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@henryixofengland
Léonie não falava com Henry a semanas, desde o dia que terminou o noivado, começou a viajar pelo país em campanha política, depois veio o aborto e então o apagão o Paris, seguido do sequestro de Dean. Não fazia ideia de como seu melhor amigo estava, sentia falta dele e se sentia uma péssima amiga. Assim que as coisas se acalmaram e que garantiu que Dean ficaria bem, resolveu procurar o amigo. Bateu levemente na porta de seu quarto. “Sei que sou uma amiga desnaturada, mas será que teria um tempo para essa pobre alma que bate a sua porta?”
I bet luck is not in our favor || Leonic
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theswissnicolas:
Nicolas não ligava para o fato dela ignorá-lo, evitar olhá-lo, ou qualquer coisa do gênero. Ele não tinha mais paciência para as inúmeras brigas de qualquer forma. Ele só queria ter certeza que ela estava bem e que não iria acontecer algo pior quando ele saísse dali, assim poderia voltar para seu quarto. Porém, a resposta da enfermeira o desarmou. Era algo que ele tinha considerado, mas ele estava agarrado na esperança que não seria aquilo. Ele até tentou pensar em diversas outras coisas que poderiam ser, mas não tinha tido muitas ideias. Nic sempre quisera ser pai. Seus amigos costumavam dizer que ele provavelmente já tinha alguns filhos ao redor do mundo os quais ele desconhecia. Ele simplesmente ria, porque aquilo sempre foi algo o qual ele tomava muito cuidado. Ele queria ter uma família, não deixar várias crianças desamparadas por ai. Ele sabia que quando ele tivesse uma, ele iria dedicar o tempo e atenção para os filhos. E a única vez que ele é descuidado, o mais improvável acontece. E antes mesmo que ele pudesse assimilar a notícia, com felicidade ou tristeza, a única coisa que restava era luto. Luto por uma criança que até algumas horas atrás ele não sabia que existiria.
Não era culpa dela e ele sabia. Provavelmente, ela nem sabia (o que era uma ideia estranha para ele, mas ele não questionava). Primeiro, ele abaixou a cabeça, encarando seus próprios pés, mesmo que ela tentasse olhá-lo nos olhos, ocasionalmente. Depois, virou de costas.
Era a vez dele de não querer encará-la.
Nic não sabia se queria escutar alguma coisa, mas sabia que tinha que escutar. Ele encarava para fora da janela, nada além do escuro, então levantou a mão como uma forma para pedir que não falasse mais.“E antes?” Não que ele tivesse duvidando dela, mas ao contrário dele que não podia dormir com ninguém por conta daquela competição estúpida, Léonie não tinha que manter abstinência ─ ainda mais com uns outro seis candidatos na competição. Eles não tinham muita indicação de quanto tempo tinha, mas com certeza já sentia como se fosse dele. Luto era uma bosta. Ele apertou a ponte do nariz com os dedos, tentando não derramar nenhuma lágrima, mas ele sentia os olhos marejados. “Teria como ser de outra pessoa?” Ele finalmente perguntou, virando para olhá-la novamente.
O comportamento dele era completamente diferente do que estava acostumada, o que não podia ser diferente devido as circunstâncias, ele também não queria olhá-la e quando virou de costas algo doeu ainda mais dentro dela. Léonie baixou os olhos para as próprias mãos que estavam pousadas sobre sua barriga, aquilo parecia um pesadelo e infelizmente ela não iria acordar. Suspirou longamente, tentando não se sentir tão miserável quando se sentia, não funcionou. Seus sentimentos se misturando de forma confusa, luto por uma criança que nunca quis e nunca soube da existência, mas ainda assim era um ser, era algo que começou a crescer dentro dela e que perdeu antes mesmo de saber. E então aquela bendita dor, coração partido era uma merda, e ela estava cansada de todas aquelas emoções que a derrubavam. Ergueu o olhar novamente e viu a mão erguida, assim como ouviu as palavras seguintes. Poderia se sentir ofendida com a suspeita dele, mas considerando o que saía no Le Murmure e seu próprio histórico, considerava um questionamento justo. Respirou fundo e o encarou quando finalmente ele se virou, ainda estava desconfortável, mas queria ter certeza de que pelo menos naquele momento ele entendesse suas palavras e acreditasse nelas, porque eram verdade. “Não, não tem. Sei que não tem motivos para acreditar nisso, mas... Mesmo antes, só houve um além de você e não foi sem proteção”. Léonie nunca tivera problema em falar de sua vida sexual antes, mas nada era como antes, nem mesmo seus sentimentos e por isso que era difícil naquele momento, porque assim como havia sentido que o estava traindo por ainda sentir atração por Edouard, ali ao falar que havia transado com mais alguém além dele, sentia-se da mesma forma, como se o estivesse traindo. Aquilo estava cada vez mais confuso, afinal não tinham nada e se chegaram a ter, não tinham mais. Queria dizer mais alguma coisa, queria se desculpar pela briga que tiveram semanas antes, mas naquele momento decidiu se calar. Percebeu os olhos marejados de Nicolas e aquilo a quebrou mais um pouco. “Desculpe”. Murmurou por fim, baixando o olhar para esconder as próprias lágrima, ele só veria culpa se a olhasse.
@conseiller-hollande
“Ok, já estou pronta, me acompanhe por favor”. Desceu as escadas correndo, estava atrasada para encontrar com Edouard, havia passado a noite na enfermaria com Dean e mandou uma mensagem para ele pela manhã, avisando que precisavam conversar e que sairiam logo cedo. Sabia que ele entenderia, afinal fora ele quem lhe avisara sobre as escutas no palácio e ela queria ouvir da boca dele tudo o que tinha descoberto durante sua busca por Dean.
