Primogênito de Scar e filho único de Hadiza, morta sob condições suspeitas
Sofredor permanente das habilidades nada paternas do pai
Ele é funcionário dele, na melhor das descrições
Sem amor em casa, logo, violência na vida. Veja as cicatrizes em labirinto
I didn’t choose the thug life, thug life chose me
Lutador quase profissional pois seu foco sempre foi a música
Ou cantava e tocava instrumentos ou o pai cortava o pescoço
Ele compõe também. Much doge such wow
Subiu na vida e passou de ano por merecimento e dedicação
Perco 10 segundos de vida mas eu não reprovo
vale ressaltar que não tomou a pílula na seleção
Poderzinho maroto em homenagem a família. Leão na veia e nas costelas.
ele se transforma em gato de madame, mas é segredo
Atualização cadastral: Nyarko “K.O.” Leons, 26 anos (módulo II), 1.90 de puro músculo, batedor oficial da Rotten to The Core, heterossexual.
AGORA FIQUEM COM O NOVO EPISÓDIO:
Foi a primeira vez que Nyarko usou o serviço do Grilo desde que pisara os pés na academia, e tudo por insistência daquela voz irritante do Leons de menor idade. O que era, diga-se de passagem, completamente estúpido, porque ele sabia de onde vinha aquele cansaço enorme. Silencioso, escutou o diagnóstico do grilo, que citava cada sintoma com um Nyarko respondendo mentalmente. Esgotamento Físico. Ele é batedor do Rotten to The Core e um dos nomes nas lutas ilegais do Castigo, claro que tinha que manter o físico enorme. Esgotamento Mental. Ele era perfeccionista ao extremo, ora, tinha uma mensagem a passar para o resto do mundo e todas as chances contra si. Escrever letras? Compor a melodia? Desgaste excessivo. A presença no ambiente refinado era uma afronta, uma ralé se portando como um príncipe? Ganhando partida por partida nas regras dos que estavam por cima? Isso aí é um trabalho difícil, muito exigente. Exaustão extrema. O conjunto da obra, o preço de ser o melhor de todos. Não teria problema em pagar tão pouco por tudo aquilo.
Nyarko aceitou a dispensa sem grandes reclamações, um tempo no Castigo não poderia ter vindo em momento melhor.
Não era sobre o pai nem o estúdio. Pouco importava os convites de luta ou a ajuda no orfanato. Nyarko olhava para o familiar e não sentia o gosto do prazer, a liberdade de se comunicar. Buscava e vagava e procurava algo diferente nos becos do Castigo, uma fração minúscula daquele brilho que carregava quando era mais novo. Quando ainda era Daren. Tinha ouvido falar de movimentações ‘ilegais’ em certos pontos, a voz sussurrada carregando o Doomsday pelos ventos tóxicos, sorrateiros. Ele não esperava dar de cara com um assim, na sorte pura e simples, mas... Mas algo mudou quando ocorreu aquele conflito. Chegou com algumas horas de atraso, mas o ar preenchido com tensão e selvageria inundou as narinas do primogênito de Scar. A notícia correndo solta evitava os defensores que tinham se concentrado ali. Bandeiras quebradas, mensagens destruídas pela água ácida e aquela repetição, a insistência de enaltecer uma figura dentre as demais.
Mas você tinha que ter visto ela! Ela pulou em cima deles, K.O. Parecia um animal selvagem. Grande, forte, com uma tatuagem de leão no pescoço. Mas o assustador era os olhos, K.O. Os olhos dela eram amarelos...
Nyarko não deixou que terminasse o comentário quando o pobre mensageiro foi pressionado contra a parede e ameaçado de morte. O ar fugindo dos pulmões até ser libertado quando a verdade viesse à tona. Esse tipo de comportamento se repetiu algumas vezes, acompanhando o rastro de trem desgovernado a pleno vapor.
Hadiza estava prevendo aquele irromper do filho ou ele não teria encontrado facilidade para entrar e encontrar a salinha em que estava escondida. Suas mãos já esperando para englobar o rosto adulto de Nyarko, sorriso pronto nos lábios sangrentos. Tinham dito que só foi um atrito entre forças opostas, mas Hadiza tinha pegado o pior de tudo. Ocultado pela pele escura, os hematomas espalhavam enormes... Vamos para- Tentava começar, os braços sendo interrompidos na tentativa de colocá-la nos braços e sair correndo. Não tinha alternativas, o sistema de saúde do Castigo era tão precário que nada poderia ser feito. Como não? Ele que tinha ferimentos assim todo final de treino, que encarava o ‘tratamento’ como algo tão simples, e ela... Sua mãe... Sua falecida mãe sucumbia por falta do básico? O assombro e alívio transformando-se numa revolta que alterou a respiração. Modificou a forma que o coração batia e os órgãos funcionavam. Um leão com alternativas era implacável. Mas um leão acuado, contra a parede, era letal.
