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lyshhale,
A boca ocupada com o beijo fazia Lysander querer mais daquilo. A língua alheia contra a sua, invadindo sua boca, acariciando o interior desta, despertava em si arrepios na espinha. Sentia o torso suar novamente, o local esquentava com seus movimentos apressados, com o desejo agora explodindo e a fome exacerbada de matar a vontade com a qual ficou desde a parada. Aquele bendito dia em que o rapaz foi arrastado para fora de seus braços pelos amigos; dia este que Lysander ainda imaginava tendo finais diferentes. Os dois atrás de alguma tenda, esgueirando-se no banheiro de uma das lojas, qualquer coisa, desde que pudesse ter colocado as mãos sobre ele de forma correta. Sua imaginação fértil também trabalhava para suprir os momentos no trailer de Junhee também. Onde teria tido mais coragem e não hesitado em subir no colo do rapaz. Mas todas as situações perdidas lhe davam agora uma tensão mais forte, mais profunda, queria fazê-lo gemer seu nome daquele modo arrastado, rouco, delicioso. Porém quem acabou soltando um barulho manhoso foi o próprio inglês que arqueou um pouco as costas, a respiração ofegante buscando ar para os pulmões e os olhos fechando ao sentirem os dígitos de Jun se aventurarem por entre suas nádegas. Isso combinado com a boca dele em pescoço? Lysander gemeu mais alto. Se as paredes não fossem a prova de som, certamente seria ouvido do lado de fora. Tão rápido quanto aqueles dígitos encontraram outro de seus pontos fracos, eles saíram; o suspiro foi audível e a risada sem fôlego também. “Não, não. Eu não transo antes do primeiro encontro.” a voz saiu rouca quando soltou, a destra subindo para as madeixas escuras do rapaz onde seus dedos se ficaram ali e puxaram sem muita delicadeza; seu corpo estava todo arrepiado, a respiração desregular, os olhos tempestuosos… e olhar para o mais jovem no mesmo estado? Qualquer que fosse a intenção de acalmar os ânimos ali, saiu pela janela. Lys levantou-se do colo dele e tirou os shorts junto com a cueca, chutando as peças para longe. O ar frio em seu corpo quente só o fazia vê o quão envolvido no momento estava. “Vai ficar me devendo um encontro depois então.” declarou, o sorriso travesso tomando conta da expressão confiante. O moreno ajoelhou-se entre as pernas de Jun, os olhos presos nos dele ao inclinar-se e beijar-lhe o abdômen. “Eu poderia apenas te chupar… mas o que acha de deitar aí e retribuir também?” questionou em um tom baixo, sugerindo uma das posições que mais gostava, a meia nove, raspando então seus dentes embaixo do umbigo do mais novo. Os dígitos ágeis só desfizeram o botão da calça dele, não abaixando, nem indo mais além. A língua, porém, deixou um rastro molhado subindo até o umbigo, finalizando a carícia com um mordiscar.
Não houve resistência alguma da parte de Junhee quando o mais velho puxou seu cabelo, deixando a cabeça pender para trás, os olhos se fechando momentaneamente em uma tentativa de se acalmar; um feito difícil quando se encontrava tão inebriado, e já não era nem mais apenas o efeito da bebida que havia consumido àquela noite, o gosto de vodka de cereja já substituído pelo gosto da boca do homem contra a sua, de sua boca contra a pele quente do mais velho. Sempre foi daquele tipo de pessoa que se perdia em meio a suas emoções, todo o desejo pelo homem estava impossibilitando Junhee em pensar em qualquer coisa que não fosse ele, então quando Lys se levantou, o mais novo não pode evitar um som de protesto deixando seus lábios, juntamente com um breve arquear de sobrancelhas diante de sua declaração. -- Tensão sexual, estranheza e uma maravilhosa refeição caseira... -- Sua fala era quase lânguida e por alguns instantes ele não pode deixar de ponderar o fato de que só um beijo e mãos vagantes não deviam ter tido todo aquele efeito em si, mas logo voltou a argumentar, mesmo que brevemente. -- Aquele dia na minha casa atendeu todas as especificações de um encontro. -- Seus olhos e sua mente já haviam seguido em frente, exclusivamente focado no homem em sua frente, também não é como se ele tivesse prestado atenção em qualquer outra coisa no cômodo em que estavam desde que haviam chego, mas a visão gloriosa de Lysander nu era algo que demandava ser apreciada, ele queria esticar os braços e tocá-lo, suas mãos clamavam pela sensação da pele do homem sob suas palmas novamente. Não havia como ele não desejar aquilo depois de ter o homem tão gostoso e responsivo em seus braços apenas minutos antes, porém contentou-se em levar sua destra até a lateral de seu pescoço quando ele se ajoelhou em sua frente, seus dedos se prendendo em seus cabelos, puxando conforme reagia às suas ministrações, a boca do homem em si fazendo-o estremecer e gemer antecipando o que estava por vir, ele queria aqueles lábios esticados ao seu redor e seria uma pena não ter aquela visão, mas o moreno se viu acenando energeticamente perante a sugestão do homem, seus dígitos em seu cabelo se prendendo com mais firmeza em reflexo. -- Você... -- Toda a acusação de sua fala se perdia diante do tom falho da voz de Junhee, sua mão migrando dos cabelos de Lysander para seu pescoço, usando o toque para afastá-lo de seu abdômen o suficiente para que pudesse se curvar sobre o mais velho, seu polegar contra o queixo do homem para levantar seu rosto agora centímetros do seu; o dígito agora tocava o lábio inferior do outro com delicadeza, forçando sutilmente seu polegar para entre os lábios do homem. -- ... Devia ser ilegal. -- Completou praticamente entre os dentes, toda a delicadeza de seu toque simplesmente não estava lá quando Junhee tomou os lábios do outro, mais língua e desespero do que tudo. -- Next time i want you bent over that desk, dripping cum by the end of the night. -- Murmurou contra os lábios do mais velho antes de se afastar; seus sapatos foram retirados rapidamente e logo o zíper da calça era finalmente desfeito e ele a escorregava junto com a cueca por suas pernas, se reclinando sobre o estofado sem muito mais forças para aguentar as provocações de Lys - mesmo sendo o maior instigador ali, todo o desejo que vinha nutrindo pelo homem desde que se conheceram estava quase o enlouquecendo .