@omg-sullivan
O pior já havia passado e durante todo o momento Léonie se manteve firme e forte, sem fraquejar. Agora que Dean estava vivo e e seguro, ela podia deixar tudo que sentia fluir por seu corpo, não precisava segurar e era exatamente isso que estava quando ouviu a batida na porta, permitindo do amigo. “Oi Neal, já estava com saudade e achando que tinha me abandonado só porque não é mais um selecionado”.

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We hold the future in the palm of our hands ||Lenry
henryixofengland:
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Henry deu outro abraço na amiga. Ela já tinha perdido e pai e seria devastador perder a mãe também, principalmente em um acidente estranho. “Hey,” Henry chamou atenção para que ela parasse, deslizando as mãos em seus braços, “como você disse, o pior já passou.” Ele tinha total esperança que a rainha iria sobreviver.
Entre eles dois, Henry era normalmente o mais filosófico, então quando ela começou a divagar, ele olhou desconfiado, até incrédulo, sem ter certeza aonde ela estava querendo chegar. Ele sabia que deveria ser relacionado ao noivado, mas imaginava que nem sempre as coisas precisava ser difíceis e trágicas como o que ela estava dizendo parecia sugerir. Entretanto, ele deixou apenas que ela falasse. Foi ela quem tinha chamado-o para está ali. “Léo,” disse enquanto lia o curto bilhete, “desculpa, mas isso não significa que você não está tomando rédeas nenhuma, principalmente se fizer o que está escrito aqui.” Fazer o que estava escrito ali parecia exatamente o oposto. Ela estava sendo controlada por alguém, se deixando ser controlada. Henry não conseguia imaginar como aquilo acabaria bem. Ele nunca teve que lidar com muitas ameaças, mas as poucas que tinha, era sempre sobre não ceder e manter as decisões pelo bem maior. “Você está sendo movida como um peão.” Ele amassou o papel entre os dedos. “Você sabe que eu não me importo em manter o noivado ou não, mas eu acho que razão boba.” Ele deu de ombros. Ela sabia que a maior razão dele fazer aquilo não era por ele mesmo. Se ele quisesse, ele poderia achar outra noiva para aumentar sua agradabilidade. Aquilo não era problema para ela. Só que ele precisava saber o que ela faria para ficar protegida e como ela queria proceder. Não tinham contado para ninguém, o que era melhor para ambos de qualquer forma. Uma ideia inteligente claro. “Como você pretende lutar contra isso fazendo exatamente o que eles querem?”
O abraço foi bem vindo e por um instante Léonie se deixou envolver pelo amigo, pelo conforto de seus braços, seu cheiro, por algo que lhe era seguro e familiar. Fungou levemente quando se afastaram. “Obrigada” Sorriu fraco e lhe deu um beijo na bochecha.
De fato ela era direta quase sempre, não fazia rodeios, tampouco costumava filosofar, mas não sabia como dizer aquilo a ele e queria lhe dar argumentos válidos para o que estava prestes a fazer, por isso usou de algo que era mais comum vindo dele do que dela. Ouviu atentamente as palavras dele e conseguia ver razão nelas, só que as coisas estavam fugindo ao seu controle e Léonie não podia mais suportar. “Eu sei, sou apenas um peão desde o momento em que me colocaram nessa seleção, contra a minha vontade. Me sinto de mãos atadas, Henry”. Confessou em tom baixo, suspirando em seguida. “A única coisa que me resta é agir por baixo dos panos, e para isso precisarei de sua ajuda. França e Inglaterra são fortes aliados, e se puder fazer um favor, eu ficaria agradecida. Gostaria que fornecesse dois investigadores ingleses. Preciso começar a agir, mesmo que por baixo dos panos, e não posso confiar nos franceses, ao menos não em todos e principalmente nos que trabalham para a coroa. Suspeito de muitas coisas e ceder a eles faz parecer que sou fraca e manipulável, algo proposital, eles não saberão o que os atingiu quando eu conseguir provar tudo que suspeito e é exatamente para isso que preciso de seus investigadores. Estou cedendo porque não aguento mais me culpar e me responsabilizar por tudo que está acontecendo, eu jamais me perdoaria se algo grave acontecesse à minha família, meu povo ou qualquer pessoa que fosse próxima a mim. Sei que divergimos em diversos aspectos, Henry, só peço que tente me entender, mesmo que não concorde e que... se não for pedir muito, me apoie. Porque me sinto mais sozinha do que nunca, me sinto perdida e por vezes tenho vontade de desistir”.
I see fire, blood in the breeze || Led {Flashback}
conseiller-hollande:
Edouard segurou o riso da melhor forma que pôde quando ela falou e depois de fechar a porta dela e sentar no banco do motorista, tirava o carro da garagem com velocidade, ainda com um sorriso no rosto. Dirigiu por algumas quadras em silêncio, mas por fim começou o que sabia que seria um longo assunto. “Primeiro de tudo, se você quer que eu seja sincero com você, nunca me pergunte algo dentro do palácio. Seria difícil achar um maldito cômodo que não tem escutas e não é teoria da conspiração. Eu chequei.” Havia sido um trabalho árduo e perigoso, mas precisava ter certeza que não estava imaginando coisas. Muitos anos como espião podia acabar deixando a pessoa paranoica, mas ele estava certo. Louis controlava tudo dentro daquele palácio ou pelo menos sabia de tudo.
