Grande e salgado o suficiente para que você mergulhasse, para que você se afogasse
A ilusão de controle me subiu a cabeça
O abuso e a dúvida que me tornaram eu
Você era o mar. Um mar sereno, um mar pequeno.
E como um peixe de água doce
As minhas barbatanas batiam, toscas
Enquanto o sal me matava lentamente
Eu nadava rápido, perdendo escamas na corrente
Como se eu pudesse superar a diferença letal
Com um pouco mais de esforço.
Esforço. Resiliência. Você me fez assim
Lutar contra o que era inerente a mim
Uma missão em nome do amor.
Mas tudo que eu senti foi dor
Quando eu morri, eu busquei o fogo
Pra me queimar, pra me curar de toda essa umidade corrosiva
Vendi minha alma tantas vezes, a preço de banana
E fui parar muitas vezes na sua cama
Aceitando pouco, pouco mais que nada
Eu era um rio. Caudaloso, doce
Você bebeu minhas águas com sede
Uma necessidade tão grande
Ah! Eu pensei que era amor. Só podia ser
O desejo em seus olhos, em suas mãos
Que me devoravam até que não sobrou nada
Além das pedras que ficam no fundo de mim
Me tornei terra. Áspera e dolorida ao seu toque
Teimosa e resistente. Suas costas se encaixaram em mim, sua respiração ofegante
Você não me quer mais, assim.
Já levou tudo que eu tinha, já me usou enquanto eu fui macia
E então uma nova vida fria, firme
Quero você o mais longe possível de mim
E espero que você busque a cura em um lugar