Essa oscilação dos dias Dos momentos De humor Dos sentimentos Fortalece a ideia de que Tudo é instante O presente é o que dita O infinito é durante E o depois é varrido pelo tempo; E nada fica. Dança da impermanência; Hora triste Hora bem vinda.

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Essa oscilação dos dias Dos momentos De humor Dos sentimentos Fortalece a ideia de que Tudo é instante O presente é o que dita O infinito é durante E o depois é varrido pelo tempo; E nada fica. Dança da impermanência; Hora triste Hora bem vinda.

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(se tiver feliz, não leia)
eu sofri por vidas, pelas noites mal dormidas, pelo universo inteiro num único olhar, e pela rasteira que o amor dá e a gente não sabia. escorri minha alma pelos olhos, com a corda no pescoço e na garganta um nó maior que eu. dramatizei a cena toda: sem saber sentir pouco, e com um jeito torto de me expressar. (as palavras não falam por si só. é necessário ver. tocar. sentir.) eu precisava produzir trabalhos acadêmicos e tudo que produzi foi um oceano de lágrimas que escorriam incansavelmente pelas minhas bochechas. ao menos estava sozinha em casa e poderia viver em paz o inferno da sofrência, sem roídos ou expectadores.
mas não entendo
por que a tristeza gosta tanto de mim?
Ela era uma menina que sabia como ser feliz mesmo quando estava triste. E isso é importante, você sabe.
Marilyn Monroe. (via singulador)
Depois que te conheci, finalmente entendi que nada que não for recíproco vale tanto o esforço assim. Nunca mais vou me contentar com pouco. Nunca mais vou me submeter a migalhas e aumentar o tamanho dessas migalhas só porque queria que o sentimento fosse imenso mas não é. Isso ficou pra trás. Depois de ter você, a cidade ganhou forma e o mundo se tornou mais convidativo. O meu amor se expande na velocidade da luz, e te olhando sinto um misto de frio na barriga com o peito pulsando, batendo tão forte a ponto de fazer adormecer em mim todas as coisas ruins e os meus defeitos, a ponto de ressignificar o mundo todo dando a ele o seu melhor formato. Amar você não é turbulento: é pacífico. É riso, curativo. Um alívio. O nosso amor nasceu pra nos renascer. Dos meus dedos escorrem amor, e eu te toco como se fosse a coisa mais preciosa do mundo: como se você mesma fosse o próprio mundo materializado em carne e osso na minha frente, só pra eu poder tocar. Então eu agradeço a vida, o universo ou o que quer que seja, só pelo fato de você existir de verdade, e não apenas nos meus sonhos. Na verdade, eu já nem sonhava mais com você, mas independente disso nós nos encontraríamos de qualquer maneira, porque em algum lugar que está além desse plano físico-químico, a gente já existia; essa vida aqui é só uma representação orgânica de início-meio-fim, mas sabemos que o nosso sentir nos ultrapassa e vai além. A verdade é que da minha boca saem palavras que nunca nem chegarão perto da grandeza do sentimento: “eu te amo" torna-se cada dia mais insuficiente e se distancia mais e mais do tamanho real do que sinto, porque só cresce e cresce. E eu cresço. Floresço. Depois que te conheci, a busca cedeu lugar pra cura e eu não tenho com o que me preocupar, porque te tenho. Meu amor é seu. E do seu lado, sou mais Eu.
Eu tenho um defeito que é às vezes falar o que a pessoa quer ouvir e não o que realmente quero dizer. Não acho que sempre valha a pena gastar lábia, tendo em vista o contraste de pontos de vista. Tenho um preconceito com meu próprio modo de escrever. Tenho mania de pensar demasiadamente em tudo e me condenar mentalmente, achando que não faço nada certo. Eu tenho tendência a me jogar num mar profundo porque penso que a maioria é raso demais. Tenho medo da superficialidade dos mares rasos me afogo nos profundos que é para, sobretudo, não me perder, mesmo não sabendo ao certo quem sou. Me afogando sinto um choque de realidade, um tanto preocupante, mas concluo que é melhor viver muito do que pouco, e que as zonas de conforto que sempre me puxaram, nunca foram o meu forte. Carrego na áurea um dom inato de conquistar as pessoas e fazer com que falem - e eu não resisto de ouvir o que elas têm a dizer. Tenho um modo meio torto, meio insatisfeito, louco, mas ao mesmo tempo grato, porque tudo sempre poderia ser pior do que é. Eu poderia ser pior do que sou. No fim, não me falta nada. No fim, o problema é que transborda. O quê? Eu. Transbordo.