lyshhale,
Porra. Agora estava imaginando o cenário parcialmente descrito pelo mais jovem. Lysander tinha uma certa experiência se tratando de sexo; após sair de sob as asas dos pais acabou experimentando tudo o que na adolescência não pôde fazer. Apesar de adorar estar no lado mais submisso, a ideia de assumir o controle da situação lhe agradava bastante. “Gosto disso.” contou, um suspiro lhe escapando ao sentir as mãos alheias finalmente começando a vagar pelo seu corpo. Os dígitos espertos de Junhee não dava folga, suas coxas, seus quadris, eles passeavam por todos os locais que o rapaz podia alcançar sem esforço. O mover do quadril contra o dele não parava; o rebolar era lento, porém firme, podia sentir aquela estimulação ter o resultado que geralmente não acontecia quando dançava para clientes na outra sala. A ereção pressionava contra o abdômen do rapaz, os olhos castanhos não se decidiam se queriam encarar os do asiático ou descer para o peito pálido que há pouco foi descoberto por ele abrir a camisa. Acabou perdendo a batalha interna e as pálpebras escolheram pesar no instante em que ouviu o barulho solto pelo mais novo. Seu nome soando tão destruído e ambos ainda vestidos? Lys só pôde responder com um gemido de sua autoria e um prensar mais firme das nádegas na virilha dele. Abriu de novo os olhos, estava meio sem fôlego, as pupilas escuras dilatadas tomando conta do castanho das iris. Não se preocupava mais com o ritmo, não com Junhee apertando suas nádegas daquela forma, praticamente guiando agora seus movimentos. Foi por isso que a destra subiu para a nuca do rapaz, os dígitos se enroscando e prendendo as madeixas lisas. A canhota não seguiu o mesmo caminho, optou por descansar no peito exposto de Jun e raspar as unhas ali, descendo para o abdômen; o nome dele escapando de seus lábios entreabertos antes que se inclinasse para tomar aquela boca pecaminosa em um beijo tão ardente quanto o mover de seu corpo.
Para alguém que gostava tanto de falar quanto Junhee e que parecia ter um repertório infinito, Lysander havia feito um trabalho impecável em calá-lo completamente, roubando todas suas palavras exceto pelo nome do mais velho que era dito em meio a sua respiração acelerada e lamentos de prazer, as unhas do mais velho arrancando um som gutural entre os lábios de Junhee, cada músculo em seu abdômen se contraindo com a sensação das unhas do homem e quase pediu para ele fazer com mais vontade, para deixar marcas, mas como seria ele capaz de colocar ordem em suas palavras com aquela visão do homem em seu colo, a própria personificação do pecado quando dizia o nome de Junhee daquele jeito que já o fazia soar tão arruinado e aquela boca, deus, aquela boca na sua em um beijo que fez o mais novo praticamente rolar os olhos com toda a vontade de mais, ele era quase agressivo com a intensidade que o beijava de volta, suas costas se curvando em uma tentativa desesperada por mais contato, seus movimentos agora ainda mais guiados precisamente pela tentativa falha de aliviar a pressão em sua virilha, seus quadris praticamente sendo levantados do estofado em busca de atrito, embora a forma com que o homem sobre si se movia fosse intoxicante, Lys não era o único ali que sabia exatamente o que fazer com os quadris. O mais novo estava quase se frustrando com a quantidade limitada de movimento que o pequeno pedaço de tecido do short do mais velho proporcionava, tudo que conseguia fazer era separar as nádegas alheias e provocar sua entrada com toques superficiais. Rompeu o beijo com uma leve mordida no lábio inferior do mais velho, se afastando minimamente dele enquanto puxava o ar com força para os pulmões, repondo todo o oxigênio que Lysander parecia ter roubado dele, no lugar de voltar a beijá-lo, Junhee deu um beijo no canto de sua boca antes de rapidamente se deslocar para seu maxilar, os lábios inquietos logo alcançando a lateral do pescoço do homem, tirou uma de suas mãos de dentro do shorts do outro apenas para afastar seu colar um pouco para baixo quando seus beijos e leves mordidas os alcançaram, foi ali que ele sugou a pele, ao menos a marca poderia ser escondida com o colar. Quando o auxílio de sua mão não era mais necessário, ele a deslizou pela frente do parceiro, imitando o que ele havia feito com Junhee instantes antes, até que encontrasse o cós do short e procurasse às cegas por botões ou qualquer coisa que o auxiliaria a remover aquela peça irritante. -- Me ajuda. -- Disse em meio a um riso fraco contra o pescoço do mais velho.
cr: Love Therapy ♡ please do not edit.

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lyshhale,
Gostava das mãos alheias passeando em seu corpo, do atrevimento dessas e de como o rapaz não parecia precisar pensar antes provocá-lo. Era automático, espontâneo, o calor da respiração dele em sua pele lhe fazia engolir em seco. Pegava-se imaginando como seria aquela boca contra sua virilha ou mesmo em torno de si. E não era a primeira vez, mas o álcool lhe ajudava a não se sentir culpado sobre isso. Lhe riu um pouco sem fôlego, os olhos brilhando com o olhar travesso. “Você gostaria que eu te amarrasse alguma vez?” questionou para saber se foi uma proposta ou algo da boca para fora. Lysander gostava da ideia, não dava para negar. Mas seu corpo estava mais interessado em balançar ao som da música, ainda sentindo a pequena umidade que a boca dele deixou para trás em sua pele. Queria mais daquelas mãos em si, mais delas em suas nádegas, de preferência. A liberdade com o qual seus pensamentos corriam só podia ser culpa da bebida. “Hm, provavelmente não. Nem na cara do Bri.” contou, o riso baixo sendo escondido pela música. Os olhos maliciosos de Lys carregavam genuína curiosidade e honestidade quando falou novamente: “Mesmo como um sóbrio travado?” a pergunta foi solta antes que ocupasse as coxas do mais jovem. O dançarino sentou-se com os joelhos no sofá sem realmente deixar seu peso em Junhee. “Irá me querer mesmo quando eu estiver sem conseguir formular uma frase direito por estar lembrando…” a voz era baixa porém o suficiente para que o rapaz ouvisse por cima da música. Lysander abaixou seu corpo, o quadril encaixando-se contra o dele. Enquanto as nádegas se posicionavam bem em cima da virilha dele, deixava que a sua própria fosse pressionada contra o seu abdômen. E moveu-se, rebolando devagar ao ritmo da batida lenta. “…Disso?” dessa vez, o gemido no fim da palavra veio de forma audível para Jun, já que Lys tinha o rosto próximo do dele e os olhos castanhos presos nos do mais jovem. Nem estava dançando corretamente, apenas deixando seu corpo mostrar o que queria ali.
