nome completo. seo hyunwoo. • apelido. seowoo. • etnia. coreana. • data de nascimento. 06.01.1995. • local de nascimento. siheung-si, coreia do sul. • mbti. infj. • gênero. homem cis. • pronomes. ele/dele. • sexualidade. panssexual. • idiomas. coreano, inglês e ksl (korean sign language). • altura. 179 cm. • porte físico. atlético. • cor dos cabelos. castanho. • cor dos olhos. preto • ocupação. oficial de polícia (sargento - detetive). • grau de educação. graduação em direito e criminologia (seoul national university). • atual moradia. jinjuseong (casinha dele). • classificação. beta. • observações. possui transtorno de estresse pós-traumático (tept) em tratamento.
personalidade.
❛ㅤㅤ━━ㅤㅤDe personalidade forte e silenciosa, alguém que carrega uma presença sólida sem precisar dizer muito. É profundamente cuidadoso e atento aos detalhes, especialmente com as pessoas que ama, dedicado e protetor até o último fio de cabelo, Hyunwoo é do tipo que observa primeiro, pensa estrategicamente, e só age quando tem certeza do que precisa ser feito — mas, quando se trata de proteger quem ele ama, não hesita em brigar, enfrentar ou se colocar no meio da tempestade. Introvertido por natureza, ele prefere o silêncio ao barulho e a profundidade às conversas superficiais. É bem reservado, guarda suas dores e pensamentos como quem protege um segredo precioso. Sua teimosia é bem conhecida entre os mais próximos; não é inflexível por orgulho, mas por convicção. Apesar do temperamento firme, Hyunwoo revela um lado surpreendentemente doce e dedicado como pai, ele mergulha de cabeça no desafio de criar uma filha sozinho, isso inclui passar noites lendo artigos, assistindo vídeos sobre cuidados infantis e, mais tarde, sobre os interesses de uma menina crescendo — tudo para garantir que Ara se sinta confortável, amada e livre para ser quem é. Cada esforço dele carrega um amor silencioso, paciente e imenso, que construiu um vínculo quase inquebrável entre pai e filha.
um pouco da sua história abaixo.
biografia.
❛ㅤㅤ━━ㅤㅤSeo Hyunwoo significa “o sereno e sábio protetor”, era como se o nome, escolhido pela jovem ômega recém-casada com um membro da influente família Seo, já pressentisse o homem cheio de nuances que aquele bebê se tornaria. Hyunwoo não nasceu em uma família milionária, mas cresceu com segurança e conforto, criado sob o cuidado amoroso da mãe, tornou-se um jovem responsável, atento e inteligente.
Para entender quem ele é, é preciso antes conhecer os Seo: uma família conservadora, politicamente influente e profundamente envolvida com uma seita religiosa que acredita que Jesus vive entre eles. A matriarca, rígida e implacável, construiu o império da família com sangue e suor, e controlava cada passo dos membros como se fossem peças em um tabuleiro.
Essa dinâmica começou a mudar quando Jihoon, o filho mais velho e herdeiro direto, apaixonou-se por uma professora de inglês. Um alfa e uma ômega que pareciam ter sido feitos um para o outro, até as suas essências se entrelaçavam como se estivessem predestinados. Apesar da resistência, Jihoon e Minji se casaram e dessa união nasceu Hyunwoo, o filho único, herdeiro silencioso e improvável da família Seo.
Tudo mudou quando, ainda criança, Hyunwoo foi proclamado por membros da seita como um “escolhido”. De um dia para o outro, tornou-se um tipo de messias, e a sua vida se transformou num verdadeiro inferno. O primeiro e único escândalo da família surgiu nos seus dez anos, quando corpos foram encontrados na casa da família, mutilados em um massacre brutal. Hyunwoo foi encontrado em estado de choque, coberto de sangue e cercado pelos restos dos pais que, ao que tudo indicava, tentaram protegê-lo até o fim. Foi assim que ele chegou em Jeju, para viver com a única pessoa livre da opressão familiar: a sua tia. Ela se tornou a sua heroína e salvou o que restava daquele menino despedaçado.
Anos depois, em meio às plantações de tangerina, Hyunwoo se apaixonou. Conheceu uma garota de cabelos escuros como a noite e olhos brilhantes como as estrelas, sempre com a mesma presilha de flor de tangerina. Se conheceram na escola, se apaixonaram e, ainda jovens, tiveram uma filha. Hyunwoo, que tinha começado a sua carreira militar, abandonou tudo para ficar ao lado da amada. Casaram-se cedo e, apesar das fofocas, logo se tornaram o casal querido do bairro: ela, uma alfa vibrante; ele, um beta gentil e sereno. Eram diferentes, mas perfeitamente complementares.
Até a segunda tragédia acontecer.
As contrações vieram de madrugada e cedo demais, eles correram ao hospital com medo do que poderia acontecer e a última imagem que Hyunwoo teve de Seo Goeun foi entrando nos corredores da UTI. O parto foi difícil, violento, e ela faleceu sangrando após ficar apenas vinte minutos com a filha nos braços. O seu último ato de amor foi dar o nome de “Ara” para a filha, um nome que sonhava desde menina. Hyunwoo, naquele momento, conheceu o céu e o inferno de uma vez só, definindo aquela noite como a pior de toda a sua vida.
