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lmacnair:
Detesta a forma como não controlava seus sentimentos quando se tratava de Ceres, mais ainda quando sorria involuntariamente ao vislumbrar um bilhete escrito dela para ele, com as letras bem desenhadas, pedindo para que se encontrassem na sala de troféus ao entardecer, o que já era o suficiente para fazer saltitar o pobre coração do Macnair. O fato de sempre precisarem fazer encontros as escondidas não era de seu agrado, apesar de, é claro, aquilo esquentar a relação que já era devidamente quente, havia um doce no perigo que corriam em seguir com os encontros em segredo, entretanto, não podia nunca ser comparado com o prazer que ele um dia sentiu em chama-la de sua para quem quisesse ouvir. Como sempre, tudo que os envolvia também se resumia a sentimentos confusos incapazes de serem explicados.
Qualquer um poderia notar sua inquietude na forma que balançava a perna rapidamente por debaixo da carteira, ansioso para o momento que a última aula fosse dada como encerrada, podendo Lincoln rumar em passos apressados direto para o ponto de encontro. A Greengrass já estava lá, atenta demais aos troféus em sua frente para notar a sua presença, permitindo que em passos cautelosos e inaudíveis Lincoln se aproximasse dela o suficiente para sussurrar em seu ouvido. ❝Está perdida, senhorita Greengrass?❞ questionou, a mão repousando em sua cintura para que pudesse vira-la para si e aproveitando que já a tinha em mãos, colar os corpos. Seus olhos percorrendo por todo o rosto dela enquanto um sorriso travesso desenhava os lábios rosados do lufano.
Ceres sempre fora uma garota definida. Parte disso era sua personalidade, é claro, mas a maior parte sempre fora por conta da criação: nunca podia questionar; o que era dito, era lei. E foi assim até ela perceber que seu coração não era a pedra de gelo que tantos diziam, e na verdade, batia quente por um certo lufano. A relação com Lincoln sempre fora peculiar, enquanto Ceres tentava não se apegar e usá-lo como apetrecho, mas vendo-se cada vez mais na situação inversa: ele talvez fosse uma das únicas pessoas capaz de tirá-la daquela armadura de indiferença, e com isso, a tinha na palma da mão. A Greengrass devia ser leal e se preocupar somente com a própria família, mas... Com os recentes acontecimentos, pegava-se revirando na cama à noite com pesadelos de que Lincoln era morto por ser considerado impuro. Por Merlin, aquelas cenas doíam tanto que quase abalavam sua crença de superioridade purista.
Cansada da angústia de não ter resposta certeira para a pergunta que não queria calar em sua mente, Ceres decidiu que arrancaria aquele curativo de uma só vez. A caligrafia caprichada em seu bilhete não deixava transpassar o quanto estava ansiosa para encontrá-lo, e não somente pelos motivos habituais. A última aula do dia foi inutilizada por sua mente estar bem longe dali, mas ela nem se preocupou, rumando sem dar satisfações a ninguém para a praticamente esquecida sala de troféus. Para sua frustração, ele ainda não estava lá, então para passar o tempo, a Rowle passava os olhos por alguns troféus da época de escola de sua mãe. O constante aparecimento do nome do Eleito a fazia revirar os olhos.
A presença de Lincoln a pegou completamente de surpresa, a sonorizando uma exclamação pelo contato. “Link!” ela exclamou com certo alívio na voz, abrindo um pequeno sorriso ao que o abraçava forte. Ceres não era muito de demonstrar sentimentos, até mesmo dentro das quatro paredes com o lufano ela por vezes se retinha, mas aquele ato foi instintivo. A forma como o puxou para si em um abraço ao invés de para um beijo sem pudor provavelmente já dedurava a diferença em seu comportamento, resultado de não conseguir tirar da cabeça aquela maldita preocupação. Mas, é claro, também não era de ferro, e não tardou a roubar um beijo necessitado dos lábios dele. Demorou-se alguns segundos ali, apreciando o gosto viciante, antes de romper o contato, mantendo somente as testas coladas. “Lincoln, eu...” engoliu em seco, pedindo então “Eu preciso que não minta pra mim.” Sua voz demonstrava o quão sério falava por sua preocupação. Afastando-se somente alguns centímetros necessários para encarar as orbes claras do MacNair, ela finalmente questionou “Quão puro é seu sangue?”
Com a morte de Harry Potter, Hogwarts havia ficado mais vazia. Afinal, só de família próxima do homem ali, faltavam dedos para contar. Consequentemente, os lugares do castelo ficaram levemente mais vazios, o que tornou mais fácil um encontro direto entre Ceres e @fckingxddess. Sua descoberta da existência da garota foi como uma verdadeira explosão: primeiro ouvira o pai e o avô discutindo sobre como uma mestiçagem aberrativa daquelas mancharia o nome da família, ‘ainda mais em tempos como os que estão por vir!’, dissera o mais velho; em seguida, as orbes verdes haviam localizado o dinheiro estranhamente localizado em cima da mesa, e algo em baixo; por fim, necessitou só de alguns segundos para surrupiar a carta e lê-la. Não precisou de mais nada para que seu estômago revirasse em repulsa ao descobrir que não só tinha uma meia irmã, como também, essa era mestiça... De sereia! Como seu pai havia ousado trair sua mãe, ainda mais com uma criatura tão bizarra e inferior?! Entretanto, aquela pergunta jamais foi direcionada ao Rowle, que sequer imaginava aquele fato ser de conhecimento da filha. O maldito nome ficara em sua mente, não lhe sendo nem um pouco estranho, e logo ela descobrira porque: a garota frequentava Hogwarts.