O rapaz não conseguiu conter o riso rouco diante do interesse do homem, se ele soubesse de ao menos uma fração do que se passava pela mente do moreno, já estaria procurando algo para o restringir no lugar de perguntar se ele gostaria de ser amarrado. -- Aquela noite no meu trailer, você estava de gravata. -- Jun negou brevemente com a cabeça, estalando a língua ao lembrar da oportunidade perdida. -- Tudo que eu conseguia pensar era em você usando ela para amarrar meus pulsos, ou talvez cobrir meus olhos... -- Poderia se perder na reminiscência de algo que nunca havia acontecido, mas preferia manter seus olhos focados no homem e na maneira que se movia, de forma quase pecaminosa, e havia preliminar melhor do que aquela para um dançarino? Suas mãos desabotoavam às cegas os últimos botões de sua camisa, estava injustamente muito mais vestido do que Lysander e queria mudar aquela situação. -- Hmm, ambos cenários me deixaram acordados a noite toda. -- E por algumas das noites que seguiram, não ter algo que queria no momento em que ele queria transformava Junhee em um ser obstinado, modéstia à parte, o moreno não estava tão acostumado com a clara rejeição que ele jurava ter recebido. E quão contente ele estava em assumir, ao menos uma vez na vida, que ele estava errado. -- Mesmo que seja um desperdício não me olhar no rosto, não é exatamente necessário, um de nós pode estar de joelhos. -- Jun realmente não era exigente, e sabia de ao menos uma dezena de posições que também funcionariam, sua sugestão foi acompanhada por um riso tornado breve com o avanço do homem sobre si, as mãos de Junhee sendo atraídas automaticamente para as pernas do homem, as mãos ágeis do moreno escorregando para a parte de trás de suas coxas e os dígitos esguios passando sob a barra de seu short e logo ele tinhas as mãos cheias do mais velho, perdido demais no momento para medir a força com que o agarrava. Não foi digno de responder o outro, sua voz perdida em um lamentar que soava distintamente como uma súplica do nome do homem; Fora as provocações infinitas trocadas entre eles, Junhee já estava dançando com estranhos desde o começo da noite e o imenso desconforto em sua calça era nada além do resultado de todo desejo acumulado. -- Por que falar quando você pode gemer daquele jeito de novo e de novo? -- Sua sentença foi finalizada com seu próprio gemido rouco quando ele usou as mãos nas nádegas do homem para levá-lo de encontro ao movimento deliberado de seus quadris, ritmo da música esquecido em favor de tê-lo com mais rispidez contra si.
lyshhale,
Sua única reação foi rir do que Junhee dizia. O olhar de deboche foi certamente perdido já que estava focado em atingir o escritório, ainda mais por conta do corpo que pressionava contra si. Podia sentir a extensão do rapaz em contato com suas costas. E Lysander adorava. Não importava o fato do outro ser menor, ele parecia ser da altura certa para conseguir lhe provocar daquela forma. Seu pescoço, sendo uma área realmente sensível, era um dos locais que evitava deixar amigos ou mesmo alguns dos parceiros saberem; mas Junhee tinha descoberto isso no meio da rua e parecia querer usar ao próprio favor em todo mundo. E Lysander, com quase quarenta anos, apenas desmontava nas mãos do rapaz. “Imune? Meu chuveiro discorda.” respondeu meio rouco. O rapaz não tinha saído de sua mente no dia da parada, não tinha saído após a pizza no trailer… e ele ainda achava que o inglês não se abatia com as provocações? Nem deveria ter confessado aquilo, iria querer bater a cabeça na parede ao recordar disso no dia seguinte. Mas de que adiantava esconder? Ele certamente via ou sentia seu corpo arrepiado com aqueles estímulos em seu pescoço. Ao entrar no escritório, fechou rapidamente a porta e virou-se, a mão voltando a segurá-lo pelo botão da calça. “Se continuar me provocando assim, não.” retrucou, atraindo-o para o sofá onde indicou para que sentasse, a mão fazendo questão de empurrá-lo para o estofado. O silêncio dentro do escritório era proposital, a música da boate não chegava até ali pois era seu lugar de descanso e privacidade, mas havia um bom aparelho de som ali. Este foi ligado, a música baixa, a batida lenta enchendo o local. O corpo de Lys automaticamente começou a se mexer diante do ritmo, os olhos escuros presos nos do mais jovem.
Que ele causava algum tipo de efeito no mais velho Junhee sabia, mas ter a confirmação que o homem se encontrava no mesmo estado que ele depois que seus caminhos se cruzaram era extremamente reconfortante, ao menos ele não era o único que havia sido deixado por conta própria porque a ideia de tê-lo simplesmente se recusava a sair de sua cabeça. Jun já sentia falta do calor do homem em seu peito e de suas mãos passeando pelo seu corpo, mas parou segundos antes de alcança-lo novamente, com um sorriso travesso nos lábios ele levantou as mãos como se estivesse se rendendo, mas não deixou de comentar; -- Devia considerar me amarrar, então. -- Complacente sob as ministrações do mais velho, Junhee atingiu o móvel com menos graciosidade do que normalmente demonstraria, as pernas abertas para acomodar o homem entre elas e suas mãos já de volta em seu quadril, mas dessa vez para dar ênfase em suas palavras anteriores, suas mãos percorreram toda a extensão das coxas expostas do mais velho, até que parasse sobre seus joelhos, quando o moreno o puxou para o meio de suas pernas. Uma de suas mãos foram para a lombar do homem para controlar a distância entre eles onde Lys provavelmente conseguia sentir a respiração de Junhee contra seu abdômen inferior. -- Você vai conseguir me olhar no olho amanhã? -- A pergunta era séria e a feição do mais novo também, pelo menos por alguns segundos, até Lyssander ter tempo de assimilar sua pergunta, logo a expressão lasciva já estava de volta no rosto do rapaz. -- Por que... Eu quero. Que você, me queira também, toda vez que me ver por aí. -- Sua frase era pontuada por seus lábios entrando em contato com a pele do homem, havia começado com um beijo casto, mas logo havia dente e língua, sua mão livre trabalhando em descer seu short alguns centímetros, explorando cada parte e tomando seu tempo, havia demorado tanto para ter seu gosto do homem e ele planejava aproveitar, a mão que repousava nas costas do homem desceu para uma das nádegas, apertando o músculo firme, Junhee fez questão de direcionar seu olhar para o rosto do mais velho, mantendo o contato visual quando cessou todo e qualquer contato entre eles com a invasão da música na sala. O moreno relaxou contra o encosto do sofá, pronto para sua dança, seus olhos famintos nenhuma vez deixando o homem em sua frente.