Não morava com os pais desde que entrara para o exército e seu apartamento ficava a poucos quilômetros do palácio, fazendo com que chegassem rápido ao destino. Desligou o motor do carro quando estacionaram na garagem subterrânea e olhou para ela, precisando puxar de leve o queixo dela para que o olhasse. “Dito isso e agora que estamos no meu território, vou provar que minha lealdade está com você, Princesa Léonie Gabrielle Bourdon d’Orleãns.” Era a primeira vez que a chamava de Léonie porque ou estava usando vocativos ou o apelido que havia dado a ela. Segurou o olhar dela por um momento antes de descer do carro e rodeá-lo para abrir a porta para a mulher. Estendeu sua mão para que ela pegasse. Novamente ele estava dando a ela a opção de ir com ele e quando ela pegou sua mão, não conseguiu acenar de leve com a cabeça, satisfeito.
Entraram em um luxuoso elevador e Edouard digitou a senha no teclado para liberar o acesso para a cobertura. Morava – agora menos que o normal - em um apartamento caro, grande e muito bem decorado. Quando as portas se abriram indicou para Léonie que entrasse primeiro. Colocou sua arma na mesinha de centro entre os sofás, onde ela pudesse ver. “Sinta-se em casa. Vou pegar algo para bebermos porque você vai precisar. Quer escolher? Porque eu evito álcool quando o assunto é sério.”
O riso e o sorriso que ele mantinha no rosto não ajudavam em nada, a vontade que ela tinha era de lhe socar a face, não havia graça naquela situação, mesmo quando ele a desarmava facilmente. Bufou cruzando os braços, tinha plena consciência do bico que estava fazendo e de como parecia uma criança emburrada, mas não se importar, continuaria com aquela postura. As palavras seguintes dele capturaram sua atenção e apesar de não querer ceder, acabou lhe lançando um olhar questionador, com uma sobrancelha erguida. Acreditava nele? Talvez, provavelmente sim. Sabia que Louis controlava tudo e que era ele quem estava por trás de tudo que estava acontecendo, apenas não tinha provas para tirá-lo da França ou de seu cargo, mas conseguiria, não importava o que tivesse que fazer.
Uma garagem subterrânea parecia coisa de filmes como 007, e afinal talvez Edouard fosse o 007 francês, o pensamento quase a fez rir, mas o movimento dele lhe capturou a atenção, assim como mergulhava novamente nos azuis dos olhos dele. A forma como pronunciou seu nome despertou aquilo que ele sempre despertava, mas dessa vez outra sensação surgiu, a de que o que estava sentindo era errado e não era apenas por não ter dormido ou porque na noite anterior sua mãe havia sofrido um acidente. Não, não era nada disso. Era porque pela primeira vez se sentir atraída por outro homem lhe parecia traição, algo que nunca sentiu antes. Acabou desviando o olhar do dele e suspirou aliviada quando ele saiu do carro, mesmo lhe estendendo a mão logo depois, quando a ajudou a sair.
Claro que senhas por teclado não eram uma novidade, não quando o próprio palácio possuía tal tecnologia e segurança em alguns cômodos, mas ela se perguntava porque Edouard precisava de tudo aquilo. Quando percebeu o quão luxuoso era seu apartamento, o que queixo quase caiu, afinal poderia jurar que Hollande era um homem simples. Entrou, tentando se afastar de seu contato, aquilo era errado. Suspirou e cruzou os braços, desconfortável. Novamente foi surpreendida quando ele pôs a arma sobre a mesa, um claro sinal de que era o inimigo e de que não pretendia machucá-la. “Água, não quero ficar desidratada e pode começar a falar o quanto antes”.
theswissnicolas:
( @princess-gabbyleo )
Quando uma pessoa desaparecia, normalmente levavam quarenta e oito horas para declararem a pessoa sumida como morta. Fazia, entretanto, quase setenta e duas horas e Nic se recusava a acreditar que Dean estivesse morto. Mas nenhum deles estavam fazendo progresso e não tinham dica nenhuma quanto ao paradeiro do amigo, apenas restava uma coisa que poderia fazer: pedir para que Léonie fizesse o que haviam pedido e renunciasse. Não era o plano perfeito, mas era o único que tinha.
Todos tinha estado ocupados nos últimos tempos, inclusive (ou principalmente) a princesa desde que ela havia voltado para uma cidade sem luz e com o primo desaparecido. Ele imaginou que ela tinha passado os últimos dias no escritório, que foi para onde ele se encaminhou. Nic bateu na porta e esperou algum sinal que pudesse entrar, ou que tivesse alguém ali.
Se fosse possível fazer buracos no chão ao caminhar, o escritório de Léonie estaria todo esburacado de tanto que a loira andava de um lado para o outro, as unhas estavam roídas e um inquietude aumentava em sua alma a cada segundo que passava. Três dias haviam se passado e não tinha nenhuma notícia de Dean, Edouard e Achille sempre lhe reportavam seus avanços, assim como os investigadores ingleses. Léonie sabia que não podia ceder de imediato, mas após alguns dias era inevitável não pensar nisso, talvez Dean nunca a perdoasse por isso, afinal ela sabia que precisava fazer o que fosse necessário e melhor para o povo, mesmo que isso significasse sacrificar Dean. O problema era que ela não estava mais disposta a fazer sacrifícios, principalmente quando a vida de alguém que amava estava em risco.
