Te quero em seus dias mais quentes de verão.
Já não te quero em seus dias mais frios de de inverno, pois nem estamos em novembro e já chove horrores.
E também não te quero em seus dias mais nublados de outono, pois já sinto vir, as dores e a inquietação desses antigos e novos amores de verão.
E lá se vai a primavera, tristonha, não conseguiu cumprir seu árduo papel de me fazer feliz.
E agora só cabe a ti, meu grande amor, e a esta extasiante temporada que estamos prestes a estrear.
Nem estamos em dezembro e ja me sinto um pouco aliviado, mas eu não sei absolutamente nada sobre o final e sobre o acaso.
Ah, eu te quero em seus dias mais quentes de verão e quero que você me queira também como seu antigo e novo amor de estação, debaixo do coqueiro com os pés na areia e areia nos cabelos.
Ah, eu te quero em seus dias mais quentes de verão e também quando a noite se alongar, então nos dias curtos e quentes ficaremos loucos todas as sextas-feiras e cestas de basquete também, amém?
Já não te quero mas te quero, ainda nem é janeiro e já penso no fim, que é triste e tem gosto de sorvete, tequila e comida mexicana.
Ah, eu te quero em seus dias mais quentes de verão e também na minha cama quando seu corpo nu se transformar em arte, então nosso beijo quente vai dar *451°F(fahrenheit)* nessa porra e queimaremos feito o papel.
Seremos um quadro num bar, um neologismo esquisito de outros idiomas que estão originalmente extintos.
Seremos loucos, elegantes e bem vestidos numa paia de nudismo.
Eu te quero em seus dias mais quentes de verão e também quando nossos corpos espontaneamente entrarem em combustão.
Eu só quero que você me queira como seu antigo e novo amor de verão, como fui no de 98 e no de 2018, como serei também no de 2028 e tantos outros oitos.
*fahrenheit é como se mede a temperatura em países onde a lingua mãe é o inglês.
*451°F é a temperatura em que o papel pega fogo.