lyshhale,
O sorriso de Lysander foi parcialmente disfarçado pelo morder do lábio inferior. O olhar travesso observava-o com uma certa atenção, aquelas mãos em seu abdômen, lhe arrancou um suspiro que foi completamente abafado pela música alta. Acompanhava os movimentos dele, o quadril mexendo-se conforme o ritmo, mas não parecia ser proximidade o suficiente, não quando Junhee provocava-se com os dígitos perto de seu short. Quando desviou o olhar para frente, percebeu o barman revirando os olhos na direção dos dois. Lys, por sua vez, apenas bebeu o restinho da tequila, o riso que seria solto foi transformado em um gemido baixo; o som perdido no meio da música mas o vibrar de seu corpo certamente deve ter sido sentido pelo mais novo. Podia está meio bêbado e leve o suficiente para não se preocupar com toda a exibição que tinham ali, mas no outro dia? Provavelmente não conseguiria nem olhar para o funcionário. Agora, porém, não era como se desse importância a isso. Não com o murmurar alheio contra o cantinho de sua boca. “Com você me provocando desse jeito eu tenho chances?” a pergunta foi feita a as sobrancelhas arqueadas. O toque no pescoço lhe desencadeou os arrepios que Lysander associava às provocações do mais jovem com aquela área em questão. Foi assim na parada e na própria casa do rapaz; agora não era diferente, a zona errônea era bem explorada por Junhee e o inglês não reclamava. “Bri, sem mais danças, okay?” alertou ao barman, sendo a sua vez de virar para o menor e deixar os dígitos se esgueirarem para o cós de sua calça. Puxou-o então, antes de optar por tomar a mão do mesmo e conduzi-lo no meio da multidão para a sua sala. A porta escura e pesada sendo empurrada para liberar a entrada de ambos assim que venceram o movimento constante dos clientes, chegando a um corredor tranquilo onde ficavam as salas das danças e mais ao fundo o destino dos dois, seu escritório.
Junhee já havia deixado bem claro o quanto as reações do homem só o incentivavam em suas provocações, lamentava apenas pela música o impedir de ouvir o mais velho, mas talvez fosse pelo melhor, uma vez que Junhee provavelmente não conseguiria se controlar por muito mais tempo com todos aqueles estímulos vindo de toda parte. Entre Jun e Lysander não se tratava nem mais apenas do querer do mais novo, tinha ego e orgulho envolvido, ele precisava, e foda-se se o homem não o fazia se sentir fraco nos joelhos. -- Você parece terrivelmente imune à mim. -- O rapaz murmurou com descontamento, diversos motivos o impediam de superar àquela fatídica noite, desde suas insinuações refutadas até o fato de quase ter tido uma crise de identidade na frente do cara que ele queria transar, realmente, ponto para Junhee. Jun deu um leve puxão no cabelos na nuca do homem antes de soltá-lo e deixar que o mais velho o guiasse, insatisfeito com a distância entre eles, o moreno decidiu deixar o caminho um pouco mais complicado para ele, mas, oh, tão melhor, juntando-se às costas de Lysander, deixando as mãos unidas na frente do mais velho, de forma que assim pudesse pressionar seu corpo contra o dele, o rosto naturalmente procurando a curva de seu pescoço, provocando aquela área que fazia o homem tão responsivo em seus braços com breves roçares de seus lábios. -- Eu não mereço uma dança? -- Riu baixo contra o pescoço do homem, se referindo ao que ele havia dito para o bartender antes deles seguirem para um local menos caótico, até porque mesmo que fossem apenas eles ali, as vibrações da música do outro ambiente ainda o seguiam.
lyshhale,
A noite estava longa demais para o gosto de Lysander. Para não mencionar que todos os clientes com os quais foi para o quarto privado por causa das danças particulares, lhe irritaram. Desrespeitaram as regras de toques, tentaram lhe convencer a fazer algo mais que dançar e um imbecil ainda teve a cara de pau de comparar não só Lys, mas os strippers em gerais com garotos de programa. Isso tinha deixado seu sangue fervendo e não demorou para expulsar o homem e colocá-lo na lista de banidos. Se o imbecil lhe desrespeitava assim, o que não faria com seus outros dançarinos? Prezava pela segurança e bem estar dos funcionários, mesmo que eles nem soubessem que ele era o chefe. Ocupava o bar tomando o segundo copo de tequila da noite, reclamando com o barman sobre os clientes abusados quando sentiu uma nova aproximação. Se a voz não tivesse soado conhecida, teria dado uma cotovelada no estômago alheio. “Chegar assim em alguém pode te render um reflexo ruim, tipo um soco ou nesse caso, uma cotovelada.” soltou uma risada, a postura relaxando, perdendo a tensão armada que tinha ficado ao ver os braços encurralando-o ali. E para crédito do mais novo, ele não tinha de fato lhe tocado; coisa que o dançarino resolveu isso rapidamente, dando um passo para trás para pressionar as nádegas contra a virilha deste. Trajava um short preto e curto que usava para dançar, sem camisa e apenas a gargantilha colorida no pescoço, a mesma que usou no dia da parada e conheceu o rapaz. O destino era engraçado, às vezes. “Já que perguntou com tanta educação, você pode. Quer beber algo? Por conta da casa.” ofereceu, olhando por cima do ombro com um sorriso.