Ele abaixou a cabeça para ouvir suas últimas palavras. A falsificação da morte por Scar para não atrapalhar o desenvolvimento e molde do herdeiro. Os longos anos precisando ficar escondida para manter a própria vida. O envolvimento com o movimento do Doomsday e a descoberta de um novo sentido para a sua vida. Nyarko ouviu tudo e guardou consigo, gravou cada letra a ferro e fogo.
Alguma coisa mudou. Alguma coisa quebrou. Alguma coisa saiu nova daquela fornalha, quente como um inferno. E, hey, estava na hora de fazer o mesmo pela Cidade de Cima: lembrar quem é que estava no comando ainda, quem precisava de quem na hierarquia. E, principalmente, assumir o lugar da mãe no Doomsday.
HABILIDADE MÁGICA:
METAMORFOSE FELINA. Com a sorte que tinha, qual a probabilidade de ser presenteado com uma habilidade que ajudasse suas transformações? Os dentes afilados, as unhas mais compridas, o ‘defeito’ na garganta puxado para o rosnar? Nyarko ganhou o poder de virar aquilo que mais queria, seu desejo supremo e sonho realizado. Demorou o primeiro módulo para dominar a parte leonina do seu poder, mas achou particularmente desafiador investir no que tinha sido seu primeiro defeito: a transformação num gatinho de madame. Agora ele exagera e brinca com cores, focinhos curtos e bigodes sensíveis. É mais fácil para ele os felinos de grande porte, por causa do tamanho da forma humana. Contudo, os pequenos, ah... Ele mantém essa capacidade em segredo. Se perguntarem? Só leões e tigres, com licença.
EXTRAS:
Criou o The Punishers durante o Módulo I da academia, com o auxílio de Scar para manter as músicas no Lampfy. É um grupo com letras pesadas e poucas alegorias, expondo a realidade da vida no Castigo da maneira mais crua possível. As partes de rap e cantadas fluem erráticas e complementares, dando origem a um som que contagia até os mais puristas. Contudo, é aquela coisa, ame-a ou odeia-a, mas concorde com cada letra.
Alterou morfologicamente os dentes num estúdio no Castigo, afilando-os devagar para o processo passar despercebido pelos captores. Sim, ele chama de captores todos os professores e ‘responsáveis’ da cidade de cima. Parou antes da transformação completa, mantendo a funcionalidade dos molares e aumentando a perturbação quando sorri por completo (e, ora, agora tem a habilidade de deixá-los como quiser).
K.O. é apelido de guerra. A reputação precedendo o filho de Scar sem grandes controles. Ainda luta, ainda tem o sangue quente para resolver na base da violência, mas não tem o mesmo instinto assassino de outrora. Cuidado, lá vem ele na boca do Castigo; ou dos mocinhos que se aventurarem bem fundo nas ruas mal iluminadas.
Tem uma tatuagem de leão em tinta que brilha nas luzes neons do Castigo e parcialmente no escuro.
Seu verdadeiro nome é Daren, nascido à noite em nigeriano.
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O pé de cabra era seu fiel parceiro desde que pusera os pés no corredor temático para lá de especial. Uma série de salas com segredos, vozes inumanas perseguidoras e a constante presença de algo indizível grande demais para ser comportado naquelas paredes. Nyarko, não raramente, soltou um bufo raivoso, rosnando para o som de unhas raspando a tinta descamada das paredes. E o ferro? Balançava e expulsava objetos sem nome, arrebentava portas e resolvia o truque quando as senhas não funcionavam. E mesmo assim, tendo trezentas e uma utilidades, ainda não parecia ter encontrado sua verdadeira vocação. O Leons estava correndo, a força acumulada pelos treinos de magibol falhando depois da maratona sem fim em busca da saída, o teto cheio de ferros pontudos abaixando a cada segundo. “Corre, @opsnellie!” Segurava a porta com metade do corpo ainda naquela armadilha mortal, mão estendida para pegá-la pela mão e puxar com força para dentro da outra sala. O impulso e o desespero acabaram por funcionar bem demais, porque o primogênito de Scar tinha as costas no chão e o peso agradável da princesinha sobre si. “Você tem sido uma boa garota, hm? Porque eu tenho motivos para a Academia me eliminar da existência.” Riu, sem humor, respirando fundo e... “Mas que merda é essa? Ainda não saímos?” As paredes brancas eram desconcertantes, cada vez que procurava um canto ou aresta, a sensação claustrofóbica aumentava.