Ceres encontrava-se lendo perto do lago, apreciando o calor do sol contra a pele pálida, quando viu a dita cuja aproximar-se. Foi instintivo um risinho de desdém ao que murmurou baixo, mas suficientemente alto para que a outra ouvisse, como se lesse a passagem de um livro de criaturas mágicas “Sanguessugas com caudas de peixe... Hm, eu já vi algo parecido por aqui...” e, não sendo suficiente, continuou com o sorrisinho insolente nos lábios “Tem um fedor característico de algas podres e alimentam-se do dinheiro alheio... Que engraçado, é quase como se eu conseguisse sentir o cheiro daqui!”
Tirando o fato de sua avó querer adiantar seu casamento, Ceres até que estava demasiadamente calma dada a situação que acontecia no mundo bruxo. Sabendo que seu sangue era provavelmente um dos mais puros, mistura de duas famílias das sagradas vinte e oito, considerava-se perfeitamente fora da zona de perigo. Sua calmaria, entretanto, não parecia ser compartilhada por @toberaumdaum quando tocava no assunto dos recentes acontecimentos, colocando uma pulga atrás da orelha de Ceres. Assim, durante uma das aulas, Ceres escreveu num bilhetinho antes de entregá-lo a Asterin: ‘quanto tempo acha que leva até os potters serem extintos? do jeito que as coisas vão, meu palpite é que não duram mais de um mês’. Fingindo que passava uma anotação de feitiços à colega ao seu lado, Ceres entregou a ela o bilhete, ficando atenta à espera da resposta, apesar dos olhos verdes estarem direcionados para o professor que não parava de falar a teoria de um feitiço qualquer.
“Não sou a maior fã de artefatos trouxas, mas tenho que confessar que matar o Eleito daquela forma foi bem... Inesperado.” a Greengrass confessou em uma risadinha enquanto andava de braços dados com @bxddgirl após o jantar, até a sala comunal da Sonserina. “Anyways... Preciso de ideias, e algo me diz que ninguém é melhor do que você pra me ajudar nisso...” confessou em um leve suspiro, ao que seu semblante se tornava mais sério. Confessou baixinho à amiga, não querendo que a palavra corresse solta pelos corredores de Hogwarts “Acredita que minha vó caducou de vez? Quer dizer, eu achava até que ela tinha um bom ponto no casamento arranjado e coisa e tal, mas... Agora ela está arranjando com os pais do Nick para nos casamos, tipo, amanhã!” exclamou, a última palavra sendo para dar enfoque em que seria logo, apesar de não literalmente no dia seguinte. “Acredita nisso?! Ah, e, claro, adivinha quem foi a última a saber?! Você não imagina o ódio que eu senti quando fiquei com cara de idiota enquanto o Nicholas me contava...” resmungou desgostosa. Odiava ser passada para trás. “De qualquer forma... Preciso que me ajude com ideias pra atrasar esse casamento, urgente.”

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lmacnair:
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nickwood:
OS OLHOS DELE AINDA FITAVAM OS DELA -E NICHOLAS ADORAVA CONTATOS VISUAIS DIRETOS- por isso assistiu a ficha dela cair lentamente. ❝ se eu tenho certeza? meus pais se escreveram uma carta essa manhã, explicando essa ideia vinda de sua avó ❞ o garoto tinha total acesso a cintura de ceres, e era onde uma das mãos descansava enquanto eles conversavam. de fato, nick gostava muito de toques, num geral e suas mãos frequentemente estavam tocando ceres enquanto estavam juntos em um mesmo lugar.
❝ é claro que tem a ver ❞ ele disse, suspirando. ❝ pode ser que ela queira só esfregar na cara de todo mundo que nossas famílias estão unidas ❞ ele se aproximou minimamente, falando mais baixo ❝ eu só espero que isso não seja um resquício de dúvida sobre seu sangue, que ela quer apagar com o casamento, agora que aparentemente os herdeiros de sangue sabem muito bem quem é quem por aí ❞ a ponta de seus dedos da mão livre acariciaram a lateral do rosto de ceres ❝ mas não é esse o caso, não é sweetheart? você não mancharia o sangue impecável da minha família só para se salvar, não é? para fingir ser sangue-puro também… para mascararmos vocês ❞ ele suspirou, preso em seus pensamentos nascisistas ❝ eu sei que não ❞ e um beijo rápido foi depositado na bochecha da morena ❝ consegue convencer ela a esperar? até o final do ano letivo, como era o combinado original? ❞
As palavras de Nicholas não deixavam restarem muitas dúvidas para Ceres, mas mesmo assim, seu cérebro ainda parecia demorar para aceitar. Não queria aceitar. De súbito, sentiu a raiva por sua avó ter passado por cima dela. Como assim a velha tinha deixado que a palavra chegasse até aos ouvidos do próprio Nicholas se que a neta soubesse antes? E foi aí que a ficha caiu, de como até então, ela tinha sido só uma marionete da avó. Uma peça em seu jogo. Toda a farsa que fazia parecer que a avó tinha realmente alguma preocupação com o bem da neta finalmente ficou clara, e deixou Ceres irada. A afirmação do Rookwood apenas confirmou o que ela já sabia, mas todo o seu restante de paz foi extinguido com a sugestão dele, que de imediato levou uma expressão extremamente ofendida em sua face ao que rebatia “Como você ousa sequer pensar isso de mim, Nicholas?! Eu sou herdeira de dois sobrenomes que carregam os mais puros dos sangues! Ou você já se esqueceu de quem são as Sagradas Vinte-e-oito?” lançou um olhar fuzilante a ele, que avisava para aquilo jamais se repetir. “Se é algo nesses termos, então tenho certeza que não é o meu sangue que estão tentando encobrir.” finalizou num murmúrio baixo, mantendo os olhos fixos nos do futuro noivo. Com o pedido de Nick, foi a vez de Ceres suspirar profundamente, recebendo o beijo em sua bochecha, em seguida com um sorriso triste se instalando em sua face “Acha mesmo que se ela sequer me contou desses planos, iria ouvir meu pedido? Oh, Nick... Você não conhece a vovó Greengrass muito bem.” declarou com uma baixa risada, mas que não tinha nada de real humor. “A menos que seus pais estejam dispostos a negar o adiantamento do casamento... Bem, então fazer isso está em nossas próprias mãos.” levantou o olhar para o dele novamente, sendo sua vez de acariciar a lateral de seu rosto ao ronronar o desafio “Acha que nós conseguimos fazer isso, my love?”