Eh, i kinda like it rough. -- Jun deu de ombros despreocupado, um pequeno sorriso de canto suavizando suas feições, estava um pouco, digamos, eufórico para se importar com as implicações de suas palavras. Suas mãos permaneceram no balcão mesmo com a permissão do outro, apenas aproveitando a sensação do outro contra si até julgar que não era mais suficiente, levando sua mão esquerda até o quadril do mais velho em uma pegada firme o suficiente para mantê-lo contra si e fazê-lo acompanhar o movimento de seus próprios quadris conforme a música que ressoava pelo ambiente, sua destra vagava pelo abdômen do homem lentamente até parar a centímetros do cós de seu short para ponderar a pergunta jogada em sua direção. -- Hmm, posso escolher qualquer coisa, mesmo? -- analisou por um momento as bebidas dispostas no bar, até decidir que a coisa mais gostosa já estava na frente dele, sua mão antes vagante agora tinha um propósito, se a distância de sua palmaantes beirava o indecente, Junhee não tinha mais nenhuma inibição quando continuou seu trajeto para baixo, tocando o mais velho sob seu short. -- Quero você. -- Aproveitou a posição do homem para murmurar contra o canto de seus lábios, deixando apenas a sensação de um inocente beijo antes de se afastar completamente de Lys, saindo de trás dele para ocupar um lugar ao seu lado; de costas para o bar para que pudesse se voltar para o mais velho, levando uma de suas mãos até a nuca dele, brincando com o fecho de seu colar. -- Topa?
Cansei, hora de ir embora. -- O moreno disse em alto em bom tom para que seus amigos conseguissem ouvir sua reclamação mesmo com a música alta da boate, ele era o único do grupo que estava dançando desde a hora que haviam chego no lugar, a camisa de organza que usava já deixava pouco à imaginação antes de mãos curiosas terem os primeiros botões desfeitos enquanto Junhee dançava. Para quem estava relutante à sair de casa, Jun era o que mais estava aproveitando ali, afinal, quem era ele para recusar o convite dos amigos quando eles prometeram que arcariam com todos os custos da noite. Era difícil entender os protestos vindo de seu grupo, principalmente quando Junhee já não tinha mais sua atenção neles. -- Esquece, minha energia voltou. -- Comentou sobre seu ombro enquanto já se afastava deles, indo em direção a uma silhueta que ele conhecia bem - ok, talvez ele tenha bebido um pouco, mas sua capacidade de reconhecer pessoas de costas era impecável, e também ele tinha visto o rosto do homem quando ele se aproximou do bar. -- Posso tocar o dançarino ou é proibido? -- Seu tom era divertido, complementado pelos seus braços apoiados no balcão de cada lado do corpo do homem, sem realmente o tocar.

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“Scentist” // Music Core 180421
sawyermi,
Mais um gole do café e podia assentir, o sorriso finalmente voltando a aparecer no canto dos lábios apesar de ser quase imperceptível. ’ ——— Sim, estou melhor.’ não tinha mais irritação em seu tom de voz e mesmo que estivesse de olho na porta da cafeteria para ver se Buffy aparecia por ali, o moreno estava mais relaxado. A cadela tinha escolhas próprias quando solta da coleira, ela conhecia mais pessoas em Castro do que Misha, portanto, deveria estar com alguém no meio da bagunça por causa do fogo. ’ ——— Todo mundo diria que sim e eu digo que não, claro que eu não sou viciado.’ bufou em desdém. Mas estava bem claro que seu humor variava de acordo com quando ingeria o café. ’ ——— Você aparece pra criticar café, me faz imaginar o gosto nojento de chocolate com água, bate na minha bunda e ainda quer me fazer ficar mal por você cumprir o que me ofereceu? Não te via como…’ Misha parou. Às vezes hesitava sem saber como se referir às pessoas, quais pronomes usar. Por experiência própria, era frustrante querer algo e alguém se referir o contrário. ’ ——— … uma pessoa malvada.’ completou então após alguns breves segundos.
-- Você não está rodeado das pessoas certas, então. Já que ninguém apoia a sua dependência... Ops! Digo, sua preferência saudável. -- Junhee estava muito feliz que o humor do amigo havia melhorado daquela forma, porém também estava inclinado a concordar com todo mundo porque mesmo que tendo presenciado brevemente, o que ele tinha com o café soava bastante como uma obsessão. Mas enfim, não era seu estômago que iria sofrer com as consequências mesmo. -- Você que é o malvado! Distorceu a história toda só para fazer com que eu pareça o vilão. -- O mais novo lamentou, aquele era um resumo perfeito do que ele havia feito, mas ele sempre podia tentar virar as coisas a seu favor, porque qual a graça de concordar com as coisas quando ele podia ser irritante? -- Eu estava indo para casa quando te encontrei tremendo igual um pinscher com raiva, te dei minha blusa de frio e compartilhei conhecimento estatístico sobre algo que você gosta, tentei expandir os horizontes do seu paladar com uma dica para economizar leite e só estava sendo amigável. -- negou com a cabeça em falsa indignação. -- Do que você ia me chamar, hein? Teve que parar para pensar, era alguma coisa pior? Me fala, eu prospero com o desprezo dos meus amigos.
INTRODUCING...