A risada estridente que escapou dos lábios avermelhados da garota, não combinavam em nada com tudo que a verdadeira Zalia Facilier sentia por dentro. Vendo tudo que o espírito fazia, ela percebia que havia sido um erro dos grandes, e revirava-se com a proximidade dela com Nyarko, a forma como falava com ele, que envolvia seus braços em si. Mas a entidade estava se divertindo e muito. Assim que ouviu a pergunta, a risada aumentou ainda mais, aguda e irritante: “— Eu me chamo Fufuri, mocinho, quer me procurar no spellgram? Brincadeirinha, não tinha isso na minha época. Mas se tá interessado, tem vários rituais pra me chamar… sempre que quiser” lançou uma piscadela exagerada na direção do homem, dando um sorriso largo com o canto da boca em seguida. Sentia o toque das unhas dele, ficando um tanto quanto confusa com a combinação daquilo com as presas de vampiro que apareceram quando ele quis. “Não estou entendendo, você é um vampiro lobisomem, meu docinho? Imagino quão forte deve ser…” uma das mãos que estavam em seu pescoço deslizaram para o braço do homem, apertando ali sem tanto cuidado assim. Mais uma risada escapou “Você está tentando me ofender ou algo assim? Eu não quero bolar planos brilhantes ou perder meu tempo com coisas que não vão dar certo. Eu estou aproveitando, baby, e está dando certo. Essa garotinha aqui já saiu da seca e está em dia com os beijos. Só falta leva-la pro banheiro com alguém pra eu conseguir aproveitar, um pouco mais” provocava mais. Ainda mais depois da resposta dele que deixava claro que havia tido algo com ela. Fufuri gostava de provocar, gostava e muito. Mas por dentro? Zalia se revirava de ódio por ter deixado que ela tivesse tomado o controle de seu corpo. E no momento em que ele se aproximou, tomando-a pelos lábios em um beijo inesperado e ardente, que fez cada pedacinho do corpo feminino se arrepiar, Fufuri sentiu. Sentiu que perderia o controle, pois o revirar de Facilier foi grande demais. Como se ter os lábios dele contra si fosse demais. E tudo bem, Fufuri estava aproveitando, agarrando o pescoço masculino e respondendo ao beijo na mesma intensidade. Até que não estava mais. Até que, de repente e sem aviso, Zalia conseguiu de alguma forma retomar o controle de sua mente, de seu corpo. Estava ali. Estava ali, beijando o ex. E não queria parar.
Fufuri. O nome gravado na memória seria procurado em algum outro momento, dissecado ao excesso até encontrar uma forma de bani-lo da existência de qualquer plano astral e físico. Sim, meus caros, este leão tem a capacidade de guardar rancor, de lembrar cada mínimo detalhe e potencializar ao vértice de explodir tudo em cinzas. E só bastava continuar... Manter o movimento lento da dança fantasmagórica e distrair o espírito, fazê-lo falar e se irritar com o pouco caso que fazia da presença amaldiçoada. “Oh, eu vou. Nyarko, é bom lembrar do meu.” A língua estalava no céu da boca, a tensão colocada nos músculos servindo de barreira para não ceder e procurar outra forma de consumir o desejo que crescia de dentro do estômago. Sangue e revolta, raiva e sede, a intensidade misturando e piorando o gênio insuportável do Leons. “Porque eu vou ser o monstro que vai te atormentar, Fufuri, e eu vou começar ainda em vida.” Vitória. O espírito mostrava as garras, irritava e recebia as provocações com outras, ainda piores. Para Nyarko? Entravam no ouvido e saíam pelo outro, porque sua atenção estava além do que podia enxergar pelos olhos cravados no dela. Adiante, só mais um pouco, vasculhando os poços vazios pela centelha de Lili. A derrota? Bem, deixemos para o próximo capítulo, porque estava ocupado demais em arrancá-la das profundezas da influência demoníaca. Fufuri não tinha chance. Não quando competia com alguém que conhecia a Facilier como a palma da mão, cheia de cicatrizes e calos das batalhas da vida. Que sabia o jeito que ela gostava, de arrancar o mais doce suspiro. De que precisava segurar num certo ângulo, grudar contra si e erguer um pouco, segurar a base do pescoço e permitir aquela troca de dominância. De provocar, de morder, de marcar as caixinhas de perfeição com eficiência. Mas algo mudou. O salão invisível tinha mudado. Alguém abriu as portas e permitiu um vento renovado de Storydom? Porque o dever trocava de figura, a urgência diminuía o ritmo para experimentar algo... Algo que já tinha esquecido. Zalia Facilier não era mais, mas ainda era. De alguma forma, ainda era e... Nyarko ria por dentro com o pensamento, a diversão subindo os cantos dos lábios, a sua Zalia teria que aparecer antes que o Leons se aproveitasse demais do gosto do passado.