Voltou para a casa da tia com a filha nos braços e a alma em ruínas. Por meses, mergulhou numa depressão profunda. Mal conseguia escutar o choro da bebê sem sentir todos os sentimentos negativos do rancor e da raiva, e se não fosse pela tia, a menina poderia ter morrido sem os cuidados devidos. Foi numa noite de febre que ele, pela primeira vez, sentiu o medo real de perder a filha e finalmente despertou para o papel que a vida havia lhe dado: ser pai.
Sete anos se passaram, Hyunwoo tinha concluído o treinamento militar, entrou para a polícia e passou no exame para oficiais. Logo se destacou como sargento e, mais tarde, como detetive — determinado, brilhante, movido por uma única obsessão: descobrir o que realmente aconteceu com seus pais… e com sua esposa. Duas investigações, um único objetivo: justiça.
Hoje, Seo Hyunwoo dedica sua vida à filha e à tia, suas duas grandes motivações. Aceitou, por fim, a herança dos Seo e a transformou em conforto e proteção para quem realmente ama. Ele é a prova viva de que, mesmo entre as cinzas, pode nascer alguém inteiro.
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O cheiro de café recém-passado ainda pairava no ar quando ela se virou, tentando manter a compostura. A testa franzida, os ombros tensos. As mãos apertavam a bandeja com tanta força que o barulho da porcelana se chocando quase abafava a voz irritada que escapou dos seus lábios. ❝ Olha aqui, senhor… ❞ ela começou, num tom que tentava ser profissional, para explicar ( pela quinta vez! ) que não havia anotado errado. ela nunca errava nenhum pedido; ele não deveria ter deixado a filha, que deveria ter cerca de oito anos, fazer o pedido. O homem, com olhos arregalados e as mãos gesticulando como se ela tivesse cometido um crime, bufava palavras que beiravam o histerismo. E então ( como se o universo tivesse decidido brincar com sua paciência ) a porta do café se abriu e um policial entrou. alguém lá fora gritou por ele, e o velho aproveitou a deixa.
Sunny parou. Aimplesmente parou. Piscou, desacreditando da cena absurda. fez uma careta discreta ao policial e assentiu com a cabeça. Com passos firmes, guiou o homem até a porta do estoque, nos fundos do café. ❝ O quê? ❞ perguntou assim que estavam a sós, o rosto ruborizado de raiva e constrangimento. ❝ Eu vou mesmo ter que fingir conversar com um policial porque a criança achou que seria engraçado pedir um latte com leite normal invés de leite de aveia para o pai? ❞ ele parecia calmo. Calmo demais. Que irritante! ❝ Fala sério! ❞ ela explodiu, jogando as mãos para o alto. ❝ Eu tô sozinha hoje, senhor policial. tem uma fila lá fora e esse cara… esse cara tá surtando por nada ❞
Ela começou a andar de um lado para o outro, os passos curtos e apressados como se o movimento pudesse escoar a raiva que fervia sob sua pele. Os braços cruzavam e descruzavam, gesticulando para o nada. ❝ Pedido errado? Pff, não tava errado… ❞ murmurou para si mesma, lutando para não xingar. Mas falhou. A frustração subiu quente e impulsiva ❝ Maluco do caralho ❞ o palavrão escapou. Só então ela parou. Parou de andar, de falar, de respirar fundo. Um frio percorreu sua espinha quando lembrou da presença do policial ali ao lado, definitivamente ouvindo tudo.
Hyunwoo precisou de paciência, não com a mulher, ela era apenas a vítima ali, mas com o homem que era o tipo que atrapalhava por prazer próprio. Assentia enquanto ela falava, o mal humor dela era visível, mas era bom extravasar as vezes, então apenas deixou, dando de ombros enquanto ela continuava a falar. "Exatamente por isso que te tirei de lá" Disse com calma, enfiando as mãos nos bolsos enquanto fazia o doce derreter na boca, fazendo o mesmo ir de um lado a outro enquanto ele acompanhava a mulher com os olhos.
"Eu acredito em você, ele claramente está tentando chamar a atenção" Falou, pendendo levemente a cabeça após isso, principalmente depois da exaltação com o palavrão, quando o olhar dela foi direcionado para ele, apenas riu, porque era engraçado quando via pessoas com medo de xingar perto dele. Negou com a cabeça e então se aproximou dela, as mãos indo em seus ombros, onde massageou de leve, com a ponta dos dedos para não causar nenhum desconforto e de frente pra ela pra não parecer que estava tentando alguma coisa errada. "Tá mais calma? Porque quando a gente voltar, ele vai tá ouvindo tanta merda dos clientes que provavelmente vai embora sem pedido, sem pagar, sem nada. E você precisa estar calma"
Hyunwoo estava aguardando a filha sentado naquele banquinho que já era conhecido pelo policial, o copo de café gelado descansava do lado do copo de milkshake que gostava de comprar pra filha, quando Chaeyeon se aproximou, decidiu por oferecer o café gelado para ela, até porque logo compraria outra. “Eu gosto da ideia, mas seria onde?” O que ele não esperava era que o convite se estendesse para ele, que encarou a mulher com cuidado para ver se era algo sério e assentiu, porque ela poderia realmente achar que ele iria negar aquele convite. “Desculpa, é uma boa ideia sim” Sorriu sem jeito, sentindo o rosto um pouco quente, desviando o olhar rapidamente para evitar que ficasse ainda mais constrangido. “Bem, o que você acha de ser lá em casa? Tem um quarto de hóspedes, onde você pode dormir lá e as meninas ficam no quarto da Ara” Rapidamente ergueu a mão para poder complementar a frase por, talvez, não ter se expressado direito. “O que quero dizer é que… pra você não ter que voltar muito tarde pra casa e, assim, você conhece a minha casa também, já que a Chunmi pode dormir lá as vezes” Com o nervosismo, acabou bebendo do milkshake da filha, mais uma desculpa para ir até o café perto dali novamente, já estava acostumando com aquele gosto adocicado do morango, que se tornou um gosto de seu agrado só por causa da filha.