your new friendly neighbour lesbian YERI – 💖 se quiser combinar alguma coisa
lyshhale,
Ao contrário de Junhee, Lysander não apenas pensava que era sortudo. Ele sabia. Ainda que tivesse que ter colocado as escolhas dos pais sobre as suas, os privilégios com quais cresceu não podiam ser ignorados. Tudo bem, trocaria toda a grana que tinha no banco para ter tido pais presentes, que se importavam, que lhe amavam; mas entendia que muitas pessoas, muitas crianças cresciam sem ter o que comer, sem ter um teto sobre as cabeças. E nisso, sentia-se um sortudo. Observava quando era menor os filhos de suas babás. As mulheres se desdobravam para trabalhar e ainda serem presentes na vida das crianças; por que seus pais não podiam ter sido assim? Era o que antes questionava-se. Agora, porém, tentava o máximo não pensar nessas questões. Eles tinham se afastado de vez após Lys apresentar seu primeiro namorado quando entrou na universidade, atualmente só falava com eles em aniversários e olhe lá já que esqueceram o seu algumas vezes. Mas o amor, para si, era mais importante do que o dinheiro. E talvez tenha em mente isso por ter tido mais acesso a um do que ao outro. Até hoje era assim. ’ ——— Eu posso ser um sortudo, mas o que as pessoas veem como sorte… eu vejo como azar.’ entortou um pouco os lábios. Um dos fatores que o impedia de falar sobre seu passado era justamente para que não viesse parecer que estava reclamando de uma vida que em tantos aspectos as pessoas de fora poderiam classificar como perfeita. ’ ——— Pode não ser o que você sonhava, mas agora você vive da dança, não é?’ perguntou com curiosidade. Estava interessado em saber mais sobre o mais novo. Junhee era diferente do que havia pensado tanto na parada quanto minutos mais cedo quando estava tão desajeitado e desconfortável por agora apresentar como uma pessoa completamente diferente do que ele o tinha conhecido. Aquele ali sentado no sofá com as meias cobrindo os pés, com o paletó descartado e a feição relaxada, conversando sobre tópicos totalmente diferentes um do outro em cada intervalo de tempo… esse era Lysander. Não aquele da parada. Aquele era o álcool falando. E por mais legal ou interessante que parecesse, só dava as caras depois de muita bebida. Pelo menos agora ele sabia. ’ ——— Você também não é nada como eu imaginei, fujão.’ brincou, soltando uma leve risada. Se ele bem soubesse o quanto mais ainda tinha para descobrir, poderia até julgar como mentira. ’ ——— Nossa, por quatro, você errou. Tenho trinta e nove.’ respondeu com um tom leve. ’ ——— E como poderia estar decepcionado? Você até agora me parece muito legal. Me alimentou e ainda está conversando comigo mesmo depois de ter levado um banho de água fria porque sim, eu sei, é decepcionante topar comigo assim. Sóbrio.’ foi a sua vez de praticar a autodepreciação. Se tivesse como escolher uma versão sua para ser para sempre, seria a que Junhee conheceu na parada. Divertia-se mais, vivia mais livre. Evitaria também tantas dores de cabeça! Céus, seria bem mais fácil. Com o toque em seu rosto, com aquela face mais próxima de si, teria montado no colo do garoto sem nem hesitar, se estivesse como na parada. Contudo, não dava para fazer isso. E não era a sua versão bêbada que estava ali para presenciar o garoto lhe elogiando. Soltou uma leve risada, encolhendo os ombros. ’ ——— Eu tenho uma ótima bunda, não dá pra te culpar.’ Lys brincou de forma baixa, os lábios esticados em um sorriso travesso. Abaixando o olhar, levemente mais tímido e consciente das suas palavras, mordeu o canto do lábio. ’ ——— Você notou bem. Eu… naquele dia eu realmente estava muito afetado pelo efeito que causou em mim.’ admitiu sem erguer o olhar para o novo, Lys encontrou um fiapo de linha na barra de sua calça e começou a mexer ali. ’ ——— Não escondo bem as coisas quando estou bêbado então…’ encolheu de novo os ombros mas dessa vez o olhou.
Aí que está a diferença... -- Ele tentou manter seu tom neutro, mas no fim acabou soando quase aflito. Toda a bagunça que vivia dentro de sua cabeça, seus arrependimentos e erros, ele nunca tinha colocado nada para fora, então esperava que Lysander o perdoasse por demorar para dar ordem aos seus pensamento e forma às palavras. -- Desde que eu posso me lembrar, eu praticamente respirava dança, eu vivia para dançar. Agora dançar para viver... -- Tinha mais desdém no fraco riso do moreno do que humor de fato, seus cabelos caindo sobre seus olhos desajeitados depois dele passar sua mão por ali em um gesto nervoso. -- Eu nasci para os palcos, não estúdios mal iluminados onde pais veem a oportunidade perfeita para se livrarem de seus filhos por duas horas, três vezes por semana. Eu sinto que isso está sufocando minha paixão aos poucos. -- E ele estava cansado, era como se a exaustão tivesse feito uma casa de si e ainda assim, todas as manhãs ele acordava com seu melhor sorriso no rosto porque o que ele tinha era algo bom, de todos os empregos que ele podia ter conseguido ele foi sortudo de encontrar um que cabia sua paixão e aquilo deveria ser o suficiente, mas não era. Não era. Parecia que ele estava segurando o fôlego esse tempo todo, porque quando ele suspirou, ele sentiu como se estivesse engasgado - no ar, em suas palavras não ditas, na sua falsa ideia de gratidão. Não sabia o porque dele estar compartilhando aquilo com o homem que ele mal conhecia, mas sabia que se sentia confortável o suficiente para tirar aquele peso de seu peito. Talvez fosse verdade o que diziam sobre o quão fácil era falar com estranhos, tudo que foi preciso foi uma abertura e lá estava ele despejando sua angustia; quão patético ele deveria parecer, Junhee devia ter notado antes o gatilho que aquele assunto seria e assim teria evitado trazer o desconforto que ele tinha certeza que o homem deveria estar sentindo naquele momento. -- Desculpa. Isso foi... Dramático. E bobo, só... Deixa pra lá. -- Definitivamente muita informação para alguém que não estava acostumado com a bagunça que era Junhee, ele guardaria o momento para dissecar depois e se remoer sobre seu deslize quando estivesse sozinho. Ele ainda odiava a forma como estava levando sua vida, mas Junhee tinha a arte de ser multitarefa dominada, então ele podia muito bem balancear aquilo com a vontade de puxar o homem pelo colarinho da camisa para acabar com aquela distância estúpida entre eles. Limites, Junhee, lembrou-se. Se fosse levar em conta apenas aparência, Jun teria dito que o homem era ainda mais novo do que o seu palpite inicial, mas tinha algo sobre ele que soava quase antiquado; falando em círculos, sempre se justificando. -- Eu já entendi que você estava bêbado e o jeito que você continua reforçando esse fato está começando a fazer com que eu sinta como se tivesse tirado vantagem de você. -- Os cantos de seus lábios se curvaram para baixo em claro descontentamento, se aquilo fosse verdade, ele se odiaria por tê-lo instigado naquele dia e continuar tentando no presente. Mesmo se forçando a não tocá-lo, - Junhee teve que se conter fisicamente, sentando sobre suas mãos para impedi-las de agirem de seu próprio acordo -, ele não aumentou a distância entre eles e nem se esforçou para tentar esconder a atração em seu olhar, às vezes oscilando entre os olhos do mais velho e seus lábios, mas nunca deixando sua face. -- Como eu disse hoje mais cedo, sou um bom observador. -- Mas mais importante de tudo, ele havia lhe proporcionado a sensação de poder, cada pequena reação o instigando ainda mais e fazendo sua cabeça girar, aquela era uma de suas partes favoritas, sempre foi. -- Por que iria querer esconder aquilo? -- Tombou a cabeça levemente, seu cenho franzido e uma expressão incrédula; esconder aquilo devia ser considerado sacrilégio. Respirando fundo, Junhee umedeceu os lábios antes de voltar a falar. -- Foi uma visão maravilhosa, seus olhos fechados e aquele barulho que você fez só para mim quando eu puxei seu cabelo... -- A imagem havia sido suficiente para mantê-lo acordado aquela noite incapaz de se sentir saciado, nunca satisfeito. -- Se a gente tivesse se conhecido de outra forma, você ainda teria medo de me beijar, agora? --