Com um longo suspiro, discou o número da assistente real e pediu para que preparasse o estúdio, ela teria que se pronunciar antes que fosse tarde demais. O que aconteceria com seu povo ou seu país depois que renunciasse? O que ela faria? O que o Conselho real faria? Eram questões que lhe rondavam a mente. Estava a caminho da porta quando ouviu as batidas. Seu pulso acelerou ao ver quem era um vinco se formou em sua testa. “Nicolas?”. Era uma pergunta idiota, já que claramente era ele quem estava a sua frente. Endireitou a postura e o encarou, ainda surpresa e um pouco confuso, apesar de que não deveria sentir qualquer das duas coisas, com o sequestro de Dean era de se esperar que ele a procurasse em algum momento, ou não, talvez fosse apenas seu eu apaixonado que esperasse por isso, a verdade é que Léonie já não sabia mais o que pensar sobre o que sentia ou a respeito do príncipe suíço. “Eu estava de saída, mas... o que faz aqui?”.
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theswissnicolas:
Roupas eram a última de suas preocupações naquele momento, mas ele foi arrastado para fora enquanto levavam-na para outro lugar, então ele não teve outra opção além de vesti-las, emburrado. Que diferença fazia se ele estivesse pelado, de cueca ou vestido? Eles deviam estar se preocupando com outra coisa ali. Por um momento, ele pensou em explodir com a criada, possesso de raiva, mas ela era a pessoa menos culpada e o elo mais fraco entre eles. Ele não era aquele tipo de pessoa. Já vestido, com as roupas de quem quer que fosse, Nic sentou em uma cadeira na enfermaria, descansando a cabeça nas mãos. Os guardas se postaram ao lado dele, parecendo ainda desorientados sobre o que estava acontecendo. Ele também não sabia e, por alguma razão, tinha medo do que podia acontecer.
As horas pareciam se arrastar enquanto estava ali. Ele não tinha intenção alguma de sair dali antes de ter uma explicação, então ele precisava esperá-la acordar, porque os funcionários não quiseram dizer-lhe nada. Não era família, não era o namorado, não era nem amigo dela. Ele só era um cara que estava na seleção. Assistiu quando moveram Léonie para um quarto e ele seguiu, enfrentando todos os funcionários que quiseram tirá-lo de lá. Poderiam não dar as informações que ele queria, mas não iriam tirá-lo dali. Ela provavelmente não iria querê-lo lá, mas ela estava desacordada e no momento ele não iria fazer o que ela queria (quando ela acordasse ela poderia gritar com ele o quanto quisesse).
Ele tinha abaixado a cabeça e fechado os olhos por alguns minutos, já que tinha perdido a noção de quanto tempo estava ali, mas um barulho chamou sua atenção. Nicolas levantou a cabeça quando ouviu-a fazer barulho. Ela ainda parecia completamente abatida e pálida, mas ele imaginava que a cor e o bem-estar só voltaria após alguns dias. Ele estivera tentando se enganar e pensando que o que aconteceu era alguma coisa que ela tinha pego enquanto viajava e não o que estivera imaginando enquanto sentado ali. O que havia acontecido e da forma que havia acontecido era um grande indicativo para ele. Mesmo se ela estivesse grávida, quais eram as chances de ser dele? O tempo talvez desse certo, mas ele não era o único com quem ela estava envolvida. Ele só iria saber mesmo quando ouvisse dela. “Se você não se importar, eu gostaria de saber porque você sangrou o equivalente a um ano no meu carpete.” Era mais um anúncio do que um pedido. Ele colocou a cabeça fora do quarto e chamou uma das enfermeiras, que entrou no quarto apreensiva. Nicolas apenas ficou em pé, junto do pé da cama, esperando que a mulher falasse, mas ela apenas olhava para Léonie como se pedisse permissão.
Não sabia dizer o que Nicolas esperava dela, tampouco se ele esperava alguma coisa. Ela queria respostas, tanto quanto ele, também não sabia o que tinha acontecido, e muito menos imaginava. Ele não tinha o direito de exigir nada, como claramente parecia fazer, se fosse em outro momento, talvez Léonie se irritasse e o expulsasse dali, afinal ele era a última pessoa que queria ver. Por um momento pensou na possibilidade tirarem ele dali, chamar por Neal, Henry ou até Edouard, seriam companhias melhores e a confortariam como vinham fazendo a algum tempo. Suspirou e fechou os olhos, ainda não tinha olhada para ele e não iria. Sentia-se fraca e vulnerável, coisas que detestava sentir e que principalmente não queria que ele a visse daquela forma, não que fizesse alguma diferença, ela apenas preferia ter conseguido evitar aquilo.
Não ergueu o olhar, mas sentiu a presença de Nic ao seu lado, em pé. Encarou a enfermeira e pelo olhar dela, pôde perceber que não era algo bom o que viria. Precisava saber o que tinha acontecido, querendo ou não Nicolas ali, soltou o ar lentamente, sentindo-se derrotada. “Pode me dizer o que houve, por favor?” Fingiu ignorar Nicolas, o tom de voz era fraco e calmo, de nada adiantaria se desesperar. Franziu o cenho quando a enfermeira começou a lhe fazer algumas perguntas, a respeito da alimentação, possíveis sintomas que estaria sentido. Respondeu com calma conforme ia lembrando, não comia direito a mais ou menos duas semanas, as preocupações que tinha a e briga com aquele que estava ali com ela simplesmente embrulhavam seu estômago e era difícil comer – claro que isso ela deixou de fora, não tinha porque dar tantos detalhes – andou sentiu alguns enjoos, principalmente por causa de alguns odores, e o último período havia sido a mais ou menos três semanas, algo fraco. As perguntas ficaram mais pessoais e isso a incomodou, foi então que percebeu onde ela queria chegar. A enfermeira falou sobre a anemia, que a princesa teria que ficar em observação aquela noite. “Vossa alteza teve um aborto espontâneo, sinto muito”. Completou com a última e principal informação. “Mais tarde a doutora Freyre irá passar aqui e poderá falar mais sobre isso, caso tenham alguma dúvida”. A mulher fez uma reverência com a cabeça e então saiu.