a oferta do café gelado foi recusada entre um reverencia de agradecimento , chaeyeon não era a maior fá do sabor amargo talvez por isso seu cheiro era mais doce ou talvez fosse só uma coincidência . ❛ pode ser na minha ou na sua casa , por mim qualquer uma das opções é boa e pra você ? ❜ a pergunta fora direcionada ao outro propositalmente , tinha noção que hyunwoo tinha mais dinheiro e talvez pudesse ficar desconfortável em uma casa menor e mais simples e mais cheia já que não era só mãe e filha mas os avós também em um só lugar .
o silêncio de hyunwoo lhe deixou apreensiva por um segundo ou dois até que começasse a tagarelar tentando se defender ao notar que ele a encarava . ❛ eu não quis dizer de um jeito estranho , só pensei que a gente sabe como cuidar de nossas filhas e tomar conta da filha um do outro vai ser diferente então um pode ensinar ao outro , mas a gente pode fazer uma lista com informações ou algo assim . ❜ o sorriso que ele deu entre o leve corar das bochechas porém fez com que a expressão do rosto de chaeyeon beirasse a uma clara confusão . ❛ você não recebe mulheres na sua casa tem um tempo né ? ❜ as palavras apenas deixaram sua boca quando deveriam ter ficado em seu pensamento , o que fez chaeyeon tossir como se pudesse disfarçar o feito . ❛ eu quis dizer que . . . ❜ ela disse exatamente o que quiser dizer , não que pudesse julga-lo de qualquer forma seria muita hipocrisia de sua parte .
a oferta da casa do mesmo a deixou um pouco mais tranquila , ao menos ele tinha aceitado a ideia da festa do pijama , mas de novo a mão pro alto como se ele estivesse se rendendo a fez ficar confusa de novo só pra rir em seguida ( que fofo ! ) dessa vez porém conseguiu conter a língua . ❛ eu entendi , relaxa , eu acho que vai ser bom pra nós dois ficar um pouco juntos , assim você deixa de ficar tão nervoso comigo . ❜ porque aquela era a única explicação que conseguia pensar ao vê-lo se explicando sempre ou desviando o olhar ou tomando o milkshake que deveria ser de ara . ❛ vamos pensar que é uma festa do pijama pra gente também , ok ? ❜ seria bom que se tornassem amigos pelo bem da amizade de suas filhas .
A comunicação com Hyunwoo sempre foi esquisita mesmo, o fato de não conseguir socializar vindo de diversos fatores minimamente traumáticos da construção de sua personalidade, ainda mais sendo privado de uma vida social normal, Hyunwoo estava indo bem até. Assentiu quando ela se explicou, não se incomodou com o lado tagarela da mulher, era bom tudo ser muito bem explicado mesmo, quer dizer, não só por parte dela, o que mais acontece é sempre o contrário.
Você não recebe mulheres na sua casa tem um tempo. Ok, é uma frase como qualquer outra, uma curiosidade constante até por parte de sua tia, mas Hyunwoo levava pessoas pra casa dele, mas eram pessoas que iam embora em algumas horas depois e sem muita história por trás, com um intuito apenas e quase sempre era só Hyunwoo e a pessoa, deixando a filha na casa da tia. "Não pra isso" Falou baixo, mas logo ouvia o complemento da frase e acabou sorrindo, apenas assentindo que tinha entendido.
"Desculpa, eu ainda sou a letra i no meu mbti e sou um desastre com isso, e não acho que vá mudar" Riu um pouco nervoso, notando que a mulher tinha recusado o café e que tinha bebido o milkshake da filha, naturalmente, a menina faria aquela carinha que ele odiava. "Eu não sou a pessoa mais divertida do mundo, Chaeyeonssi. Mas, eu gosto de ver filmes, não sei se isso pode ser colocado em uma lista de coisas divertidas pra se fazer em uma festa de pijama" Riu ao falar sobre isso, voltando a beber o milkshake sem problemas.
Se fosse parar pra pensar, as suas experiências não incluíam festas de pijama ou bailes escolares, era patético pensar que nunca soube sequer como agir em uma coisa como essa e então voltou o olhar para a mulher, só para dizer. "Eu nunca fiz isso antes, sabe, essa coisa de festas e encontros de amigos, não tive uma adolescência muito… normal. Acho que é por isso que eu topo essas coisas, quero que a Ara tenha tudo aquilo que eu nunca tive antes"
Dasom soltou uma risadinha com a resposta do homem. Mas estava aliviada, é claro. Teria problemas muito grandes se o vaso de fato tivesse quebrado. Viu quando ele deixou o café à sua frente e o alcançou para tomar um gole curto e depois segurá-lo só para roubar o calor da bebida e esquentar as pontas gélidas dos dedos. Com o pedido para que explicasse a situação, enquanto pensava em como começar a história, Dasom percebeu que havia um pouco mais sob sua impulsividade a respeito da garrafa. Uma coisa que não falava com frequência porque preferia ignorar, talvez: ━━ Homens como ele não gostam de levar um fora. ━━ Então, mostrou seu braço, onde as marcas dos dedos dele estavam desenhadas em sua pele. ━━ Acham que porque eu trabalho em uma casa noturna que sou propriedade pública. Mas nem se fosse um puteiro ele poderia encostar nas meninas, não é? ━━ Então, Dasom de ombros: ━━ Ele só encontrou alguém que vai ensiná-lo a se comportar em público.