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Apesar da teimosia apresentada pelos seus alunos na hora do alongamento, eles sabiam melhor do que testarem o professor durante a aula e se mostraram extremamente atenciosos e diligentes, resultando em uma aula extremamente satisfatória e um Junhee tão contente que nem ter que lidar com a bagunça deixada pelos pequenos no estúdio foi capaz de arruinar seu humor; sem contar a promessa de se encontrar na sorveteria com Cleo - a conversa deles, embora breve, havia sido uma que Junhee tinha apreciado imensamente, principalmente quando estava tão acostumado a lidar com a hostilidade das mães no estúdio. Estava em suas roupas casuais e empunha o celular quando saiu da academia, tarde o suficiente para que o sol já não fosse mais visível, apenas resquícios de luz se fazendo presentes enquanto ele se punha. Só quando já buscava entre seus contatos que se se deu conta que não tinha passado pela sua cabeça pegar o número da moça para que pudesse confirmar com ela onde se encontrariam. -- Droga. --

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Se Misha não tivesse ficado tão surpreso com os tapas de incentivo para ir tomar uma mesa, teria retrucando até sem querer com alguma espécie de chute ou tapa reflexo. Nem as irmãs brincavam assim consigo pois sabiam que seus reflexos eram automáticos nessas situações. Mas já estava emburrado e foi pego de surpresa, então apenas resmungou e foi sentar. A cafeteria estava quente e o aroma delicioso que pairava no ar também servia para lhe acalmar, a perspectiva de tomar o café em instantes também ajudava. E assim que ele retornava com o copo grande, Misha esticou a mão e pegou, já toma do um gole experimental. Delicioso. Quase gemeu em aprovação, mas só fechou os olhos e tomou outro gole. Estava quente, mas suportável. ’ ——— Eu tenho iam conta aqui, você pode pedir um bolinho, se quiser. A torta de morango é uma delícia.’
-- Já está se sentindo melhor? -- Depois de se sentar de frente para Misha e acomodar sua bolsa no assento ao lado, Jun tinha seu rosto apoiado nas mãos enquanto o encarava com certo ar de admiração, ele nunca havia visto ninguém relaxar daquela forma nem depois de tomar xanax, quem diria depois de apenas alguns goles de café. -- Você é viciado ou alguma coisa do tipo? -- Tinha divertimento em sua voz, mas ele estava realmente curioso porque havia sido como presenciar o meme da chihuahua Lily Lu bem em sua frente, quando se deu por si já estava rindo sozinho. -- Nah, tá tudo bem. Só queria que você se sentisse mal por mim.
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’ ——— Considerando a situação que nós conhecemos, não estou nada surpreso de achar isso.’ confessou com uma risada divertida. Lysander nem se ofendia mais. Poucas pessoas sabiam sobre sua formação, ou bem, sua primeira profissão. Depois de descobrirem sobre ser um dançarino em uma boate é que isso piorava; seus amigos, por exemplo, demoraram a acreditar que além de formado, exerceu a profissão por três anos. E não importava o que falasse, alguns só acreditavam quando mostrava o bendito diploma. Por isso tinha o pedaço de papel pegando poeira na estante; para ficar de fácil acesso para mostrar aos incrédulos. Não se surpreendeu com a pergunta que recebeu em seguida, quase sempre depois da admissão, vinha algo assim. Encolheu então os ombros, esperando engolir o pedaço da pizza para poder então falar: ’ ——— Meu pais são médicos. Com um nome grande nessa área até. Ambos. Então… não tinha como eu seguir um caminho diferente, sabe? Ou era o que eu achava na época.’ encolheu os ombros, mordendo de novo a pizza antes de revirar os olhos. ’ ——— Eu era um jovem mimado, se eu não seguisse o que eles queriam, tinha medo deles me deserdarem… essas besteiras que filhinhos de papai têm medo, sabe? Então a dança nunca teria sequer sido uma opção na época.’ explicou. Já não se ressentia mais com seu eu mais jovem ao repetir aquela história; por mais complicada pessoalmente que tivesse sido sua jornada, Lysander não mudava nada. Entendia que tinha tido inúmeros privilégios e soube se aproveitar deles quando a chance do estudo apareceu no início da juventude. Não tinha como se arrepender disso. Ainda mais tendo conseguido ajudar tantas pessoas quando estava trabalhando. Lembrava com carinho daquela época, e com um pouco de pena de si mesmo também por ser tão domesticado sob as asas de pessoas que sequer deveriam lhe amar de verdade. Seus pais foram uma imensa decepção para si, se lamentava só por essa parte; por ter sido estúpido ao acreditar que eles mereciam um sacrifício como o que fizera de desistir de explorar a própria sexualidade por causa do que diziam, de como agiam depois de seu primeiro namorado. Mas não era hora para lamentar novamente sobre o assunto. Passado, afinal. Estava livre, agia da forma que queria pois era dono do próprio nariz. ’ ——— Eu trabalho lá, sou stripper. Faço apresentação e também algumas danças privadas pra clientes mais exclusivos.’ informou-o. Quando dizia stripper, automaticamente as pessoas mudavam sua profissão para prostituto. ’ ——— E não, com clientes exclusivos eu quero dizer pra danças privadas, danças mesmo. Não sexo.’ era exaustivo ter que adicionar essa parte todas as vezes que falava sobre a profissão. A diferença era enorme mas as pessoas sempre erravam. ’ ——— E eu tenho trabalho de noite… mas acho que nas terças ou nas quintas dá pra queimar. É meio de semana, se faço três danças é muito.’ arriscou. Talvez precisasse sair correndo para a sala das danças privadas para atender algum cliente especial, mas ao todo, não encontraria nenhum problema em queimar o horário. ’ ——— Não é difícil algo ser mais velho que você.’ provocou-o, soltando uma risada. E enquanto o via se ajeitar, Lys continuou a comer a sua fatia antes de fazer uma pausa, pegando um guardanapo para limpar os lábios. Virando-se também para poder olhá-lo, deu de ombros. ’ ——— Na minha mente, você era alguma espécie de modelo. Então também não esperava vê-lo aqui. Mas sim, bem, eu gosto desse lugar.’ respondeu com facilidade, comendo o último pedacinho de sua pizza. Limpando os dedos em outro papel, Lys subiu uma perna para o sofá, abraçando-a contra o peito para apoiar o queixo no joelho. ’ ——— Eu nunca fiz tantos amigos antes de vir morar aqui. E ah, eu gostei da ideia de morar em trailers. Pode parecer pequeno mas acredite, é o essencial. Pelo menos pra mim.’
