Por algum motivo ele nunca conseguia acreditar nas palavras do outro, a maneira como este reagia as suas provocações eram contraditĂłrias com as suas palavras, entĂŁo apesar de exalar Ăłdio e de fato proferir este Ăłdio para consigo, Hyungwon nĂŁo conseguia dar credibilidade para o que saĂa da boca do outro. "VocĂŞ já disse isso." Lembrou, como se fosse um lembrete caso o moreno tivesse esquecido, muito embora era mais uma provocação sua. Seguindo os passos alheios e se sentando, fazendo questĂŁo de esbarrar na cadeira em que o Jeon estava, ele começou a ler o trabalho de Sangyeon. "Hmm.. É, nĂŁo está bom.. VocĂŞ vai ter que refazer." Constatou como se fosse Ăłbvio. Na verdade estava, mas quanto mais tempo o prendesse ali, melhor. "VocĂŞ confundiu os temas, e sua conclusĂŁo nĂŁo está coerente." De maneira simples, o Kang deu de ombros e fitou aquele rosto que o fazia ter pensamentos impuros. Ele umedeceu os lábios para esconder o sorriso que queria teimar em aparecer, sabia que seria outro motivo para que Sangyeon quisesse lhe quebrar a cara. E como se nĂŁo bastasse desaforar o moreno daquele jeito, o loiro ficou em pĂ© e se debruçou sobre a mesa, na intenção de pegar algo que estava na sua mochila... Na cadeira em que o Jeon estava sentado. "Com licença.." Pediu, contudo, apenas quando já estava perto demais do outro. A distância era tĂŁo pouca que ele conseguia sentir o cheiro do coreano com uma intensidade que nunca sentiu antes, o rosto de San estava prĂłximo de seu pescoço e por um momento ele temeu estar exposto demais ao perigo, mas o que era viver sem um pouco de risco? ApĂłs pegar o que tanto procurava, começou a se afastar lentamente enquanto mantinha o contato visual. Ao sentar-se novamente, Won passou a mĂŁo no pescoço como se estivesse tentando aliviar alguma dor, jogando a cabeça para o lado de leve, enquanto soltava um grunhido baixinho de dor. Ele lambeu mais uma vez seus prĂłprios lábios, abrindo suas pernas para se ajeitar quando o joelho tocou na perna alheia. "O que vocĂŞ disse?" Questionou, com um tom ingĂŞnuo voltando a encará-lo.
Naquele preciso momento o Jeon nĂŁo sabia quem queria socar mais: o outro que estava claramente o provocando e seduzindo, ou a si mesmo por estar caindo nos joguinhos sujos do loiro. A presença do outro garoto sempre o incomodou mas depois do que aconteceu naquele banheiro as coisas escalaram para um nĂvel que nem o seu autocontrole e teimosia conseguiam controlar. Ele ainda sentia o gosto da boca do outro, ainda sentia o cheiro do outro entranhado na sua pele, ainda sentia o toque suave mas firme no seu corpo... e ele ansiava por isso de novo, mais e mais. EntĂŁo, estar ali, sozinho com o loiro, no quarto do mesmo, sendo provocado ao mais alto nĂvel pelo mesmo... Sangyeon susteve a respiração quando Hyungwon se debruçou na sua direção para pegar algo que estava na mochila, o pescoço do outro completamente exposto e a escassos centĂmetros do seu rosto. Ele nĂŁo mexeu um Ăşnico mĂşsculos, ficou petrificado, vendo o outro garoto se afastar e inconscientemente mantendo tambĂ©m o contato visual enquanto o silĂŞncio e a tensĂŁo parecia sufocá-lo. E quando as provocações continuaram e juntamente a elas se juntou um grunhido que aos seus ouvidos soou sedutor e sexual demais, o moreno cerrou os punhos que estavam pousados sobre as suas pernas, num comando silencioso para manter a compostura e nĂŁo cometer outra loucura. - "Vamos trabalhar." - o seu tom de voz já nĂŁo era tĂŁo firme e confiante como antes, na verdade, aquela frase saiu quase como um murmĂşrio. E tentando ignorar ao máximo a perna do outro tocando a sua, desviou o olhar para as folhas, os mĂşsculos do seu rosto completamente rijos, assim como de todo o seu corpo. Já a sua perna, nĂŁo parecia disposta a mover-se para longe, apenas permaneceu no mesmo lugar e permitiu o toque alheio.




