"Eu tinha minhas dúvidas antes de vir até aqui...” Começou Nyarko ao se aproximar, as mãos bem enfiadas no bolso para esconder as unhas leoninas que se recusavam a voltar para a normalidade. O beijo do vampiro conflitava com o controle natural do primogênito de Scar sobre as habilidades de metamorfose e isso o irritava mais do que o prazer de experimentar o vampirismo. “You reek of blood more than those.” Já levantava o braço, punho arruinado por outras unhas, para englobar a mesa reservada às criaturas de hábitos noturnos. Um passo e ele se avolumava na frente, a cabeça meneando para o lado e pescando a visão que comprovava seus comentários. “Entrou no corredor temático dos vampiros, sobremesa?” // @segaeuikatanajun
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❀ — › Amalia dizia para si mesma que devolveria os exemplares assim que terminasse algumas anotações. Isso porque, se perdesse a oportunidade de acessar aqueles conhecimentos, ela jamais se perdoaria. Afinal, eram livros de uma dimensão que ela desconhecia - e dificilmente existia algo mais atrativo para a Hofferson do que aquilo. Assim, não era de se estranhar que estivesse buscando corredores menos movimentados, uma vez que não tinha certeza de que não seria repreendida por ter retirado as obras da biblioteca pessoal do Drácula. Bom, a resposta era provavelmente positiva, contudo, aquele seria um problema para mais tarde. Ou era o que tinha em mente, quando o timbre rouco trouxe um calafrio a sua espinha. “Oi… É Nyarko, certo?” O tom hesitante acompanhou o recuar de um passo, levando-a de encontro a uma porta fechada. “Baby girl…” Ela repetiu sem se dar conta, o livro sendo apertado contra o peito em um movimento protetor. Por algum motivo que a menor não compreendia, seus instintos ressoavam, como um letreiro vermelho que exigia que ela se afastasse. E teria sido a reação mais lógica, caso a loira não tivesse se visto presa ao olhar masculino. “Eu, não… Estava apenas explorando. O castelo, sabe? Para descobrir seus segredos. Não é todos os dias que você pode acessar os cômodos do castelo de uma figura tão importante quanto o Drácula, certo? Inclusive, eu acho que deve ter algo de muito interessante bem aqui atrás de mim…” Ela tateou a porta com a canhota, a procura da maçaneta que daria entrada para o quarto mencionado.
Painéis escuros de madeira antiga cobriam as paredes daquele corredor do chão ao teto, as unhas de Nyarko criando um rastro esbranquiçado. Fininho, só um ruído facilmente engolido pelo som da festa, aumentando conforme os passos se aproximavam da loira mais à frente. O rastro virou abertura, madeira cedendo à força que combinava com o apertar da garganta. Mão de ferro, enferrujada, comprimindo as cordas vocais que ressoavam no ininterrupto rosnar. Vibrando, transformando, leão e morcego entrando em consenso naquele próximo cenário. A voz de Lia se perdia em sua própria incapacidade de manter algo que fizesse sentido para o Leons, esmaecida como plano de fundo e aviso suficiente de que não provocava alarde. Qualquer um teria gritado agora. Como aquela, ou ele... Dolorosamente revoltado e devidamente tomado, escondido atrás de uma estátua - vigiado pelos olhos de pedra vazios. “Tem é?” A voz subiu pela garganta e saiu diferente, estranha até para o próprio Nyarko. O corpo ficando ereto, o pescoço esticando para enxergar onde ia, e pegando o som do trinco cedendo e a porta se abrindo antes de enxergar. Seus pés ajustaram no assoalho e o sapato do príncipe Wyatt o colocou para frente, explodindo na corrida a tempo de segurar a porta antes que fechasse por completo. O ombro de encontro à madeira decorada quebrou a força da resistência e ele lançou o braço para dentro, agarrando algo sólido que estava ao alcance. “Me mostre, Lia. Você não é a educada da família?”
Fufuri não estava se incomodando, nem um pouco, de estar espalhando uma coisinha aqui ou uma coisa ali sobre Zalia, afinal, as consequências não seriam suas. O lado bom de ser um espírito era que não tinha qualquer preocupação acerca da vida: ela já estava morta mesmo, o que poderia ser pior do que aquilo? Mas aparentemente nem todo mundo estava gostando da apimentada que ela estava tentando dar na vida da Facilier. Sentiu o pulso ser segurado com firmeza e automaticamente acabou gargalhando de forma que não tinha nada a ver com a dona do corpo “Alright, I like it rough too” o tom foi irônico, antes de puxar o pulso - o que não surtiu nenhum efeito, uma vez que a outra mão do homem estava em sua cintura, firmando-a contra ele. “Sinto muito, sua amiguinha não está aqui. Você ficou bravo? Entra na fila” ela juntou os lábios em um biquinho e soltou um riso em seguida, não se importava de provocar - os problemas não seriam dela. Passou os braços ao redor do pescoço dele, uma vez que estavam na pista de dança. “Acha que vai ser ruim pra mocinha aqui? Não acha que eu tô facilitando a vida dela contando pras pessoas? Alguma hora vão ver essa barriguinha, né?” Ela arqueou as sobrancelhas e se aproximou “Você é o pai? Acho difícil… ela não te deixaria ir embora pra ficar encalhada né?”