Simpatizava com as razões do homem, a sua própria situação se derivava de uma história parecida, pura e espontânea pressão e as expectativas incontestáveis dos pais paras seus filhos; considerou por um momento se era daquele jeito para sua mãe, não que importasse no final das contas, quem acabou com os sonhos dela foi o próprio Junhee. -- Às vezes, chego a pensar que sou uma pessoa muito sortuda. -- Começou baixinho, o olhar inquieto pela sala, se concentrando em tudo, menos na pessoa ao seu lado. Não haviam muitas semelhanças em suas histórias, mas ele sabia como era colocar expectativas dos outros acima de suas vontades, e se fosse honesto... Bom, Junhee não era uma pessoa muito honesta, acima de tudo consigo mesmo; ele carregava tanto em suas costas calado, que de tempos em tempos se questionava por mais quanto tempo ia aguentar. -- Nunca tive ninguém me pressionando, me dizendo o que eu devia ser ou fazer. Sempre fui livre para focar no que queria... Mas no final do dia eu ainda não consegui alcançar aquilo. It fucking sucks. -- Nada seria capaz de quebrar o coração do moreno da forma que foi quebrado quando sua aplicação para a Universidade havia sido aceita. Coisa estranha de se dizer, e não pense que ele não era extremamente grato por ter tido a oportunidade, mas vir embora para São Francisco significou deixar para trás a linha do tempo que Junhee vinha traçando cuidadosamente desde que havia sido apadrinhado por sua mentora; ele se graduaria com destaque na academia e impressionaria a banca avaliadora da maior companhia de ballet de Chicago e treinaria até seus pés desistirem, sempre mirando mais alto. -- Deus, eu sinto que estou lidando com uma daquelas bonecas russas, sabe aquelas que quando você abre uma, tem outra dentro? Você é cheio de surpresas. -- Não pode conter o riso, quando achava que estava prestes a ter uma ideia concreta de quem era o homem, acabava se surpreendendo. -- Finais de semana funcionam para você? Durante o dia, claro. Assumo que as noites são movimentadas. Bem, você tem meu número, me avise quando puder. -- Não que ele fosse admitir, mas esperaria ansiosamente e talvez um pouquinho obsessivamente se aquilo significava poder ver o homem com roupas de dançarino. O que poderia dizer, Junhee era um ótimo apreciador de beleza. Ele também adoraria a oportunidade de explorar a boate, ter uma ideia de como as coisas funcionavam. -- Você fala como se fosse tão velho. Quantos anos você tem? Diria trinta e cinco, no máximo. -- O que lhe incomodava de fato era apenas o fato de não saber, independente do número que ouvisse, sempre pensou na idade apenas como aquilo; um número. -- Modelo? -- Jun sabia que era bonito e era confiante em suas diferenças, assim como também tinha plena noção de que nem todo mundo tinha bom gosto. Ainda assim era meio surpreendente que a mente do outro tinha conjurado aquela imagem dele. -- Espero que não esteja muito desapontado com o pobre universitário que acabou encontrando no lugar do modelo da parada. -- Poderia soar depreciativo e até certo ponto ainda era, mas aquela era a definição de humor de Junhee, além de ser como ele aprendeu a lidar com as coisas; você ri de tudo até que comece a realmente achar graça. Era um método efetivo? Não e provavelmente também não fazia bem para a saúde mental, mas até então estava funcionando. -- Seu rosto talvez não tenha sido um fator decisivo para mim. Antes de você virar eu já tinha decidido que te queria. Você foi bastante encantador, naquele dia-- Comentou da forma natural, sem seus sentidos intensificados pelo calor do momento na parada, só agora realmente olhava para ele. Seu toque era delicado quando aproximou a mão do rosto do mais velho, vagando por seu maxilar até chegar em seu queixo, tão perto de seus lábios que Junhee podia praticamente sentir o toque fantasma daqueles em sua boca, a reminiscência tão clara quanto como no dia que realmente aconteceu. -- Eu gostei de como você reagiu a mim, o jeito que apenas a minha voz em seu ouvido faz você arrepiar e estremecer. -- Não havia muito espaço entre eles em seu sofá pequeno, mas a proximidade não foi a única razão pelo qual seu tom de voz diminuiu drasticamente. Jun tentou, realmente tentou se controlar e manter a compostura, mas como ele podia quando a razão de toda sua frustração acumulada estava tão perto de si, tão envolvente e tentador quanto ele se lembrava. -- Fuck. -- Com a mesma naturalidade que tinha o tocado, ele recolheu sua mão enquanto soltava um breve suspiro.