Talvez fosse a ligação com a própria filha, Hyunwoo se tornou um dos quase inexistentes policiais que ouvia o que tinha por trás das ações de uma mulher, vindo de um país como o dele, não só as mulheres como ômegas pareciam sofrer esse tipo de situação e a sua visão neutra ajudava a entender isso. Hyunwoo também tinha a informação do homem ser um alfa, era uma informação importante, sabia como a sociedade tratava aquelas classificações, então vários pontos sociais são colocados nisso.
E os olhos caíram sobre a pele branca com as marcas que fez o seu sangue ferver um pouco, deixando claro em sua expressão que não tinha gostado nada de ver aquilo. Suspirou e disse em voz baixa algo como — cretino filho da puta — Mas logo ele estava ocupando a boca com a borda do copo onde estava o café quente, depois de um gole que ajudou a acalmar as coisas, ele voltou a falar. "Você quer ir no médico? Eu sei que você pode achar que não vai dar em nada, mas um laudo desses pode te ajudar se o meliante decidir te denunciar" O que não ia acontecer, porque Hyunwoo faria questão de não deixar, o caso agora seria dele e se tinha alguém ali que conseguia convencer bem esse tipo de cara, era o policial. "E depois eu te levo pra comer alguma coisa, o que você acha? É rápido, posso te garantir"
A decisão de irem pro shopping foi toda de Ara, estava no trabalho quando recebeu a ligação da pequena dizendo pra encontrar ela e a tia Haery no shopping. Ele só não esperava ser colocado naquela cadeirinha de plástico, com os braços cruzados na altura do peito enquanto a mulher pintava em seu rosto, uma borboleta multicolorida porque tinha que combinar com a filha.
Haeryeon foi poupada, porém era possível vê-la rindo por trás da mão que escondia o próprio rosto. "É melhor você parar de rir, mocinha" Disse em um tom jocoso, enquanto se acomodava na mesa que escolheu para lanchar com a filha e a vizinha. Algumas pessoas riam quando passava ali, mas nada que fosse lhe incomodar de qualquer maneira, sabia que a visão não era a mais comum, o homem estava usando a roupa que sempre usava no dia a dia, calça jeans, all star, a blusa social debaixo da jaqueta de couro, tudo combinado com a borboleta em um misto de rosa, roxo e verde com muito glitter que enfeitava o rosto do policial.
Viu a filha arrastar Haeryeon para algum lugar que vendia doces quando viu o caderno caindo no chão, aberto e virado para o chão, pegou o objeto e ele não queria ler o que estava ali, mas policial e sexy foram palavras que lhe roubaram a atenção, fazendo aquilo que criticavam as pessoas que faziam… ele leu o que estava escrito ali, suspirando ao perceber que era sobre ele.
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A bebida antes de matar, humilhava. Kwangsik não sabia que havia passado pela maior humilhação de sua vida até se mexer desconfortavelmente naquele sofá e perceber que não estava em casa. A claridade foi o estopim inicial para seu despertar, mas a voz do homem ao fundo foi o que ligou todas as antenas do ômega, que ergueu a cabeça de repente para virá-la na direção do som. Péssima decisão, pois a dor apareceu imediatamente e arrancou um resmungo do rapaz. Com uma lentidão atípica, ergueu-se até se sentar apenas para conferir que ainda estava vestido e que não tinha perdido nenhum membro no caminho. Passou as mãos pelo rosto, respirando profundamente.
━ Bom dia pra você também, Hyunwoo. Favor não ser irritante comigo logo cedo. ━ Resmungou, estendendo as mãos para puxar aquela cartela de aspirinas e beber toda a água em goles longos. Como ele havia parado ali era um mistério, pois não se lembrava de boa parte da noite anterior, mas se o próprio cheiro fosse um indicador de algo, certamente seria de que havia passado da conta.
Entregou-se à preguiça e à dor de cabeça, tornando a se deitar naquele sofá, colocando um dos braços sob os olhos para tentar bloquear parte do sol. ━ Como foi que eu vim parar aqui? A gente não transou, né?
O sorriso brincou nos lábios do policial de forma silenciosa, pegou a sopa que a tia tinha preparado e lhe entregado pela manhã, haviam duas por suspeita do sobrinho ter bebido também, mas Hyunwoo apenas guardou na geladeira, comeria mais tarde. Esquentou a sopa e foi até a sala, deixando os dois sobre a mesinha antes de ir até a varanda da casa, retirou um dos seus cigarros "mágicos" como gostava de dizer e levou até a boca.
Um dos vários motivos de ter escolhido um terreno tão extenso, além do fato de caber perfeitamente duas casas e manter a sua privacidade dentro dos eixos, também podia fumar sem ouvir reclamação de vizinhos. "Antes que diga qualquer coisa…" Disse enquanto colocava o cigarro entre os lábios e acendia a droga. "Eu tenho autorização para uso medicinal" E então deu um trago longo, prendeu e soltou, como tinha escutado em alguma música do snoop dogg ou pode ter sido de outro rapper por aí.