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Eu ainda não tenho noção da imensidão do mundo Eu vivo num conjunto de solidão e sufoco E quando me movo, inclinada para algo novo, sempre é pra me encontrar Me sentir em liberdade, admirar as cores da cidade E orar ao meu modo pela juventude um tanto quanto perdida Um tanto desprovida dos pensamentos essenciais. E quanto mais banais forem os propósitos, mais infelicidade se vê, no fim Mesmo que no final o destino não importe tanto e a jornada prevaleça, enfim. Por motivos indizíveis a gente abraça os requisitos disponíveis E vivemos numa dualidade de assuntos tangíveis e não palpáveis Buscando um ideal de realização que não existe Nos perdendo e confundindo no que dizemos e no que o outro nos disse E querendo acréscimos, quando se pensa em tempo Pensando ter todo tempo do mundo mas implorando por minutos a mais, Quando finalmente se faz algo com vontade e reconhece nisso a sua verdade (Porque cada um tem a sua verdade.) Não deixemos que a pressa nos impeça de parar pra olhar pro céu De mudar a rota, os planos, o que foi escrito no papel E de nos abrir pra uma vida que precisa da imprevisibilidade pra ser legítima Que faz dos imprevistos mecanismos de paz E que usa sinais como forma de comunicação. Escuta: nem tudo está na terra, no chão.
Eu me vi chorando sem saber por que. Eu me senti tão frágil. E fiquei preocupada ao constatar que talvez precise da sua atenção pra me sentir bem e realizada. Eu comecei a chorar depois que desligamos, e não disse nem metade das coisas que pretendia. Você não percebeu, mas não te julgo por isso, pois estava concentrada demais com um trabalho atrasado da faculdade, e sabia que não poderia me dar a atenção que eu queria. Já era bem tarde, nós desligamos e eu não queria que você ligasse de novo. Seria ridículo. Seria perda de tempo. Você precisava estudar e eu precisava dormir. Eu precisava de você e você precisava de mim, mas não da mesma forma. E eu me sinto ridícula ao escrever tudo isso porque, porra, quando foi que o amor me tornou tão vulnerável?!
Quanto mais se ama, mais fundo o precipício, e no fim, só é digno quem se joga. Eu cheguei o mais fundo possível, porque não havia outra opção. Aquela mulher era tudo, era a representação do mundo em forma humana. Ela estava me enlouquecendo. Ela era puro amor. E eu que sempre fui tão minha, me vi pertencendo. Aos prantos e ainda sem entender direito, me dei conta - como uma lembrança que vem repentinamente e a gente nem lembrava que existe - do quanto sou sentimental. Como é que vou sobreviver nesse mundo? Ela se esforçou pra falar comigo, mas nem ligou de eu não ter dito nada do que precisava dizer. E tudo bem. A saudade machuca, e tudo bem também.
De novo: como vou sobreviver a esse mundão? É meio frio lá fora. Mas tudo há de ficar bem. Eu deveria me bastar sozinha, bem como eu transpareço bastar. O meu segredo, a minha infelicidade, é que não. Não sinto me bastar. Mas a gente precisa mesmo do outro, não é? Não é através do outro que a gente se enxerga, se identifica, se descobre, se cria? Deus. Me ajude a ficar em pé, me dá o equilíbrio que tanto preciso, pois pender de mais para um lado só é bom só quando tem alguém pra segurar. E no final das contas, apesar de todo amor, nascemos e morremos sozinhos. No final das contas, isso nunca teve a ver com estar ou não com alguém.