O toque dela jamais seria rejeitado pelo herdeiro Leons mesmo que todo o resto gritasse que estava errado, um inconcebível evento da natureza (fantasmagórica, inclusive). A gentileza pelo seu estado superando o corpo inteiro que entrava em modo defesa e ataque, o poder misturado ao instinto vampírico procurando uma entrada para resolver a invasão com a mesma facilidade que a tinha notado. O tom da voz, o cheiro, até a forma como existia no salão não lembrava sua Zalia. Nem quando a enxergava e nenhum detalhe visual parecesse diferente. “Who the fuck are you?” O discurso de ‘ela vai escolher o momento’ ficando no terreno árida das ideias descartadas. Não precisava do nome daquele entidade para supor que faria pouco ou nenhuma questão das opções da hospedeira, até uma que ele consideraria caso tivesse sua liberdade em jogo. As unhas de Nyarko alongaram nas costas de Zalia, ainda pairando longe da roupa, ainda incertas de fechar o círculo que o Leons envolvia-a; um abraço duplamente interpretado pelos demais da pista de dança. “Então esse é seu graaaande plano. Foder a vida de uma pessoa porque não tem capacidade de fazer mais nada além disso. Eu ouvi sobre dois que se juntaram e estão plotando a volta definitiva do mundo dos mortos. They are actually doing something, but you?... Patética alma penada.” Negou com a cabeça e aproximou o rosto, lábios repuxados sobre os dentes e expondo aqueles presenteados pelo beijo do vampiro. “Pai ou não, you’re wrong.” E ele acabava por revelar um pouco mais do que devia, expor um pedaço que não deveria ser exposto... Porém, lá estava, a quebra daquela barreira que os dois dançavam no limite (mais pelo Leons do que a Facilier). Nyarko empurrou a testa dela com a própria, forçando o rosto para cima e a tomando num beijo muito longe da amizade que tinham estabelecido. Com gosto do passado misturado à necessidade do presente.
Nyarko começava a compreender os vampiros naquele exato momento. A pergunta que sempre fazia quando assistia aos filmes, não entendendo em nada como alguém que vivia de sangue podia desperdiçar tanto com uma mordida. Os dentes ficavam dentro da boca, os lábios esticavam, por que diabos escorria tanto? Nyarko cambaleava pelos corredores, o sorriso branquíssimo manchado ali e aqui de vermelho vivo, o dorso da mão pegajoso pelo rastro limpo não tinha um minuto. O desejo era demais para beber como um bom apreciador, a força do coração batendo logo abaixo da superfície soando tão ensurdecedor que precisava pará-lo a todo custo. Findar a vida escolhida para saciá-lo. E talvez tivesse algo no meio, dentro de si, que amplificava uma coisinha tão ‘travessura’ oferecido pelo período do Halloween. Esfregou os cabelos com força, piscando para a escuridão que enxergava tão bem, trazendo um mínimo de sanidade para o frenesi de caça em que estava. Hofferson. Era cheiro de escamas e fogo misturado a um perfume floral, de provocar o canino que empurrava com a língua. “Ei...” Chamou da sombra que estava, a postura melhorando quando esquecia o estado para dedicar-se à nova possível vítima. Aqueles corredores eram adjacentes ao principal, mas estavam escondidos o suficiente para não temer ser interrompido inesperadamente. “Are you lost, baby girl?” Não segurou o perigo no tom de rouquidão, pingando pesado e quente quanto o sangue que ansiava de @liatudo.
“Bom, quando começar a aparecer legado ferido nessa merda, não venham culpar os castigados.” O primogênito de Scar apontou para cada uma das quatro mesas repletas de comidas variadas. Era um convite bem claro de uma mistura que ia além do considerado ‘seguro’, e bem dentro do que Nyarko estava esperando para aquela noite. Desgraça, sim; mas um toque maior de exposição dada a escolha de fantasia da noite. “Monstros convidados, vampiros perseguidores num corredor... Vamos precisar de um segundo Wyatt está noite.” Debochou, a voz caindo naquele rosnar típico da má formação da garganta. Seus olhos desceram pela silhueta de @dharkos. "Ei, deixa eu ver isso aqui direito.” Nyarko afastou o cálice que bebia para fingir que tinha dificuldades em enxergar a fantasia, a mão levantando o pulso para a altura dos olhos. E, num bote, morder a parte que não estava coberta pelo metal. “É, cara, o lance real é bem melhor do que essas coisas aqui.” O cálice virado um pouco, apenas suficiente para algumas gotas pingarem no chão e manchar de vermelho a barra das calças que usava.
Algo errado, dizia o corpo em letras garrafais. A respiração saindo tão pesada e difícil que o peito faltava estourar tamanho era o esforço de colocar alguma coisa para dentro. Cada expulsar, a visão ficava diferente. O brilho vermelho colocando outros detalhes em perspectiva, focando no pulsar das veias dos pescoços, na forma como o álcool influenciava e deixava mais fácil o ataque. Nyarko virava a cabeça, descia o queixo para o meio do peito e rosnava consigo mesmo, reprimindo a vontade de beber mais depois de ter bebido um monte. Seus olhos insistiram na visão panorâmica, pontos pulsantes combinando com o cheiro em assalto do aprimoramento daquele sentido. Varreu as proximidades, ignorou o decoro, e a encontrou. Mas que merda é essa. Duas pessoas conversando ao lado tendo a fofoca captada e ganhando um rosnado ameaçador, assustando-as. O Leons encontrou o caminho no meio das pessoas, manchando algumas com o sangue falso que jogou por cima da fantasia, e a agarrou pelo pulso. “Deixou de ser segredo agora, foi? Porra.” Puxou para o centro do salão, forçando de todo o jeito para que não escapulisse dos seus dedos; da forma como envolveu a cintura e a pressionou contra si. “Se quer fazer um espetáculo, sobe na porra do palco e rouba o microfone. O que tem de errado com você, @lilifacilier?”