kingscxrpion:
ELE RIU BAIXO E REVIROU OS OLHOS, OS DEDOS FAZENDO PEQUENOS CÍRCULOS NA PERNA de ceres que estava estendida sobre a dele, a contra gosto. mas quando o assunto casamento chegou a tona, o sorriso dele diminuiu. ❝ eu entendo tá! eu sei os seus motivos. eu só não concordo com eles ❞ não queria brigar com ela e muito menos opinar na vida dela. mas ele tinha uma posição firme enquanto a isso, e sabia que se uma coisa dessas caísse sobre ele, lutaria contra até o fim. ❝ o que você ‘ta dizendo? seus pais podem ter casado por arranjo. meus pais casaram por amor. não me venha com essa ❞ não importava os rumores, e nem lucius murmurando que o casamento era de fato arranjado. a imagem perfeita que scorpius tinha de sua família era inabalada, e isso incluia os pais casando-se por amor. mas era um assunto muito delicado, aquele. scorpius sabia que os malfoy tinham muito dinheiro, um valor que ele não fazia ideia nem de como enumerar. ele não tinha essa preocupação e por um lado, se sentia egoísta por isso. ❝ é assim que vai apresentar seu marido quando perguntarem seu o ama? “ele não é uma pessoa ruim” ❞ a resposta ácida saiu antes dele conseguir controlar, mas logo se arrependeu, principalmente quando ela comentou sobre a maldição. é claro que ele sabia bem, astoria tinha… ❝ ‘tá, me desculpa, ceres. não quis me intrometer. só acho injusto eu poder escolher e você não ❞
Ceres odiava como sempre que tocava naquele assunto com Scorpius, os dois voltavam a se desentender. Se ela tinha aceitado tão tranquilamente aquilo, por que logo ele vinha com as opiniões negativas? Não queria brigar, mas também não queria ter que ficar defendendo a toda hora as lições que ouvira da avó desde pequena, e muito menos lhe agradava a forma como ele parecia querer criar problemas em cima daquilo. Talvez, em parte, porque tinha calado suas próprias razões que a faziam hesitar sobre aquele casamento - como fazia toda vez que reencontrava-se com o MacNair ao tentar convencer-se de que não passava de algo puramente carnal, apesar de seu coração bater com mais vigor ao lado do lufano -, mas ela jamais admitiria em voz alta aquilo, especialmente vez que ainda não tinha nem admitido para si própria que, talvez, aquela ideia de casamento arranjado não fosse o melhor como fora induzida a acreditar. Dessa forma, ficou calada na maioria do tempo, limitando-se a revirar os olhos quando Scorpius insistia em afirmar que os pais haviam casado por amor. Sabia que não valia a pena tentar ir contra, e muito menos estava disposta a iniciar mais uma discussão acerca de tudo aquilo quando já estava tão cansada pelo baile. Suspirou sobre a pergunta dele acerca de amar Nicholas, e nesse momento, recolheu as próprias pernas na tentativa de afastar aquela sensação estranha, gélida e angustiante que subitamente tomara conta de seu peito. “Ninguém realmente se importaria com isso, Scorpius.” rebateu, desviando o olhar também para afastar a súbita sensação de que seus olhos estavam prestes a marejar. Mas Ceres não daria o braço a torcer ou demonstraria fraquezas. Tinha o maxilar trincado contra a mandíbula quando negou a cabeça, aceitando silenciosamente o pedido de desculpas do primo ao que levantava-se, murmurando “Tudo bem, Scorpius. Está tudo bem.” ela disse a última parte mais como um mantra para si, como se precisasse daquilo para reforçar sua até então inabalável crença em casamentos arranjados serem a melhor opção. Com aquilo, despediu-se dele, caminhando com o semblante levemente minguado para seu próprio dormitório. Apesar do cansaço, Ceres demorou a conseguir pegar no sono naquela noite.
ENCERRADO.
lmacnair:
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nickwood:
com: @greengrss
NÃO PERDEU MUITO TEMPO, E OS OLHOS AZUIS LOGO VISUALIZARAM QUEM QUERIA, SORRINDO facilmente quando ceres virou no mesmo corredor que ele, os cabelos ondulares batendo nas costas e os olhos brilhando com a luz do sol que entrava pelas janelas dos corredores, deixando-os mais claros do que eram. se fosse um dia normal, apenas passariam um do lado do outro, trocando olhares e sorrisos, porque por incrível que parecesse eles não andavam colados o dia todo. mas well… aquele não era um dia muito comum.
nicholas segurou a cintura de ceres quando ela se aproximou dele, impedindo-a de continuar seu percurso, e puxou-a para o canto do corredor, para que saísse do meio do fluxo de pessoas.
❝ sweetheart. nós temos um problema. anda falando com sua avó ultimamente? porque ela anda falando bastante com os meus pais… querem adiantar o casamento ❞
Ceres estava distraída enquanto cruzava os corredores a caminho da próxima aula, com a cabeça focada em assuntos muito mais importantes do que a aula de Transfiguração que se seguiria. Tanto que nem havia reparado na presença de Nick, dentre os outros na pequena multidão, e assustou-se levemente ao ser puxada para um canto, afastada das amigas. De início, até imaginou que era outra pessoa, tanto que ficou um tanto confusa ao identificar o futuro noivo. “Nick?! O que foi?” ela questionou não escondendo um tom surpreso, mas de uma forma boa, que já levou-a a brincar “Está querendo começar a esquentar as coisas?”
