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Ei gostosa borá turnar? (carinha)
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— Vai, anda. Você vai se atrasar se não for logo. — Dennis insistiu, depois de tentar separar o abraço dos dois pela segunda vez.
Lily soltou-o, encarando-o com lágrimas nos olhos.
— Não quero ir para Hogwarts esse ano. Não sem você.
— Ei, não precisa chorar — ele limpou as lágrimas que se formavam nos olhos dela — Você já tem doze anos, Lily. Já é durona. Além disso, você sempre pode me mandar cartas pela Misty.
— Moramos na Nova Zelândia, seu idiota. A Misty leva dias pra enviar uma carta. — ela cruzou os braços, causando riso no irmão mais velho.
— Ela é durona — ele indicou a gaiola da coruja debaixo dos braços da irmã — Assim como você. Mas é sério, tem que ir, faltam dois minutos para o Expresso partir. Você sabe como eles são pontuais.
Vencida, Lily abraçou mais uma vez a cintura do irmão, que era duas vezes mais alto que ela. Sentiu vontade de chorar de novo, mas, dessa vez, impediu-se. Quando se separaram, olhou mais uma vez nos olhos azuis do irmão, quase idênticos aos seus.
— Te amo. Vou sentir sua falta. — ela murmurou com a voz embargada.
— Também te amo. Vou enviar uma carta assim que chegar em casa, ok? Ela deve chegar daqui a uns dias. Tchau, Lils.
A garota sorriu em resposta, correndo para o vagão à sua frente em seguida. Quando o trem começou a andar, virou-se para a porta que se fechava lentamente. A última coisa que viu foi Dennis acenando para ela com um sorriso no rosto.
As portas se fecharam e o trem começou a andar. Em pé no corredor e segurando seus pertences, Lily inspirou fundo antes de começar a andar à procura de compartimentos vazios.
Era o segundo ano de Lily em Hogwarts, mas ela nunca havia conversado muito com ninguém do seu ano. Passou seu primeiro ano inteiro andando ao lado do irmão, que na época frequentava o seu sétimo.
Ela e Dennis haviam crescido sem os pais, que morreram num acidente mágico no Ministério neozelandês. Por essa razão, o irmão mais velho sempre foi uma espécie de figura paterna para Lily.
Agora, ela tinha que frequentar Hogwarts sozinha.
Procurou por alguns minutos, mas nenhum compartimento estava vazio. Resolveu procurar as colegas de quarto.
Hannah, Sally-Anne, Susan e Megan eram garotas legais, mas Lily nunca fizera amizade com elas pelo simples fato de parecerem se conhecer desde sempre. Nunca soube se isso era verdade ou não, mas trocara poucas palavras com as quatro no ano anterior, parte por timidez e parte por não saber exatamente como falar com elas.
Encontrou-as juntas, como esperava, rindo de uma piada que Sally contara. As quatro olharam para a garota na porta quase ao mesmo tempo, o que fez as bochechas de Lily corarem.
— Hum, oi — ela murmurou, olhando mais para o chão que para o rosto de qualquer uma delas — V-vocês se importam se eu sentar aqui? Não tem nenhum compartimento vazio.
— Que nada, Moon, pode sentar — Megan falou quase imediatamente, afastando-se e indicando o lugar ao seu lado — Finalmente nos deu uma chance, hein?
— Perdão? — Lily balbuciou, confusa.
— Ah, você sabe. Está dividindo um quarto conosco há um ano, mas nunca nos fala nada — a garota riu descontraidamente — A gente não morde, você sabe.
Lily corou furiosamente, enrubescendo até a ponta das orelhas.
— Me desculpem...
— Não precisa pedir desculpas, oras — Hannah riu da reação de Lily — Ei, você não é britânica, é? Seu sotaque é diferente. Parece australiano.
— Na verdade não — Lily sorriu fraco, sentindo-se um pouco mais à vontade — Sou kiwi.
— Quê? — Megan pareceu confusa — Kiwi?
— Desculpem, neozelandesa — ela tornou a ruborizar — É que não é um costume nos chamar por esse nome lá dentro da Nova Zelândia. Kiwi é mais popular.
As quatro garotas finalmente pareceram entender, e, para o alívio de Lily, pareceram achar aquilo algo muito interessante.
Até chegarem em Hogwarts, Lily percebeu que suas companheiras de quarto eram, na verdade, bem interessantes. Não se conheciam antes de Hogwarts, como ela pensara, mas eram todas muito legais.
