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@iliterata2

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Quantas mortes cabem em uma vida?
Porque quem já morreu de amor, saudade, de calor e de ansiedade pode me entender. Iliterata.
E logo eu, cheio de nada, quis dar tudo pra você.
Poeticências, iliterata
quem me vê até pensa que me serve de recompensa a poesia escrita pela dor. o rancor que escorre pelos meus olhos não afaga a minha lágrima transformada em palavras. eu sou um grande borrão. um escrito trágico que deu totalmente errado. fui queimado pelo sol e deteriorado pelo lunar. é impossivel me ler se mal fui escrito sob o falhar frenético da caneta. sofrer não vale a pena as vezes nem ao poeta porque deixa a porta da alma aberta e sujeita a qualquer malfeitor.
A Iliterata
E você tinha razão
Eu poderia escrever centenas de contos nos quais você estivesse inserido na certeza de que eu jamais escreveria com as mesmas palavras, tampouco com os mesmos sentimentos. Posto que tem tanto de ti em teu próprio corpo, eu poderia fazer com que as palavras transbordassem só para te mostrar o quanto tu és complexo, intenso e o quanto é fácil perder-se em tua instabilidade.
Natalie, iliterata

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Na última vez em que estivemos juntos, senti tuas mãos rígidas tirando meus cabelos do rosto. Elas estavam tão geladas, tu não sabias ser delicado e isso me deixava, ora e vez, sem graça. Alguma coisa em ti me chamava atenção. Me desligava do meu mundo e me punha na palma das tuas mãos. Eu jurava ter domínio sobre meu território. O mar, geralmente em fúria contra a presença de um humano, de repente fez-se calmo quando jogavas tua rede e eu me atrelava a ela sem medo de tuas consequências. Eu até poderia estar assustada mas isso acontecia quando minha voz em canto não te alcançava: eu já não cantava para ti, cantava por necessidade de te manter perto. Para sentir teu corpo exalando o cheiro da praia, para explorar tua boca sempre salgada, e comparar nossas realidades. Não pertencemos ao mesmo lugar. Não podemos dormir juntos, eu na terra contigo ou tu comigo, no mar. Ah, pescador, de vez em quando é uma dor morrer afogada no meu mar por vontade de te pertencer…
Natalie, Iliterata
Não venha me falar do teu caos, porque eu sou a balbúrdia que teus olhos nunca ousarão ver. Engulo tua confusão para alimentar minha desordem. Você pensa que está no fim, mas ainda não ouviu falar dos pães amassados pelo diabo que preciso engolir todos os dias. Eu estou desalinhado, a cada novo segundo sou torturado por ausências e presenças, minhas faltas condenam meus excessos. De repente eu sou um aglomerado de vazios e nem sei porquê, por isso te peço, não me fale da tua dor, não lance-a sobre meu corpo ou transbordarei melancolia… E você tem visto, a minha já não cabe mais em mim.
iliterata
Você e eu: não precisa ser pra sempre só precisa ser.
Poeticências
eu queria estar a um toque de distância a um beijo de transar com você a uma hora de toda eternidade
Eu sou um vulto do passado que nunca passa.

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Só pra você saber
Eu acalmo teu caos na cama. O coloco pra dormir como quem nunca fechou os olhos em paz antes. Encaixo tua bagunça entre minhas pernas e faço do teu grito euforia taciturna. Transformo teu calor em brisa noturna que sopra em meus ouvidos falando baixinho e arrepiando a minha nuca que estou exatamente no lugar ao qual pertenço.
Nat
A gente se abre, se escreve em versos, prosas ou como der e mesmo assim ninguém entende. Todo mundo lê mas não há quem interprete, não há quem se importe com o significado. Tenho sido uma leitura obrigatória e não a que por si mesma atrai ao leitor. E isso cansa. Isso machuca. Porque derramar um pouco de si em cada letra e virgula esvazia a nossa alma na intenção de que alguém leia o complexo e tente preencher os espaços que faltavam mesmo que o texto fique sem sentido, mesmo que a poesia tenha versos brancos…
poeticências
se eu te digo "boa noite"
quer dizer “amor, essa é uma boa noite pra você chegar em casa e dizer tudo o que eu quero ouvir: realizar os planos. vamos fugir? pra qualquer lugar. a gente some daqui, esquece todo mundo, deixa quem quiser falar, mas enquanto isso todas as nossas vontades terão sido cometidas como crime. é uma oportunidade”.
boa noite, menino.
nat
dó de mim estar só assim dói.
pode ler como se fossem as notas, iliterata.
Não faço sentido: não sei não sinto não sou não tenho sido: o sentido que tenho é meio perdido e vaga escondido meio fora de mim.
iliterata, poeticências

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Você não sabe, você nunca vai saber… Eu sou composto por verdades e vontades sujas que não posso te dizer.
Iliterata
Mas eu ando tão rasa que qualquer gota me transborda.
natalie, iliterata