davincicopi:
“Sei que sente…” os olhos azuis mergulharam nos esverdeados de Giovanni e sua cabeça se inclinou sobre a mão que gentilmente lhe acariciou, com o gesto quisto e querido. “Eu tenho certeza que vamos!” soltou um riso baixo, porém com mais humor, mesmo que os olhos ainda estivessem fechados desfrutando da sensação. Suas mãos tatearam a prancheta que usariam para marcar as obras, arremessando ela em qualquer lugar a esmo. Não era com aquilo que queria se ocupar. Suas pernas enlaçaram a cintura alheia para mantê-lo próximo, uma sensação de posse, mas era o que seu coração clamava. Queria sentir que Giovanni estava ali para ele tanto quanto queria se entregar ao namorado. O antebraço pressionou um pouco a cintura alheia enquanto a palma se estendia sobre o fino tecido da camisa, puxando um pouco para cima deixando a pele exposta, que logo foi ocupada com a oura mão que arranhava de leve ao sentir a língua alheia tocando-lhe o lábio inferior. Capturou a mesma em uma brincadeira e depois mordiscou o lábio de Giovanni. Seu quadril deslizou um pouco na mesa ficando na beirada e com o aperto na coxa deixou um suspiro de alívio escapar entre o beijo que ganhava ritmo. Fazia dias que gostaria de ter aquela liberdade com Buonarotti.
Sem mais demora aproveitou que os pulmões pediam oxigênio para usar dos dedos para puxar o tecido que o impedia de sentir o calor do amado, livrando-o da peça de roupa enquanto o rosto de afastava para observá-lo. Fazia tempo que não via o corpo de Giovanni, mas mentiria se dissesse que não o imaginava. Mesmo assim, era ainda mais belo que em sua imaginação. “Isso é melhor que nú artístico!” brincou por se lembrar da conversa de mais cedo, os dedos curiosos contornando os músculos do italiano enquanto literalmente o comia com os olhos. Voltou a puxá-lo desta vez levando as mãos ao rosto do loiro, usando dos polegares para afagar as bochechas enquanto tomava sua boca em mais um beijo cálido.
Uma coisa que Giovanni tinha se acostumado era a falta de vontade de ter pessoas tocando-lhe daquela forma tão íntima. Desde a adolescência enquanto via seus amigos mudarem o comportamento e ficarem tão focados em namoros; não parecia ocorrer isso consigo. E a vida adulta não foi diferente. Tirando Matteo, apenas mais duas pessoas conseguiram lhe atrair atenção o suficiente daquela forma ao ponto do bruxo realmente arriscar tentar algo. Aquele que lhe tocava agora, claro, foi o mais marcante. Sua primeira vez, seu primeiro e único amor. As mãos alheias incendiavam sua pele, incentivando que arrepios percorressem seu corpo, arrancando suspiros baixos de si. Não bastava que a boca dele tão ávida contra a sua, as mãos do mais novo lhe atormentavam. A camisa saindo foi um alívio, estava quente demais e ainda não se sentia próximo o suficiente de Matteo. Uma risada sem fôlego lhe escapou com o dizer dele, o olhar afetuoso não sendo disfarçado. Não precisava mais esconder aquele carinho, afinal. Foi então a sua vez de deixar as mãos passearem pelo corpo bem construído do namorado. Os músculos das coxas e então do quadril, das costas conforme ia deslizando as mãos, eram de lhe deixar ainda mais excitado. Surpreendia-se com a facilidade que aquele homem conseguia despertar em si o desejo, algo tão incomum em sua vida. Os dígitos acabaram nas nádegas de Da Vinci, cobertas pela calça, não conseguia o contato que desejava. Não era justo que apenas ele estivesse sem a camisa, então também se afastou um pouco para subir o tecido e tirar-lhe do corpo dele. Não pode deixar de lamber os lábios, os olhos claros passando sem pudor pela quantidade de pele exposta agora aos seus olhos; Matt mudara desde a última vez que o teve assim. Bem, assim como ele próprio. Mas a suavidade voltou para si pois inclinou-se, descansando a testa contra a dele, respirava pesadamente e sentia o coração bater apressado contra o peito. “O que você quer?” perguntou baixinho, o sorriso carinhoso esticando em seus lábios. “Porque eu quero chupar você.” declarou com facilidade. Uma das coisas que agora tinha mais facilidade em fazer era expor o que almejava.