“Um bebê…” Murmurou baixo pousando a mão no ventre por cima do lençol, o olhar distante. Era difícil acreditar naquilo, principalmente quando nunca se imaginou sendo mãe. Suspirou e baixou o olhar para as próprias mãos, não sabia o que pensar ou sentir, principalmente quando tentava não sentir mais nada, quando havia desligado a maior parte de seus sentimentos. Bom, de uma coisa ela sabia, não tinha com ser de outra pessoa a não ser de Nicolas, precisava se desculpar, na verdade precisava se desculpar por diversas coisas, mas começaria por aquilo. Não queria olhar para ele, não sabia como aquilo o afetaria, não o conhecia tão bem a esse ponto. “Desculpe, eu… Não sabia que isso poderia acontecer… Digo, nunca tive qualquer problema com um anticoncepcional e… Bom, não é difícil saber quando ocorreu, porque não tive outras relações sexuais depois Giverny”. A culpa a corroía tão profundamente que era difícil distinguir pelo que estava se culpando, havia erguido o olhar para ele, mas estava completamente desconfortável e não conseguiu manter os olhos nos dele, desviando-os várias vezes.
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conseiller-hollande:
Estava calçado, mas ainda não tinha achado uma camiseta para vestir quando Léonie explodiu em palavras e mais acusações. Queria perder a paciência com ela e lhe dizer tudo que devia, mas não podia fazer ali no Palácio, não quando podia colocar tudo em risco. Ficou de pé e respirou fundo, tentando se acalmar. “Ah, você quer que eu prove? Tudo bem.” Falou mais rude do que esperava. Se ela tivesse noção de tudo que tinha perdido pela França, para proteger o pai dela, ela não estaria questionando de que lado ele estava. Aproximou-se dela, agachou-se em sua frente, abraçou-lhe as pernas e em um movimento fluido e preciso, jogou Léonie sobre seus ombros nus. Ouviu um grito de protesto dela, mas ignorou. “Vamos dar uma volta.”
Passou a mão nas chaves do carro e da sua arma e saiu do quarto carregando a princesa. O quarto que mantinha no palácio tinha fácil e rápido acesso a garagem de carros dos funcionários e poucos viram eles saírem, até porque seria impossível que ninguém visse com toda aquela seleção acontecendo. Um dos guardas tentou aproximar, já tirando sua arma do coldre, mas Edouard sacudiu a cabeça. “Não se preocupe, a princesa só vai dar um passeio rápido.” E então virou mais alguns corredores e estavam na garagem. Estava agradecido que ela não protestara tão audivelmente todo o caminho e criasse uma confusão enorme. Isso no mínimo queria dizer que ela não desconfiava totalmente dele. Destravou seu carro e a colocou de frente para a porta aberta do passageiro.
“Entre.” Ordenou, mas então sua voz suavizou um pouco porque sabia que ela poderia estar assustada. Aproximou das costas dela e deslizou seus dedos pelos braços dela, sentindo a pele arrepiar. “Vamos lá anjo. Poderão rastrear meu carro se o seu medo é que eu te sequestre.”
O encarou erguendo o queixo, a expressão irritada e fechado, cruzando os braços. “Sim, quero que prove!” O tom rude dele não a afetava, não se importava se o estava irritando, precisava de respostas. Allie havia mencionado algumas coisas sobre a Polônia, houveram diversos ataques contra ela e agora contra a mãe dela, fora a suspeita terrível de que seu pai não havia morrido por causa de uma doença. A mente de Léo girava com diversas suspeitas, não ter nenhuma resposta, prova ou certeza a incomodava de uma forma inexplicável. “O que está fazendo?”. Perguntou em tom alto assim que ele agachou e quando ele a jogou sobre os ombros, esperneou e se debateu. “Me solte agora mesmo, Hollande! O que pensa que está fazendo?” Esbravejou, mas ele apenas a ignorou, algo que a deixou ainda mais irritada.
Continuou a se debater um pouco, mas aquela era uma batalha perdida, de nada adiantaria continuar, ele não a soltaria e continuaria a ignorá-la. Quando viu os guardas, uma pontada de alívio a atingiu, não durou muito é claro, afinal Hollande era um conselheiro e ninguém o impediria de muita coisa. Então estavam na garagem, novamente na garagem, era estranho perceber que a garagem lhe trazia boas lembranças, por caus ade Nicolas. Ainda não entendia porque ele estava tão distante. Suspirou e afastou os pensamentos, precisava focar em algo mais importante. Pensou em sair correndo e não entrar no carro, mas de alguma forma Léonie sabia que ele não iria machucá-la, poderia não confiar nele, mas ele não faria algo contra ela, ao menos não fisicamente, não quando demonstrou uma extrema preocupação com sua segurança. “Não me chame de anjo.” A voz saiu mais como uma birra do que qualquer outra coisa, afinal ele a quebrava toda vez que a chama dessa forma e não era de um jeito ruim. Suspirou longamente e entrou no carro, precisava de respostas e era bom que ele as desse, porque ela não sabia do que poderia se capaz caso não as obtivesse .

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Wpp - Aimée
Aimée: Eu não entendo. Se não aceitou porque está nela?
Aimée: E porque não deseja ser a rainha?
Aimée: Ohhh...Preciso falar com minha mãe.
Aimée: Acho que vou ligar pra elaa.