Entretanto, seu sorriso logo murchou ao que ele declarou a existência de um problema e, como se arrancasse um band-aid, ele logo revelou qual esse era. “O que?!” foi tudo o que conseguiu soltar de reação em primeira instância, necessitando de alguns momentos para digerir a notícia. “Você tem certeza disso?” quis saber, engolindo em seco. Não tinha exatamente um problema com a ideia do casamento arranjado, mas... Adiantá-lo? Por que diabos? Estaria mentindo se dissesse que estava pronta para largar mão de tudo em prol de um casamento de imediato. Era quase como se uma hesitação impedisse sua garganta de dizer “sim” no altar. Entretanto, também sentia um pouco de medo, vez que perguntara “Isso tem a ver com os... Acontecimentos recentes?” sua ênfase tinha até sido desnecessária, visto que era óbvio do que falava.

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yaxleb:
A SALA DE DUELOS ESTARIA SUPOSTAMENTO VAZIA, E ERA SÓ POR ISSO QUE CALEB estava indo para lá. sua suposição estava um tanto errada, porém, porque assim que abriu a porta uma varinha foi apontada para si. ❝ não vai me matar, vai? ❞ a pessoa estava provavelmente com medo, e não era para menos. aquele pronunciamento sinistro deixara todos extremamente nervosos, e o céu escarlate era como um lembrete de que algo maligno estava por vir, só não sabiam exatamente o que. ❝ veio treinar ou se esconder? ❞
Depois do pronunciamento, uma ansiedade inquietante havia tomado conta da Greengrass. Não que tivesse algo a temer, visto que seu sangue não podia estar mais distante de ‘impuro’, e que aparentemente melhoras foram-lhe prometidas, como uma Herdeira de Sangue. A verdade era que o purismo era o menor dos crimes cometidos pelo pai da Rowle, e também era uma tradição familiar milenar, gostassem os impuros ou não. Mesmo assim, o céu escarlete e a maneira como a voz parecia ecoar dentro de sua própria cabeça a deixaram mais alerta do que o normal, tanto que dormir simplesmente nem lhe parecia uma opção. Tendo o duelo como sua principal forma de extravazar energia e acalmar sua mente, a sala do clube foi seu destino, e estando vazia, fez com que Ceres encontrasse o refúgio perfeito. Pelo menos, até que algo além de seu alvo se movesse na sala. Apontar a varinha para a porta que se abria foi automático, e a Rowle só não recebeu a companhia com seu feitiço de estuporar por ter recobrado a consciência no pensamento de que podia se tratar de um professor ou um monitor, e isso além de tirar-lhe pontos da Sonserina, acarretaria em uma pesada detenção. Quando ouviu a voz de Caleb, entretanto, Ceres suspirou mais tranquila, baixando a varinha e respondendo num fraco riso “Depende. Eu deveria?” brincou, tentando dispersar a insistente tensão que pairava no ar desde o pronunciamento. Com o questionamento dele, Ceres riu com deboche, erguendo a sobrancelha “Me esconder? Assim você me ofende, Caleb...” Tirando os cabelos levemente bagunçados da face em decorrer dos movimentos do treino de duelos, ela questionou com um sorriso lateral a ele “E você? Veio se esconder?”
kingscxrpion:
-flashback -
SCORPIUS JÁ TINHA SE LIVRADO DO SEU TERNO, DEIXANDO-O JOGADO NO CHÃO perto de si, assim como a gravata, deixando a camisa com dois botões abertos. a cabeça ainda girava um pouco por conta dos acontecimentos da noite, e sentar-se ali no sofá de couro ajudava o malfoy a processar tudo, os olhos claros contemplando as grandes janelas que exibiam o lago negro, vez ou outra uma sombra estranha passando perto demais do vidro, como se ameaçasse entrar. a sua paz foi rapidamente interrompida pela voz de ceres, que sentou-se preguiçosamente perto de si. ❝ eu concordo com o lindo e perfeito, mas eu não sou o seu criado, greengrass ❞ merlin, como os dois se provocavam, usando os sobrenomes dos pais! principalmente scorpius, diariamente a lembrando que só ele era malfoy. talvez fosse porque sentisse um pouco de ciúmes dela quando pequeno. a princesinha, que várias vezes roubava-lhe o colo de sua mãe -tia dela- para ganhar doces. hoje em dia, não passava apenas de uma provocação inofensiva, principalmente pelos dois terem se aproximado bastante desde a morte de astoria. ❝ pimentinha weasley? ❞ ele fitou-a e riu com o apelido ❝ achei que até demorou para você começar a implicar com ela, na verdade ❞ a última frase ele disse quase só para ele, depois de revirar os olhos. ❝ mas foi ótima, obrigado por perguntar. a rose é incrível ❞ um sorriso sincero escapou dos lábios do loiro, mas ele logo os umedeceu, escondendo a reação ❝ e você? já conseguiu acabar com essa coisa de casamento? ❞
“Criado? Quem disse criado? De onde você tirou essa? Eu estava falando sobre o quão carinhoso e cuidadoso o meu primo é.” ela devolveu, inicialmente fingindo estar ofendida, mas por fim sustentando um sorrisinho lateral. “Qual é, Scorp! Me faça um favorzinho desse!” ela pediu com a voz manhosa, pousando as pernas preguiçosamente sobre as coxas do Malfoy. Tinha um sorriso divertido nos lábios ao que ele repetiu o apelido carinhosamente dado por ela, dando de ombros com a fala seguinte do primo. “Pois é, mas pasme, eu tive que tirar um tempo de cuidar da sua vida amorosa pra cuidar da minha...” riu fraco, suspirando em seguida. Manteve um leve sorriso no rosto, que só não tinha tanto sarcasmo contido por suas palavras seguintes realmente serem verdadeiras “Fico feliz em saber. E espero que seja mesmo, porque você não merece nada a menos que isso.” Ceres geralmente não era uma pessoa carinhosa, mas poucas e seletas pessoas tinham o prazer