Sob a Lua de Sangue
SĂŁo exatamente 3 horas da manhĂŁ do dia 25 de julho de 2026 quando começa a escrever este post. Começo a escrever pensando nessa noite especial que vivi, que, mesmo pelos acontecimentos, provavelmente irá se desfazer na minha cabeça. Diversos fatores podem marcar uma noite especial, que talvez vocĂŞ se esqueça do nĂşmero dos dias ou de exatamente todo passo que tomou. E isso pode ser pelo seu bem. A memĂłria exata de toda inspiração de ar eventualmente se torna mecânica, e que mecânico nĂŁo seja seu olhar sobre si mesmo e sua vida. NĂŁo me encontro (ou estive no decorrer da noite) estupidamente bĂŞbado, chapado ou qualquer outra coisa que me coloque fora de mim mesmo, talvez, o que tenha feito justamente essa noite ser assim, seja o quĂŁo virado para minha prĂłpria alma eu estive durante as Ăşltimas algumas horas. Me encontrei com pessoas que nĂŁo via há anos, diversos rostos conhecidos passaram por mim, e, mesmo sem interação, sua presença me afetou de alguma forma. Lágrimas podem quase escorrer ao se lembrar dos bons dias da sua banda, mas, assim com eles, elas apenas vĂŁo cair ao chĂŁo e sumir, vĂŁo virar borrĂŁo. E isso nĂŁo Ă© de todo ruim. As coisas passam, os dias morrem. Por mais que minha perna seja falha e me impeça de seguir pelas ruas de patinete elĂ©trico, existe uma força metafĂsica maior ainda que segura e levanta meu esqueleto todos os dias. Nessa madrugada de 25 de julho de 2025, poucas horas adentro do dia de aniversário de meu primo, figura absolutamente Ămpar na minha vida, que mesmo a distância nunca conseguiu redimensionar meu amor, carinho e orgulho por ele, escrevo sobre mim e sobre ele. NĂŁo vou ver ele nas prĂłximas semanas. Fato Ă©, provavelmente levará meses atĂ© nosso prĂłximo encontro, mas, enquanto aos dias, eu nem irei me preocupar em contar. Um dia quero olhar para trás e ver todos eles como borrĂŁo, e usar desse borrĂŁo para pintar minha pele e meus ossos. Sou borrĂŁo como todos os dias hĂŁo de ser.
(foto meio tosca que tirei da Lua)
