Não seria um ano tão ruim, afinal.
The Nightmare ll Susan x Lily
misssbones:
Assim que percebeu que quem a seguia era Lily, um sorriso curto brotou nos lábios de Susan, aquilo era alívio, agradeceu mentalmente por se tratar da amiga e não algum monitor com tamanha insônia como a garota. - Ai Lily, amiga você me assustou - disse por fim soltando a mão da ponta da varinha, escondida no cano de sua bota, empurrou a mesma, guardando-a de volta. Os pesadelos de Bones teriam que parar, se não fosse pelo bem da mesma seriam pelo de Lily, que pelo jeito tinha o sono mais leve do que uma pluma, já que a ruiva tinha certeza que não havia feito se quer um barulho. Suspirou cansada - Sim tudo bem, você é uma boa amiga - complementou a garota num sorriso breve. Sabia que aquilo era verdade, um dos alívios da garota, tinha vindo pelo fato de ser Lily ali lhe observando, alguém em quem podia confiar e até mesmo desabafar se preciso fosse. - Eu tive mais um daqueles pesadelos…- disse em seguida baixando sua cabeça e suspirando fundo, estava cansada daquilo.
Algumas das imagens ainda rondavam a cabeça da ruiva, incrível como aquele cenário era sempre o mesmo, parecia até que ela já esteve lá, o que era completamente absurdo, porque talvez se tivesse tido a chance de presenciar aquele momento, não hesitaria nem sequer por um segundo antes de entrar na frente de seu tio, e tomar aquele feitiço para si. Edgar era como um pai para a garota, crescera sobre os cuidados e conselhos dele. Ainda era difícil de acreditar que jamais ouviria a voz do mesmo a chamar de “Minha garotinha” de novo, se negava a aceitar que ele a tinha deixado. Sentiu um vento forte soprar, sob seu corpo, a distraindo de seus próprios pensamentos, fazendo a mesma voltar a olhar a amiga Lily que permanecia ali em pé, a olhando preocupada. - Desculpa te acordar LiLy, eu realmente precisava de um ar -
Há alguns anos, Lily passara pela mesma situação de Susan. A morte dos pais ainda lhe assombrava, e com a ausência do irmão mais velho em Hogwarts, sua mente ficara mais vulnerável aos mais estranhos pesadelos. No segundo ano, Lily mal conseguia dormir. “Já passei por isso antes, Susie, sei como é terrível”, ela assegurou. “Sair do dormitório sempre me ajudou, mas sempre tive medo de pegar detenções, então evitava sempre que podia. Algumas noites eram impossíveis.”
“Ah, e não precisa pedir desculpas por me acordar”, garantiu. “Meu sono é uma coisa que nunca fui capaz de explicar, então já não me aborreço quando algo me acorda. Além disso, tenho um gato que me acordou a vida inteira”, riu descontraidamente, tentando tranquilizá-la.
O pesadelo da Susie deve ter sido pior que os meus, pensou, avaliando a garota. Seus músculos estavam visivelmente tensos, e mesmo que parecesse prestar atenção no que Lily dizia, os seus pensamentos pareciam estar em outro lugar. “Quer falar sobre isso?” Lily sugeriu. “Não sei, às vezes desabafar me ajudava.” Depois de perceber que Susie trocara de roupa e ela não, acrescentou, rindo: “E poderíamos voltar ao dormitório? Ainda estou de pijama e o dia está prestes a amanhecer”.
The Nightmare ll Susan x Lily
Tudo estava escuro, mas não um escuro qualquer, era noite gelada, o clima tenso, a neblina quase cobria toda a sua visão, e a impedia de identificar o lugar, ou ao menos saber onde estava. De repente um raio de luz clareou seus olhos, pode perceber então que aquilo se tratava de um ataque, um feitiço. Fixou seu olhar naquela escuridão e descobriu que o causador daquilo tudo se tratava de um Comensal da morte, sentiu seu coração apertar. Ainda que a garota fosse ótima com feitiços e tivesse notas boas, com certeza não estaria apta para um combate desse nível, ao menos não agora, ainda era muito nova. Numa espécie de impulso ela fechou os olhos, apertando-os, como quem esperava agonizantemente pela sua morte. Minutos se passaram e nada, absolutamente nada a atingira, impaciente a garota voltou a abrir os olhos, e só então que sua ficha caiu. Ela não era o alvo, e muito menos a vítima daquele comensal, deu um passo a frente, estreitando seu olhar e o percorrendo por toda a área, até encontrar Edgar, antes que pudesse correr, gritar ou berrar qualquer coisa, ela apenas ouviu as palavras “Avada Kedavra” e então tudo se apagou novamente.