de ver esse lado dela de forma genuína, e por sua família importar-lhe mais do que tudo, e Scorpius ser sua família, ele era uma das pessoas a quem ela concedia aquele benefício. Claro, ainda tentava manter a guarda erguida e jamais demonstrar naquilo alguma fraqueza, mas ficava genuinamente feliz em ver o sorriso sincero, mesmo que discreto, na face alheia. A pergunta seguinte, entretanto, tirou dela qualquer paz de espírito que havia conseguido após algumas bebidas. Endireitou o corpo sobre o sofá, pigarreando, quase como se voltasse a entrar em um modo automático. “Eu não vou acabar com isso, Scorpius. Você... Você não entende.” ela suspirou, e então, num tom de voz mais contido para não expor-se aos outros ali presentes, começou a explicar enquanto mantinha o olhar demasiadamente entretido no esmalte de suas unhas “Vai ser algo bom para a nossa família, pra mim... Nós vamos ter aliados caso alguém ou alguma coisa tente nos atacar, e... Casamentos arranjados tem mais altas taxas de sucesso, sabia? Veja os dos nossos pais, por exemplo. Nossas vidas são bem melhores assim do que seriam se algum de nossos pais resolvesse deserdar um acordo desse tipo para acabar tendo dificuldade de sustentar os próprios filhos!” argumentou, e apesar de tentar fazer parecer que falava de uma situação hipotética genérica, na verdade falava com base no que imaginava ter de futuro em sua primeira e única relação de amor verdadeiro com o McNair. “Amor não garante futuro, Scorpius. Planejamento, sim.” repetiu as palavras que a avó materna havia usado para convencê-la em concordar com o casamento arranjado. “E no final das contas... Nicholas nem é uma pessoa tão ruim.” encolheu os ombros, por fim, tentando internamente convencer a si mesma do quão boa ideia era seguir com aqueles planos. “E você sabe muito bem no que romper um acordo resultou na nossa família.” acrescentou, tristemente, ao fazer menção à maldição de sangue colocada há muito tempo sobre a família Greengrass, suficientemente forte para fazer a própria Ceres temer sofrer dela.
lmacnair:
Desejou intimamente que Ceres estivesse completamente equivocada em sua fala, que não existisse aquele maldito imã que os ligava e vivia puxando um de volta para o outro mesmo que tentassem incansavelmente. Fatidicamente ela era o seu primeiro e último pensamento no dia, poderiam envolver todo sentimento que fosse, desde amor ao ódio, de carinho ao ciúme, nunca sabia o que esperar quando se tratava da Greengrass, e honestamente, havia parado de tentar entender a muito tempo. O corpo arrepiado poderia ser notado por ela ao que seus dedos emaranhavam os fios loiros, que já eram naturalmente bagunçados, mas que Lincoln nunca se importou que se tornassem ainda mais quando tocados por Ceres. Precisava se controlar, não dar o braço a torcer visto que o primeiro movimento havia sido o dele e nunca sabia quando ela era sincera e quando estava somente brincando com os seus sentimentos. ❝Para se submeter a isso, deve estar muito feliz, não?❞ questionou, as sobrancelhas unidas acima do olhar preocupado. Fez questão de repousar uma das mãos na cintura da morena, puxando-a mais para perto, o dedo indicador desenhando círculos onde estava pousado em uma carinha descontraída quase imperceptível. Fiquei. respondeu mentalmente enquanto exteriormente liberava uma risadinha presunçosa, o nariz tocando a bochecha de Ceres indo dali até o próprio nariz dela. ❝Só o suficiente para saber que estava ainda mais linda que o habitual.❞ pontuou em um murmúrio, agora dedilhando um caminho até sua orelha, onde pôde morder o seu lóbulo, descendo a boca dali para o pescoço, a mão livre fazendo favor de afastar as madeixas pretas para trás, o cabelo seguro em seus dedos para que ela não se movesse enquanto sugava a pele alva com a boca. ❝Era o que deveria fazer, não acha? Observar de longe.❞ o tom grave da voz parecia ainda mais rouco entre o sussurro, a mão que segurava a sua cintura apertando-a e puxando o corpo mais para perto, não permitindo que sobrasse qualquer espaço entre eles. ❝Não é mais minha, Greengrass, isso me parece tão errado…❞ havia uma inocência forjada em sua voz. Lincoln puxou o cabelo da sonserina levemente, somente para que pudesse se afastar e ainda tê-la olhando para si, queria ter uma boa visão de cada reação esboçada em seu rosto. Trocou a posição das mãos, uma agora segurava a sua mandíbula, o polegar podendo passear e desenhar o lábios avermelhados, de forma que a boca dele ficasse entreaberta ao se imaginar beijando-a. Mas ainda não, não quando queria tortura-la por tempo o suficiente para fazê-la perder o controle. Passaria o dia assim se isso implicasse com Ceres sendo a única a dar o próximo passo, a entregar-se a ele como queria, somente para provar que ainda era sua, mesmo que seu futuro pertencesse a outro. A mão que anteriormente repousava em sua cintura desceu um pouco mais, passando pelo tecido da saia de uniforme para alcançar a coxa dela, desferindo carícias enquanto subia e descia os dedos, mas nunca ultrapassando o espaço entre que sua veste ainda cobria. ❝Show me then.❞