Entre tantos passos e compassos exacerbados, eu percebo a verdade de que nada é permanente, que tudo anda conforme deve ser e num ritmo diferente do esperado. Entre maços de cigarros, bebidas e conversas de bar, é fácil dizer a um amigo o que não está lá, o que não se compara, o que o dinheiro não compra, o que não se repara. Abre-se a boca pra falar e as pernas, se duvidar, e ninguém tem nada a ver com isso e nem com nada, mas tudo se condensa num misto de gostos, opiniões e contradições notórias e é um dom saber lidar. Tantos momentos que virarão memórias, tantas histórias e sentimentos. Eu sigo observando, ouvindo, compreendendo ou tentando compreender a maioria das pessoas que cruzam o meu caminho porque reconheço que cada uma é um universo, um ninho, de versos belos e espinhos, e eu respeito esse fato diante do artefato que me propõe a escrever. E se um dia eu não mais o fazer, que ainda me pulse aqui dentro um peito sedento de maldade mas rico em amor, seja como e onde for. E que as rimas não se percam nas esquinas dos becos sem saída que nos enquadram diariamente pelas páginas da vida. Paz. A todos nós.
tava pensando nos planejamentos tão acentuados nos blocos de notas das pessoas para que elas não esqueçam daquilo que não deve ser esquecido sendo que mal sabem e mal lembram do que realmente deve ser lembrado e jamais escrevem ali
(é difícil, eu sei)
tinha um “eu te amo” atrás da minha lista do supermercado mudei os planos, a rota e passei no seu apartamento te dar um beijo antes de ir e dizer que ler aquilo encheu tudo de vida, mudou o meu fim de tarde/começo de noite que seria maçante
minha prioridade oscila de tempo em tempo e eu não lido muito bem ou me enquadro em conceito de linearidade talvez isso seja um problema, pensei (penso) as paredes do meu apê me sufocam junto com a rotina que eu sinto que me comprime; me reduz ao que tenho que fazer e ao que eu quero mesmo fazer - que quase nunca é o mais indicado por conta das obrigações
mas seguimos
saio à procura de novidade, um sabor ou cor diferente do que já se sabe mas nem sempre encontro o modo automático às vezes me cega e eu simplesmente não enxergo e esqueço que nada nunca é do mesmo jeito, embora pareça ser é só ilusão, baby. nós criamos a nossa realidade
nós criamos a nossa realidade e isso ficou bem claro na aula de fenomenologia hoje de manhã o Nicolau entrou no tema ‘razão x emoção’ e explicou com bases filosóficas que a emoção antecede a razão e é bem mais forte com aquilo eu me senti mais viva, mais pertencente e senti vontade de sair correndo contar pra você
“eu que sempre fui apaixonada pelas palavras, nunca pensei que um dia alguém me roubaria todas elas”, soltei isso tão espotaneamente e você achou tão lindo foi com a maior naturalidade, assim como tudo que nós fazemos e o que nos conduz a agir como agimos por sentir o que sentimos
é recíproco e eu nunca pensei que poderia ser tão leve mesmo sendo tão intenso vejo meu reflexo em você e gosto disso amar é isso eu acessei a tua essência só com o olhar e você me sentiu de volta
é recíproco e eu mudei meu itinerário pra te ver e ele se tornou muito mais digno é recíproco e soa ser tão certo qualquer coisa com/pra você é sentido que é recíproco e eu sinto que esse é o real sentido de tudo
quero afundar minha cabeça no teu peito com a certeza de que metaforicamente eu já tava ali quero percorrer minhas mãos pelo teu corpo, te sentir
a gente disse que se ama umas mil vezes antes de dizer com todas as letras o meu olhar te fitava e você me entregava as melhores sensações mas não me prometa porque a promessa estraçalha a expectativa e a expectativa por si só já é uma destruição em massa porque a instabilidade humana e as contingências e situações são uma incógnita
porque apesar de todo amor, baby a verdade é que eu prefiro morrer por mim.