Léo: Você aceitou o noivo que seu pai impôs, não foi? Você acha que eu tenho alguma opção? Eu não sou a rainha, o conselho não deixou que eu ocupasse o trono e me colocou na seleção como uma imposição. Estar na Seleção é minha única chance de conseguir a coroa.
Léo: Poucas pessoas entendem o que é estar em minha posição e... ser a herdeira está me fazendo perder algo de grande valor: amor. Meu dever é com o povo, sempre foi assim e eu terei que sacrificar algumas coisas por causa disso.
Léo: Fale com ela, não faço ideia do que pode ser.
You can count on me || Will & Léo
i-feelcrazy:
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Coçou a nuca arrependido do que tinha falado, mesmo que tivesse dito o que sentia e o que parecia para ele. Não gostava de mentir, sempre preferia a verdade quando era possível, e não tinha visto motivo nenhum para responder qualquer outra coisa; até porque pensava que havia uma certa liberdade entre os dois para expressarem o que pensavam. - Todos os que vieram aqui por você te apoiam. Apoiam o seu reinado e sabemos que deve ser seu por direito. Só quis dizer que talvez, algum dos caras tenha vindo com a intenção de realmente ter algo com você.
Porque ele tinha ido com essa intenção. Apenas um cego não seria capaz de notar a beleza de Léonie e apenas um gay não se sentiria sexualmente atraído pela loira. E Will estava desesperado para se apaixonar por outra pessoa. E no primeiro dia viu os seus sonhos morrerem. Também fora difícil para ele. - Eu cheguei a pensar… Bem, eu sou homem e você mulher. Isso é claro. Então achei que realmente pudesse dar certo, se tivéssemos tentado. Mas você disse que não queria e, Léonie, eu já tenho muitos pecados para levar para o túmulo. Um que nunca vou levar é forçar uma mulher. A qualquer coisa.
William não precisava disso. Subjulgar alguém. Ou implorar pelo amor de alguém. O homem se amava demais para fazer qualquer uma dessas coisas. - Como você disse. Você nunca quis. Então por que eu iria te forçar a algo? Comprar flores ou te levar num passeio à barco? Para que aconteça a conquista, ambas as partes devem estar no mínimo interessadas. E sejamos sinceros, não houve nenhuma química entre nós. Diferente do que aconteceu com outros Selecionados. - Comentou num tom risonho a fim de aliviar a conversa. Não queria se desentender com Léonie, havia aprendido a sentir um certo carinho por ela ao longo dos dias em que passara ali no Palácio.
“Você não pode afirmar isso, Will. Ninguém pode. Sim, a maioria dos selecionados me apoiam, se não todos, mas não foi esse tipo de apoio que quis dizer e cada um tem motivos diferentes para estar aqui, motivos que vão muito além de apoiar a princesa da França politicamente”. O olhar dela suavizou e o tom de voz era tranquilo, mesmo rebatendo o que ele dizia. Afinal argumentar sempre foi seu forte, principalmente defender algo que acreditava. “Não impedi e nem estou impedindo ninguém de ter nada comigo. Venho procurando conhecer cada um de vocês, compartilhando coisas que nunca dividi com ninguém antes...” Suspirou longamente, queria fazê-lo entender que ela não era a mesma do início da Seleção, que se permitiu e ainda estava se permitindo se envolver. “Nunca tive interesse em relacionamentos e acho que minha última entrevista deixou bem claro o quanto eu sou um desastre nisso. Porque perceber que se apaixonou por alguém depois de ser tarde mais, é no mínimo trágico”. Encolheu os ombros e bebericou novamente o vinho de sua taça. Não tinha porque iniciar uma discussão, o melhor era manter as coisas leves e tentar ser o mais sincera que poderia com ele. “Mas não tentamos e desculpe, Wil... Mas não posso levar a culpa sozinha nisso. Na verdade, não acho que haja um culpado, apenas não tentamos. Porque igual a você, também tenho meus pecados e não podia simplesmente iludir vocês ou me abrir para todos, a vida não é assim. Quando você vai a uma festa, não fica com as dez mulheres que demonstram interesse, você conversa com elas e escolhe aquela que combina mais com você, a que desperta um maior interesse ou a que não vai te dar do de cabeça. Pelo menos é assim que eu funciono”.
Algumas das palavras de Will a fizeram se lembrar de Nicolas, que sempre a acusava de rejeitá-lo, fazendo-a parecer que precisava de todos os selecionados rastejando aos seus pés e implorando seu amor, o que não era verdade. Talvez no fim ela possa ter dado essa impressão a alguns deles, mas isso estava bem longe da verdade e agora era tarde de mais para mudar isso. Soltou um pequeno suspiro e olhou para o homem com um meio sorriso. “Desculpe se dei essa impressão Will, sinto muito por tê-lo feito pensar que me forçaria a algo caso tentasse alguma coisa. Em nenhum momento tive essa intenção, como disse antes, não sou boa com relacionamentos e venho colocando minhas preocupações políticas em primeiro lugar. Andei tão preocupada com o que está acontecendo, e perdida na minha confusão sentimental que esqueci de olhar para vocês – selecionados – de me colocar no lugar de vocês”. Havia sinceridade em suas palavras, aos poucos Léonie se dava conta do quanto ignorou por tanto tempo, de como olhou muito para si e esqueceu das pessoas a sua volta. “Não, não houve... mas poderia ter tido se eu tivesse me esforçado mais, nem sempre o interesse ou a química acontece logo no primeiro contato. No momento não adianta mais lamentar ou pensar no que poderia ter sido, então só me resta lhe pedir desculpa por tê-lo frustrado quanto a isso”.