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Como qualquer uma das pessoas ali naquela noite, Pandora Godlike também tinha seus segredos, seus affairs, e momentos em que era melhor não ser filmada. Não que ela não soubesse lidar com polêmicas ou comentários controversos, ela na verdade se saia melhor ainda em tais momentos. Porém, até mesmo ela, gostava de manter certas coisas por baixo dos panos, fora da vista de todos, era isso que tornava interessante, e sua relação com Leon era assim, secreta. Foram necessários apenas alguns olhares, para que a morena deixasse claro que queria se encontrar com o outro, tinham assuntos a tratar, e ela sumiu por entre as escadarias, sabendo que ele a encontraria.
A armadura pesada e brilhante de cavaleiro da Távola redonda chamava menos atenção do que a de Wyatt Charming e isso surpreendia o total de 0 Nyarkos Leons. Seu porte ficava ainda mais altivo com a atenção, os trejeitos mais principescos. Tanto que foi difícil sair dos olhares públicos para seguir sua tarefa da noite (uma que tinha menos obrigação e mais prazer). O faro apurado pelo beijo do vampiro combinado com o natural das suas habilidades localizando a Godlike em segundos. “Um diria ser muito ruim fazer acordos perigosos sem a salvação de uma plateia, Godlike.” Os dentes estavam ainda mais proeminentes, a língua vez ou outra rodando o canino enquanto se fazia mais apresentável no estado atual das roupas. Sangue falso (?) salpicado na frente das vestes, colorindo o punho da blusa branca que ia de encontro à cintura da mulher. “O que temos de tão importante para tratar? Estou devendo?”
Era uma vez um leãozinho que guardava muito rancor. Alguém inocente, sem culpa de nada além da origem (que não tinha escolhido). A vida impôs suas dificuldades, os pais tentaram ensinar e algo diferente nasceu daquela mistura. Em bailes ele fazia o que queria, torcia as regras a seu favor. E o que diferente viria desse? O porte físico de Nyarko Leons aguentava a armadura completa de LANCELOT, o grande campeão do Rei Arthur e o amor verdadeiro da Rainha. Ele realmente cumprimentou os soberanos quando os viu, incluindo aqueles que vestiam suas fantasias. Em algum momento, Nyarko encontrou Drácula e ganhou dele o BEIJO DO VAMPIRO. Mas, bem, como poderia recebê-lo se tinha uma malha de ferro ao redor do pescoço? O leãozinho se despiu da armadura, que se desfez em latas e pedaços enferrujados (encantada para parecer brilhante, faz sentido né?), e expôs o que vestia por baixo. Engraçado, eu não estava no grande evento, mas parece uma réplica perfeita do que PRÍNCIPE WYATT CHARMING costumava usar? Ao longo da noite, o desejo insaciável do vampiro temporariamente criado fez sangue se misturar às roupas... Movimentos rasgando o tecido. Realmente, eu só acho curioso como o passado parece voltar à vida nesse dia tão peculiar.
Pergunte... Pergunte do que ele está vestido... Pergunte mesmo que os detalhes estejam ali, só um pouco modificados para não ser tão explícito. Pergunte e receberá a resposta.
tw: violência. a personagem feminina envolvida não está sofrendo tais atos por ser mulher. são muito amigos, estão no meio de lutas ilegais, é normal caírem na intensidade. Por favor, não interpretem errado ; - ;
Uma camada fina de suor cobria a pele de Nyarko, estando ela descoberta ou não. O tecido grudando ao longo do corpo parecendo jogar mais uma pá de terra sobre o estado aprisionado que sentia. E era absurdo, porque a força que carregava poderia arrebentar a porta trancado com a facilidade de rasgar uma folha de papel. Mas ela estava no meio do caminho. Hella crescia em postura no meio do galpão e ele não a enxergava da maneira certa. O grito interrompeu a noite, gutural e arrepiante, tanto que as veias do pescoço do Leons saltaram e saliva salpicou no chão, nas roupas, conforme a coluna dobrava no arco dramático. Seus dedos abrindo e fechando, cravando na palma até as meias-luas ameaçarem tornassem tão vermelhas quanto a rubra do baile. E ele voltava, selvagem, mirando com um olhar assassino pelo canto do olho. “Você acha que eu estou tendo a porra de um ataque, Hofferson?” O chão estava coberto de farpas e lixo, antigos móveis e objetos reduzidos à detritos pelo tornado que o primogênito de Scar tinha se tornado. Scar. O nome piscando, distorcida imagem paterna sorrindo mais do que satisfeito, provocando-o daquela distância grande demais. “Eu. Não. Estou. Caralho.” Revoltante. As mãos em garra arranhando o couro cabeludo protegido pelo cabelo raspado bem baixo, os arrepios se confundindo com o tremor de ódio que crescia a cada instante. “Você não pode me prender aqui para sempre. Alguém vai vir me procurar. Ele vem aqui. Por que dar a porra desse gosto para ele?” Mais palavras do que tinha dito desde que @hella-hofferson tinha chegado ali. Mais do que ele tinha dito depois daquele dia. Nyarko não tinha uma linha de pensamento que combinava com a habilidade de comunicar e a ideia de encerrar a vida do pai parecia tão mais atraente. O Leons se aproximou e pairou, as alturas diferentes, só fazendo efeito para os de fora, porque com Hella... Com Hella precisava de mais. Aquele segundo tirado para recuperar o fôlego tinha terminado, não tinha? Sim. Ou o empurrão não teria aparecido, para distraí-la; tampouco o gancho ganharia força para encontrar seu rosto.