Com o coração na boca, sua respiração ofegante, e sua voz muda, a ruiva, deu um salto na cama acordando de seu pesadelo, olhou ao redor percebendo que suas colegas de quarto, dormiam como bebês. Invejou por instantes aquele sono, profundo e calmo, - Será que algum dia, eu voltarei a dormir assim?- Inspirou fundo, prendendo o ar em seus pulmões o máximo de tempo que pode, na tentativa de enfim se acalmar, pousou a cabeça, novamente sobre o travesseiro, e nada, o sono simplesmente havia partido, e pelo visto pra bem longe. Rolou três vezes pela cama, e então decidiu levantar. Vestiu suas botas longas, uma camisa branca, e sua saia preta, normais do uniforme, estaria pronta para uma aula, se não fosse a ausência da gravata.
Girou a maçaneta silenciosamente, não queria acordar suas companheiras, e nem ser descoberta por alguém aquela hora da noite, já devia ser madrugada, e ser vista fora de seu quarto, com certeza lhe traria problemas. Encostou a porta devagar, e sentiu um vento frio bater em seu rosto, tirou uma mecha de cabelo de seus olhos, e saiu andando pelo corredor principal cuidadosamente. Não sabia pra onde iria, apenas queria sumir com todas aquelas imagens de sua cabeça, andava sem rumo, imersa dentro de seus pensamentos, até que sentiu uma presença. Virou-se para trás, procurando algum rosto, e nada! Continuou seus passos, e de novo pode jurar que ouviu um passo atrás de si. Dessa vez teve certeza que alguém a seguia, mas quem? Arqueou sua sobrancelha receosa e novamente se virou para trás, outra vez não viu ninguém. Certamente alguém estava acabando com o resquício de paciência que sobrara em Susan, assim que ouviu mais um passo , se virou para trás, e sem nem saber de quem se tratava, indagou rapidamente. - Ta gostando de brincar de sombra né-
Com o sono leve que sempre teve, a simples respiração ofegante de Susan no meio da noite despertou Lily. Continuou com os olhos muito fechados quando Susan checou as camas das outras garotas. Quando percebeu que esta não voltaria mais a dormir, remexendo-se na cama, Lily estranhou. Ué, temos aula amanhã, pensou, mas ainda assim não disse uma palavra.
O que fez com que ela finalmente se levantasse foi o barulho da porta do dormitório sendo fechada e a completa ausência de Susan no dormitório. O que haveria incomodado tanto a ponto da Susie precisar se levantar? Curiosa, Lily se levantou e resolveu segui-la, sem se dar ao trabalho de trocar seu pijama por alguma roupa.
A garota à sua frente pareceu perceber que alguém a seguia, mas Lily fez o seu melhor para não ser vista – não queria assustá-la, só queria ver aonde ia. Em súbito, Susie se virou, quase conseguindo visualizar Lily entre as sombras, e indagou, impaciente: “Tá gostando de brincar de sombra, né?”. Lily deu um salto, mais assustada que a garota em sua frente. Dando um risinho nervoso e fazendo um ponto de luz sair da ponta da varinha. “Desculpe”, ela murmurou. “Só queria saber o que te incomodou. Acordei quando você levantou e saiu do dormitório, sabe? Tenho um sono muito leve.”
Flitwick pediu para que Filch me fizesse polir todos os troféus. Minhas mãos vão cair e eu tenho treino de quadribol a noite. Já estou até vendo Lino gritar no microfone: Um dos batedores da Corvinal está completamente morto! A vergonha do time!
Eu tive crises de tosse, por conta de tanta poeira que eu inalei ao limpar aqueles malditos livros, mas nisso o Snape não pensa não é mesmo?, Coitado de você, se quiser posso fazer algum curativo, ou te emprestar meus cremes para passar nas mãos, Flitwick é outro que não pensa só pode!
Gente, esse pessoal de Hogwarts, ao invés de contratar mais de um zelador pra esse castelo enorme, fica fazendo os alunos de escravos. Nunca peguei uma detenção na vida, mas é muito injusto o que fazem com vocês!

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lily in the battle of hogwarts