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A prĂłpria deusa ĂŤsis mora em Uruguaiana.
Vaga essas ruas qual vielas greco-romanas.
E reina sob o panteĂŁo egĂpcio da campanha.
Traça linha reta, marcha estátua vivente.
E nĂŁo sabes, que seus olhos carregam segredos milhares.
Cantigas e contos milenares, mistérios seculares.
E olhando o olhar dela, soube-me toda a verdade.
Existo valete, cĂŁo feito Lares, acorrenta-me.
E sorri como quem não cega os mortais tão frágeis.
E dança suave o fardo de três mundos pares.
E delineia nos obscuros a verdade, os jugos verazes.
A dama das fronteiras, da troca, sincrética beldade.