Não esperava pelo toque. Na verdade, não esperava por nada, não sabia dizer qual seria a reação dele - e era justamente por isso que normalmente evitava contato. Talvez ele pudesse a afastar e dizer que não precisava de ajuda, que estava bem sozinho. Talvez não. Talvez ele levasse os dedos ao seu rosto e a acariciasse de forma que o estômago revirou de novo. Sentiu-se ainda mais tensa quando o rosto dele se aproximou do seu com tanta vontade, caminhando a lateral de sua face - beijou-lhe o rosto. Comprimiu os ombros, incerta de como reagir àquele toque. Não estava esperando aquele tipo de movimentação, de fato. Porém, quando ouviu a fala seguinte dele, a Facilier franziu o cenho, entendendo que algo estava estranho. No passado, ela frequentava as lutas assiduamente, mesmo quando era menor de idade. Sempre dava um jeito de ir. Mas conforme o envolvimento com o homem foi se tornando mais intenso, intrínseco a sua carne, as emoções na plateia do ringue lhe confundiam. Sentia seu interior revirar cada vez que ele levava uma pancada, contudo, brilhava de orgulho s cada um que ele desferia. E no fim do relacionamento, de fato ela não estava mais indo assistir as lutas, já que sentia que estava se envolvendo demais - as vezes era ele quem ia busca-la para fazerem irem a casa dele ou coisa do tipo. Talvez fosse isso que ele estivesse vendo, que ele estivesse entendendo ali. Balançou a cabeça negativamente e acariciou seu braço com cautela. Ele talvez não estivesse dentro de si e ela tinha de trazê-lo de volta, tinha de verificar se ele havia se machucado. Ajudou o mais velho a se levantar e quando estava de pé, Zalia prendeu os olhos nos dele “Aguenta?” Perguntou sobre o próprio corpo, não teria força para tira-lo dali. Mas a resposta foi mais do que precisava, ele estava bem, as piadas diziam o suficiente. Mas realmente não parecia ter noção da relação deles do momento - ou ele estava fingindo que nada tinha acontecido de uma maneira bem convincente. “Você está engraçadinho pra alguém que acabou de levar um monte de porrada, Leons, está querendo levar outra?” Costumava chama-lo pelo sobrenome antes de terem algum relacionamento, antes de se envolverem. Não que ela tivesse formas muito carinhosas de o chamar, mas as coisas foram mudando conforme a relação deles mudava. E naquele momento era uma incógnita para si. Foi guiando-o para fora do ringue, em uma espécie de lugar que eles usavam para se trocar. Não chegava a ser um vestiário, não quando não tinha qualquer estrutura para tal. Apontou para que ele se sentasse e se manteve diante dele; analisando seu rosto. Com receio de toca-lo, mas ao mesmo tempo se se manter muito longe. “Minha casa é mais perto que a sua. Se quiser podemos passar lá” ela não olhava em seus olhos; mas analisava a lateral de sua cabeça que sangrava, e quanto segurava o queixo dele para tal. Comprimiu os lábios minimamente, enquanto sentia o coração batendo mais forte. Desgraçado, não queria que ele continuasse tendo aquele efeito sobre ela, mas era inevitável. Era intensidade demais. Sempre fora. “Você… tem que tomar cuidado com essas porras.”
