo das vestimentas, com o breve toque do maior. Sua respiração era pesada, visivelmente ofegante e alta, com os poucos o ar ia lhe faltando com o prosseguir do beijo. Mas, ousava dizer, infelizmente esse foi cessado por conta da falta de ar de ambos. Suas mãos não afrouxavam o modo como segurava sua roupa, porém viu-se obrigado a soltá-lo após sentir os dois últimos selinhos e o levantar de seu corpo, meio inclinado, até que tudo voltasse a ser claro.
Luz acessa agora e estava a encará-lo, com uma expressão tímida no rosto tão vermelho, ainda o sentia ferver e percebia que não era o único. Engoliu seco, tocando a mão esquerda no ombro direito e o massageando, queria poder dizer algo, como relatar o fato de que havia gostado e tudo mais. Apenas findou balançando a cabeça positivamente as palavras do maior e passou na frente. Abriu a porta do quarto e dirigiu-se devagar até a sua cama, onde se sentou e ficou encarando os pés. Na sua cabeça estavam um turbilhão de pensamentos. Mexeu um pouco os pés e assim que ele entrou no quarto, o loiro levantou seu olhar na direção do maior, o acompanhado entrar ali. Esperava alguma palavra, ou até, quem sabe, uma continuação? Não, espera, não devia estar pensando nessas coisas! “Idiota Oliver!” Pensou. Só sabia, no momento, que realmente havia gostado do ocorrido.

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Mentalmente rezou para que não tivesse abraçado o fantasma ou o quer quer estivesse ali perto da janela. Nunca sentirá tanto alivio ao escutar a voz do outro. Era ele mesmo. Para sua segurança. Pensando bem, sentir-se ser abraçado pelo maior era tão confortável, na verdade…os braços dele era muito confortáveis, não dava nem vontade de soltá-lo, e com a junção de sua voz lhe trazia calma. Fechou forte os olhos, sem ousar se distanciar dele.
Balançou levemente a cabeça, mostrando que entendeu o que ele disse e podendo perceber que o mesmo havia levantando um tanto a cabeça encostada na sua. E de repente a mão do maior escorregava até sua nuca. O loiro arrepiou-se, sim, apenas com aquele toque, mas tentou não deixar isso visível. Calmamente deixou ser “guiado” depois que tinha a cabeça levemente inclinada. Não sabia o que fazia, afinal não era como se seu corpo obedecesse aos seus comandos. Os olhos permaneciam meio entreabertos. No fim, sentiu seus lábios serem tocados, logo após o rosto esquentar instantaneamente. Arregalou os olhos de surpresa, mas não foi como se tivesse quebrado aquele momento. Aquela sensação que agora sentia… Era tão diferente, parecia profunda, lhe dava borboletas na barriga, ao mesmo tempo o calor do maior. Era inexplicável.
Devagar fechou complemente os olhos, aproveitando os segundos para, timidamente, retribuir ao beijo. Oliver não tinha tanta experiência nisso, não sabia se estava fazendo certo, ou se sua falta de experiência não estaria incomodando o outro. Na falta de segurança, o loiro segurou mais forte as roupas do maior.
Percebendo que o garoto não o rejeitava, imediatamente apertou-o contra seu corpo, acariciando levemente a nuca do mesmo; não separando os lábios. Tratou de não perder mais tempo, acabando por invadir com a língua o pequeno espaço entre os lábios do loiro, entrelaçando suas línguas sem pressa, aproveitando cada sensação. Não se importava com a inexperiência do garoto, ao contrário, fazia com que o beijo se tornasse ainda mais delicioso para si. Sentia seu rosto queimar absurdamente, era um aviso de que suas bochechas já estavam mais alteradas do que antes, porém pressentia que o outro estava na mesma situação, assim, deixando-o menos apreensivo.
Não pretendia abusar daquela situação, mas talvez por mera imprudência, deixou seus instintos falarem mais alto. Mordiscava o lábio inferior do pequeno em meio ao beijo, intensificando-o. Notava uma euforia crescendo dentro de seu peito, e como nunca havia sentido isso não sabia exatamente como se livrar daquilo, ou até mesmo aliviá-la ao menos um pouco.
Estremeceu-se levemente ao sentir o maior aperta-lhe contra seu corpo, junto a carícia sobre sua nuca. Quase fez o mesmo: aperta-lhe contra si, embora não tivesse tanta força, por isso manteve-se a segurar firme em sua roupa, aquilo também lhe trazia um tanto mais de segurança, afinal ainda estavam na sala escura de instrumentos. Não tendo muito tempo para pensar, o loiro acabou permitindo que ele aprofundasse o ato, invadindo sua boca e deixando-o tomar conta de tudo, o guiando já que não sabia de nada praticamente. O pequeno tenta o imitar, um receio de não fazer certo, mas tentava, de qualquer forma...estava sendo melhor do que um dia imaginou.