"Infelizmente não… eu não transo com pessoas bêbadas" E então respondeu a pergunta dele, se sentando na cadeira que ficava ali, podendo assim olhar o rapaz que ainda estava no sofá. "Foi a minha tia que fez essa sopa, então pode comer numa boa… Ela cozinha muito bem e ficou muito preocupada com você" Cruzou as pernas. "Se lembra pelo menos da briga que eu te livrei ontem?"
Não era a primeira vez que Dasom parava na delegacia. Normalmente, para prestar depoimento e ser liberada logo depois. Podia ter um histórico pouco favorável, mas não era burra. Então o tal histórico era resumido em estar no lugar errado na hora errada, presumidamente. Mas, daquela vez, precisou passar da mesa de um dos oficiais e foi levada para uma sala nos fundos da delegacia. Precisava esperar a resposta do hospital para ver no que ia dar.
Quebrar a garrafa na cabeça de uma pessoa pode não ter sido a ideia mais inteligente que já teve, mas Dasom era reativa e a garrafa de cerveja era o que estava mais perto de sua mão. Não se arrependia do que tinha feito. E, ainda achava que deveria ter enfiado a parte da garrafa que ficou em sua mão em algum lugar como barriga ou pescoço, mas manteve essa parte para si mesma enquanto contava a história.
Então, o som da maçaneta girando a fizera virar a cabeça para ver quem era e não conseguiu conter o sorrisinho pequeno, mas satisfeito ao ver Hyunwoo. ━━ E então, ele morreu? ━━ Perguntou sem hesitar. Seu tom de voz era limpo, não dava para dizer se estava esperançosa ou preocupada com as possibilidades. Mas achava difícil. Alguns pontos, mas nada mais que isso. ━━ O que vai ser? Devo chorar e dizer o quão arrependida estou? ━━ O sarcasmo escorrendo pelas palavras como veneno.
Talvez fosse o fato de conhecer a comunidade muito bem ou talvez por ser o melhor para lidar com aquela situação, de qualquer maneira, quando Dasom foi colocada na sua sala, Hyunwoo entendeu que teria que cuidar dela. Depois de entender o que tinha acontecido e ter dado uma avaliada na situação da vítima, depois de estar totalmente por dentro de tudo, pegou dois copos de café e seguiu até a sala.
Entrou na sala e ficou algum tempo apenas observando a mulher, no momento em que ouviu a nova informação sobre o estado da vítima, fechou a porta, suspirou e deixou o copo na frente dela. "Não, vaso ruim não quebra tão fácil" Comentou em um tom jocoso, era apenas um ditado popular, não havia parcialidade naquilo. Se sentou de frente pra ela e tomou um gole generoso da bebida antes de deixa-la sobre a mesa. "Vamos, estamos sozinhos e essa é a minha sala, pode conversar comigo como se estivéssemos na sua casa" Cruzou as pernas e apoiou a cabeça na palma da mão. "O que ele fez pra merecer isso?"
Hyunwoo veste uma jaqueta de camurça marrom em tom caramelo escuro, com gola de couro preto e zíper metálico frontal. Por baixo, ele usa uma camiseta preta básica com bolso no peito, encaixando perfeitamente com seu estilo casual e prático. A calça preta tem acabamento levemente acetinado, ajustada ao corpo, realçando a sua silhueta atlética. Nos pés, ele usa uma bota masculina de camurça na mesma tonalidade marrom da jaqueta, com solado firme e bico levemente arredondado. O look complementa com um cinto preto de couro com fivela prateada e detalhes de tachas metálicas, além de uma corrente prateada simples no pescoço, onde está a aliança no qual lhe é inseparável.
Reforçando a harmonia do visual, adiciona-se o visual de Ara que usa um conjunto adorável e acolhedor, perfeito para os dias mais frescos. Veste uma camisa branca com gola tradicional por baixo de um vestido de alças em tom mostarda, por cima, ela usa um cardigã oversized de tricô em tom castanho claro, com botões grandes que realçam ainda mais a sua fofura e protegem do vento. Nos pés, calça meias caneladas marrons combinando com mocassins de couro marrom com fivela dourada, que adicionam um toque refinado e clássico ao seu visual. Os cabelos longos e ondulados estão soltos, decorados com uma presilha grande amarela. Ela segura a sua mochila de ursinho de pelúcia, completando a imagem doce e encantadora da criança.