A falta de um negar dele diante de sua fala trazia-lhe uma satisfação inexplicável, o conforto de saber que, no fundo, estava certa sobre aquilo. Chegava a ser egoísta o quão importante era para ela estar sempre em primeiro lugar na mente do McNair, o quão importante era ser desejada por ele. Talvez fosse até pelo fato do quanto lhe assustava gostar tanto dele, e como o sentimento de reciprocidade dava um conforto ao frio que sentia na barriga, por estar tão vulnerável, mas não sozinha. Ela bem que tentava não deixar que suas emoções a controlassem como uma marionete, mas quando estava perto do lufano, qualquer racionalidade parecia ir para o espaço. Ao questionamento dele, respondeu de forma simples para esconder o quanto não queria que fosse verdade “Só felicidade não dá futuro.” O toque alheio em sua cintura quase havia feito a certeza de sua voz oscilar, como de praxe, baixando uma a uma as barreiras da Greengrass como se fossem feitas de um véu translúcido. A risada alheia, soando tão perto de seu ouvido, dava-lhe prazerosos arrepios, deixando todos os seus sentidos mais aguçados. Um sorriso largo e irreprimível despontou com a declaração dele, que amaciou não só seu ego, mas também seu coração, e a qual foi respondida com um breve risinho, dissipado pela concentração ter sido direcionada às carícias que agora recebia em sua orelha e seu pescoço. A provocação dele surtia nela um efeito que nenhuma outra era capaz de produzir, quase a fazendo suplicar por mais, para que ele fizesse com ela tudo o que desejasse, e quando ele usufruiu da rouquidão da voz para provocá-la, quase a levou ao delírio para manter a voz firme em uma resposta ao invés de derreter-se em uma súplica para que ele continuasse. “E desde quando você faz o que deve?” retrucou, então umedecendo os lábios e cedendo um pouco ao acrescentar “Prefere me observar de longe e não poder me tocar? Ou fazer tudo o que desejar, bem de pertinho?” sua voz saíra quase como um ronronado. Com o comentário dele, uma risada fraca e rouca escapou-lhe pelos lábios rosados, disfarçando o quanto gostara de ouvir aquilo. “Se acha isso tão errado, por que não corrige, McNair? Me tome como sua, como nos bons e velhos tempos.” disse em um tom passivo provocativo ao que dava a ele a sensação de ter o controle sobre ela nos movimentos, e enquanto aproveitava a tensão sexual palpável no ar entre eles enquanto ele tomava a parte baixa de seu rosto em sua mão. O ar saiu um pouco mais pesado por seus lábios entreabertos ao sentir o descer da mão por sua coxa, e as carícias desferidas por ali despertaram um frio em seu ventre, testando até onde ela podia controlar seus desejos carnais por orgulho. Por mais difícil que fosse fazê-la descer de seu pedestal, Lincoln conseguia, especialmente entre quatro paredes e longe de olhares curiosos. Assim, diante do incentivo dele, a Greengrass não conteve-se mais. “Oh, you bet I will.” retrucou, e aproveitando da proximidade, tomou o lábio inferior dele entre seus dentes delicada mas firmemente, puxando-os para si sem romper a intensidade do contato visual que mantinham. Os dedos da mão direita firmaram-se nos cabelos arrepiados da nuca dele, ao que a Greengass tomava os lábios do McNair em um beijo desafiadoramente calmo e intenso. Cedia ao próprio desejo, mas ainda mantinha aquela disputa silenciosa para que o fizesse perder a cabeça se não passasse por cima do orgulho, decidindo que o tentaria com pequenas demonstrações que remetessem às lembranças de tudo que um dia ele já pudera fazer sem pudor algum. Mesmo que não fosse admitir jamais, ele o tinha na ponta do dedo ali, tão disposta a entregar-se a ele, se ele também se entregasse a ela.
nickwood:
ELE OLHOU DOS LADOS, ALERTA CASO ALGUÉM DECIDISSE PRESTAR MUITA atenção neles, mas logo voltou a fitá-la diretamente. ❝ eu não sou o seu marido. ainda ❞ corrigiu. por mais que estivesse tranquilo com toda essa situação de casamento arranjado, ele ainda queria aproveitar o tempo que tinha no último ano, e se ela o chamasse de marido aos quatro ventos, sabia que qualquer outro relacionamento seria um pouco complicado. ❝ não levei um fora ❞ ele reclamou, murmurando novamente um confundus, fazendo outro cara da durmstrang quase derrubar bebida na parceira ❝ talvez eu tenha levado um fora ❞ ele deu de ombros, e subiu a mão para colocar uma mecha de cabelo dela atrás da orelha, enquanto distraídamente ajuda-a a escolher a vítima ❝ aquela. foi a que me deu o fora. vai me vingar, princesa? ❞
Ceres adorava provocá-lo chamando-o daquela maneira, justamente porque sabia que ouviria algo daquele tipo toda vez. Especialmente pelo fato de que dificilmente o fato de ser prometida impedia algum garoto de ter interesse nela, pelo contrário, as vezes até o intensificava por se tratar de algo que beirava o proibido. Ergueu as sobrancelhas para o murmúrio dele, vez que suas ações apontavam diretamente para o contrário do que ele dizia. E nem precisou de muito para que a verdade aparecesse, arrancando dela um leve riso, logo depois sustentando o olhar contra as orbes claras alheias ao que tinha seu cabelo tocado por ele. O sorriso que enfeitava seu rosto alargou-se levemente em um tom maldoso com a escolha dele, ao que ela respondia “Pode apostar que vou. Quem ela acha que é? Ninguém diz não ao meu futuro marido...” comentou com ele, ao que por baixo da mesa, apontava a ela a varinha, murmurando baixinho “Slugulus Eructo!” e esperando ansiosamente por vê-la ficar aparentemente enjoada. “... A menos que tenha lesmas no lugar de um cérebro.” ela completou a fala anterior com um risinho, desviando momentaneamente o olhar para o Rookwood para acariciar sua bochecha “Agora quem vai levar foras noite adentro vai ser ela. Are you happy now, baby?” questionou, ao que voltava a assistir a garota segurando a boca, mas não podendo impedir que lesma atrás de lesma escapassem dali, sujando não só o chão do salão, mas também os vestidos das amigas que a cercavam.