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o que seria dos dias felizes sem os tristes pra contrastar?
já parou pra pensarem quantas vezes você perdoou alguém, sem que essa pessoa tenha de fato pedido perdão? já parou pra pensar que, apesar de ser um dos atos mais bonitos, às vezes é pura vaidade? que a gente perdoa pela gente, e não pelo outro que muitas vezes a gente perdoa pra se poupar, pra não sofrer, pra tentar entender - ou fingir que entende e até mesmo pra exalar uma maturidade e superioridade que não existem?! quanto mais fácil é perdoar, mais é pela gente e menos pelo outro. mas é bom saber: o rancor não tem vez onde o amor (próprio) prevalece. perdoemos. nos amemos. até porque só me amando é que eu consigo te amar. [mudemos as vertentes, e a vida segue diferente.]
eu sinto que deixei um pedaço do meu coração em algum lugar. e a minha mente se conecta com esse pedaço. sinto meu peito concentrado, diferente. como se tivesse sido envolvido por alguma coisa quente. as minhas mãos têm necessidade de tocar, sentir outro corpo. e minha alma entrar em contato com outra alma. entregue ao que tudo indica: um encontro de almas. e à mistura homogênea das energias... sabe, essa singularidade toda, é tão rara.
eu sinto que deixei um pedaço do meu coração em algum lugar...
(fiz morada em você. teu peito é meu lar.)
pensei em escrever sobre, mas desisti. ultimamente não sei dizer. ultimamente não sei medir; eu só tô sabendo mesmo é sentir.
E "amo", enfim, de um jeito mais maduro. Acho que pra alguns, o significado de liberdade vai sendo moldado com o tempo, entende? As amarras vão sendo soltas. A fidelidade que você supõe que deve ter, por quem não tem compromisso firmado, não existe. O que existem são limitações, correntes, obsessões, que nos fazem adoecer de n formas diferentes. Ninguém "pertence" a ninguém. Todo mundo tem direito (e eu diria que até dever) de seguir com sua própria vida, da forma que achar melhor. Não tô promovendo um pensamento egoísta de merda, mas sim um reconhecimento: reconhecer as suas próprias vontades e respeita-las. E então entender o outro e não adoecer ao presencia-lo seguindo sua própria vida, mudando o trajeto, o percurso. O significado real de liberdade vai sendo mostrado pelo desejo de ser livre. Logo se entende que ninguém pertence. Nada é permanente. "Vida que segue" porque vida que muda. O universo sempre vai girar, com resistência ou não.

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Vamos falar da Realidade?
A gente sempre usa o amor como protagonista dos melhores textos, das melhores noites, das melhores lembranças, mas nunca a realidade. Dificilmente se lê o quanto a realidade pode ser bonita e generosa, o quanto o universo pode nos surpreender e cumprir o seu papel, que é girar para a maneira que deve girar e, com isso, nos tirar do chão, do lugar onde estávamos. Pouco se ouve falar do dinamismo, do ato de seguir em frente, dos mecanismos que a realidade proporciona para que entendamos também o encerrar de um ciclo, para que possamos nos desapegar de antigos padrões, antigos comportamentos, e amores que fazem mal. Muito se vê, se lê, sobre pessoas estacionadas no amor, na dor, no apego, e tudo bem, todos devemos passar pelo processo de luto (que tem forma e duração diferentes pra cada um) mas junto disso se vê a realidade sendo taxada como cruel, horrível, insuportável e contra aquele que a incrimina. O foco na dor é tão grande que os olhos de quem sofre se fecham para enxergar o lado bom, para as coisas boas que podem ser extraídas da situação e o ingressar de um novo ciclo. Forma-se uma resistência a tudo aquilo que é, aparentemente, o contrário de amar, a tudo que não condiz com o amor, com as expectativas e, principalmente: com uma realidade que não existe mais. Uma realidade que agora é outra e que anseia desesperadamente ser percebida e vivida. Uma realidade que pode ser boa, acredite. Tudo depende do ângulo.
E nós somos sobreviventes. Mas só sobrevivemos porque a realidade muda.
vazio, mas nem tanto. perdida, mas nem tanto. nem sempre sei lidar com a madrugada com a minha tendência à melancolia. [sozinha, mas nem tanto.] suficiente, mas nem tanto: não hoje não agora - ou sim.