Dessa vez o rubro de seu rosto aumentava, quase dos pés a cabeça ao sentir a mordiscada no lábio inferior, ao mesmo tempo em que se aventurava ao também tentar seguir o ritmo do maior. Era cada vez mais intenso e que mexia consigo, mesmo saber o que era aquilo, poderia descrever como um calor que subia seu corpo, o "obrigando" a continuar, pois era...boa a sensação, algo que nunca sentiu e que dessa vez era diferente, com certeza.
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Respirou fundo, enfim pôde voltar a levantar a cabeça, mesmo sabendo que estava vermelho feito um tomate. Mantinha aquele sorriso largo e alegre, mais do que nunca. Acabou por notar que o maior havia sim ficado também com o rosto rubro, o que lhe fez dar umas leves risadinhas, o mais baixo possível, afinal ainda ousava achar aquilo fofo. E agora? Não sabia mais o que falar. Havia ficado completamente sem assunto depois tudo. Talvez devesse pedir desculpas por ter lhe abraçado do nada e na euforia, ainda poderia ter sido estranho. É, era isso, devia falar!
Porém, quando abriu a boca para dizer algo… - O q-que? O-Ouvi o que? - Antes do maior falar o que era Oliver já sentia um breve medo lhe consumindo. Era tão mole para essas coisas, e por isso estremeceu achando que realmente estava ouvindo coisas. Olhou para o outro, acompanhado com o olhar seus movimentos até que tudo de repente ficou escuro. O loiro arregalou os olhos e tentando manter a calma olhou em volta, imóvel. - A-Ai?… - Perguntou em voz trêmula. - A-Ai-kun?… - Esperava que ele o respondesse. Antes mesmo de ouvir algo já começou a achar que estava sozinho ali. E por que? Por que logo agora a sombra de um instrumento se misturava com as outras e parecia uma pessoa alta que dava a impressão de que estava se aproximando e ia lhe pegar. - Waaaaah!!! - Exclamou buscando-o com as mãos e, coincidentemente, depois de uns segundos curtos tateando o nada, conseguindo abraçar novamente o maior, dessa vez mais forte por culpa do medo. Afundou o rosto na roupa do maior e lá ficou, confiando era ele, só podia ser ele.
Abraçou-o de forma calorosa, encostando sua cabeça na do menor. Apesar da brincadeira, era visível segundas intenções nas ações de Ai. Algo inusitado se tratando do mesmo, aliás, jamais tivera olhares para garotos; e seu único relacionamento fora com uma garota de sua antiga escola, porém não durou mais de três meses. Só aceitara aquele namoro pelo fato da garota estar apaixonada por si; e por não conseguir desenvolver sentimentos recíprocos, decidiu colocar um fim naquela ilusão. Quem diria que dois anos mais tarde Ai estaria possivelmente atraído por um garoto.
– “Está tudo bem, Oliver-chan.” – Disse em um tom confortante, levantando minimamente a cabeça. Subindo sua mão direita até a nuca do pequeno, fechando seu punho gentilmente entre os fios de cabelo do mesmo; puxando-os levemente para baixo, na intenção de inclinar a cabeça do garoto para cima. Mesmo com pouca luz e sem saber a reação do outro, arriscou um beijo; acertando-lhe o canto da boca. Cerrou ainda mais os olhos, desejando ter acertado de primeira; mas não desistiu, tornando a beijar-lhe mais uma vez, e dessa vez acertando convenientemente a boca do loiro. Ficou alguns segundos com os lábios colados, hesitando em aprofundar aquele beijo.
Mentalmente rezou para que não tivesse abraçado o fantasma ou o quer quer estivesse ali perto da janela. Nunca sentirá tanto alivio ao escutar a voz do outro. Era ele mesmo. Para sua segurança. Pensando bem, sentir-se ser abraçado pelo maior era tão confortável, na verdade...os braços dele era muito confortáveis, não dava nem vontade de soltá-lo, e com a junção de sua voz lhe trazia calma. Fechou forte os olhos, sem ousar se distanciar dele.
Balançou levemente a cabeça, mostrando que entendeu o que ele disse e podendo perceber que o mesmo havia levantando um tanto a cabeça encostada na sua. E de repente a mão do maior escorregava até sua nuca. O loiro arrepiou-se, sim, apenas com aquele toque, mas tentou não deixar isso visível. Calmamente deixou ser "guiado" depois que tinha a cabeça levemente inclinada. Não sabia o que fazia, afinal não era como se seu corpo obedecesse aos seus comandos. Os olhos permaneciam meio entreabertos. No fim, sentiu seus lábios serem tocados, logo após o rosto esquentar instantaneamente. Arregalou os olhos de surpresa, mas não foi como se tivesse quebrado aquele momento. Aquela sensação que agora sentia... Era tão diferente, parecia profunda, lhe dava borboletas na barriga, ao mesmo tempo o calor do maior. Era inexplicável.
Devagar fechou complemente os olhos, aproveitando os segundos para, timidamente, retribuir ao beijo. Oliver não tinha tanta experiência nisso, não sabia se estava fazendo certo, ou se sua falta de experiência não estaria incomodando o outro. Na falta de segurança, o loiro segurou mais forte as roupas do maior.