rcsierr:
Assentiu uma vez diante da fala alheia, e de fato compreendia a sensação de estar agitado demais para sequer pregar os olhos. “É, principalmente sobre isso.” Concordou, os indicadores massageando as têmporas em um gesto quase automático de tão recorrente. Odiava a conduta vulnerável que adotava, e sabia que teria que elaborar alguma estratégia para voltar à rotina normal ou senão aquilo começaria a afetá-lo realmente. “Ainda não nesse nível de desespero, mas me dê mais alguns dias sem dormir e posso implorar pra você me estuporar.” Bufou, sem muito humor em particular, embora a fala se caracterizasse quase como uma piada. “Não entendo porquê meu pai está sendo tão cabeça-dura com esse assunto. Já imaginei que não seria fácil fazê-lo mudar de ideia, mas ele fala como se soubesse de algo que eu desconheço.” O tom era pensativo, como se refletisse a quantidade de esforço que Thomas vinha investindo em decifrar os motivos para tudo aquilo. Sendo naturalmente um aluno exemplar, era desnecessário pontuar o quão frustrante era a sensação de não conseguir compreender qualquer coisa que fosse. “Isso é comum na sua família, né? Qual é a desculpa que te deram pra te convencer dessa ideia?” A ênfase na palavra servia para frisar a enorme oposição que Thomas mantinha sobre o assunto, embora já imaginasse que Ceres sabia muito bem de sua opinião.
Ceres não conteve um breve riso nasal diante das palavras dele, podendo imaginar o quão enlouquecedor era passar diversas noites consecutivas em branco ou mal dormidas, visto que uma só já estava deixando-a inquieta daquela forma. Brincou, então, sobre a última parte, sendo claro que não falava sério “Pode contar comigo para isso, vou adorar poder descontar todas as minhas mágoas com você em uma boa estuporação. Você dormiria por dias seguidos, te garanto.” Não que tivesse alguma mágoa quanto ao Rosier, aquela parte era somente para provocar, mas que de fato seria capaz de apagá-lo muito bem e por um tempo considerável, a Greengrass não duvidava, dadas suas experiências com duelos. A morena encolheu as pernas contra o corpo, abraçando os próprios joelhos e sobre eles depositando o queixo ao que suspirava fraco. Ao mesmo tempo que não era contrária à ideia de seu próprio casamento, Ceres conseguia entender como nem todos não a aceitavam tão tranquilamente. “E você tem alguma ideia do que ele pode estar te escondendo?” perguntou, mesmo esperando uma resposta negativa para aquilo, dado o estado físico e mental de Thomas só parecerem piorar. Assentiu, então, para a pergunta feita, e após um breve e fraco riso, explicou-se. “Minha avó sempre me disse que nada que venha do lado emocional é confiável para servir de base para um futuro. Sentimentos são uma base fraca para se construir uma vida, um futuro; o planejamento racional é muito mais eficiente, mais confiável. Basicamente, a racionalidade são os pilares que sustentam um bom relacionamento, e as emoções são como trepadeiras que crescem se sustentando nesses pilares.” buscou demonstrar gesticulando com os dedos, então concluindo com um pequeno sorriso sem muita animação “O amor pode crescer e florescer num relacionamento que tenha sido criado de maneira racional, escolhida a dedo para dar certo. Ele pode florescer a partir de um outro sentimento, como a confiança mútua, e a parceria, entende? Mas se não tivermos essa base estável dos pilares pra sustentar...” novamente, usufruiu da gesticulação para imitar como tudo cairia por terra, até mesmo acompanhando um efeito sonoro “Ploft! No final, você acaba ficando sem nada.”

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jsiriusp:
Mentiria se dissesse que conhecia Ceres bem o suficiente para ter algo contra ou a favor da garota, mas o que tinha escutado sobre ela poucos anos atrás, fazia com que o Potter tivesse um certo pé atrás. No inicio James não era a pessoa prepotente e soberba que se tornou, e sim um garoto calmo, tranquilo e envergonhado o suficiente para achar que alguém gostava dele; coisa que, quem hoje vê, acha que o passado do gifinório não passou de um delírio coletivo bem desconexo com a realidade atual. E antes de aceitar toda a fama e o tomar para si o egocentrismo de achar que tudo era em torno dele, lembrava-se muito bem do medo e receio que ficou da Greengrass quando Fred disse à Duncan que disse a James que ouviu a sonserina falar que faria para o James Sirius uma poção do amor - na época o Dursley e o Potter eram grandes amigos -, e depois daquele dia ele ficou sismado que a garota nutria algum tipo de sentimento doido o suficiente para querer encanta-lo com uma poção tão poderosa. O tempo passou, James cresceu e tornou-se isso que todo mundo vê pelos corredores e muito do que era se desfez, muito do que pensava se perdeu, mas a lembrança de realmente ter recebido uma poção do amor pouco depois da noticia de que Ceres faria uma para ele, continuava fresca em sua lembrança; e se antes ele tinha medo daquilo, hoje até costumava se gabar para ela que parecia sempre se fazer de desentendida. Ele também faria a cobra cega no lugar dela, afinal, achava meio… desesperado? “Senhorita Rowle e… Senhor Potter!” disse o professor do Clube de Duelos, e James não pode ficar menos ‘tanto faz’ com um quê de ‘isso vai ser interessante’ com a situação. Não tinha muito contato com a garota além das leves piadas que fazia achando que ela sentia algo por ele, por isso, nas horas que não queria ser um completo imbecil, agia de forma extremamente normal.