You smelled like desire, but tasted like regret
(via wstardust)
Burning Together || Leonic
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I bet luck is not in our favor || Leonic
theswissnicolas:
Depois que a eliminação passou e ele seu noma não fora anunciado (o que foi uma grande surpresa), Nicolas decidiu que ele simplesmente precisava ser eliminado., afinal de contas, já não fazia sentido ficar ali. Ele e Léonie não tinham chance alguma, aparentemente, e mesmo se tivesse, eles sempre acabavam brigando, o que não era nada saudável. Entretanto, era muito orgulhoso para simplesmente pedir para ser eliminado depois da última briga que tiveram (ela pediu uma explicação para ele só para jogar na care dele que não devia nada em retorno?). Não, Nicolas iria parar de jogar o jogo dela, deles, e fazer o seu.
Então, ele começou a quebrar todas as regras que podia ─ ou fingir que quebrava. Ele ia para DOM e subia para a área VIP com várias garotas só para ficar bebendo e fumando um baseado, mas era anunciado como se ele tivesse dormido com todas elas. Ele passava a noite fora do castelo, as vezes em hotéis só porque podia, outras vezes ele só passava a noite dirigindo e voltava. Quando chegava, dormia o dia todo antes de se arrumar para sair mais uma vez. Era um ciclo auto-destrutivo ─ o qual o Nicolas não se importava de alimentar. Quanto antes ele fosse expulso dali (ele não tinha certeza o que aconteceria se ele simplesmente tentasse fugir), melhor seria. Ele voltaria para a Suíça, para ver seus sobrinhos, e depois pensaria no que faria.
Aquele castelo só estava muito cheio para continuar suportando. Até mesmo Dean poderia perdoá-lo por aquilo (e estaria com seus sobrinhos, o que Dean nunca iria negá-lo).
A ressaca bateu quando ele abriu os olhos. A noite anterior era um borrão e poderia ter sido divertida, se Nicolas não tivesse entrado em um modo desligado. Nem as coisas divertidas pareciam tão boas mais. Ainda sentia o cheiro de maconha e álcool na sua pele e decidiu que precisava de um banho para sair novamente, ignorando o fato que seu quarto estava uma bagunça (mas as malas estavam prontas para sair). Nic entrou no chuveiro, deixando a água quente cair sobre a pele. Era um dos poucos momentos em que dava para parar de pensar um pouco e só a sensação da água quente era importante. Ele costumava tomar banhos rápidos, mas tinha se acostumado a demorar naquelas duas semanas, como se fizesse parte daquela sua rotina destrutiva.
Ele saiu do banheiro vestido a cueca que tinha levado e secando o cabelo antes de ver o cabelo loiro e uma pessoa encurvada junto a sua cama. Só podia ser uma pessoa ─ a única que entrava em seu quarto sem pedir permissão. Nicolas suspirou ─ ótimo, outra briga ─ antes de dizer: “olha, se você estiver afim de brigar, você pode procurar outra pessoa, porque ou você me elimina logo ou você vai ficar falando com a porta.” Foi só quando se aproximou que ele viu o sangue e entendeu que aquilo era dor, e não mais alguma das loucuras dela. Nic não se importou muito com o sangue ou com sua vestimenta, ele só sabia que precisavam de ajuda, então pegou ela no colo e saiu correndo para a enfermaria. Nicolas tinha quase certeza que tinha guardas vindo atrás dele e gritando com ele, mas tudo parecia fora de foco.
“Alguém── ALGUÉM?” Entrou na enfermaria, gritando, colocando Léonie em uma das camas, levando as mãos até a cabeça em desespero. A última coisa que precisava era um acidente internacional e uma acusação de tentativa de assassinato, ou algo do tipo.
Os guardas de Léonie entraram imediatamente em estado de alerta, ninguém sabia dizer o que tinha acontecido, como ela havia se ferido, afinal não ouviram nenhum barulho vindo quarto, nenhum som sexual ou de coisas quebrando por causa de uma briga, não houve ruídos de discussão. Apenas o príncipe suíço saindo correndo do quarto com Léo nos braços – pingando sangue – só de cueca. A cena seria cômica se não houve gravidade na situação.
Assim que Nicolas entrou na enfermaria – com alguns guardas em seu encalço – logo duas enfermeiras apareceram, enquanto uma checava o pulso de Léo e erguia sua cabeça em uma posição para desobstruir a passagem de ar e ela poder respirar melhor, a outra corria para dentro, chamando a doutora Freyre. A princesa foi transferia para uma maca e levada para dentro, após alguns minutos uma das enfermeiras voltou com uma muda de roupa que tinha solicitado para uma criada, se aproximando timidamente do rapaz. “Desculpe, mas o senhor não pode ficar seminu na enfermaria. Pedi para que buscassem essas roupas. A doutora Freyre está cuidando da princesa e logo o informaremos o que estado dela”.
Os procedimentos foram realizados, Léonie havia sofrido um aborto espontâneo e após algumas horas foi levada para um quarto na enfermaria. A loira estava pálida e fraca, adormecida ainda, foi constatado que estava com uma leve anemia. A enfermeira anterior informou Nicolas que a princesa estava bem e o direcionou para o quarto onde ela estava, caso quisesse vê-la ou ficar ali com ela.