❛ㅤㅤ━━ㅤㅤA essência de Hyunwoo é como ele: sutil, mas impossível de ignorar. Ela se manifesta com elegância e propósito, carregando uma aura que vai muito além da classificação beta. Um perfume que não grita, mas enche o espaço com firmeza e calma, desafiando as expectativas dos instintos alheios. Um aroma composto por bergamota e camomila, com notas de âmbar ao fundo, uma combinação que, ainda que suave, carrega uma complexidade emocional que poucos conseguem decifrar de imediato. O primeiro a ser notado é a bergamota, fresca e cítrica, traz clareza e foco, refletindo o lado mais racional e observador de Hyunwoo. Abaixo dessa camada, há o conforto morno da camomila, floral e herbal, esse aspecto de sua essência é profundamente vinculado ao seu afeto e ao cuidado silencioso que dedica à filha e às pessoas que ama. Como nunca demonstra os seus sentimentos em palavras, a sua essência fala por ele e é nela que vive o carinho não dito, o aconchego presente no toque de um cobertor bem colocado, nas noites em claro estudando sobre os interesses da filha, no olhar atento de quem ama com uma paciência imensa. Mas é o âmbar que entrega as profundezas de Hyunwoo, quente, denso e terroso, revela o que ele tenta esconder de si mesmo, ao contrário da bergamota e da camomila, que são leves e tranquilas, o âmbar é ancestral, quase animal. Essa essência, que escapa da lógica da classificação, confunde e intriga. Como beta, Hyunwoo não deveria carregar um cheiro tão marcante, no entanto, a sua presença é sentida como a de um alfa — não por domínio ou agressividade, mas por uma firmeza silenciosa que exige respeito. Alfas se sentem deslocados perto dele, como se algo estivesse fora de sintonia. Ômegas, por sua vez, são atraídos de maneira instintiva, não por desejo, mas por um senso de segurança visceral, como se perto dele fosse impossível de se ferir. Nunca usou a sua essência como arma, mas é, em si, uma armadura invisível e ao mesmo tempo um espelho da alma. Cada camada traduz uma parte de si e, ainda que Hyunwoo seja feito de silêncio, a sua essência fala e, quem tem sensibilidade o suficiente pata escutar, ela diz tudo o que ele não consegue.
Bergamota.
Um cítrico suave, refinado, levemente adstringente. Transmite clareza, energia calma e frescor emocional. Representa o lado racional, ativo, sereno do Hyunwoo. É a primeira impressão, como se sua presença limpasse o ar ao redor.
— Domina quando está resolvendo casos ou em posição de proteção, transmite clareza, alerta e respeito.
Camomila.
Um aroma floral e herbal, associado a cura, tranquilidade, cuidado e acolhimento. Reflete o carinho e instinto protetor dele, especialmente como pai da Ara, alguém que cuida sem sufocar, que acalma sem impor.
— O cheiro toma forma quando alguém está ferido, quando protege sem dizer nada. É quase materno, profundamente calmante. É o que faz ômegas e alfas abaixarem a guarda — mesmo sem entender por quê.
Âmbar.
Fundo quente, amadeirado e um pouco doce. Representa a intensidade emocional, o mistério e a sensualidade controlada. Mostra que, apesar da tranquilidade externa, há uma paixão contida, marcas do passado, e profundidade emocional que poucos alcançam.
— Aparece quando ele revive memórias, quando tem pesadelos, quando teme perder alguém, ou quando se permite desejar. É o peso do passado, o calor do instinto que ele tenta conter, a dor transformada em força.
aparência física.
❛ㅤㅤ━━ㅤㅤSeo Hyunwoo carrega uma beleza quieta, firme e ligeiramente rebelde, um equilíbrio perfeito entre o clássico e o indomado. Carrega traços definidos com delicadeza, mas há algo na maneira como sustenta o olhar, direto e inabalável, que o torna inesquecível. Os seus olhos são escuros e intensos, levemente cerrados, como se carregassem mais perguntas do que respostas. Transmitem uma vigilância constante, quase protetora, mas sem agressividade. Hyunwoo observa antes de agir, e esse cuidado está todo ali, no silêncio do olhar. O cabelo é escuro e levemente ondulado, cai livre até um pouco abaixo da nuca, com fios que frequentemente escapam da ordem, como se nunca fizesse muito esforço para domá-los. A textura natural e o corte mais longo contrastam com o seu estilo geralmente sóbrio, dando um ar de rebeldia contida, como se nem tudo nele pudesse ser domesticado. Quando prende o cabelo, deixa fios rebeldes caírem displicentemente sobre os olhos. O estilo de Hyunwoo tende a peças sociais — camisas bem cortadas, blazers estruturados e tons neutros. Mas há sempre um detalhe que quebra a rigidez: uma jaqueta de couro jogada por cima da camisa branca impecável ou calças de alfaiataria combinadas com um par de tênis All Star gastos, mas uma peça permanente no seu visual é aliança de ouro com um pequeno diamante no centro, preso em uma corrente discreta que mantém escondido sob a gola. Nada em Hyunwoo é chamativo, mas tudo tem significado, se veste como quem sabe quem é, sem precisar provar nada. E mesmo com essa estética clássica, há um charme sutil e denso que permeia a sua presença, algo que escapa da lógica visual e se sustenta na energia que carrega consigo.
starter fechado com @fuckingivnt na escolinha . . .
como chunmi e ara eram melhores amigas , chae fazia alguma questão de sempre falar com hyunwoo ( pai de ara ) sempre que o via tentando criar algum vínculo de confiança entre eles assim poderiam deixar as filhas um com o outro em algum momento sem receio . assim as vezes , como naquele caso , se encontravam em um dos banquinhos na entrada da escola conversando enquanto esperando as meninas ao final das aulas do dia para irem pra casa . ❛ a chunmi vem falando sobre fazer uma festa do pijama , o que você acha ? ❜ afinal ambos precisavam estar de acordo . ❛ pensei que seria legal você participar também , acho que sendo a primeira delas seria bom estarmos juntos , não ? ❜ já que mesmo que fossem muito amigas ainda estariam em um lugar novo então ter os pais poderia ser reconfortante de certa forma .