É dito que a lição mais importante de uma luta é saber se levantar depois do golpe. Ficar no chão é ruim, diziam, você precisa mostrar perseverança e se reerguer! Uma coisa filosófica de mostrar coragem, provocar medo nos adversários (mesmo que a derrota fosse inegável). Nyarko tinha tirado proveito daquela lição tantas vezes que tinha parado de contar na primeira semana, seguindo de briga para a outra como quem troca. Os bolsos enchendo de dinheiro, o nome sussurrado em assombro e admiração por onde passava. Incrível, fabuloso, mas não era a que mais gostava. Do que adiantava ter toda a imagem de touro se não sabia a hora de parar? De se doar tanto a ponto de perder a linha tênue do esforçado para o exagerado? O Leons tinha entendido o limite do corpo, obedecido ao aviso (dolorosamente, porque sua intenção era virar a noite revirando terra) e mantendo força vital para erguer o corpo. Nunca tendo alguém confiável assim na vida além da família escolhida a dedo, de poder carregá-lo sem que mexesse e tentasse se soltar. “Cala a boca.” Grunhiu, a garganta áspera feito lixa, empurrando uma voz ainda mais rouca. Sim, sim. O limite físico era conhecido... O emocional? Ferrava tudo. Porque ele murmurava que podia ir mais longe, de que o próximo adversário não chegava aos pés. A voz interna gritando o quão patético tinha se tornado depois que abriu os olhos no teste final para Academia, de que não tinha arma contra a influência do pai. De que não conseguia proteger a mãe... De que tinha forçado e insistido na vã esperança de que superariam as semelhanças que tinham sabor de diferença, de que Zalia era mais do que as brigas cada vez mais frequentes. De que aquele calor contra si talvez não estivesse ali pelas intenções que os resultados das cinco lutas colocavam como verdade. Nyarko sentou e levantou, a garganta se expandindo e contraindo num engolir em seco incômodo. “Casa. Sim.” Mas o corpo não foi na direção da saída. Não. Os pés o levavam para dentro, arrastando os tênis pelo caminho. Não queria aquele contato ainda, não quando o rosto dela duplicava e mostrava dois momentos sobrepostos. O sorriso e o grito de raiva, o carinho com a raiva. E agora, aquele novo, de sobrancelhas franzidas e semblante preocupado, lembrando alguém que não estava mais aqui. Seus dedos terminaram de arrancar a camisa em frangalhos, os restos jogados no piso de ladrilhos embaixo do chuveiro. Logo em seguida, a gravidade ganhando a batalha, Nyarko Leons foi ao solo gemendo, as costas doloridas recebendo o breve alívio da parede úmida. “Agora é a porra da expert é?” Jogou a cabeça para trás em busca de apoio. “Essa expressão não combina nada com você, melhor parar.” Os braços cansados tentaram se erguer, mas pesavam duas toneladas. Ou mais. Piscou para a torneira logo em cima da cabeça, os dentes aparecendo no rosnar de aviso para o objeto inanimado. “Parece até que tô com o pé na cova. Vai pegar o kit de costura enquanto eu medito aqui. Dois minutos e tô novo.” Precisava que se afastasse, saísse do campo de visão. Necessitava um corte daquela influência por um segundo que seja, para afastar a naturalidade que voltava para o início. Anos os separavam da relação, mas naquele estado... Era tão fácil voltar, tão mais simples cair no lugar comum e só... Só... Acreditar que aquela, aquela, era quem deveria ter ficado. Que deveria ter permanecido. “E abre a porra do chuveiro também. Esse- Não quero secar e ficar cheirando a ferrugem.”
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Nyarko tinha uma bolsa de moedas roubadas e pouco tempo para fazê-las sumir. O último passo daquele roubo perfeito sendo estragado pela habilidade de alguém que não tinha percebido a presença e, agora, a suspeita rondava sua figura. As roupas foram descartadas em alguma esquina (e marcada na memória para buscar depois)., a postura logo seguindo ao ficar mais tranquilo e relaxado. Nyarko ousou olhar para trás e não vendo ninguém entrou na primeira porta. O cheiro o acertou com força no nariz, animais presos e confinados naquele espaço preenchido com uma cacofonia infinita. Seus olhos passavam de pelo para chifre, olhos brancos e vermelhos como fogo. Merda, o garoto apontava para a direção contrária da que estava, mas logo seria visto. "Monstours Loveours à sua disposição, caro cliente. Em que podemos ajudá-lo?” Suas pernas eram cobras e ela não parava quieta, as mesmas cobrinhas trançadas num penteado que sibilava sem parar. O Leons coçou a cabeça, a mão na cintura procurando por alguma coisa que combinasse consigo... Qualquer criatura... O cachorro com chifre? O demônio batendo contra a grade? O felpudo irritante? Subiu e não achou uma gaiola decente, manteve na linha dos olhos e os animais o rejeitaram, desceu e recebeu competição. Olhos amarelados e um sorriso cheio de dentes que não cabiam na boca. Pele grossa, riscada de cicatrizes e olhos com riscos. A cauda comprida agitando a água enquanto usava de impulso para levantar o corpo e subir na borda da piscina improvisada. Ele bufou, irritado, a boca abrindo e revelando o inteiro esbranquiçado. “Joga logo essa merda pra dentro.” A voz reptiliano era mais ranger e animalesco, mas Nyarko entendeu muito bem. Esvaziou a bolsa de moedas na mão da atendente. “Eu quero ele.” Anunciou, como se já não fosse óbvio, e jogou a prova do crime na boca do jacaré. “E você pode ficar com o resto se me fazer um favor.”
5 minutos depois ele saía da loja com um jacaré nos braços, carregado feito uma criança. Seus perseguidores saíam frustrados da loja cuja atendente alegava com todas as forças que Nyarko estivera ali pela tarde toda. ‘Ele veio para o banho anual do jacaré, não veem como está limpo?’
FICHA CADASTRAL
Nome: Cigaro (o nome da última música escrita por Nyarko)
Idade: É feio perguntar
Raça: Reptiliano modificado, mistura de crocodilo e jacaré e algo mais...