O braço estava levemente dolorido, por estar tomando soro, uma pequena fisgada no local foi o que sentiu ao despertar, piscando os olhos sem saber onde estava. Por um instante sua memória falhou, uma névoa parecia bloquear sua mente, se lembrou da dor e então de estar no quarto de Nicolas, após isso não sabia o que tinha acontecido. Franziu o cenho levando a mão a cabeça, reconhecendo que estava na enfermaria, a culpa se entranhou, devia ter ido direto para lá quando chegou, não deveria ter se descuidado tanto da saúde nas duas últimas semanas, principalmente quando claramente estavam tentando lhe matar. Suspirou e virou a face em direção a porta, chamaria uma enfermeira ou quem quer que fosse, precisava saber o que tinha acontecido e como estava o seu real estado de saúde. Só não esperava se deparar com Nicolas ali, acabando por desviar o olhar de imediato. Porque ele estava ali? Questionou mentalmente, não queria vê-lo ou falar com ele, lembrava-se que pretendia eliminá-lo, mas não tinha forças para iniciar uma discussão no momento ou tratar daquilo, principalmente porque no fundo ainda não estava pronta para abrir mão dele, por mais que fosse o mais sensato a ser feito. Suspirou longamente. “Desculpe se te assustei ou preocupei...” Murmurou com a voz fraca, ainda sem conseguir olhar para ele. Não sabia o que dizer e provavelmente estava se desculpando pelas coisas erradas, mas era o mínimo que podia fazer no momento. “Poderia chamar uma enfermeira? Alguém que possa me explicar o que houve?”.

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Wpp - Aimée
Aimée: Eu sei que estão te pressionando Léo. Caso contrario você não teria aceitado a seleção. Mas...Você é a futura rainha, aja como tal
Aimée: Se você não pode fazer nada...Ninguém pode.
Aimée: Meu pai está indo pra Irlanda? Por que? Você sabe?
Aimée: Não precisa se preocupar comigo. Vou ficar bem.
Léonie: Eu não aceitei essa seleção... Pela primeira vez estou desejando não ser a futura rainha.
Léonie: Não sei o que ele vai fazer lá, os visitei ontem e ele disse que ia para Irlanda.
Léonie: Eu sempre me preocupo.
aimeedochartaigh:
[ Flashback ]
A ruiva ouviu com atenção o que Léonie pedia. “Claro, com certeza posso fazer companhia a ela. Na verdade adoraria.” - Ela sorriu de forma gentil. Contudo ela ainda estava preocupada com a prima. “Mas Léo, e a sua segurança? Você reforçou? Porque com tudo o que vem acontecendo, acho que é mais do que necessário. Está claro que alguém está querendo fazer algo contra você!” - Aimée olhou novamente para Léo, por alguns minutos, observando a prima. Ela parecia impecável por fora, como sempre. Mas seu olhar parecia triste. Quebrado. “Você está bem, Léo?” - Ela perguntou, enquanto pegava um macarom para si.
Quando Léo mudou de assunto, falando sobre Neal e Henry, a ruiva ficou levemente nervosa, arrumando-se na cadeira. “Eu gosto muito do Henry, Léo. Sempre gostei. Mas aquele beijou foi um completo erro. Eu não o vejo assim.” - Ela deu um leve suspiro um pouco triste, pegando sua xícara. “Não gostaria que nossa amizade acabasse!” - E então deu um gole em seu chá. O que lhe serviu para tomar coragem e iniciar o outro assunto. “Quanto ao Neal. Eu sinto muito por tê-lo beijado, sendo que ele é seu selecionado. Eu só não sei o que houve comigo. Eu realmente não consigo pensar quando estou perto dele. É como se meu cérebro realmente parasse!” - Ela olhou para baixo com sua confissão e mordeu o lábio inferior. “Me desculpa Léo. Me desculpa principalmente por não me arrepender.”
Olhou para a prima com gratidão e sorriu com uma tranquilidade contida, estava aliviada por poder contar com Aimée, mas isso não diminuiu muito sua preocupação. “Obrigada e não se preocupe, reforcei minha segurança e não viajarei sozinha, Rhys e Feyre irão comigo, provavelmente irei escalar mais dois guardas para nos acompanhar. Sim, estão tentando, não vou negar. E já passou da hora de revidar”. Desviou o olhar para a taça de suco, bebericando o líquido, havia um leve tom determinado em sua voz, assim como segurança, apesar da situação catastrófica em que se encontrava. “Eu poderia dizer que sim, mas não... não estou. Também não precisa se preocupar, porque em algum momento ficarei e não é nada grave”. Ao menos era o que pensava, a discussão com Nic doía, a perda de Dean também, mas para Léonie um coração partido não era algo importante, mesmo que doesse de uma forma que nunca esperou.
Assentiu quando ela explicou sobre o beijo em Henry, entendendo o que ela queria dizer, olhava para prima com curiosidade, era até divertido ver a ruiva nervosa e aparentemente apaixonada. “Não vejo porque a amizade acabaria, continuo sendo amiga do Neal e pretendo manter a amizade de alguns dos selecionados”. Deu de ombros, apesar da leve preocupação pela tristeza percebida na prima. A preocupação deu lugar a uma pequena risada, aquela definitivamente era uma Aimée diferente. “Não a culpo, apesar de Neal nunca ter tido esse efeito sobre sim, no momento consigo entender bem o que está passando”. Era difícil constatar que Nicolas lhe causava o mesmo efeito que Neal e em Aimée, doía perceber isso. Seu estômago se agitou, como se seu corpo rejeitasse aquela ideia. Rolou os olhos e colocou a mão sobre a da ruiva. “Cabeça de fósforo, você não me deve desculpas e tem mesmo que não se arrepender! Você precisa viver. Sei que não somos iguais, mas claramente Neal te tira de sua zona de conforto, assim como você causa o mesmo efeito nele. Então aproveitem isso. Ele é meu selecionado agora, mas provavelmente não vai irá permanecer por muito tempo”.