Hyunwoo estava aguardando a filha sentado naquele banquinho que já era conhecido pelo policial, o copo de café gelado descansava do lado do copo de milkshake que gostava de comprar pra filha, quando Chaeyeon se aproximou, decidiu por oferecer o café gelado para ela, até porque logo compraria outra. “Eu gosto da ideia, mas seria onde?” O que ele não esperava era que o convite se estendesse para ele, que encarou a mulher com cuidado para ver se era algo sério e assentiu, porque ela poderia realmente achar que ele iria negar aquele convite. “Desculpa, é uma boa ideia sim” Sorriu sem jeito, sentindo o rosto um pouco quente, desviando o olhar rapidamente para evitar que ficasse ainda mais constrangido. “Bem, o que você acha de ser lá em casa? Tem um quarto de hóspedes, onde você pode dormir lá e as meninas ficam no quarto da Ara” Rapidamente ergueu a mão para poder complementar a frase por, talvez, não ter se expressado direito. “O que quero dizer é que… pra você não ter que voltar muito tarde pra casa e, assim, você conhece a minha casa também, já que a Chunmi pode dormir lá as vezes” Com o nervosismo, acabou bebendo do milkshake da filha, mais uma desculpa para ir até o café perto dali novamente, já estava acostumando com aquele gosto adocicado do morango, que se tornou um gosto de seu agrado só por causa da filha.
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Eunseo quase caiu da cadeira. O corpo foi de tenso para mole em questão de segundos após espreguiçar-se como se fosse a pessoa mais preguiçosa e cansada do mundo. As rodinhas chegaram a rodar e ele foi salvo pelo policial ao lado, que a segurou enquanto Eunseo parecia água escorregando do assento. As costas pediam socorro. Pelo menos o outro dia era sua folga.
"Não 'tá dando mais pra ler, pra pensar, pra ser" era como ele se sentia. Eunseo se endireitou na cadeira no mesmo instante em que uma nova gritaria preencheu a delegacia. Felizmente, não era ele quem lidaria com mais outra briga entre nativos e estrangeiros bêbados. "Vai fazer alguma coisa depois daqui? 'Tua folga caiu amanhã também?" ele girou a cadeira para sua esquerda, seu herói de minutos atrás. "Paga uma bebida pro seu hyeong".
Eram em momentos raros como aquele que tinha a sua atenção roubada e o barulho que Eunseo fez com a quase queda foi um deles, fazendo os olhos desviarem dos papéis na sua frente para a figura que vinha em sua direção e o impediu de acabar causando algum tipo de acidente. Afastou a cadeira no momento em que ele se endireitou, voltando a olhar para o relatório que fazia. “Caiu, tô achando que quem tá fazendo a nossa escala é aquela maluca do primeiro andar” Disse sério, porque realmente estava desconfiado disso. E então ouviu o que ele realmente queria com aquela conversa fiada, encostando-se na cadeira para encarar a figura do amigo por alguns segundos. “Você quer só a bebida, hyung?”
O tom debochado de Hyunwoo denunciava o interesse por trás do interesse dele, porque os dois trabalhavam muito bem com isso. E por mais que pudesse parecer que não estava interessado, enquanto aguardava a resposta, pegou na primeira gaveta de sua mesa, a carteira, o distintivo e o celular, dando uma olhada rápida para ver se tinha alguma mensagem da escola de sua filha. “Vamos, antes que eu mude de ideia” Se levantou e simplesmente seguiu para a saída do posto policial.
Estava terminando o relatório do dia quando ouviu aquela voz que conhecia tão bem, ao menos conhecia bem o suficiente para saber de quem estava ali mais uma vez, com algum problema bobo para resolver. Terminou o documento e foi até a sala do seu superior, apenas para deixa-lo lá e pedir que o chefe assinasse. Se despediu rapidamente, vestiu a sua jaqueta e seguiu até a recepção.
"Isso tudo é saudades, meu amor" Brincou assim que viu a mulher ali novamente, levando a mão até o ombro do oficial que cuidava do caso dela, dando um sinal de que ficaria responsável por ela. "Vamos tomar um café e você me explica o que aconteceu" Disse docemente enquanto guiava a mulher até a saída do posto policial, abrindo a porta e dando passagem para ela. "E depois a gente volta pra oficializar tudo, se for o caso"
Depois da ida ao bar para recuperar o garotinho rebelde, Hyunwoo estava fazendo o que já tinha cansado de ouvir de sua tia que não deveria fazer, colocando um estranho dentro da sua casa. É óbvio que não era tão ingênuo assim, não demorando para levar a sua filha até a casa da piscina, onde morava a sua tia. Ara nunca se importava de dormir com a tia e amava aquela casa que ficava na parte de trás, confortável e cheio de coisas divertidas pra fazer.
Antes de ir pra própria cama, deixou sobre a mesinha de centro um copo de água com a tampinha de vidro charmoso que ganhou no chá de panela que fez na corporação, junto com uma cartela de aspirinas, um post-it indicando que ele deveria tomar aquilo assim que acordasse. E só assim foi para o seu quarto se entregar ao cansaço. No dia seguinte, achou que acordaria sozinho, mas se surpreendeu em ver o rapaz ainda largado sobre o seu sofá, babando no tecido bege do seu móvel novinho.