Seguiu para onde o olhar dela havia indicado e tomou a posição de duelo, não deixando de rir e balançar a cabeça em negação com as palavras direcionadas a ele — Pegue pesado se quiser, afinal, qual é a graça de duelar e não sair nem com um braço quebrado? — Aquela frase não era lotada de ironia e deboche como costumava ser, ele realmente falava sério naquela questão. Claro que não iria duelar como se de verdade e nem tentaria machuca-la, vale citar. — Quem sabe você pode até ter a honra de cuidar de mim na enfermaria depois de me mandar para lá, o que acha? Sinceramente, não vejo problemas se você quiser — e toda a ironia e deboche polpados na frase anterior tomaram conta dessa última, e logo depois, enquanto James fazia a tipica reverência de duelistas se curvando para ela, ergue a cabeça com o sorriso mais pilantra que poderia dar estampado em seu rosto. — Acho que não preciso pegar leve com você, preciso? — Agora já em posição normal, ele perguntou. Como dito antes: não conhecia bem Ceres além das poucas conversas e as observadas que dava nela vez ou outra nas aulas e clubes em conjunto, e nessas olhadas, sabia muito bem que a garota era uma boa duelista.
Até a implicância de James com ela começar, pela insistência infundada dele sobre ela ter sentimentos por ele, a única razão para a Rowle não gostar muito do Potter era, bem, o fato dele ser um dos filhos de Harry Potter. Thorfinn Rowle fora um grande aliado de Voldemort, e portanto, como filha dele, Ceres havia herdado o mesmo ‘ranço’ pela família do eleito. Além do que a incomodava a imaturidade que via em James por sua personalidade toda parecer ser moldada naquele fato. “Não me provoque ou vai sair com muito mais do que um braço quebrado, Potter.” ela alertou, erguendo as sobrancelhas. Os olhos foram revirados em impaciência, entretanto, quando ele aproveitou-se daquilo para incitar uma situação que ela sequer consideraria hipotética. “Se for depender dos meus cuidados, você estaria morto antes mesmo de conseguir chegar lá.” ela retrucou com um sorrisinho sínico, também fazendo a clássica reverência a ele, ainda que teimasse em não baixar o olhar ou a cabeça. “Para o seu próprio bem, eu diria que sim. Mostre-me o que têm, que não é só lábia, Potter. I dare you.” desafiou com um sorriso malicioso despontando em seus lábios, como se saboreasse o prazer de brincar com sua presa antes de atacá-la. Era como ela sempre via seus oponentes durante o duelo: como presas com as quais ela apenas brincaria antes de dar o golpe final, quando estivesse saturada do sofrimento alheio. Herdara aquilo de seu pai, mas felizmente, ainda não havia chegado no patamar dele na última parte, ainda não carregando o sangue de ninguém em suas mãos.
Com a varinha empunhada, virou-se de costas para Potter, dando os metódicos cinco passos de distância para então voltar-se novamente de frente ao inimigo, dessa vez, já em uma posição de ataque. De início, resolveu pegar leve, cansá-lo antes de realmente mostrar o que tinha de melhor. Dessa forma, proferiu seu primeiro ataque “Expelliarmus!” Era um clássico, talvez até esperado, porém ainda assim forte, vez que já havia não só desarmado outros oponentes com ele, como também lançando-os a alguns metros de distância. Sem dar muito tempo, apelou ao segundo ataque consecutivo, um pouco mais agressivo, apesar de ainda classificar-se como um ataque básico “Stupefy!” Por fim, para não deixar a guarda baixa, conjurou a barreira protetora “Clypeus!”
rcsierr:
O sentimento de inutilidade era um dos que mais incomodava Thomas, e isso se aplicava também à forma que utilizava seu tempo livre. É claro que, tradicionalmente, seria muito difícil encontrar alguém que considerasse o período destinado a dormir como livre, mas passar boa parte da noite em claro vinha tornando-se algo quase corriqueiro para Rosier; nem mesmo suas poções de sono melhor preparadas davam conta de desligar sua mente em vigília algumas noites. Decidiu que, se não pudesse dormir de qualquer forma, ao menos que utilizasse o tempo para algo mais útil do que encarar o dossel de sua cama, e por isso rendeu-se à ideia de ir até o Salão Comunal, talvez para pensar em uma resolução mais criativa para seu pergaminho de Alquimia. Era incomum que qualquer alma viva também estivesse ali a uma hora daquelas, mas sentiu-se aliviado ao constatar a identidade de sua companhia. “Já não conheço mais a palavra ‘sono’ mais do que algumas horas por noite há um tempo. Sempre achei que fosse morrer de alguma forma mais gloriosa, então pode imaginar minha decepção por estar definhando por conta de uma coisa tão mundana.” Admitiu enquanto sentava-se em uma poltrona de frente a Ceres, descartando a necessidade de disfarçar o próprio cansaço; qualquer um que prestasse atenção, mesmo à fraca luz da lareira, seria capaz de identificar sua exaustão. “O que está te perturbando?”
As sobrancelhas da Rowle uniram-se em preocupação, tirando o sorriso de seu rosto ao que ouviu o amigo confessar que aquele era um problema recorrente. Se ela já odiava quando vez ou outra perdia uma ótima noite para a insônia, não conseguia imaginar ter um resquício de bom humor caso não dormisse há dias. Provavelmente já teria azarado muitos mais por aí do que já fazia normalmente. Ia perguntar o que lhe tirava o sono, mas o Rosier foi mais rápido, a fazendo dar de ombros em uma resposta simples “Nada demais, na verdade... Acho só que minha mente está ativa demais para me deixar pegar no sono, sabe?” e era a verdade, pois apesar de ter alguns problemas, nenhum era assim tão importante para tirar-lhe o precioso sono. “Mas e você? Para te tirar tanto o sono, deve ser alguma coisa bem séria, não?” ponderou, e então alguns segundos depois, acrescentou “É sobre o futuro?” quis saber mais especificamente, sabendo que ele entenderia que ela estava se referindo ao casamento arranjado que estava previsto para o futuro dele, assim como havia um previsto para o dela. E, querendo ou não, com todos adormecidos e com a sala só para eles, tinham uma boa privacidade e conforto para falarem sobre o que precisassem, exercendo a intimidade que tinham sem precisarem erguer barreiras para a vista dos que os viam de fora.