Decidiu ignora-lo e seguiu até a cozinha onde prepararia o café dos dois, sabendo os resultados da noite anterior, Hyunwoo apenas preparou um café extra forte sem açúcar para a ressaca que provavelmente viria com o humor ácido do ômega. E então ouviu sons que pareciam ser dele ecoando naquele cômodo. "Até que enfim, é esquisito você estar em um ambiente silencioso" Disse em um tom alto o suficiente para ele ouvir, já que estavam apenas os dois na casa, não precisava ser tão barulhento. "Me acostumei com você sempre reclamando da vida, esse silêncio todo chega ser assustador"
Hyunwoo saiu do posto policial com uma cesta de produtos de estética, não entendeu o que tinha dado de errado na operação mais cedo e isso estava lhe deixando muito frustrado, confuso e irritado, alguém deve ter entregado a operação para os caras que estavam investigando, a movimentação estranha foi totalmente normalizada de maneira surpreendente, por sorte ninguém entregou o disfarce e todos seguiram na normalidade, por isso que Hyunwoo precisou comprar aquela cesta para fingir que a sua finalidade era essa. Foi na volta pra casa que encontrou a mulher naquele estado, sempre passava naquela parte do bairro porque ficava perto da escolinha de sua filha, mas demoraria muito para dar a hora dela sair, por isso que não teve problema nenhum em desviar o caminho.
A imagem de Haeryeon sentada no meio fio e com aquele pequeno corte no joelho despertou em Hyunwoo o seu lado super protetor, pois era possível notar a confusão no olhar dela ou pelo menos ela parecia assim. Não deve ter sido nada demais, uma queda talvez, um tropeço, mas Hyunwoo sentiu como se algo muito grave tivesse acontecido, se colocando a frente dela e ficando sobre um de seus joelhos para ficar na mesma altura que a mulher. Foi o momento que ouviu a mulher dizer aquilo, sorrindo docemente enquanto tirava do bolso do casaco um band-aid tamanho grande, sempre andava com um dentro do bolso por causa de sua filha, então Haeryeon teria que se contentar com um curativo do pompompurin com a estrelinha dele a mostra. Hyunwoo não disse nada no começo, apenas se colocou de costas para ela sem dizer nenhuma palavra, apenas esperando que a mulher subisse, e só quando se viu em pé, carregando a mulher com ele enquanto segurava a tal cesta de produtos, que Hyunwoo disse, em um tom gentil. “Tudo bem. Eu cuido de você”
todas as fotos do hyunwoo foram tiradas pelos outros e o seu instagram é lotado de fotos que mal mostra a cara dele. triste. porém as fotos preferidas dele são com a filha.
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Estava sentado naquele sofá fazia alguns minutos, os olhos focados no vídeo que tinha em seu celular, onde podia ver a filha brincando na sala de sua casa junto com a babá da vez, e não era a vizinha que lhe ajudava as vezes. Só parou de ver o vídeo quando ouviu o som da porta atrás dele, bloqueando o celular e deixando o aparelho sobre a mesa. "Hoje quem atrasou foi você" Sorriu, virando a cadeira giratória até que pudesse olhar o rosto do seu psicoterapeuta. Era incrível como Chiwoo era jovem demais para ouvir todos os problemas que ele deveria ouvir naquela sala, por isso que, desde quando começou, Hyunwoo não falava nada sobre as coisas que viveu.
Esperou que o seu terapeuta se sentasse e então ficou encarando a sua figura por alguns minutos antes de falar algo que nunca estava ligado aos seus traumas. "Hoje Ara decidiu usar rosa" Soltou, como se realmente fosse algo relevante para se dizer. "E por sorte, a minha tia tinha guardado as roupinhas cor de rosa que ela ganhou de aniversário e ela pareceu detestar no dia" Riu baixo, brincando o com celular sobre o tampo da mesa. "Agora parece que ela gosta dessas roupas, porque demorou pra escolher uma..." Ficou em silêncio para ouvir qualquer comentário sobre o que tinha falado e o silêncio lhe arrancou uma risada sincera. "Acho que o papel se inverteu, né? Dessa vez, é você... É você que não está me ouvindo, né?"
Uma grande confusão, estava caminhando pela cidade em direção a um café porque precisava de cafeína correndo pelas suas veias, a carteira amassada de cigarros no bolso do casaco necessitava de companhia naquele fim de tarde, todos os estabelecimentos prontos para fechar até que foi interrompido, ainda na entrada do café. No momento em que abriu a porta, em vez de ouvir o sino típico indicando que alguém entrava, ouviu alguém gritar — ELE É POLICIAL!
O arrepio na espinha foi o primeiro sinal, já sabia que viria problema e nem sempre era algo realmente relevante. Com o amontoado de pessoas vindo em sua direção, apenas ergueu as mãos no ar e deixou-se ser praticamente arrastado até o caixa. E então o homem falou sobre ter feito um pedido e ter sido entregue o errado, ok, é só isso? O policial precisou suspirar e deixar que toda a paciência ficasse canalizada dentro do seu chakras para então se virar para a atendente. "Com licença, moça. Podemos conversar em particular?" Falou docemente e em uma linguagem imparcial, porque realmente precisava mostrar que se importava com a queixa do senhor.
Quando finalmente ficaram a sós no estoque do café, se encostou em uma das prateleiras e tirou dali uma bala. "Eu vou pagar por essa bala, ok?" Suspirou, levando o doce até a boca e apoiando-se ali. "Cinco minutos, tá bom pra você? Eu sei que estou te tirando do seu trabalho, mas... enfim... só estou tentando te ajudar!"